Lula recua de nova derrota e indicação de Jorge Messias para o STF será depois da eleição

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos “trackings” do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6×1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Coluna do Claudio Humberto

 

Presidente da Câmara Hugo Motta voou 176 vezes em aviões da FAB e 43% das viagens para o seu Estado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizou 176 voos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) durante seu mandato à frente da Casa. Do total, 43% dos deslocamentos tiveram como destino a Paraíba, seu estado natal, o que levanta questionamentos sobre o uso de aviões oficiais para viagens de caráter pessoal, proporcionando deslocamentos de aeronaves com apenas um passageiro, o que gera enormes prejuízos e desperdícios do dinheiro do contribuinte de impostos.

Os números, que abrangem o período desde que assumiu a presidência da Câmara, colocam Motta entre os parlamentares que mais utilizaram a frota da FAB em viagens recentes, alimentando questionamentos sobre transparência e critérios de utilização de recursos dos pagadores de impostos na aviação oficial pelo Legislativo.

Jornal da Cidade Online

 

O golpe de R$ 20 bilhões do Itaú contra o Estado de São Paulo: A face oculta do maior banco do país

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, tornou-se também o maior devedor de impostos da cidade de São Paulo. Segundo a Prefeitura, o conglomerado deve R$ 19,9 bilhões, sendo R$ 9,4 bilhões de responsabilidade do Itaucard. A origem da dívida é uma fraude tributária: entre 2015 e 2019, o banco montou escritórios de fachada em Poá, município da Grande São Paulo com alíquota de ISS de 0,25%, contra os 2% cobrados na capital, onde de fato funcionava sua operação real. A farsa foi flagrada em 2019 pelo então vereador Ricardo Nunes, hoje prefeito de São Paulo, à frente da CPI da Sonegação Tributária. Diretores do Itaú, convocados a depor, confessaram nunca terem pisado em Poá, expondo como falsas as atas de assembleias que sustentavam a fachada.

Uma das sedes funcionava numa sala de 14 m² na sobreloja de um supermercado. Julgado e condenado por má-fé pelo Conselho Municipal de Tributos, o banco agora deve pagar em dobro: o imposto sonegado mais 100% de multa qualificada, por dolo comprovado. Há ainda uma segunda fraude apontada pelo CMT, envolvendo omissão de receitas do marketplace do banco.

O caso expõe uma contradição muito incômoda: a mesma instituição que historicamente cobra rigor fiscal do Estado brasileiro e influencia decisões econômicas em Brasília — inclusive junto ao governo Lula/PT — foi flagrada estruturando uma fraude bilionária contra o erário municipal. Gestão polêmica não é novidade no Itaú, mas o tamanho e a sofisticação do esquema revelam como grandes conglomerados financeiros operam com dois pesos e duas medidas: exigem austeridade de fora, sonegam por dentro.

Jornal da Cidade Online

Governo do Chile propõe julgar como adultos adolescentes a partir de 16 anos

Proposta atinge jovens de 16 anos ou mais acusados de homicídio, estupro e outros crimes graves. O governo chileno apresentou uma proposta para que adolescentes a partir de 16 anos que cometerem crimes graves, como homicídio e estupro, possam ser julgados como adultos. O anúncio foi feito pelo ministro da Segurança, Martín Arrau. A iniciativa foi retomada após o assassinato de um menino de 12 anos durante um assalto à sua família. Segundo as autoridades, adolescentes participaram do crime.

O caso reacendeu no Congresso um projeto de lei que estava parado desde 2022 e trata do endurecimento das punições para menores envolvidos em crimes graves. Atualmente, no Chile, adolescentes a partir de 14 anos respondem criminalmente por seus atos, mas estão sujeitos às regras do sistema de justiça juvenil, que prevê penas inferiores às aplicadas a adultos.

Pela proposta do governo, adolescentes de 16 anos ou mais acusados de crimes como homicídio, estupro, incêndio e outros delitos considerados graves poderão ser julgados pela Justiça comum. Para isso, será necessária uma solicitação do Ministério Público e autorização de um juiz.

