O cerco contra o governador Cláudio Castro e o povo do Rio de Janeiro e a iminente “sabotagem”

Está armado o cerco para neutralizar as operações de combate ao crime organizado no RJ. Por um lado, o TSE desarquivou a ação que pede a cassação do mandato do governador, o deixando acuado.  Lewandowski montou o gabinete de ação conjunta entre governo federal e governo estadual, no qual o governo Lula sabotará as ações das polícias estaduais.

Acuado pelo STF, o governador ficou impossibilitado de recusar a intervenção do governo federal. A única coisa que se pode fazer agora é ir listando as sabotagens, para jogar no ventilador ou reportar aos EUA.

Ricardo SantiJornal da Cidade Online

 

Chega de hipocrisia: O Rio de Janeiro continua em guerra

Em 11 de maio de 2018, escrevi um artigo intitulado “Chega de Hipocrisia, o Rio de Janeiro Está em Guerra”. Naquele texto, alertei — o que todos já sabiam e ainda sabem — sobre a violência que assolava e continua assolando os morros cariocas, fazendo dezenas de vítimas inocentes.

Ressaltei que a grande maioria dos moradores daquelas comunidades (favelas) vive refém do crime organizado, que impõe, pelo uso da força e do medo, a lei do silêncio; determina como os moradores podem entrar e sair das comunidades; obriga motoristas a abaixarem os vidros, motociclistas a retirarem os capacetes (sob pena de serem alvejados); e ergue barricadas para dificultar a entrada do Estado policial.

Apresentei, à época, dados estarrecedores da violência: até o dia 10 de maio de 2018, somente na favela da Rocinha haviam sido contabilizados 93 tiroteios naquele ano (um a cada 36 horas). A comunidade da Praça Seca registrava 117 e a Cidade de Deus, 121. Somente nessas três comunidades, ocorria um tiroteio a cada 10 horas, em média.

Hoje, a realidade não é diferente — pior: agrava-se a cada ano que passa.

Em 21 de julho deste ano, relatório do Instituto Fogo Cruzado revelou uma alta histórica nos confrontos armados na região metropolitana do Rio de Janeiro: foram 154 registros apenas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

O Brasil contabilizou 39 mil assassinatos em 2024, segundo dados do Ministério da Justiça. Ressalte-se que o número inclui apenas homicídios dolosos — não considerando as mortes decorrentes de ações policiais. Isso representa uma taxa de 18,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na terça-feira, 28 de outubro de 2025, uma megaoperação policial foi realizada no Complexo do Alemão e na Penha, conforme amplamente divulgado pela imprensa. O saldo foi trágico: 121 mortos, entre eles dois policiais civis e dois militares.

Durante a operação, o que se viu foram cenas de guerra: narcotraficantes fortemente armados com fuzis de longo alcance, barricadas bloqueando acessos e até drones lançando granadas e explosivos contra policiais e moradores.

Foram apreendidos, entre outros armamentos, 91 fuzis de uso restrito das Forças Militares.

Segundo lista divulgada pelo governo do Rio de Janeiro, entre os mortos havia pelo menos nove chefes do tráfico e 78 indivíduos com antecedentes criminais.

É evidente que não se comemora a morte de criminosos, mas algo precisa ser feito. Se o Estado for omisso, os moradores dessas comunidades continuarão reféns dos narcotraficantes e das “leis” por eles impostas.

As facções criminosas e a escalada da violência cresceram justamente pela inércia das autoridades em reprimi-las.

O enfrentamento eficaz — com incursões, operações constantes e presença permanente do Estado policial nas comunidades — deve prevalecer, mesmo diante dos inevitáveis efeitos colaterais desta guerra contra o tráfico.

Caso contrário, veremos apenas o aumento da criminalidade e a expansão territorial das facções.

Tomemos como exemplo El Salvador, país da América Central que, até poucos anos atrás, era dominado por gangues e considerado um dos mais violentos do mundo, com taxa superior a 100 homicídios por 100 mil habitantes.

