Endividamento das famílias brasileiras atinge níveis de 30,5% recordes em 2025

Proporção de famílias com parcelas em atraso atingiu 30,5% em outubro.  Dados constam em um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O endividamento das famílias brasileiras atingiu níveis recordes em 2025. Em janeiro de 2015, 57,5% das famílias estavam endividadas. Dez anos depois, em janeiro de 2025, o percentual subiu para 76,1%, um aumento de 18,6 pontos percentuais. Já em outubro de 2025, 79,5% das famílias tinham algum tipo de dívida, recorde pelo terceiro mês consecutivo e alta de 22 pontos percentuais em relação a janeiro de 2015.

As informações são de um levantamento da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Peic considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimo consignado e prestações da casa própria, entre outras modalidades. Estar endividado não significa necessariamente estar inadimplente, apenas ter compromissos financeiros a pagar. O levantamento também mostra que a proporção de famílias com parcelas em atraso atingiu 30,5% em outubro, outro recorde histórico.

Jornal da Cidade Online

Relator da CPMI do INSS articula romper a blindagem do Frei Chico e de outros elementos com suporte de poder

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, desenvolveu uma estratégia para investigar pessoas mencionadas nas apurações do esquema que desviou R$ 4 bilhões de aposentadorias. O parlamentar pretende pressionar membros da comissão que, segundo ele, impedem o avanço das investigações. A comissão, instalada em agosto de 2025, já realizou mais de 20 depoimentos e recebeu 200 gigabytes de documentos. Gaspar planeja reapresentar requerimentos anteriormente rejeitados e questionar a postura dos congressistas durante as próximas sessões.

Entre os casos citados pelo relator está o do advogado Paulo Boudens, assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Boudens recebeu R$ 3 milhões de uma empresa ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador principal das fraudes.

Parlamentares da oposição solicitaram a quebra de sigilos bancário e fiscal de Boudens, além de sua convocação para depor. A comissão rejeitou a quebra de sigilo, enquanto os pedidos de convocação aguardam votação.

O relator também mencionou José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente de um dos sindicatos envolvidos nas denúncias. Uma articulação impediu sua convocação para depor na CPMI.

“Tentei trazer aqui Paulo Boudens. Foi blindado. Tentei trazer aqui o Frei Chico. Também foi blindado. Todos têm padrinhos políticos por trás. Falta coragem, falta o povo saber que o discurso feito aqui não é compatível com a realidade”, afirmou Gaspar. Na avaliação do deputado alagoano, tanto parlamentares de esquerda quanto do Centrão protegem determinados envolvidos no caso. Ele atribui essa proteção a uma coordenação do Palácio do Planalto, o que explicaria a lentidão nas apurações da comissão. A CPMI enfrenta críticas por não avançar além das descobertas já realizadas pela Polícia Federal sobre o esquema que fraudou o INSS.

Jornal da Cidade Online

COP30: uma vergonha internacional e um retrato da hipocrisia do governo Lula, diz o deputado Luciano Zucco

A COP30 está se revelando um dos maiores fracassos já protagonizados pelo governo Lula. Um evento que deveria ser símbolo de responsabilidade ambiental e de protagonismo internacional transformou-se em um escândalo bilionário, marcado por desorganização, luxo, incoerência e suspeitas de irregularidades graves.

Fui um dos primeiros a denunciar, de forma oficial, o conjunto de ilegalidades e superfaturamentos envolvidos nessa conferência. A Oposição apresentou uma representação no Tribunal de Contas da União, ainda em análise, apontando indícios claros de irregularidades na contratação de um organismo internacional para organizar a COP30 — algo completamente desnecessário, já que o Brasil dispõe de órgãos e estruturas plenamente capazes de realizar o evento. Essa manobra serviu apenas para driblar as leis de licitação e impedir a fiscalização.

Estamos falando de um contrato bilionário que representa um verdadeiro atentado à moralidade administrativa. O governo optou por gastar cifras astronômicas com uma organização estrangeira, em vez de investir nos próprios quadros técnicos e servidores brasileiros. É um escândalo, uma afronta à transparência e à soberania.

