Agências dos Correios estão fazendo cadastros presenciais para o Auxilio Emergencial

O Governo Federal apresentou uma alternativa para pessoas que precisam do Auxílio Emergencial, mas não têm internet em casa pra fazer o cadastro. Agora, é possível se cadastrar para receber o benefício em uma das mais de seis mil agências dos Correios espalhadas pelo país. O contrato foi assinado na última sexta-feira (5). A expectativa é que cerca de 25 milhões de pessoas possam ser atendidas. De acordo com a estatal, mais de 02 mil atendimentos já foram realizados em todo o Brasil, de segunda-feira (8), quando o serviço passou a ser oferecido até esta quarta (10).

“Os Correios tem uma vasta capilaridade em todas as cidades brasileiras. As agências estarão preparadas para receber as pessoas. São preferencialmente aquelas mais vulneráveis, que vão fazer seu cadastro assistido por um funcionário, que vai cuidar de todos os detalhes”, defendeu o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Como se registrar presencialmente

Para fazer o registro em uma unidade dos Correios, é preciso levar um documento oficial com foto que também contenha o nome da mãe do cidadão. É importante levar o CPF do titular e de todos os membros da família que dependem financeiramente daquela pessoa. Caso queira receber o benefício em uma conta específica, o requerente também deve informar as informações bancárias, caso contrário, o documento de identificação será usado para abrir uma Conta Social Digital no nome da pessoa.

Mas é preciso ficar atento: as agências só serão usadas para cadastro de novas contas. “Importante destacar que os Correios não farão o pagamento do benefício. O atendimento é para quem não tenha feito o cadastro anteriormente. Se já possui, não pode refazer e o sistema vai negar essa tentativa. A empresa não responde contestações sobre problemas ocorridos em tentativas de cadastramento anteriores”, alerta o general Floriano Peixoto Vieira Neto, presidente dos Correios.

Depois que o cadastro for feito, o cidadão pode voltar à agência dez dias depois, portando o comprovante de cadastro e o CPF, para descobrir se teve o pedido aceito ou negado.

Agência  Brasil 61

Pelo segundo mês consecutivo, IPCA apresenta deflação em São Luís com queda de – 0,22%

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, em São Luís, registrou queda de -0,22%. É o segundo mês consecutivo em que a capital maranhense apresenta quadro deflacionário, sendo que a queda dos preços no mês de maio foi menor que a queda detectada no mês de abril, -0,44%.

São Luís seguiu o comportamento geral dos preços das 16 regiões pesquisadas, havendo deflação em todas elas, sendo que a maior deflação no mês de maio foi detectada em Belo Horizonte (-0,60%) e a menor deflação foi observada em Recife (-0,18%). Depois de Recife, São Luís foi a segunda região de investigação da pesquisa a apresentar maior resistência à queda de preços.

No caso de São Luís, dentre os nove grupos de produtos e serviços investigados pela pesquisa de preços ao consumidor do IBGE, em cinco deles foram detectados recuos de preços em relação ao mês anterior, sendo que três desses grupos são os de maior peso nas despesas mensais das famílias: alimentação e bebidas, peso de 23,93%; transporte, 17,74%; e habitação, 14,57%. Dessa forma, os recuos de preços nos respectivos grupos impactaram consideravelmente a queda geral dos preços em São Luís no mês de maio.

As maiores taxas de deflação foram observadas nos grupos habitação, -0,60%, transporte, 0,40%, e alimentação e bebidas, -0,37%. Os outros dois grupos de despesas que apresentaram diminuição de preços foram vestuário, -0,04%, e artigos de residência, -0,03%. Na contramão desse quadro deflacionário, isto é, com apontamento de elevação de preços, estão comunicação, +0,21%, despesas pessoais, +0,15%, educação, +0,07%, e saúde e cuidados pessoais, +0,05%. Como esses grupos de despesas, excetuando saúde e cuidados pessoais, têm menor peso nas despesas mensais das famílias em São Luís, acabaram por não impactarem o suficiente para suplantar a queda nos grupos habitação, transporte e alimentação e bebidas.