Com a posse do presidente Nayib Bukele, o país adotou uma política firme de combate à criminalidade, substituindo discursos vazios por ações concretas. O resultado foi uma redução drástica da taxa de homicídios — de 100 para menos de 2,3 por 100 mil habitantes — transformando El Salvador em um dos países mais seguros do planeta.

A população, antes refém da violência, reelegeu Bukele com mais de 80% dos votos.

Não cabe mais, diante do avanço do narcotráfico, sustentar discursos falaciosos sobre “dignidade humana” que defendem bandidos e não os cidadãos de bem — as verdadeiras vítimas desse sistema.

É inconcebível ouvir do chefe da nação que “traficantes são vítimas dos usuários”.

É desproporcional exigir que policiais, ao entrarem em comunidades e serem recebidos a tiros de fuzil e granadas lançadas por drones, reajam com “moderação”.

Não se combate o crime organizado com discursos e flores.

Cobrar “proporcionalidade” de uma força policial atacada com armamento de guerra é o mesmo que esperar que morram tantos policiais quanto criminosos.

O bandido que atira contra um policial, representante do Estado, não hesitará em atirar contra um cidadão comum.

A exemplo do governo do Rio de Janeiro, o enfrentamento à criminalidade precisa deixar a retórica e se transformar em ações efetivas e permanentes.

Tenho dito!!!

Bady Elias Curi. Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

 

Familiares e amigos de dependentes químicos protestam contra Lula por vitimizar traficantes

Petista afirmou que os traficantes seriam “vítimas do usuário.” Grupo de familiares e amigos de pessoas que lutam contra a dependência química enviou nota à redação em que manifesta “profundo pesar e indignação” diante de declaração de Lula (PT) vitimizando traficantes de drogas. Durante sua recente visita a Indonésia, o presidente brasileiro afirmou que traficantes seriam “vítimas dos viciados.”

“De acordo com estimativas de especialistas em saúde pública, entre 10 e 15 milhões de brasileiros enfrentam hoje algum tipo de dependência de drogas ou substâncias químicas — incluindo o álcool. Por trás desses números estão histórias de dor, coragem e persistência, lembra a nota assinada por pessoas cuja identidade o Diário do Poder por preservar.

“São milhões de pessoas que travam, dia após dia, uma batalha silenciosa para se manterem sóbrias, saudáveis e reintegradas à sociedade. Essa luta exige apoio, compreensão e políticas públicas eficazes — não estigmatização nem distorções morais”, diz a nota de familiares e amigos dos que lutam contra dependência química.

Essas pessoas afirmam que “a dependência é uma doença, não um crime” e que o usuário “precisa de tratamento, acolhimento e oportunidade, não de julgamento.” Para eles, e equiparar traficantes — agentes do crime organizado que exploram o sofrimento humano — às vítimas da dependência é um erro moral e político grave.

“Essa comparação desrespeita famílias devastadas pela perda de filhos, irmãos e pais; desconsidera comunidades que vivem sob o domínio da violência; e ofende profissionais e voluntários que trabalham incansavelmente pela recuperação de dependentes”, afirmam.

Negando a noção de justiça

Em nome dessas famílias, a nota reafirma compromisso com a compaixão, a dignidade e a responsabilidade. “Compadecer-se dos dependentes é um dever humano. Mas relativizar a culpa dos que lucram com o vício e o tráfico é negar a própria noção de justiça.”

“Pedimos empatia com todos que enfrentam o difícil caminho da sobriedade — com quem recai e recomeça, com quem se interna, com quem luta para reconstruir vínculos e sonhos”, diz a nota. “Pedimos políticas públicas que unam saúde, educação e segurança, em vez de discursos que confundem vítimas e algozes.”

A manifestação dos familiares e amigos de dependentes químicos finaliza pedindo respeito:

– “Em memória dos que perdemos e em respeito aos que resistem, reafirmamos: o Brasil precisa acolher quem sofre, tratar quem precisa e responsabilizar quem destrói. Só assim poderemos construir um país mais humano, mais justo e verdadeiramente solidário.”

Diário do Poder

Relator da CPMI da Roubalheira no INSS quer ‘megaoperação’ contra ladrão em todo o Brasil

Alfredo Gaspar lamentou que a polícia não tenha poder de chumbo contra “corruptos no poder.”