E o resultado é visível: um evento esvaziado, caótico, com ausência de diversos chefes de Estado e falhas logísticas grotescas. Faltou hospedagem, estrutura e até água potável. A organização teve de recorrer a transatlânticos movidos a milhares de litros de óleo diesel para acomodar participantes — um contrassenso monumental para uma conferência “ambiental”. Enquanto isso, o presidente e a primeira-dama se hospedam em um navio de luxo, com diárias milionárias, tudo sob sigilo. É a imagem perfeita da incoerência: um governo que fala em sustentabilidade, mas pratica desperdício e ostentação.

Para piorar, um jornalista usou as redes sociais para mostrar o absurdo dos preços cobrados dentro do evento. Em um vídeo, ele mostra que um refrigerante e dois salgados custam R$ 100, uma garrafa de água pequena sai por R$ 25, e um almoço simples não sai por menos de R$ 60. É a extorsão oficializada — um retrato fiel do contraste entre o discurso da esquerda e a realidade que ela impõe: o discurso da igualdade social servido com preços de luxo, inacessíveis até para quem trabalha na cobertura da conferência.

O que era para ser um marco de prestígio para o Brasil virou um vexame mundial. Jornalistas do Brasil e exterior relatam estandes inacabados, falta de estrutura e problemas básicos de abastecimento. Muitos convidados e delegações sequer compareceram. É o colapso da organização, o fracasso da imagem e o desmonte da credibilidade brasileira perante o mundo.

A COP30 é a síntese do governo Lula: cara, confusa, hipócrita e cercada de escândalos. Um evento que fala em proteger o meio ambiente enquanto polui mares, gasta bilhões em luxos e afronta a moralidade pública. É uma vergonha internacional. E, mais uma vez, quem paga essa conta é o povo brasileiro.

Luciano Zucco

Deputado Federal

 

Governadores sobre ‘tempos sombrios’ na Convenção Israelita: Acusam Lula de ‘pregar ódio de classe’

Durante convenção da Conib, também foi defendido serenidade e pragmatismo nas relações entre Brasil e Israel. Governadores alinhados à direita aproveitaram o jantar de abertura da 56ª Convenção da Confederação Israelita do Brasil (Conib), realizado no sábado (8) em São Paulo, para criticar a atuação do presidente Lula (PT) à frente do Governo Federal. Entre os presentes estavam Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cláudio Castro (PL-RJ), Ronaldo Caiado (União-GO) e Eduardo Leite (PSD-RS).

O principal alvo das falas foi a decisão do Brasil de deixar a IHRA (Aliança Internacional em Memória do Holocausto), movimento visto como um afastamento do país em relação a Israel. O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, adotou postura mais equilibrada e defendeu a “reconstrução de pontes” entre os dois países.

Tarcísio de Freitas afirmou que o Brasil vive “tempos sombrios” e criticou a saída da IHRA. O governador paulista defendeu a retomada da parceria com Israel, destacando seu papel estratégico “contra o avanço da intolerância e do terrorismo”.

Cláudio Castro, fez um discurso combativo, ligando a violência urbana ao terrorismo. O governador carioca defendeu as operações policiais em comunidades do Rio — criticadas pelo governo Lula — e afirmou que não aceitará “instituições narcoterroristas”.

Castro ainda reagiu a críticas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP) com ironia, chamando-o de “paspalhão”. O psolista acusou o governador de fazer “demagogia com sangue”.

Ronaldo Caiado, foi o único a citar Lula nominalmente. O governador goiano acusou o governo petista de “pregar o ódio de classe” e ser “conivente com o narcotráfico”. Durante seu discurso, Clara Ant, assessora especial da Presidência e representante do governo no evento, deixou o salão.

Já o gaúcho Eduardo Leite (PSD) adotou tom conciliador. O governador defendeu o diálogo e a convivência democrática, afirmando que “os conflitos fazem parte da vida em sociedade” e que é preciso “construir pontes, mesmo nas diferenças”.