Diário do Poder

 

Operação do Gaeco Sintonia da Gravata na Bahia prende 09 advogados sendo 03 por elo com o PCC

A polícia da Bahia deflagrou na sexta-feira (3) a Operação Sintonia da Gravata para desarticular um esquema de facções criminosas instaladas em presídios do estado. Nove advogadas e três advogados foram presos sob suspeita de intermediar ordens entre líderes do Comando Vermelho, do Bonde do Maluco e do Terceiro Comando Puro presos e faccionados em liberdade. Outros doze investigados também foram alvo de mandados de prisão. Segundo o Ministério Público, os advogados formavam um “núcleo externo” que, mediante abuso das prerrogativas da classe, burlava o isolamento imposto em unidades de segurança máxima, permitindo que lideranças presas continuassem comandando o tráfico de drogas, aquisição e circulação de armas, movimentação financeira e resolução de conflitos internos das facções.

A Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões em dinheiro, além de veículos, imóveis, embarcações e aeronaves dos investigados. Mais de cem agentes, entre policiais e promotores do Gaeco, cumpriram as ordens de prisão e 27 mandados de busca em Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis. Notebooks, celulares e documentos apreendidos podem revelar novos envolvidos na estrutura. A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Ministério Público em todo o país.

Jornal da Cidade Online

 

Subserviência causa a desmoralização plena do diretor-geral da PF de Lula

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, negou que os brasileiros sancionados pelos EUA tivessem vínculos com o crime organizado. Porém, dois dias depois, a própria PF deflagrou a Operação Exchange, desmentindo o diretor ao investigar essas mesmas pessoas por esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional.

Qual a credibilidade que essa autoridade passa para a população?

Zero. A própria sequência dos acontecimentos gera críticas e questionamentos sobre a declaração a atuação do diretor da PF, já que a operação foi conduzida pela própria corporação poucos dias após sua manifestação pública. O que se percebe é que Andrei Rodrigues esbarra em sua própria incompetência e subserviência ao sistema, envergonhando a gloriosa PF.

Jornal da Cidade Online

 

Governo americano pode aplicar a Lei Magnitsky contra os ministros do STF Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes

A política brasileira entrou, mais uma vez, no modo tensão máxima. E agora o barulho não vem só de dentro, ecoa lá fora. O jornalista Paulo Figueiredo acaba de jogar mais gasolina no debate ao pedir que o governo americano aplique a chamada Lei Magnitsky contra os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. A proposta é trocar um possível “tarifaço” econômico contra o Brasil por sanções diretas a autoridades do Judiciário.

Cresce o coro de quem enxerga no Supremo Tribunal Federal decisões que extrapolam os limites da Constituição. Medidas duras vindas de fora seriam uma forma de freio, um recado de que ninguém está acima da lei, notadamente quem deveria protegê-la. O jornalista sustenta também que o tarifaço resultará em uma aproximação do Brasil com a China e defende que a melhor alternativa seria retomar mecanismos de sanção individual, como a Lei Magnitsky.

“Pelas razões expostas, o comentarista solicita respeitosamente que o Representante Comercial: (1) suspenda a ação proposta e a reavalie, considerando integralmente as eleições de outubro de 2026 no Brasil… e (2) utilize, em vez disso, os instrumentos direcionados descritos na Parte VII — restaurando e expandindo as designações da Global Magnitsky para atingir tanto a censura quanto a corrupção documentadas nesta investigação… porque esses instrumentos atingem os indivíduos de fato responsáveis, poupam os inocentes e avançam, em vez de contradizer, a estratégia declarada dos Estados Unidos neste hemisfério”, diz Figueiredo.

Jornal da Cidade Online

 

“Dedo do meio de Lula foi para os brasileiros de bem,” diz Romeu Zema

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) comentou nesta sexta-feira (3), o gesto de Lula (PT), que mostrou o dedo do meio durante um discurso em uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto. O petista fez o gesto ao defender a ampliação do acesso da população de baixa renda a tratamentos de qualidade atualmente disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.

“Nós vamos acabar com essa história que eles pensam que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo do meio]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira”, disse o petista. Segundo Zema, o dedo do meio mostrado por Lula não é para organizações criminosas, mas para “os brasileiros de bem”.

“O dedo do meio que o Lula mostrou não é para o Comando Vermelho, não é para o PCC e nem para os corruptos. E sim para nós, brasileiros do bem, trabalhadores, cristãos, que discordamos de muita coisa que ele está fazendo em Brasília. É ele que está aproveitando tudo de bom, do melhor que existe no mundo.”