No caso do grupo alimentação e bebidas, percebeu-se queda de preços em diversos tipos de carnes, cuja média geral desse item de despesa foi de -3,69%, com destaque para acém, – 7,87%, chã de dentro, -7,54%, e alcatra, -6,89%. Dentre todos os cerca de 50 itens de despesa pesquisados, carnes foi o que mais impactou na queda do IPCA no mês de maio: -0,1671 p.p.. Foi detectada também diminuição de preços no item frutas, na ordem de 4,36%. Nesse item, foram detectados recuos de preços para laranja-pera, – 7,61%, banana d’água, -7,05%, banana-prata, -6,12%, e farinha de mandioca, -4,50%. Os subitens que mais causaram impacto para provocar a deflação foram: alcatra (-0,0443 p.p.), costela (-0,0396 p.p.), contra-filé (-0,0358 p.p.), banana-prata (-0,0290 p.p.) e farinha de mandioca (-0,0211). Na contramão da queda de preços, dentro do grupo alimentação e bebidas, estão batata inglesa e cebola, que tiveram alta de 11% e 17,04%, respectivamente.

A queda de preços no grupo de alimentação e bebidas cortou uma trajetória ascendente nos preços iniciada em janeiro:

No grupo habitação, foi observada pequena redução de preços no item energia elétrica residencial, na ordem de -1,63%. Esse foi um item também de grande impacto para o quadro deflacionário em São Luís: -0,0890 p.p..

No grupo transporte, com deflação de 0,40%, houve recuo de preços nos subitens passagem aérea, (-28,05%; -0,0611 p.p.), óleo diesel (-6,44%; -0,0184 p.p.) e gasolina (-0,94%; -0,0450 p.p.). A gasolina teve uma queda de preços menor que o óleo diesel, porém com impacto maior, pois se trata de subitem de despesa com peso maior no orçamento das famílias, cerca de 4,8% dentre 250 subitens investigados.

No grupo artigos de residência, foram registradas diminuições de preços para subitens como móvel para sala, -2,58%, ventilador, -1,73%, e roupa de cama, -0,87%. No grupo vestuário, os subitens que tiveram recuos e que impactaram na queda de preço do referido grupo foram vestido, -2,63%, bermuda/short feminino, -3,43%, tênis, -1,58%, e bermuda/short masculino, -1,10%. Desde janeiro de 2019, esse grupo de despesa apresentou alta de preços apenas em três meses: agosto/2019, dezembro/2019 e fevereiro/2020. Em todos os demais meses, o quadro é de deflação no grupo vestuário.

Dos quatro grupos de despesas que tiveram quadro de avanço de preços, maior percentual de aumento foi observado no grupo comunicação, +0,21%. É o segundo mês consecutivo de aumento de preços, depois dos três meses iniciais do ano com deflação. Contribuiu de forma mais significativa para a inflação nesse grupo de despesas o aumento de preços no subitem aparelho telefônico, +1,86%, com impacto de 0,0105 p.p. para o aumento de preços nesse grupo. O segundo grupo de despesas com maior aumento de preços no mês de maio foi despesas pessoais, +0,15%, com variação positiva de preços para subitens como cartório, 4,99%, e empregado doméstico, +0,31%. O grupo educação teve inflação de 0,07%, muito pelo aumento de subitens como caderno, +2,31 (impacto de +0,0027 p.p. no IPCA do grupo), e artigo de papelaria, +0,78% (impacto de 0,0011 p.p.).

