A PGR “confessa” a autenticidade da foto de Paulo Gonet numa farra com Daniel Vorcaro em Londres

Informações de O Globo dão conta de que a assessoria de imprensa da Procuradoria Geral da República confirmou a autenticidade da foto de Paulo Gonet e Daniel Vorcaro em uma degustação de uísque em Londres, no Reino Unido.

A PGR disse que não vai comentar o fato.

Diz o O Globo:

A pessoas próximas, Gonet afirma que a foto foi tirada em abril de 2024, mas que não revela nenhuma intimidade com Daniel Vorcaro. […]

Gonet nega amizade com Vorcaro, rejeita suspeição e diz que não há motivo para investigação sobre sua conduta.

Citado no relatório, Gonet defendeu a nulidade do documento da PF, sob o argumento de que foi produzido por solicitação de Mendonça, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal. Além disso, o procurador-geral pontua que a lei prevê a necessidade de autorização do plenário do STF para que um integrante da Corte seja investigado.

Jornal da Cidade Online

 

O Antagonista: Caneta emagrecedora desmonta farsa da fome de Lula

Há mais obesos que famélicos no Brasil. Seja como for, o presidente precisa sempre inventar uma necessidade para justificar a compra de votos. O anúncio eleitoreiro de Lula na quinta, 17, de distribuir canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) revela o cinismo do presidente, que é capaz de usar qualquer pretexto para justificar medidas populistas que possam lhe render votos. Desde que assumiu seu terceiro mandato, no início de 2023, Lula trata o Brasil como um país de famélicos que precisam da intervenção estatal para sobreviver.

“Foi com tristeza que, ao voltar ao governo, encontrei um país com 33 milhões de pessoas famintas”, afirmou Lula.

O dado dos 33 milhões de famintos não tinha qualquer lastro. Era da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Pensann, uma organização com claro viés político que fazia oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

Um relatório da ONU, contudo, falava em 8,4 milhões de pessoas com fome no país entre 2021 e 2023. O número anterior era de 9 milhões entre 2020 e 2022, sinalizando uma queda já durante o governo de Jair Bolsonaro.

Um dado do Banco Mundial da mesma época falava em 4 milhões de pessoas na extrema pobreza no Brasil. Mas Lula precisava inflar os números para justificar a compra de votos com programas assistencialistas, como o Bolsa Família. O presidente, aliás, já admitiu fazer esse tipo de maracutaia.

“Era bonito a gente viajar o mundo e falar: no Brasil tem 30 milhões de crianças de rua. No Brasil tem…, a gente nem sabia…  Nem sei quantos milhões de abortos.’ Era tudo clandestino, mas a gente ia citando números, sabe. Se um cara perguntasse a fonte, a gente não tinha, mas tinha que dizer números”, disse Lula em 2014.

O anúncio das canetinhas emagrecedoras no SUS desmonta mais uma das inúmeras farsas que Lula costuma criar. O Brasil é um país de obesos.

O Antagonista

 

Frente Parlamentar Católica repudia falas de Lula sobre celibato e ordenação de mulheres

                            Diálogo entre o poder público e as religiões exige respeito à autonomia de cada confissão, diz deputado. A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados divulgou nesta sexta-feira (18) nota de repúdio às declarações de Lula (PT) sobre o celibato sacerdotal e a ordenação de mulheres na Igreja Católica. O texto, assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), foi publicado no Instagram do grupo parlamentar. As falas de Lula ocorreram na quarta-feira (16), em encontro no Palácio do Planalto com pastores brasileiros e norte-americanos da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Na ocasião, o presidente, que se declara católico, afirmou ter dito ao Papa Francisco que a Igreja Católica “passaria dificuldades” enquanto mantivesse o celibato e não permitisse que mulheres fossem padres e bispas. Ele relacionou o crescimento evangélico no Brasil à “igualdade de condições” dada às mulheres nessas igrejas.
                           “Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a igreja evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, declarou Lula.