Zema acrescentou:

“No Brasil do PT, se a gente não recebe um dedo do meio, a gente recebe escândalos de corrupção, um atrás do outro”.

Jornal da Cidade Online

Federação dos Jornalistas repudia em nota, governo Lula por censurar jornalismo da EBC

Entidades sustentam que retirada de conteúdos produzidos desde 2023 compromete a memória jornalística.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal, do município do Rio de Janeiro e do estado de São Paulo divulgaram uma nota de repúdio contra a decisão do governo Lula (PT) e da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) de retirar do ar conteúdos jornalísticos produzidos pelas emissoras públicas durante o período eleitoral de 2026.  Segundo as entidades, a medida determina a despublicação de todo o conteúdo produzido pela Agência Brasil, TV Brasil e Radioagência Nacional desde 1º de janeiro de 2023. A justificativa apresentada pelo governo seria o cumprimento das regras do defeso eleitoral aplicadas à comunicação institucional dos órgãos públicos. Na avaliação da FENAJ e dos sindicatos, entretanto, a decisão representa um ataque ao jornalismo público e ao direito da população à informação. As entidades afirmam que a determinação não possui precedentes em eleições anteriores e viola a autonomia editorial da EBC, prevista na Lei nº 11.652/2008, que criou a empresa.

De acordo com comunicado interno citado pelas entidades, cerca de 146 mil conteúdos, entre reportagens, áudios, podcasts e fotografias, deverão ser retirados do ar. Entre eles estão produções exclusivas sobre direitos humanos, economia, saúde, educação e meio ambiente, além de materiais reproduzidos gratuitamente por centenas de veículos de comunicação em todo o país. Os sindicatos sustentam que a comunicação pública não pode ser equiparada à comunicação institucional do governo, argumento utilizado para justificar a retirada do conteúdo. Segundo a nota, o jornalismo da EBC tem a função de informar sobre políticas públicas, decisões de Estado, críticas, conflitos e temas de interesse coletivo, preservando independência editorial.

As entidades também afirmam que ingressarão na Justiça para contestar a medida. Na avaliação delas, a decisão viola a Constituição Federal, especialmente o artigo 223, que estabelece a complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de radiodifusão, além de afrontar a legislação que garante autonomia da EBC na definição de sua programação e produção jornalística. Outro ponto levantado é o impacto sobre a preservação da memória jornalística do país. Segundo a nota, aproximadamente 55 mil reportagens em texto serão despublicadas, o que pode provocar perdas permanentes em mecanismos de busca e reduzir significativamente o alcance de conteúdos produzidos pelo sistema público de comunicação.

Veja a nota na íntegra:

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, do município do Rio de Janeiro (RJ) e do estado de São Paulo (SP) condenam, nos mais veementes termos, a decisão do governo federal e da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) de vetar o jornalismo público da EBC em meio às eleições de 2026.

A avaliação das entidades é que esta lamentável decisão afeta diretamente o direito à informação da população brasileira, ao censurar o jornalismo público realizado pelas emissoras da EBC nos últimos três anos e meio. A decisão não tem precedentes em outras eleições e mostra um ataque direto à autonomia em relação ao governo determinada pela legislação que criou a EBC.

Alegando um suposto temor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em virtude das regras do defeso eleitoral impostas à comunicação institucional dos órgãos públicos, o governo federal e a direção da EBC ordenaram, em decisão inédita, retirar do ar todo o conteúdo do jornalismo público de veículos como Agência Brasil, TV Brasil e Radioagência Nacional produzido a partir de 1º de janeiro de 2023.

Estima-se que a EBC vai despublicar, ao todo, cerca de 146 mil matérias jornalísticas, áudios, podcasts e fotos, originalmente publicados pela Agência Brasil e Radioagência Nacional, segundo comunicado interno dirigido aos profissionais. Essa operação está em andamento desde a noite da última quinta-feira (2). Boa parte desses conteúdos são produções exclusivas, que só o jornalismo público da EBC deu, em áreas como direitos humanos, economia, meio ambiente, saúde e educação, incluindo dezenas de matérias que concorrem a prêmios. Vale ressaltar que essa censura abrange materiais que já foram republicados gratuitamente por centenas de portais de notícias em todo o país.