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange, ao todo, 16 regiões: dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês de abril/2020, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril de 2020 a 28 de maio de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de março de 2020 a 29 de abril de 2020 (base). Cabe ressaltar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

INPC de maio variou – 0,23% em São Luís

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), assim como ocorreu com o IPCA, pelo segundo mês consecutivo, teve movimento negativo de preços de -0,23% em São Luís. O INPC do Brasil, no mês de maio, foi de -0,25%

O acumulado do INPC, no ano, em São Luís, está na casa de -0,21%, bem abaixo do INPC Brasil, que tem acumulado no ano de 2020, janeiro a maio, uma pequena inflação de 0,06%. Dentre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, a maior deflação foi observada em Campo Grande, -0,52%, ao passo que recuo de preço num patamar menor foi detectado no Rio de Janeiro, -0,07%.

Queda de preços nos grupos de despesas transporte, -0,68%, habitação, -0,61%, e alimentação e bebidas, -0,23%, impactou o patamar de recuo no INPC de São Luís no mês de maio. Para o INPC, o peso do grupo alimentação e bebidas nas despesas familiares de São Luís, 25,1%, no mês de maio de 2020, é sempre maior do que para o IPCA, peso de 23,93% em maio/2020. Por isso mesmo, qualquer recuo ou aumento de preços nesse grupo de despesa do INPC terá maior influência na formatação final do índice do que no caso do IPCA.

O INPC mede uma cesta de bens e serviços para famílias que auferem de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. É um índice de preços voltado a famílias de menor poder aquisitivo, pois a cesta de bens e serviços dele tem subitens mais essenciais e menos sofisticados que a cesta do IPCA.

Para o cálculo do INPC do mês de maio/2020, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de março de 2020 a 29 de abril de 2020 (base).

Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE

 

‘O plantão que partiu meu coração’: o comovente relato de enfermeira no covid-19

Enfermeira relatou sobre solidão e temor de pacientes em texto que viralizou e emocionou nas redes sociais. Em 27 de maio, a enfermeira Taísa Land, de 37 anos, viveu uma das situações mais tristes e emocionantes de sua profissão. Na linha de frente para atender pacientes com a covid-19, ela presenciou, em poucas horas, a despedida de uma mãe e o temor de um homem que não queria dormir para não morrer.

A profissional de saúde contou nas redes sociais, na tarde de 28 de maio, sobre o que havia vivido naquele plantão. O relato viralizou.

Taísa, que há 15 anos trabalha como enfermeira intensivista, afirma que compartilhou o relato como uma forma de alertar as pessoas sobre os riscos do novo coronavírus. “Foi um desabafo, para que tenham noção da realidade”, diz a enfermeira à BBC News Brasil.

Ela detalha que tem presenciado mortes frequentes por covid-19 durante seus plantões, em um hospital público da capital do Rio de Janeiro — em todo o Estado, segundo dados do Ministério da Saúde, até o momento mais de 6,7 mil pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus. “Em muitos casos, os pacientes já estão com comprometimentos mais graves e aceitam facilmente a intubação, porque não aguentam mais, estão no limite por não conseguir respirar”, conta.

“Já presenciei muitas mortes ao longo desses 15 anos como enfermeira. Nos ‘acostumamos’ com isso na nossa rotina. Mas nessa pandemia tem sido muito diferente. Estamos com o físico e o emocional muito sobrecarregados”, desabafa Taísa.

O que mais comoveu naquela noite de fim de maio, diz Taísa, foi o desespero de dois pacientes que estavam em uma enfermaria destinada a pessoas com a covid-19 e precisavam ser intubados. “Mesmo muito cansados, eles relutaram e tiveram medo”, diz.

Enfermeira relata período difícil em meio a frequentes mortes por covid-19 no hospital em que trabalha, no Rio de Janeiro

“Sempre trabalhei com terapia intensiva, mas essa doença é muito diferente. Os pacientes já vêm com consciência da possível gravidade. Eles chegam ansiosos e com medo de morrer. Eles ficam sem acompanhante, sem visita e sem o apoio familiar. Muitas vezes, nós somos o apoio”, comenta a enfermeira.

O texto de Taísa sobre o plantão de 27 de maio foi publicado por diversas páginas e teve, ao menos, 5 mil compartilhamentos no Facebook. “A repercussão me surpreendeu. Muitos grupos de WhatsApp compartilharam e fui marcada em páginas de Facebook. Comecei a receber muitas mensagens de apoio e muitos comentários de pessoas que se emocionaram muito”, diz.