O que diz a nota:

                          “Na nota, a Frente Parlamentar Católica afirma repudiar as declarações “a respeito de aspectos próprios da vida, da disciplina e da constituição sacramental da Igreja Católica”. O texto reconhece o valor do diálogo entre o poder público e as religiões, mas afirma que esse diálogo exige respeito à autonomia de cada confissão.
“Questões como o ministério ordenado e o celibato sacerdotal pertencem à vida e à tradição da Igreja Católica e possuem fundamentos teológicos, sacramentais e eclesiológicos que não podem ser reduzidos a uma comparação de funções ou modelos organizacionais”, diz o documento.
                           A frente argumenta que o Estado laico existe para garantir a liberdade religiosa, e não para que autoridades indiquem como cada tradição deve organizar sua vida interna. “Autoridades públicas podem e devem dialogar com as religiões, mas esse diálogo precisa respeitar a identidade, a doutrina e a autonomia de cada tradição religiosa”, afirma a nota.
 Contexto das declarações.

No mesmo encontro, Lula criticou o uso eleitoral de templos e disse que se recusa a fazer campanha em igrejas, católicas ou evangélicas. A reunião ocorre em ano eleitoral, com disputa pelo voto religioso. Dados do Censo 2022 indicam 56,7% de católicos e 26,9% de evangélicos no país.
Na doutrina católica, a ordenação sacerdotal é reservada a homens, posição reafirmada pelo Vaticano como definitiva. O celibato é disciplina da Igreja latina, com exceções em ritos orientais católicos, nos quais homens casados podem ser ordenados. Até a divulgação da nota parlamentar, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não havia se pronunciado especificamente sobre a fala.”
                           O Palácio do Planalto não havia respondido publicamente à nota da frente até a publicação desta matéria. Aliados do presidente, como o presidente do PT, Edinho Silva, tentaram contextualizar as declarações como opinião pessoal e como parte de uma relação histórica de Lula com setores da Igreja.

Diário do Poder

 

Foto em Londres mostra Vorcaro fumando charuto e bebendo uísque com o PGR Paulo Gonet

Flagrante confirma a proximidade do procurador geral da República com banqueiro fraudador. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pela Polícia Federal revelam uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do banqueiro em uma confraternização em Londres. Na imagem, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet, que segura um charuto, diante de uma mesa com copos de uísque. A foto foi encaminhada em 19 de junho de 2025 pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Master, acompanhada da mensagem “PG me mandou” — referência às iniciais de Paulo Gonet. A Procuradoria-Geral da República confirmou a autenticidade da imagem, mas se recusou a comentar. A pessoas próximas, Gonet afirmou que o encontro ocorreu em abril de 2024 e que a foto não demonstra intimidade com o banqueiro.

A fotografia, revelada em reportagem dos jornalistas Eduardo Gonçalves e Thiago Bronzatto, de O Globo, faz parte do relatório da PF tornado público pelo ministro André Mendonça, do STF, há cerca de duas semanas. Dessa farra com uísque Macallan e charutos participaram ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, além de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como Benedito Gonçalves, e membros do governo Lula (PT) como o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O relatório da PF tornado público por Mendonça também cita o ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu que o caso fosse levado ao plenário, o que ocorreu na terça-feira passada, mas a discussão foi interrompida por pedido de vista de Flávio Dino. Gonet questionou a validade do relatório, argumentando que ele foi produzido a pedido de Mendonça sem solicitação prévia do Ministério Público ou da Polícia Federal. Ele também lembrou que a investigação de um integrante do STF exige autorização do plenário da Corte.

No julgamento, Mendonça diferenciou as mensagens envolvendo Gonet das demais: “Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram, são informações, na minha avaliação, de outra densidade. “O próprio Gonet se manifestou na sessão e classificou o encontro como “banal”. Segundo ele, foi o único contato presencial com Vorcaro, ocorrido na presença de várias autoridades. “Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal”, afirmou.