Comunicação pública vs comunicação institucional

A FENAJ e os sindicatos pretendem questionar a grave decisão na Justiça por entender que ela viola a Constituição Federal e desrespeita frontalmente a Lei da EBC (11.652 de 2008), além de privar a sociedade do acesso à maior diversidade de fontes de informação em meio a uma onda de desinformação impulsionada pelas corporações digitais dos Estados Unidos (EUA), que cada vez mais capturam o debate público e desestabilizam a democracia nos países onde atuam.

O conteúdo jornalístico da EBC informa a sociedade sobre políticas públicas, decisões de Estado, conflitos, críticas, posições de governo e oposição, temas sociais e fatos de interesse coletivo. Submeter esse acervo a uma filtragem generalizada é transformar o jornalismo público em material suspeito, ou de mera promoção institucional, invertendo completamente sua natureza.

A decisão é ainda um ataque à memória do jornalismo público e da própria memória contemporânea do país, que corre o risco de não ser plenamente restaurada após o período do defeso eleitoral, devido a possíveis erros e falhas na programação da “despublicação”. Para se ter uma ideia, são quase 55 mil reportagens de texto em português que serão despublicadas, o que causará um impacto incalculável sobre o acesso a conteúdos em motores de busca, provocando perdas irreparáveis no rankeamento de conteúdos e na audiência de veículos como a Agência Brasil, que ostenta dezenas de milhões de acessos anuais.

A decisão viola também a Constituição, em seu Artigo 223, que prevê complementariedade dos sistemas privado, público e estatal de radiodifusão. Ao proibir o jornalismo da EBC, e tirar do ar o conteúdo produzido nos últimos anos, o governo ignora o mandamento constitucional que exige que seja oferecida à sociedade um serviço de comunicação pública.

Os argumentos atribuídos pela EBC à Advocacia Geral da União (AGU) e à Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) não se sustentam à luz da legislação porque os veículos da EBC não fazem comunicação institucional, mas sim comunicação pública, ambas de naturezas absolutamente distintas, conforme definido em lei federal.

A EBC foi criada para prestar o serviço de radiodifusão e comunicação pública no Brasil e não pode ser submetida às mesmas regras do defeso eleitoral impostas à comunicação institucional dos ministérios e outros órgãos da administração direta e indireta. Caso contrário, a Constituição não diferenciaria a comunicação pública da estatal, da qual faz parte a comunicação institucional do Poder Executivo.

O Artigo 2º da Lei da EBC define, entre outros princípios da comunicação pública, a “VIII – autonomia em relação ao Governo Federal para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão”.

Essa mesma legislação também prevê que a EBC possa fazer publicidade institucional para órgãos de governo e, neste caso, como os programas governamentais “Voz do Brasil”, “Bom Dia, Ministro”, entre outros, a aplicação da cartilha eleitoral é válida. Mas para os conteúdos do jornalismo público, não é.

Financiamento

O governo federal usa a arquitetura de financiamento da EBC, dependente do Tesouro Nacional, para justificar a decisão de proibir o jornalismo público da EBC nas eleições. É comum e recorrente, no mundo, que a comunicação pública seja mesmo financiada pelo Estado. Isso não justifica violar a Constituição, sobretudo em um período onde o acesso à informação de qualidade e confiável é essencial para o exercício da democracia.

É preciso destacar, contudo, que a Lei da EBC determina fontes mistas de recursos orçamentários, como a Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública (CFRP), paga pelas empresas de telecomunicações, também deve sustentar a comunicação pública do Brasil, associada aos recursos orçamentários. Porém, essas fontes até hoje carecem de regulamentação adequada.

Pluralidade de fontes de informação

Não obstante, a decisão da EBC e do governo representa ainda um grave prejuízo ao direito humano à Comunicação no Brasil. O constituinte, inspirado nos melhores modelos de comunicação pública ao redor do mundo, previu o sistema público de comunicação no Brasil por entender que a pluralidade de fontes de informação é importante para se ter uma sociedade mais bem informada e consciente.

A decisão de vetar o jornalismo público da EBC reduz as fontes de informação dos brasileiros e abre caminho para uma maior proliferação da desinformação e fake news que correm livremente pelas plataformas digitais.