O plantão de 27 de maio

“Relato de um plantão que partiu meu coração”. Assim, Taísa começa a contar sobre o que viveu naquele plantão.

“Paciente internada conosco há alguns dias, sempre simpática e lutando contra a covid-19”, descreve a enfermeira. A paciente era idosa, havia perdido o marido na semana anterior e não pôde se despedir. Ele havia morrido em decorrência da covid-19.

O quadro de saúde da idosa havia piorado. “Ela estava muito cansada e, ao ser comunicada que seria intubada, pediu ao médico: não, doutor, por favor!”, detalha a enfermeira. Segundo Taísa, a mulher sabia que não iria sobreviver.

A súplica da paciente para que não fosse intubada (processo em que, sob anestesia, é colocado um tubo pela boca até a traqueia do paciente, para manter uma via até o pulmão e garantir a respiração) comoveu a enfermeira. “Nesse momento, agradeci por estar de máscara e face shield (protetor facial). Assim, ninguém poderia ver as lágrimas que escorriam. Tive que sair, andar pelos corredores sem rumo, respirar e voltar”, relata.

“Penso que uma das piores coisas deve ser a consciência de que em breve você poderá morrer e não poderá estar mais com quem ama. Como tenho medo disso”, pontua a enfermeira, em seu relato nas redes sociais.

Quando retornou para a enfermaria, Taísa observou que um homem, que estava internado ao lado da idosa, chorava diante do medo que a paciente demonstrava da morte. A idosa pediu o celular para ligar para a filha e elas se falaram por meio da função viva-voz. “Do outro lado, a filha em desespero, rezando e pedindo a Deus com  todas as forças pela vida da mãe”, narra Taísa. A enfermeira, que é mãe de uma garota de quatro anos, se emocionou novamente.

“Pode ter sido o último encontro dessa mãe com essa filha, sem um abraço, sem o conforto de estar com quem ama”, reflete a enfermeira no texto compartilhado nas redes. Depois da ligação, Taísa relata que deu a mão para a idosa e elas rezaram em silêncio. “Pedimos para ela confiar, porque faríamos o melhor”, detalha. Dias depois, a idosa, que era diabética, não resistiu às complicações da covid-19.

Ainda em 27 de maio, um paciente que estava na mesma enfermaria que a idosa também apresentou complicações graves em decorrência da covid-19. “Estávamos ao lado dele, fazendo tudo o que podíamos para estabilizar a sua pressão”, detalha a enfermeira. Uma pergunta do paciente comoveu Taísa. “Ele, ainda consciente, perguntou: posso dormir?”, conta a enfermeira. O idoso disse que estava com medo de dormir e não acordar. “Respondi: pode relaxar, estaremos aqui cuidando de você”, detalha a enfermeira, no texto que escreveu em seu perfil no Facebook.

“Ele disse: eu sei que vou morrer esta noite. Realmente, ele sabia”, relata a enfermeira. O idoso, que era hipertenso, morreu horas depois.

“Aquele que chorou pela paciente ao lado, fechou o olho para não ver o da frente (que estava sendo intubado). E, com certeza, estava pedindo a Deus para que não fosse o próximo”, relata Taísa. O paciente que acompanhou as angústias dos idosos se recuperou e, dias depois, recebeu alta.

“É inexplicável o que estamos vivendo. Jamais seremos os mesmos. Que vírus maldito!”, conclui Taísa, no relato compartilhado nas redes sociais.

BBC NEWS

 

Homem invade TV Globo no Rio e mantém repórter refém

Um homem invadiu a sede de jornalismo da TV Globo no Rio de Janeiro nesta quarta (10) e manteve a repórter Marina Araújo como refém usando uma faca, dizendo que queria ver a apresentadora do Jornal Nacional Renata Vasconcellos. A informação foi obtida pelo colunista do jornal Metrópoles, Leo Dias.