Relator da CPMI que investiga o roubo a nove milhões de aposentados do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL) lamentou que a polícia não tenha o poder de chumbo contra “corruptos no poder”, assim como teve a polícia do Rio de Janeiro na megaoperação contra a facção criminosa. “Tenho pena da polícia, em não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder”, disse o deputado ao criticar o silêncio do depoente. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Depoente de ontem, Abraão Lincoln, presidente da CBPA, entidade que levou mais de R$400 milhões dos aposentados, pôde ficar em silêncio. Gaspar também criticou o habeas corpus (mais um) dado pelo Supremo a um dos investigados pela comissão de deputados e senadores. “Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal”, desabafou Gaspar, “esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma”.

Diário do Poder

Luciano Huck: Mais um “covarde” na comunicação! Usurpador de sentimentos de mães

Quando vejo o Luciano Huck se manifestar contrário a Operação Contenção das forças militares do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo tagarelar que o Estado precisa ocupar o seu lugar, me vem à mente a vulgaridade dele. Mal se lembra ele, que em 2011, quando visitou a Rocinha e o Vidigal para fazer um dos seus programas (no caso o Lata Velha), quem foi que lhe deu escolta? O BOPE, meu caros! Hipocrisia, desprezo ou ambos, Huck?

E ainda encontra espaço para vomitar soluções contra o crime. Fala em sufocar financeiramente as facções, esquecendo-se (?) que recentemente, isso aconteceu em plena Faria Lima, num trabalho técnico investigativo da polícia, que descobriu o envolvimento dos terroristas na lavagem de dinheiro. Mas não vi o Luciano dar uma palavra a respeito.

O pior é quando pousa na dor das mães, sem pudores, como uma mosca varejeira num naco de bolo.

Eu não vejo o Luciano se pronunciar em favor das mães e das crianças que estão nestes “cantos da cidade”, quando um ministro do STF (o Estado) proíbe que a polícia (o Estado) faça incursões nesses lugares, fomentado com isso que o estado do Rio, especialmente sua capital, vire um QG do crime. E virou!

Não vejo o Luciano criticar o presidente da república (o Estado), que ele apoia, o Lula, defender governantes de países autoritários e envolvidos com o narcotráfico, não considerar as facções criminosas como terroristas e dizer que traficante é vítima do usuário.

Não vejo o Luciano dizer por que os bandidos foram mortos, como se os policiais tivessem sido recebidos com flores por eles. Não associa, em hipótese nenhuma, uma reação a uma ação. Lembrando que o número de presos foi próximo ao número de mortos (113 a 117). Porque não se entregaram, preferindo o confronto, hein, Luciano?

Não vejo o Luciano falar das mães dos policiais e das mães dos seus filhos deles, que todo santo dia, não sabe se o filho ou o marido voltará para casa após sair para o trabalho. Isso sem falar das mães que efetivamente os perderam para sempre.

Não vejo o Luciano se manifestar quando a nossa justiça (o Estado), diariamente, liberta da cadeia esses mesmos bandidos que enfrentam a polícia e os matam, sem contar os assassinatos, e tantos outros crimes, cometidos dentro das comunidades e fora delas.

O Luciano não é bobo, e sabe da máxima no Brasil que diz; a polícia prende, a justiça solta, por isso é popular dizer que a polícia é a banana e a justiça é o mamão. Não vê isso também, Luciano?

Vive fazendo discursinho barato!

Quanto ao sofrimento das mães, que covardemente o Luciano traz para a tela na intenção de promover a comoção coletiva e manter as narrativas, sugiro que leia o meu artigo que critico uma colega de emissora, a Flávia Oliveira, que usou do mesmo expediente e covardia ao abusar da figura materna no episódio.

E neste mesmo artigo, publiquei o link de uma matéria de outra colega dele, a Anna Bustamante, que expõe o verdadeiro sentimento de mães que perderam seus filhos.

A cegueira é proposital!

Alexandre Siqueira

Jornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo.