Pedido de equilíbrio

Encerrando os discursos, Claudio Lottenberg, presidente da Conib, pregou serenidade e diálogo. Ele afirmou que “negociar não é ceder, é escolher a vida” e pediu “maturidade e pragmatismo” nas relações do Brasil com Israel. Lottenberg lembrou ainda que a comunidade judaica brasileira é diversa, com vozes de direita e de esquerda, e que “a defesa da vida deve estar acima das disputas ideológicas”.

Além dos governadores, participaram do evento o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o senador Efraim Filho (União-PB), e os deputados General Pazuello (PL-RJ) e Hugo Leal (PSD-RJ).

Diário do Poder

 

Lula tenta escolher relatores de comissões na Câmara em lugar do presidente Hugo Motta

Petista ligou para o presidente da Câmara para reclamar da escolha de Derrite como relator de projeto contra o crime. A mais recente interferência do presidente Lula (PT) em assuntos internos do Legislativo reacendeu críticas sobre os limites entre os poderes. No sábado (8), o petista ligou pessoalmente para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), para reclamar da escolha do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do Projeto de Lei que cria a chamada Lei Antifacção, proposta enviada pelo próprio governo ao Congresso.

O incômodo do presidente da República, teria se dado porque Derrite é aliado e secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), um dos nomes mais fortes da direita para a disputa presidencial de 2026. O político inclusive, se licenciou do cargo para relatar o projeto que endurece o combate ao crime. A cobrança direta de Lula é considerada, nos bastidores, uma interferência inaceitável em decisão que cabe exclusivamente à Câmara. A escolha de relatores é prerrogativa do presidente da Casa e deve seguir critérios técnicos e regimentais, não o desejo do Palácio do Planalto.

O líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), afirmou ao Diário do Poder, neste domingo (9), que o petista quer impor a sua vontade na Câmara. O parlamentar também apontou interferências do Judiciário:

“É um caso gravíssimo de interferência indevida de um Poder sobre outro. O que vimos foi o presidente da República tentando impor sua vontade à Câmara dos Deputados, numa clara afronta à independência entre os Poderes. Infelizmente, esse tipo de atitude virou rotina no Brasil — quando não é o Executivo pressionando, é o Judiciário atuando por meio decisões para reverter derrotas do governo no Legislativo. Isso fere o equilíbrio institucional e desrespeita o voto popular.”

Também ao Diário do Poder, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), afirmou que Lula precisa cuidar do Executivo, ao apontar que o presidente tem feito “um mal” trabalho:

“Lula não tem que se meter no Legislativo. Ele precisa cuidar do Executivo — o que, aliás, tem feito muito mal. A escolha do presidente Hugo Motta por Derrite foi acertada, demonstrando respeito à independência do Parlamento e à experiência de quem realmente entende de segurança pública”, ponderou o parlamentar.

Apesar da ingerência evidente, Hugo Motta não reagiu. Limitou-se a justificar sua escolha, afirmando a Lula que a relatoria seria conduzida “de forma técnica, sem viés político”, conforme informações do jornal o Globo. A postura passiva reforçou entre parlamentares a percepção de que o presidente da Câmara é “acovardado”, como vem sendo chamado por parlamentares da oposição. Deputados federais como Evair de Melo (PP-ES) já haviam afirmado, em entrevista ao podcast Diário do Poder, que o parlamentar age sob algum tipo de pressão ou constrangimento político.