O homem invadiu o prédio usando máscara, com uma faca e uma bíblia na mão, fazendo críticas à emissora e exigindo falar com Renata Vasconcellos. Quando a jornalista apareceu, ele soltou a faca e acabou preso.

De acordo com Leo Dias, o diretor-geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, chegou a negociar com o invasor, mas ele foi imobilizado e neutralizado. A motivação para a invasão do homem a sede da TV Globo, ainda não foram reveladas, mas surgiram muitas criticas, diante da facilidade do elemento adentrar ao prédio da emissora e ainda colocar em risco da vida de funcionários. A maioria das emissoras de televisão apesar de terem conhecimento do fato,  mas omitiram a informação, até que houvesse controle total da situação.

Fonte: Metrópoles

Aumenta o número de falsificação de remédios oncológicos e antivirais, alerta a ANVISA

As adulterações detectadas recentemente modificam, principalmente, medicamentos de indicações terapêuticas críticas, como oncológicos, antivirais destinados ao tratamento da hepatite C e outros para terapia de complicações do transplante de medula óssea.

O aumento do número casos de falsificação de medicamentos tem gerado preocupação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o órgão, em 2018, foram identificados três casos, no ano pássaro mais quatro e em 2020, até o momento, já foram identificadas três falsificações de medicamentos. A maioria desses registros envolve medicamentos de alto custo.

As adulterações detectadas recentemente modificam, principalmente, medicamentos de indicações terapêuticas críticas, como oncológicos, antivirais destinados ao tratamento da hepatite C e outros para terapia de complicações do transplante de medula óssea.

Apesar de as investigações ainda estarem em curso, a Anvisa destaca que um fato comum é a importação em nome de pacientes, oferecida por companhias que se identificam como “assessorias” de importação e acabam por distribuir os medicamentos diretamente a hospitais ou planos de saúde.

A Anvisa informa que os instrumentos de Licença Sanitária, Autorização de Funcionamento, Registro Sanitário e Certificação de Boas Práticas de Fabricação são exigidos das empresas legalmente autorizadas no Brasil. Assim, quando o paciente optar por importar diretamente um medicamento, deixa de contar com todos esses esforços, e passar a ser o responsável pela garantia da autenticidade e da qualidade desse medicamento.

Fonte: Brasil 61

 

Operação “Cobiça Fatal” quebra os sigilos bancário e fiscal de Lula Fylho. E a exoneração?

Uma grande articulação da qual fazem parte políticos e até empresários, que estão tentando manter no cargo o secretário Lula Fylho, na Secretaria Municipal de Saúde, depois da operação “Cobiça Fatal”, em que a Polícia Federal realizou na manhã de ontem (09), quando prendeu 03 pessoas temporariamente, cumpriu 14 mandados de busca de apreensão e 19 quebras de sigilos bancários de envolvidos na corrupção, dentre os quais está o secretário Lula Fylho. Todos são envolvidos na corrupção com desvio de R$ 2,3 milhões com o superfaturamento na venda de máscaras com valor de R$ 3,17 e negociadas por R$ 9,90 com a SEMUS, dando origem a vergonhosa corrupção com recursos destinados ao enfrentamento a Covid-19.

Embora a operação “Cobiça Fatal”, tenha um farto material que comprova a corrupção, levantados pela Controladoria Geral da União, que facilmente foram encontradas nas prestações de contas prestadas exclusivamente sobre os recursos destinados para a aplicação no combate ao novo coronavírus, ontem houve algumas tentativas frustradas para questionamento da ação da Polícia Federal. Na primeira, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior tornou público através do Jornal Hoje, que a sua administração é pautada pela seriedade e transparência, o que felizmente ninguém leva a sério. A segunda emitida pela SEMUS, reconhecendo a efetuação da compra, com observância a critérios legais do menor preço e dispensa de licitação. Destacou que disponibilizou todos os documentos solicitados pela Polícia Federal, dando a entender que poderia ter havido dificuldade, o que seria pior, uma vez que mais gente seria conduzida pelos agentes federais.