É incompreensível ainda que conteúdos anteriores a 2023 fiquem no ar, inclusive do período da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo filho será candidato, tais como notícias sobre fatos de governo, e os conteúdos dos últimos três anos e meio sejam tirados do ar. O correto é que nenhum desses conteúdos, que não configuram publicidade institucional, seja sancionado pelo tempo que for.

A decisão de suspender o jornalismo público da EBC nas eleições reforça a avaliação dos sindicatos de que falta orientação estratégica do governo federal para a comunicação pública do Brasil. O contexto de crescente concentração do poder das grandes plataformas digitais e de disputas geopolíticas pelo controle da informação exigiria uma postura totalmente inversa, com uma atenção e recursos mais significativos para consolidar a EBC como alternativa segura de informação para o povo brasileiro. A recente decisão vai na direção oposta. No limite, ela fragiliza a soberania informacional do povo brasileiro.

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF)

Sindicato de Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP)

Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ)

Diário do Poder

Governador do PT cria cota para presidiários e oposição reage: ‘PT prioriza criminosos’

Medida determina que contratos públicos destinem parte das vagas a egressos do sistema prisional e condenados em regimes aberto e semiaberto. O governo do Piauí, gerido pelo petista Rafael Fonteles, sancionou uma lei que reserva vagas de emprego para egressos do sistema prisional e condenados que cumprem pena nos regimes aberto e semiaberto em contratos firmados pela administração pública estadual. A iniciativa provocou forte reação da oposição. Ao Diário do Poder, parlamentares acusam o governo petista de criar uma política que beneficia criminosos em detrimento de trabalhadores sem antecedentes.

Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), destacou que o PT “prioriza criminosos”:

“Essa legislação, típica do PT e da esquerda, prioriza o criminoso, obrigando o empresário a preterir um trabalhador honesto e desempregado em favor de um condenado. Tempos difíceis!”, disparou.

Também pré-candidato ao Senado, o deputado federal Rodrigo Valadares (PL-SE) afirmou que a iniciativa transmite um sinal equivocado à sociedade.

“Essa medida é um tapa na cara do trabalhador. O governo transformou o cumprimento de pena em um pré-requisito para estabilidade profissional. Na prática, a mensagem oficial é de que o crime compensa no longo prazo, pois garante uma vaga reservada que deveria ser disputada por mérito por quem nunca cometeu um deslize.”

Outro pré-candidato ao Senado, o deputado federal Sanderson (PL-RS) disse que o governo deveria priorizar ações voltadas à segurança pública e às vítimas da criminalidade.

“Em vez de focar em políticas robustas de segurança pública e no apoio às vítimas da violência, o governo escolhe premiar quem violou as leis. Garantir vagas de emprego exclusivas para ex-detentos, sem o mesmo critério para os jovens que lutam pelo primeiro emprego honesto, é um deboche que alimenta a sensação de impunidade.”

Na mesma linha, o deputado Coronel Tadeu (PRD-SP) classificou a política como um “absurdo administrativo”.

“O Governo do Piauí criou o maior absurdo administrativo recente: a cota para quem cometeu crimes. O recado é claro e assustador: cometa um delito, cumpra a pena e garanta o seu emprego na saída. E o cidadão honesto? Esse que continue pagando a conta sem nenhum direito garantido.”

A medida

A Lei nº 9.029/2026, publicada no Diário Oficial do Estado, determina que empresas contratadas pelo governo reservem parte de seus postos de trabalho para esse público. Pelo texto, contratos que empreguem 25 ou mais trabalhadores deverão destinar ao menos 5% das vagas a egressos do sistema prisional e pessoas em cumprimento de pena nos regimes aberto e semiaberto.

Nos contratos com entre seis e 24 funcionários, será obrigatória a reserva de uma vaga. A própria lei estabelece que os beneficiários serão selecionados pelos Escritórios Sociais, pelas Varas de Execução Penal ou pela Secretaria de Estado da Justiça, e que as empresas deverão comprovar o cumprimento da regra para receber pagamentos do Estado. O descumprimento poderá gerar sanções previstas na Lei de Licitações. Entre os objetivos previstos na norma estão a oferta de capacitação profissional, incentivo à educação continuada, regularização documental e fortalecimento dos vínculos familiares dos beneficiários.

Diário do Poder