Diário do Poder

O ex-ministro de Lula, Aldo Rebelo mostra hipocrisia do PT sobre meio ambiente e caixa preta financiada pelo exterior

O ex-ministro de Lula, o ex-deputado federal Aldo Rebelo, de 69 anos, criticou a condução da política ambiental do atual governo. Em vídeo publicado na sexta-feira (7) em seu perfil “O Quinto Movimento” no TikTok, o político afirmou que organizações não governamentais controlam setores estratégicos do Estado brasileiro. “Há uma caixa preta dentro do Estado brasileiro e a caixa preta é controlada e administrada por organizações não governamentais financiadas do exterior, a serviço de interesses internacionais, contra o Brasil”, declarou Rebelo. A manifestação aconteceu durante a realização da COP30, em Belém (PA). O ex-ministro denunciou a existência do que chamou de “porta giratória” entre ONGs e o Ministério do Meio Ambiente. Segundo ele, essas organizações posicionam seus “elementos” dentro da pasta comandada por Marina Silva.

“Fazem o serviço das ONGs dentro do Ministério, depois eles saem do Ministério e voltam para as ONGs para controlar o ministério de fora. Controlam de dentro e controlam de fora. O Brasil não pode aceitar essa situação. Isso é uma atividade criminosa contra os interesses nacionais, com cúmplices dentro do Estado brasileiro”, afirmou. Rebelo foi categórico ao dizer que “Ou o Brasil acaba com essas ONGs ou essas ONGs vão acabar com o Brasil”. O ex-ministro responsabilizou diretamente Lula pela situação. “Lula não pode se apresentar como inocente. ‘Ah, eu sou a favor do petróleo da Margem Equatorial, mas o Ibama é contra’. Quem nomeia o presidente do Ibama? Quem é que nomeou a ministra Marina? O presidente Lula é quem nomeou. Então a responsabilidade também é dele. Não há nenhuma inocência nesse complô contra o Brasil”, disse.

Aldo Rebelo exerceu seis mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo desde 1991. Foi presidente da Câmara dos Deputados (2005-2007) e ocupou os ministérios da Defesa (2015-2016), da Ciência e Tecnologia (2015), do Esporte (2011-2015) e da Secretaria de Coordenação Política da Presidência (2004-2005).

Militante do PC do B desde os anos 1970, Rebelo deixou o partido em 2017. Após passagem por outras legendas, filiou-se ao MDB em 2024. Em suas declarações, acusou o governo federal de “hipocrisia” na política ambiental.

“Há um governo de direito que diz que é a favor do desenvolvimento. É hipocrisia. O governo de fato que está dentro do governo de direito bloqueia o desenvolvimento. Essa é a situação que precisa ser enfrentada e denunciada”, afirmou no vídeo.

O ex-ministro criticou o financiamento das ONGs ambientais, afirmando que estão “nadando em dinheiro” com “bilhões e bilhões” à disposição. Ele mencionou o Fundo Amazônia: “Tem um fundo aí chamado Fundo Amazônia controlado por elas. São Bilhões de reais, e a Amazônia tem os piores indicadores sociais do Brasil”.

Para exemplificar, Rebelo citou Uiramutã, município de Roraima onde 90% da população é indígena. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou taxa de analfabetismo de 37,30% entre pessoas com mais de 15 anos em 2010. No Censo de 2022, esse índice aumentou para 38,0%.

“O que mostra que essas ONGs não protegem nada. Protegem o próprio caixa. Vivem lá em Paris, em Barcelona, em Londres ou em São Paulo e a Amazônia afundando”, declarou Rebelo.

Jornal da Cidade Online

O crime compensa? O Mercado ilegal de cigarros gerou evasão fiscal de R$ 7,2 bilhões em 2024

Uma combinação entre tributação elevada, demanda constante, fiscalização frágil nas fronteiras e regulação excessiva torna o mercado ilegal de cigarros um grande motor para a criminalidade e tem como resultado evasão fiscal estimada em R$ 7,2 bilhões no último ano. A conclusão é do Estudo sobre Economia do Crime e Tributação de Produtos Fumígenos, publicado pela FGV Conhecimento e pela Associação Brasileira de Indústria do Fumo (Abifumo) no último dia (3/11).