 

Deputado Gaspar, relator da CPMI do INSS critica o STF por liberar habeas corpus para ‘corruptos com poder’

Relator da CPMI que investiga gatunagem contra aposentados afirma que o país vive uma ‘justiça seletiva’.

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga roubalheira no INSS, voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder habeas corpus para depoentes do colegiado. A crítica ocorreu na oitiva desta segunda-feira (03), onde o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, é ouvido. Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, Abraão obteve o direito de ficar em silêncio e se esquivou de todas as perguntas do parlamentar.

Deputado Gaspar aproveitou o momento para elogiar a polícia do Rio de Janeiro, pela megaoperação que ocorreu contra o tráfico e facções criminosas no Estado, na semana passada:

“Eu teria muitas perguntas ainda a fazer. Mas aqui, nesse Brasil dividido em dois, em que a polícia, e eu acho certo e quero bater palmas pra polícia do Rio de Janeiro, que bandido que não respeita a polícia, é chumbo mesmo, mas eu tenho uma pena da polícia não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder. Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal. Esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma. O povo quer justiça igualitária. Ou seja, pra corrupto, forca”.

A CBPA está entre as associações investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar roubalheira contra aposentados e pensionista. Tanto a confederação, como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tiveram bens bloqueados, a partir da requisição da Advocacia-Geral da União.

Diário do Poder

Governador Claudio Castro deixou o ministro Alexandre de Moraes sem ação no encontro realizado no Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro recebeu nesta segunda-feira (3) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes chegou ao local da reunião acompanhado do seu assessor Wellington Macedo. Pelo governo do Rio estavam, além do governador Castro, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos; o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes; o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi; o secretário de Polícia Judicial, Marcelo Schettini; o diretor do Instituto Médico Legal, André Luís Medeiro; o procurador-geral do Estado, Renan Miguel Saad, e o representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Antonio Edílio.

Segundo informações, a reunião começou sob forte tensão. Alexandre de Moraes teria ao seu estilo, feito cobranças a partir da sua percepção de que as determinações do STF na ADPF das Favelas não haviam sido respeitadas, além do seu conhecido autoritarismo.

No decorrer do encontro, contudo, o próprio governador e os secretários de Segurança Pública e da Polícia Civil teriam feitos esclarecimentos, apresentado documentos e explicado todo o planejamento e execução da operação, o que desarmou Alexandre de Moraes, se havia a intenção de intimidação. Assim, tudo terminou bem e em razão de tudo o que foi apresentado e da necessidade das ações, relatado pelo governador Castro, o ministro do STF, emudeceu. Foi literalmente desarmado.

Jornal da Cidade Online

 

A metódica destruição da democracia

“Quando o justo governa, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Provérbios 29:2.

Infelizmente a sabedoria milenar, expressa na Bíblia, é arrogantemente ignorada e menosprezada pelos que se autointitulam como sendo as “elites intelectuais” de nossa era. Fazem com o conceito de “democracia” o mesmo que o bêbado faz com a bituca do cigarro.

Esculhambação com método. Diferentemente do bêbado, que até tem a intenção de acender o cigarro, acabando por destruí-lo, nossos “intelectuais” destroem a democracia metodicamente, para possibilitar que um ímpio domine seu povo. O resultado todos estamos vendo. Nem é necessário exemplificar a total inversão de valores em que vivemos.

Se “intelectuais”, educadores, sociólogos, historiadores, antropólogos, filósofos, etc, se preocupassem realmente com as gerações futuras, permanece a questão: Em qual matéria do curriculum escolar é ensinado às crianças como avaliar se um candidato é justo ou ímpio?

“Ah! Fundamentalismo, fanatismo, obscurantismo, a verdade é relativa, não existe certo e errado, tudo é questão de perspectiva….”

Sim, é exatamente esse o discurso que nos levou à essa catástrofe, na qual um governo de ímpios defende terroristas assassinos e tenta reprimir os que ainda têm coragem de enfrentar esses bandidos.

Não sei qual é o conceito de PAZ, para os relativistas.

Para mim é a harmonia entre sentimentos, pensamentos e ações.

Isso é PAZ, mesmo que para isso, seja necessário a utilização da força.