A grande expectativa é que com os desdobramentos da operação “Cobiça Fatal” e mais precisamente das quebras de sigilos bancários e fiscal, possa haver outras operações na sequência das investigações e novas prisões venham a ser efetuadas. Por outro lado, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que conhece perfeitamente Lula Fylho, que já foi secretário de governo da sua administração e exonerado do cargo, por problemas envolvendo faturas na Secretaria Municipal de Fazenda, mas mesmo assim continou com forte influência na prefeitura de São Luís. Depois de algum tempo, o prefeito decidiu colocar o amigo à frente da Secretaria Municipal de Saúde, pasta que tem dado inúmeros problemas para o governo municipal sempre com acusações de diversas ordens contra o titular da pasta, mas como se trata de amigo do dirigente municipal, elas não são levadas em conta.

Na Câmara Municipal já existem alguns vereadores se movimentando para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas a maior parte dos vereadores deve obediência e são até subservientes ao Executivo Municipal podem impedir a investigação. Caso haja esse tipo de manobra já conhecido e bem articulado pelo prefeito, cabe a responsabilidade a imprensa tornar público o nome de todos os vereadores que se posicionam a favor da corrupção.

Há uma grande expectativa de que durante o dia de hoje, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior exonere o secretário Lula Fylho, uma vez que um simples afastamento, diante dos fatos e dos futuros desdobramentos causarão mais problemas. O prefeito como costuma falar em transparência, mas que na prática não existe, deveria mandar com urgência fazer uma auditoria geral na SEMUS.

 

Justiça determina que Felipe Santa Cruz, presidente da OAB explique ofensas a advogados

A Justiça Federal determinou que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, esclareça as ofensas às prerrogativas dos defensores do jornalista Bernardo Küster e da blogueira e ativista Sara Winter, impedidos de obter acesso aos autos do processo, no polêmico “inquérito das fake news”. A decisão foi resultado de um mandado de segurança.

A Ordem dos Advogados emitiu uma nota anunciando em seu site que, graças a atuação da OAB, os advogados já teriam conseguido acesso, o que foi desmentido pelos advogados que tentaram acessar os autos. O acesso aos autos foi impedido pelo relator, o ministro do Supremo, Alexandre de Morais, que conduz o polêmico inquérito sigiloso.

De acordo com os advogados, a situação apresentada pela OAB foi desmentida, pois, segundo eles, foi incluída no Mandado de Segurança a cópia integral de uma representação criminal apresentada junto ao Procurador Geral da Republica no ultimo dia 05/06/2020, em face do Ministro Alexandre de Moraes, que narra todos os fatos acontecidos.

A banca de advogados que defende os impetrantes alega que o Habeas Corpus protocolado pela OAB restringiu-se a apenas quatro de um total mínimo de 29 advogados dos demais investigados, o que pode ser entendida como uma “parcialidade” do presidente da OAB, pois todos os advogados possuem a mesma prerrogativa.

Salientam ainda que o HC impetrado pela OAB ainda não foi julgado, tampouco teve apreciado seu pedido liminar, tratando-se de “fake News” cometida pela assessoria de imprensa da OAB.

A defesa ainda alega que é fato público e notório que o Ministro Alexandre de Moraes concedeu apenas vista parcial (apenas o apenso 70) e não a íntegra do processo, como manda o Estatuto da Advocacia, havendo conivência do presidente Felipe Santa Cruz com tal ocorrência, pois nada fez a respeito. Ainda segundo os advogados, a documentação incluída comprova a omissão da OAB, “porquanto se referem a meros despachos proferidos pelo próprio STF, indicando a grave omissão no dever funcional do Presidente da OAB”. Até o momento desta publicação NENHUM advogado obteve acesso à íntegra dos autos do inquérito 4781.