O trabalho propõe uma análise das dimensões econômica, social e criminológica do mercado ilegal de cigarros no Brasil, a partir de cruzamento de dados e aplicação de modelos estatísticos. A pesquisa aponta para a movimentação de 33,7 bilhões de unidades de cigarros ilegais por ano, que representam 32% do total comercializado no Brasil. Esse montante gera a circulação de R$ 8,8 bilhões. O contrabando, especialmente de cigarros do Paraguai, representa 24% dos produtos ilegais. Outros 8% são de empresas brasileiras que operam formalmente, mas não recolhem tributos, não registram seus produtos na Anvisa e cobram abaixo do preço mínimo legal.

Questão tributária

O estudo aponta que o mercado ilegal é vantajoso para as organizações criminosas por causa da tributação elevada do produto, responsável por aumentar a diferença de preços entre os cigarros lícitos e os ilícitos. Incidem sobre o cigarro o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A partir de dados do instituto de pesquisa Ipec, a FGV estimou a evasão fiscal em 2024 em R$ 7,2 bilhões. Na série histórica, isso representa uma tendência de redução — o ápice se deu em 2012, com R$ 12,7 bilhões evadidos pelo mercado ilegal de cigarros. Essa curva descendente deve ser freada pelo aumento recente das alíquotas de IPI, o que deve gerar crescimento da vantagem financeira do produto contrabandeado ou falsificado, de acordo com o estudo.

Os R$ 7,2 bilhões evadidos em 2024 representam uma perda de R$ 2,6 bilhões para a União, R$ 2,9 bilhões para os Estados e R$ 1,6 bilhão para os municípios. Ainda segundo o estudo, a recuperação de 50% desses valores seria suficiente para, por exemplo, acrescentar R$ 1,3 bilhão aos cofres da União, o que representou 11,8% do déficit primário do governo federal naquele ano.

Criminalidade generalizada

A pesquisa buscou estabelecer uma relação entre o mercado ilegal de cigarros e as diferentes atividades econômicas do crime organizado, que fazem uso da mesma estrutura.

“O contrabando e a falsificação de cigarros compõem uma fonte relevante de financiamento para facções criminosas e redes transnacionais, que exploram economias de escala, rotas logísticas e recursos tecnológicos semelhantes aos usados em outros mercados ilícitos (como drogas e armas)”, diz o estudo.

O documento estima as correlações entre a presença desse mercado em cada estado e os seus respectivos registros de atividades criminosas, como roubos e homicídios.

Conforme o estudo, cada aumento de um ponto percentual na venda de cigarros ilegais está associado a:

— + 3,98% em roubos de instituições financeiras;
— + 2,55% em roubos de carga;
— + 1,94% em roubos de veículos;
— + 2,33% em latrocínios;
— + 0,62% em homicídios dolosos;
— + 0,58% em apreensões de armas de fogo.

“Com base nas correlações observadas, uma queda de 1 p.p. na participação do mercado ilegal de cigarros está associada a uma redução estimada nacional de cerca de 239 homicídios dolosos, 164 homicídios entre homens de 15-29 anos, 339 roubos de carga e 2.868 roubos de veículos por ano. Essas estimativas são associações estatísticas e dependem da especificação e das hipóteses do modelo. Essas relações reforçam o vínculo estrutural entre mercado ilegal e economia do crime organizado, com reflexos diretos na segurança pública”, diz o estudo.

Fonte: CONJUR

O constrangimento causado pela ONU na COP30 ao pedir aos participantes para não jogar papel higiênico nos vasos

A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um comunicado aos participantes da Conferência do Clima (COP30) pedindo que evitem descartar papel higiênico nos vasos sanitários. A solicitação visa prevenir problemas de entupimento nas instalações sanitárias durante o encontro internacional.

No comunicado oficial, a organização do evento foi clara:

“Relembramos gentilmente a todos os participantes que não joguem papel higiênico ou produtos sanitários nos vasos sanitários do local da COP 30 ou em outros lugares em Belém. Por favor, utilize as lixeiras fornecidas para o descarte. Sua cooperação nos ajuda a manter instalações limpas e funcionais para o conforto de todos. Agradecemos o apoio e a compreensão.”