O combustível que nos move é inesgotável, incomparável ao dos ímpios.

Lutamos para defender o que conquistamos: nossa família, nossas propriedades e nossa fé.

Nunca perderemos esse combustível, nem desistiremos.

Mesmo que tenhamos que sofrer, ou morrer, por isso.

Os ímpios lutam por grana, poder e para destruir seus inimigos.

Funciona por um tempo, mas logo o combustível acaba.

Estamos chegando nesse tempo.

Talvez, nossa maior responsabilidade seja ensinar às próximas gerações, NUNCA MAIS PERMITIREM QUE ÍMPIOS ASSUMAM O GOVERNO.

Se conseguirmos deixar esse legado, teremos cumprido nossa missão.

Pedro Possas. Médico.

 

“Alexandre de Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio de Janeiro,” afirma jurista

O advogado André Marsiglia, comentou a ida do ministro Alexandre de Moraes ao Rio de Janeiro para realizar audiências com autoridades públicas envolvidas na recente operação policial. Para o jurista, “Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio”

Marsiglia revelou ponto a ponto os planos do ministro:

1) A ADPF serve para discutir teses abstratas, não para produzir provas e julgar autoridades. A convocação de audiências é medida abusiva e inconstitucional. O ministro poderia, no máximo, requisitar informações, jamais interrogar as autoridades públicas.

2) Interrogatórios competem à polícia e ao Ministério Público, não ao Supremo Tribunal Federal, menos ainda em uma ADPF.

3) As audiências, em parte ocorridas a portas fechadas, suprimem o caráter público exigido de atos judiciais. Parte da imprensa noticiou os encontros como reuniões políticas, o que demonstra a percepção de ilegitimidade dos atos de Moraes.

4) Na prática, Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio, esvaziando a autoridade do governador Cláudio Castro, potencial nome ao Senado, e cumprindo a ambição do governo federal de centralizar o controle estadual sobre a segurança pública.

5) A permanência de Moraes na relatoria da ADPF das Favelas pode ser a consolidação de um instrumento de intervenção permanente nos estados. Por “prevenção”, ele poderá, em processos correlatos, impor ordens a qualquer governador que ouse exercer sua autonomia constitucional da segurança pública

Jornal da Cidade Online

‘Comando Vermelho’ exerce ditadura nas favelas, diz autor de ‘Tropa de Elite’

Ex-capitão do Bope diz que favelas vivem situação de autêntica guerra civil

O ex-capitão do Bope da Polícia Militar do Rio de janeiro, Rodrigo Pimentel, especialista em segurança pública, afirmou neste domingo (2) ao programa Canal Livre, da Band, que os bandidos do Comando Vermelho impõem um regime de “ditadura local” aos moradores das favelas cariocas e que o Estado vive uma guerra civil.

Autor de livro que serviu de base ao filme “Trope de Elite”, do qual foi um dos roteiristas, Pimentel discorreu durante a entrevista sobre os fatos ocorridos na megaoperação policial contra o CV nos Complexos da Penha e do Alemão no último dia 28.

“Não se trata mais de polícia e ladrão, se trata de um conflito armado não internacional”, disse ele, para justificar sua convecção de que o Rio de Janeiro vive uma situação de guerra civil.

“É uma verdadeira guerra civil. Guerra irregular. É uma guerra irregular onde bandidos com muitos fuzis, tomam o controle de um território por duas décadas, afrontam o poder estatal, o Estado Democrático de Direito, fazem os moradores de reféns, impõem uma ditadura local”, afirmou.

Pimentel concorda com a definição do Comando Vermelho, como organizações criminosas do gênero, é uma facção terrorista e destacou o sucesso da operação, fazendo ressalvas como a morte dos policiais durante o confronto.

“Certamente foi a maior ação contra o Comando Vermelho na história do Rio de Janeiro, um prejuízo para essa facção de terroristas”, disse ele. “Eu não chamo de sucesso em função da questão da morte dos policiais, do Bope, da Polícia Civil, mas no que se refere a impacto na facção e também na tentativa de se recuperar o território, é um sucesso, sim”.

Jornal da Cidade Online