Jornal da Cidade Online

 

Agência Nacional de Saúde apresenta restrições a uso de leitos privados por pacientes do SUS

Em reunião no final de maio, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou uma nota técnica que afirma que o uso de leitos da rede privada para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 pode causar uma ruptura do equilíbrio sistêmico do setor.

O texto é uma alternativa à nota preliminar elaborada pelo diretor de Desenvolvimento Setorial, Rodrigo Rodrigues de Aguiar, que vinha sendo alvo de críticas por pesquisadores de saúde. O novo texto buscou uma abordagem mais concisa e linguagem mais acessível, segundo o diretor de Gestão, Bruno Martins Rodrigues, autor do voto que foi aprovado pelos demais diretores. Apesar de mudanças na redação, o cerne é o mesmo: fortes ressalvas à fila única de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em uma eventual fila única unindo as redes pública e privada, pacientes seriam atendidos por ordem de chegada e receberiam o leito de UTI disponível, não importando sua procedência. Ao justificar o posicionamento, a agência que regula as operadoras de planos de saúde privados afirma que é preciso manter o “equilíbrio sistêmico” entre os diversos agentes que atuam na cadeia produtiva de atenção à saúde. Segundo o texto, “eventual quebra de contrato entre um desses integrantes pode reverberar sobre a ação dos demais, em efeito de contágio”.

Com o avanço do coronavírus em vários estados do país, gestores locais têm requisitado leitos privados a fim de impedir o colapso do sistema e evitar que seja necessário estabelecer critérios de seleção de pacientes. O Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, está contratando 4.500 leitos da rede privada de saúde, sendo 1.500 leitos de UTI para atendimento exclusivo de pacientes com casos suspeitos ou confirmados da covid-19.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) havia recomendado ao Ministério da Saúde e às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que adotassem a requisição de leitos hospitalares de propriedade de particulares, a fim de que seu uso fosse regulado pelas autoridades públicas de saúde. Frente a essa recomendação, a agência reguladora foi provocada pela pasta, que queria saber o impacto da fila única de UTIs no sistema sanitário brasileiro.

Segundo o texto da ANS, a possibilidade de gestão unificada dos leitos públicos e privados, como recomendado pelo CNS, dependeria de uma regulação que equilibrasse oferta e demanda. No entanto, a agência considerou que seria necessária integração de um conjunto de informações que, no curto prazo, talvez não se viabilizasse. A agência questionou a própria eficácia da medida como forma de distribuir de modo mais eficiente os leitos de terapia intensiva disponíveis no país.

Além disso, a agência salienta que a saúde suplementar não é um setor homogêneo, havendo desde conglomerados com operações na bolsa até pequenas instituições confessionais. Também cita disparidades regionais da rede atendimento à saúde e conclui que não parece haver opções de enfrentamento uniformes à covid-19.

Outro ponto citado pela agência é a hipótese de um cenário de escassez geral de leitos, tanto públicos, quanto privados. Assim, considera que a gestão unificada desses leitos “apenas promoveria uma equalização da falta de acesso não só para a COVID-19, como também para outros agravos, sem alcançar o resultado de assegurar direitos a usuários do SUS e gerar o sentimento de restrição de acesso pela ótica do beneficiário”.

O texto salienta, ainda, que a pandemia não exclui outras necessidades em saúde para além da covid-19 e, portanto, a rede hospitalar das operadoras também precisa estar voltada ao atendimento de outros agravos de saúde. “A gestão unificada dos leitos públicos e privados para o enfrentamento da COVID-19 seria fator de forte impacto sobre organização do acesso dos beneficiários à rede hospitalar para outras necessidades em saúde.”

A nota também expressa preocupação com o impacto das requisições sobre o capital de giro dos hospitais privados devido à interrupção ou redução do fluxo de receitas das operadoras. “Eventual cenário de gestão unificada de leitos públicos e privados impactaria, de imediato, em seu modelo de negócio, de modo a ser provável que, no curto prazo, já não sejam capazes de arcar com suas despesas correntes.”

