Apenas os vereadores Cézar Bombeiro, Francisco Chaguinhas, Sá Marques, Umbelino Júnior, Estevão Aragão e Marcial Lima, se manifestaram pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI para averiguar a vergonhosa roubalheira superior a R$ 2 milhões com recursos do Covid-19 na Secretaria Municipal de Saúde, descoberta pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União. Os demais vereadores fazem silêncio ou mostram a indiferença diante do comprometimento. A verdade é que a corrupção foi tão vergonhosa, que atingiu em cheio o prefeito Edivaldo Holanda Júnior pela exacerbada proteção que dá ao secretario Lula Fylho, que permanece no cargo.
A operação “Cobiça Fatal”, desenvolvida pela Polícia Federal no Maranhão pegou em cheio a Prefeitura de São Luís com a identificação de um rombo superior a R$ 2 milhões na Secretaria Municipal de Saúde, recursos desviados do Covid-19, através de licitação viciada e criminosa com superfaturamento para a compra de 320 mil máscaras hospitalares. A Polícia Federal prendeu três envolvidos, apreendeu farto material na sede da SEMUS e nas empresas envolvidas. A Justiça Federal determinou também a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos empresários criminosos e do secretário Lula Filho, titular da pasta da saúde municipal.
A prática criminosa foi bastante dolosa, uma vez que se percebe a certeza de que acreditavam os envolvidos na impunidade, levando-se em conta a dispensa de licitação e muito menos fiscalização, daí a audácia dos gestores municipais e dos empresários e elementos envolvidos na corrupção.
CGU mostra a vergonhosa e criminosa operação dentro da SEMUS
Em entrevista concedida ao jornal Estado do Maranhão, Leylane Maria da Silva, superintendente da Controladoria Geral da União – CGU no Maranhão deu detalhes bem claros sobre como foi feito o superfaturamento pelos gestores públicos e empresários para desviar dinheiro de combate a epidemia do covid-19, em que tem muita gente doente, muitos já morreram e outros têm as suas vidas em risco.
A superintendente Leylane da Silva destaca que os gestores públicos e os empresários realizaram primeiramente um processo de contratação de 100 mil máscaras hospitalares no dia 30 de março e concluíram a compra no valor de R$ 2,90 o preço unitário, ignorando as propostas R$ 3,00 e R$ 3,50 constantes no processo. O que levou as autoridades a identificar a operação criminosa é que em apenas três dias depois, as mesmas pessoas tanto das empresas e dos agentes públicos, simplesmente resolveram outro processo e decidiram elevar o preço unitário da mesma máscara hospitalar no valor R$ 2,90 para R$ 9,90 e fizeram a contratação de 320 mil máscaras com um superfaturamento de mais de 200%. Diante dos fatos de corrupção e de roubalheira, a CGU não teve qualquer dificuldade em identificar o superfaturamento com provas substâncias e que não têm quaisquer questionamentos, haja vista que o pagamento já foi efetuado.
Com a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos acusados em que o secretário Lula Fylho é um deles, inclusive está indiciado no inquérito policial, não há o que questionar. Não estão descartadas mais diligências em torno dos fatos e de acordo com a análise dos documentos apreendidos e dos sigilos bancários e fiscais, novas prisões não estão descartadas.