A orientação reflete diferenças culturais entre práticas sanitárias adotadas no Brasil e em países europeus. Em muitas nações europeias, o descarte de papel higiênico diretamente nos vasos sanitários é comum. No Brasil, essa prática geralmente causa entupimentos devido às características da infraestrutura de esgoto.

A preocupação tem base em problemas já identificados durante a Cúpula dos Líderes, realizada nos dias 6 e 7 de novembro na “blue zone” da conferência. Neste espaço, onde ocorreram discursos e encontros de autoridades, foram registradas falhas nas condições de higiene dos banheiros, incluindo falta de água em pias, descargas e mictórios.

Com a chegada de numerosos visitantes estrangeiros à capital paraense para o evento climático, existe a preocupação com o que foi informalmente denominado de “epidemia” de vasos sanitários entupidos pela cidade, caso os participantes não sigam as recomendações locais.

A medida busca assegurar o funcionamento adequado da infraestrutura durante toda a conferência, evitando transtornos que poderiam afetar o andamento dos trabalhos na cidade, que recebe pela primeira vez um evento desta dimensão.

Jornal da Cidade Online

Países do Brics e até Mercosul ignoram Lula e não aparecem na cúpula da COP30

As ausências dos países do Mercosul e principalmente do Brics, organismos multilaterais tão festejadas e bajuladas por Lula (PT), expuseram aos olhos do mundo o fracasso da reunião de cúpula que antecedeu os debates técnicos previstos na COP30. O caso mais grave foi a ausência dos presidentes de países do Mercosul, justo quando Lula ocupa a presidência rotativa do organismo. Para diplomatas, pode ter havido boicote liderado pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Inclua-nos fora

A ausência de países do Brics é humilhante, após Lula arruinar relações com os EUA pregando a substituição do dólar nas relações comerciais.

Muy aliados

Nenhum dos “parças” do Brics veio à cúpula: Xi Jiping (China), Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Matamela Ramaphosa (África do Sul).

Piscadela para Trump

Diplomatas suspeitam que isolando Lula na COP30, países do Brics e do Mercosul quiseram “fazer um gesto” a Donald Trump.

Até tu, companheiro?

Até o uruguaio Yamandú Orsi, raro esquerdista que conseguiu ser eleito no continente, também não apareceu na cúpula. O Itamaraty silencia.

Coluna do Claudio Humberto

Tornado de grande intensidade causou destruição e mortes na cidade Rio Bonito do Iguaçu no Paraná

Fenômeno meteorológico foi confirmado como um tornado de categoria (3). Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, viveu uma das maiores tragédias climáticas de sua história. Um tornado devastou o município, deixando ao menos cinco mortos e 432 feridos até o momento, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o fenômeno meteorológico ocorrido na sexta-feira (7), foi confirmado como um tornado de categoria F3, com ventos que podem ter ultrapassado 250 km/h; intensidade capaz de destruir casas e arremessar veículos.

“Um intenso sistema de baixa pressão atmosférica formado entre o Paraguai e o Sul do País impulsionou ao longo da tarde e noite desta sexta-feira o deslocamento de uma frente fria, associada ao deslocamento de um ciclone extratropical do continente para o oceano”, informou o Governo do Paraná, em nota oficial.

O fenômeno foi resultado da combinação de sistemas atmosféricos que também provocaram temporais severos nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do estado.

Falta de luz e água

Na noite de sexta-feira, mais de 3 mil imóveis estavam sem energia elétrica, e a distribuição de água também foi interrompida. Equipes da Copel e da Sanepar trabalham desde a madrugada para restabelecer os serviços essenciais. Com cerca de 14 mil habitantes, Rio Bonito do Iguaçu fica a cerca de 400 km de Curitiba. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram casas totalmente destruídas, veículos revirados e árvores arrancadas pela raiz. Autoridades locais temem que haja mais vítimas sob os escombros, e as buscas seguem neste domingo (9).

Diário do Poder