O documento afirma que prejuízos à essa peça de engrenagem são capazes de produzir efeito sistêmico de repercussão negativa em toda a cadeia de produção em saúde.

“A suspensão total ou parcial das atividades e até mesmo a insolvência dos hospitais, dependendo da magnitude desses eventos, em que pese ser inviável de se esmar no momento, podem levar à desarticulação da rede assistencial privada não somente durante, mas após a pandemia, afetando a vida dos mais de 47 milhões de beneficiários de planos de assistência à saúde”, conclui o texto.

Fonte: Congresso em Foco

86% dos brasileiros querem continuar em home-office mesmo ao final da pandemia, afirma pesquisa

De uma hora para outra, os brasileiros tiveram que se adequar ao home-office. Apesar disso, a modalidade de trabalho tem agradado os trabalhadores que foram pegos de surpresa. É o que afirma uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, que constatou que, mesmo com o fim pandemia do novo coronavírus, 86% dos brasileiros querem continuar trabalhando em casa. O levantamento ouviu 800 pessoas de todo o país.

Para 52% das pessoas ouvidas, contudo, o home-office impôs uma maior carga de trabalho. Para Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half, essa maior demanda de tarefas decorre do fato de que os profissionais gastem menos tempo com o deslocamento, o que possibilita uma maior produtividade.

“Isso é por causa do descolamento. Pelo fato de o profissional não ter que deslocar para um escritório e não ter que se preocupar com um horário de volta, ou perder o horário do ônibus ou trem, isso faz com que as horas de trabalho estiquem um pouco a mais.”

A empresa em que a social media Elles Roxele Londres trabalha resolveu aderir ao home-office de vez e, mesmo após o fim das restrições de isolamento social, os funcionários irão trabalhar remotamente. Ela comemora a decisão, mas afirma que para garantir a produtividade é preciso ter disciplina e foco.

“Aquele período que você está no seu espaço, você está produzindo, você precisa de concentração e não pode ser interrompido. Então, eu conversei com a minha família, expliquei a situação, falei dos meus horário e agora está bem melhor. Eles conseguem respeitar, às vezes eu saio, tomo um café, converso um pouco e volto para a minha atividade.”

Para Juliana Guimarães, especialista em novas modelos de trabalho, “o maior desafio, tanto para as empresas como para os colaboradores, foi  fazer a adequação de rotinas, processos e indicadores de desempenho para uma realidade que eles não estavam preparados.”

Entre os entrevistados que veem pontos positivos no home-office, 67% disseram que conseguem realizar todas as tarefas mesmo trabalhando remotamente e 49% contaram que o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal melhorou por não precisarem mais se deslocar ao local de trabalho. Mas a grande maioria dos entrevistados (74%) estão preocupados com a perda de seus empregos.

Fonte: Brasil 61

 

 

 

Pedidos de seguro-desemprego chegam a quase um milhão em maio

No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram contabilizados 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego, alta de 12,4% sobre igual etapa do ano passado

Carteira de Trabalho: marca de quase 1 milhão de pedidos num único mês também representou elevação de 28,3% na comparação com abril deste ano. O Ministério da Economia informou nesta terça-feira que os pedidos de seguro-desemprego em maio subiram 53% sobre igual mês de 2019, alcançando 960.258 solicitações, num reflexo da crise do coronavírus sobre o mercado formal de trabalho.

A marca de quase 1 milhão de pedidos num único mês também representou elevação de 28,3% na comparação com abril deste ano (748.540), disse a pasta. No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram contabilizados 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego, alta de 12,4% sobre igual etapa do ano passado.

Dados sobre o desemprego no país até abril mostram que o país tinha 12,8 milhões de desempregados até o fim daquele mês, com uma taxa de 12,6%. Nesta terça-feira, a Fundação Getúlio Vargas divulgou seu Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) de maio, que mostrou alguma melhora no mês depois de atingir o menor nível da série histórica em abril, mas a permanência da incerteza prejudica as expectativas de uma recuperação definitiva do mercado de trabalho no curto prazo.

Revista Exame