As conversas também mostram que Gonet teria demonstrado interesse em participar de um segundo evento em Londres patrocinado pelo Master em 2025 — um fórum jurídico que acabou cancelado. Em mensagens encaminhadas por Soares, o procurador-geral teria dito “Tomara que tenha charuto e Macallan” e expressado “saudades” do banqueiro.

No ano anterior, Vorcaro pagou R$3,2 milhões em uma degustação privada de uísque Macallan no George Club, em Londres, evento no qual a foto foi tirada. Outras mensagens indicam que Soares intermediou o convite para que o filho de Gonet viajasse com o grupo a Londres. Vorcaro teria respondido de forma positiva ao pedido. A PGR deve se manifestar nos próximos dias sobre o pedido da defesa de Vorcaro para revogar a prisão do banqueiro, protocolado nesta sexta-feira.

Diário do Poder

 

Estadão aponta e dá nomes a favorecimentos da teia de relações de Daniel Vorcaro com autoridades dos 3 poderes

Reportagem do Estadão apresenta a chamada “Vorcarosfera”: uma rede de relações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com integrantes dos Três Poderes. Entre os nomes citados está o ministro Gilmar Mendes, cuja proximidade com o banqueiro ganha especial relevância diante das investigações que envolvem o banco, suas operações e a influência de Vorcaro nos círculos decisórios de Brasília.

É importante distinguir contato, relacionamento institucional e eventual favorecimento. A simples presença de uma autoridade em uma rede de contatos não prova crime. Porém, quando um empresário sob investigação circula entre ministros do STF, políticos, parlamentares e integrantes de órgãos de controle, a sociedade tem o direito de conhecer a natureza desses vínculos, os encontros realizados, os valores movimentados e as decisões eventualmente influenciadas.

A gravidade aumenta diante das acusações atribuídas a Vorcaro, incluindo supostas comissões milionárias relacionadas a aportes de fundos de previdência no Banco Master. Esses relatos foram rejeitados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, e justamente por isso precisam ser submetidos a investigação transparente, com acesso às provas, contraditório e ampla responsabilização — sem sigilo seletivo nem blindagem corporativa.

O Brasil não pode aceitar uma República em que banqueiros investigados transitam livremente entre os centros de poder e, depois, aparecem relações entre essas mesmas autoridades e os processos que os envolvem.

Se a “Vorcarosfera” revela apenas contatos legítimos, que os fatos sejam esclarecidos. Se revela tráfico de influência, favorecimento ou promiscuidade institucional, os responsáveis precisam responder — independentemente do cargo que ocupam.

Jornal da Cidade Online

Mensagens entre Vorcaro e o ministro Benedito Gonçalves, Corregedor do CNJ revelam interesses

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam para uma relação de proximidade entre o ex-banqueiro e Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações publicadas pela Folha de São Paulo.

Em maio de 2024, Benedito enviou uma mensagem a Vorcaro após reencontrar o então banqueiro em um evento:

“Boa noite. Feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito”.

Vorcaro respondeu chamando o ministro de “Caro amigo” e, na sequência, escreveu:

“Obrigado pelo carinho”.

O ex-banqueiro ainda sugeriu um novo encontro entre os dois:

“Vamos marcar o charuto em Brasília”.

As mensagens continuaram em 2 de julho daquele ano. Na ocasião, Vorcaro voltou a tratar Benedito como “grande amigo” e propôs que eles se encontrassem na capital federal.

“Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!”, escreveu Vorcaro.

Benedito respondeu que retornaria do Rio no dia 29 e afirmou que entraria em contato com Vorcaro. Na mesma conversa, acrescentou:

“E aqui sempre à disposição.”

O ministro também enviou uma figurinha com um cumprimento entre duas mãos e a inscrição “tamo junto”.

A relação entre os dois também aparece em um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Benedito participou de uma degustação de uísque Macallan destinada a autoridades e promovida por Vorcaro naquele período.

CNJ

No primeiro semestre deste ano, Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master no STJ. Atualmente, o ministro ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que exercerá até 2028. Ele substituiu Mauro Campbell Marques, que tomou posse como vice-presidente do STJ no mês passado. Entre as atribuições da Corregedoria do CNJ estão o recebimento de reclamações e denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo magistrados, além da realização de sindicâncias, inspeções e correições diante de suspeitas de infrações graves.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Marco Aurélio Mello critica atuação de Flavio Dino no STF do caso Moraes/Vorcaro

Ministro aposentado avalia sessão de terça-feira (15), marcada por embates entre magistrados, e classifica o dia como difícil para a Corte. O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez, em entrevista nesta sexta-feira (18), uma avaliação crítica da sessão da Corte realizada na terça-feira (15), quando os ministros discutiram a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão de terça-feira teve troca de acusações e discussões acaloradas entre os ministros. Ao final, Dino pediu vista do processo, o que suspendeu o julgamento.

Crítica à condução de Fachin

Segundo Marco Aurélio, faltou a Fachin uma atuação mais enérgica para conter as discussões e dissolver os embates ocorridos em plenário. Além disso, para o ministro aposentado, um dos momentos mais emblemáticos do descontrole na sessão foi quando Dino acusou Fachin de avocar para si os processos relativos a Moraes e a André Mendonça. Na avaliação de Mello, essa acusação levou disputa política para dentro do Tribunal — e o cargo de presidente da Corte, independentemente de quem o ocupe, deveria ser respeitado.

“Um dia triste para o Supremo”

Mello classificou a sessão como um dia difícil para a Corte e defendeu que os magistrados devem atuar com honestidade de propósito. Para ele, o encerramento do dia sem uma resposta concreta reforçou a percepção de desgaste institucional em torno do Supremo.

“O Supremo não pode cometer um suicídio institucional”, disse o ministro aposentado, ao afirmar que a sociedade aguarda uma resposta concreta da Corte.

Marco Aurélio de Mello acrescentou que o exemplo de conduta deve partir dos próprios ministros e que as ofensas trocadas durante a sessão não condizem com o comportamento esperado da bancada do STF.

Diário do Poder

 

Lula em evento no RJ defende as facções PCC E CV de organizações terroristas

Petista passa pano para grupos que controlam territórios, aterrorizam comunidades, cobram taxas, impõem toque de recolher e executam rivais. Em evento de segurança no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (18), Lula (PT) voltou a afirmar que “não aceita” a classificação feita pelos Estados Unidos das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esse tipo de atitude do presidente brasileiro vem sendo interpretada pelas autoridades dos EUA como pretexto para não combater esses criminosos, que já atuam em diversas cidades norte-americanas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, afirmou. Para o petista, o que Trump chama de terrorismo seria “terrorismo de Estado” — “a luta e a briga pelo poder”. Quem teria feito isso, segundo Lula, foi Jair Bolsonaro no 8 de janeiro, “pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes”. “Isso é terrorismo de Estado.”

Desde que Washington passou a tratar as facções como ameaça internacional, o governo Lula insiste que o enquadramento como terrorismo abriria precedente para interferência estrangeira. A soberania, nesse discurso, funciona como escudo: quem define como o crime é classificado e combatido no Brasil são “os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

O efeito prático da tese é o seguinte: grupos que controlam territórios, cobram taxas, impõem toque de recolher, executam rivais e aterrorizam bairros, escolas e periferias permanecem, no vocabulário oficial, “crime organizado” ou “facções bandidas” — não terroristas. Lula admite o impacto sobre a população (“esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro”), mas recusa o estatuto jurídico e político que permitiria tratamento mais duro, cooperação internacional mais agressiva e isolamento financeiro mais amplo.

Enquanto isso, o rótulo de terrorismo é reservado ao episódio de 8 de janeiro e à trama golpista. A distinção não é técnica: é política. Facções que exercem poder paralelo sobre milhões de pessoas não “brigam pelo Estado”; o Estado, no discurso presidencial, é que não deve aceitar que outro país as trate como o que elas já são na vida cotidiana de quem vive sob seu domínio. Lula prometeu se reeleito, “retomar territórios ocupados”, criar um Ministério da Segurança Pública e apostar na PEC da Segurança. O recado paralelo, porém, ficou claro: o problema não é o nome que o crime organizado recebe no exterior. O problema é quem ousa dar esse nome. A soberania, nesse recorte, protege o país da classificação — e, na prática, deixa as facções no mesmo enquadramento que o governo sempre preferiu.

Diário do Poder

Crusoé: As fakes news disseminadas por Alexandre de Moraes

Ministro que perseguiu “redes de desinformação” por anos agora se beneficia de mentiras e meias verdades ao tentar evitar investigação. Há uma ironia trágica em meio ao caos que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF) com a perspectiva de investigação de Alexandre de Moraes por causa do caso do Banco Master.

Depois de passar mais de sete anos apontando redes de desinformação que atuariam para atacar o STF, como relator do inquérito das fake news, Moraes passou a disseminar suas próprias fake news, e contra um ministro do Supremo, para tentar se defender das suspeitas que o rondam.

O ex-relator do inquérito das fake news fez suposições contra o colega André Mendonça que se encaixam perfeitamente nos conceitos de fake news e pós-verdade, que se consolidaram a partir de 2016, com a ascensão de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos: informações distorcidas que circulam em narrativas maliciosas para beneficiar um determinado grupo político.

Ainda que, de fato, boa parte do debate público esteja poluído por mentiras e meias verdades, especialmente nas redes sociais, essas expressões acabaram se tornando muletas para tentar bloquear discussões legítimas e, no caso do STF, proteger autoridades questionadas publicamente, como ocorreu no caso da censura de reportagem de Crusoé pelo próprio Moraes.

Provavelmente?

Ao tentar se defender do relatório da Polícia Federal que o expôs em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes insinuou que algum órgão estrangeiro pode ter atuado para confeccioná-lo.

“O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, disse o ministro ao responder a pedido de manifestação do presidente do STF, Edson Fachin.

O Antagonista

 

Lula ataca de X9 e acusa envolvimento de 05 ministros do STF no rombo do Master

Presidente citou supostas orgias promovidas por Vorcaro e afirmou que integrantes da Suprema Corte, deputados e senadores foram envolvidos. O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira, 18, que cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm ligação direta ou indireta com o caso Banco Master. A declaração ocorreu durante entrevista à Rádio Tupi, na qual Lula também acusou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro de promover orgias com mulheres estrangeiras para integrantes da elite brasileira.

Ao comentar as relações de Vorcaro com autoridades, Lula afirmou:

“Ele patrocinava orgia, ele trazia mulheres da Suécia, da Suíça, não sei de onde, para os bacanas brasileiros que gostam dessas coisas. E aí envolveu gente da Suprema Corte, envolveu deputado, envolveu senador, envolveu todo mundo.”

Na sequência, o presidente citou os ministros do STF ao comentar a dimensão da crise envolvendo o Master.

“Você tem cinco ministros que estão ligados direto, indiretamente.”

Lula não apresentou, nessa declaração, os nomes dos cinco ministros nem afirmou que todos são investigados. A fala foi feita em meio à divulgação de mensagens e documentos que apontam contatos de Vorcaro com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. As circunstâncias dos contatos são diferentes em cada caso.

O presidente também voltou a defender uma reforma do Judiciário e disse que o problema envolvendo o Master precisa ser resolvido antes de uma eventual mudança na estrutura do Poder.

“Eu agora quero rediscutir que você tem uma reforma no Poder Judiciário, mas antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema.”

Lula ainda afirmou que os futuros integrantes da Suprema Corte não deveriam buscar enriquecimento pessoal.

“Quem vier para a Suprema Corte não pode querer ser rico. Ali é um sacerdócio.”

Ao avaliar a crise envolvendo o caso Master, o presidente concluiu: “Isso tudo está apodrecendo.”

O Antagonista