Sérgio Moro culpa Lula e PT por esvaziamento no combate à corrupção

Após a anulação de todas as condenações na Lava Jato de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de 2003 a 2005, figuras centrais da operação como o então juiz Sérgio Moro (União Brasil) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (NOVO) se manifestaram sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por meio de suas redes sociais.

Sérgio Moro afirmou que após o governo Lula o combate à corrupção no país foi esvaziado, “não existe base convincente para anulação da condenação de José Dirceu na Lava Jato. Além da condenação anterior no Mensalão, foi ele condenado na Lava Jato por três instâncias, inclusive pelo STJ. Segundo esses julgados, há prova documental do pagamento de suborno oriundo de contratos da Petrobras. Todos esses magistrados estavam de conluio? Um conluio do qual não há registro ou prova, apenas uma fantasia! O combate à corrupção foi esvaziado no Brasil sob a benção do Governo Lula/PT”.

Dallagnol mostrou a sua indignação com a absolvição do petista e ironizou a decisão do magistrado, “o ministro Gilmar Mendes, sempre ele, anulou todas as condenações de José Dirceu na Lava Jato, além de todos os atos processuais assinados pelo ex-juiz Sergio Moro em relação a Dirceu.”

Em nota, a defesa de José Dirceu disse que o seu cliente sempre confiou na justiça e recebeu com tranquilidade a decisão de Gilmar Mendes.

Veja a nota:

“O ex-ministro José Dirceu recebeu com tranquilidade a decisão do Supremo Tribunal Federal que anula todas as condenações da operação Lava Jato que incidem contra ele. A decisão, que restitui seus direitos políticos, entende que os processos contra Dirceu tinham por objetivo real atingir o presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que demonstra a quebra de parcialidade das ações. A anulação atende ao pedido da defesa do ex-ministro, que solicitou a extensão da decisão da 2ª Turma do Supremo que considerou parciais as decisões da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro nos casos que envolvem o presidente Lula. José Dirceu sempre confiou na Justiça. Defesa do ex-ministro, José Dirceu – Dr. Roberto Podval.”

Diário do Poder

Desembargadores afastados tentam burlar a tornozeleira eletrônica descumprindo ordem judicial

Cinco desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), afastados de seus cargos por envolvimento em um suposto esquema de venda de sentenças, estão desafiando a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao não se apresentarem para a colocação de tornozeleiras eletrônicas. A medida foi solicitada pelo Ministério Público, mas até o momento nenhum deles cumpriu a determinação.

Além do monitoramento eletrônico, os juízes afastados estão proibidos de frequentar órgãos públicos e de se comunicar com outros investigados. É contraditório que justamente aqueles que deveriam garantir o cumprimento da lei agora evitem se submeter às mesmas medidas aplicadas a qualquer cidadão comum.

O afastamento desses magistrados é parte de uma investigação maior, iniciada em 2021, conhecida como Operação Mineração de Ouro. A operação teve como alvo inicial conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso do Sul, acusados do envolvimento em fraudes de licitação e desvio de recursos públicos. Conforme a investigação avançou, foi revelado um esquema complexo que envolvia empresários, advogados, servidores públicos e até familiares dos magistrados afastados.

Mensagens obtidas pela imprensa mostram como os envolvidos disfarçavam a negociação de propinas com o uso de códigos. Em uma conversa, o advogado Félix Jaime pediu que o empresário Paulo Fenner fizesse um pagamento ao desembargador Marcos Brito, apelidado de “Gordo”. Fingindo tratar de gado, Jaime se referiu ao valor da propina como “R$ 1.500 por vaca”, sendo o total depositado de R$ 15 mil para o “Gordo”. Com a gravidade das acusações, o processo foi transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF), e terá como relator o ministro Cristiano Zanin.

Jornal da Cidade Online

 

Deltan Dallagnol ao ministro Gilmar Mendes: Confraria é a festa da impunidade dos corruptos

Ex-coordenador da Lava Jato reage à decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, que cita ‘confraria’ contra petista para anular penas de José Dirceu por práticas de corrupção

O ex-coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, reagiu nesta terça (29) à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de anular condenações do ex-ministro petista José Dirceu por crimes de corrupção. O ex-integrante do Ministério Público Federal (MPF) rebateu a referência do ministro à falta de isenção ter chegado ao patamar de ‘confraria’ entre procuradores da República e o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro (União-PR). E concluiu: “a verdadeira confraria aqui não é a da Lava Jato, mas é do sistema em uma grande festa da impunidade dos corruptos”.

Deltan atribui “hipocrisia suprema” a Gilmar Mendes, afirmando que o ministro “coa um mosquito, mas engole um camelo” quando o tema é Lava Jato. Relembra a presença de ministros do STF em convescotes e eventos de luxo mundo afora, com acusados, condenados e criminosos confessos da Lava Jato, em Roma, Londres, Nova York e Paris. O que considera, aí sim “confraria”.

“Estranhamente, são as mesmas pessoas beneficiadas por decisões do STF. Confraria é ver ministros do Supremo se reunindo no exterior com gente como os irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da J&F, que confessaram ter subornado mais de 100 políticos e pago bilhões em propina”, exemplificou Deltan.

Flagrado em troca de mensagens conhecidas como “Vaza Jato”, dividindo estratégias para obter condenações na operação com o então juiz Moro, o ex-procurador lembrou que Gilmar chegou a acusar seu colega de toga e atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso, de “soltar” José Dirceu. Mas agora, ressalta Deltan, o ministro estaria blindando Dirceu e abrindo o caminho para que o petista se candidate novamente em 2026.

Gilmar Mendes anula condenações de José Dirceu na Lava Jato

Deltan ainda aponta incoerência de Gilmar Mendes, por atacar a Lava Jato, mas fechar os olhos para o que denuncia como “abusos judiciais comprovados” de outro seu colega de Supremo no escândalo da “Vaza Toga”. “[Reportagem da Folha] desnudou a confraria do Alexandre de Moraes com ele mesmo: ele é investigador, procurador e juiz, tudo ao mesmo tempo”, afirmou o ex-chefe das investigações do maior escândalo de corrupção do Brasil.

Sérgio Moro também se manifestou nas redes sociais, afirmando que as condenações de Dirceu foram anuladas sob uma “fantasia de conluio”, mesmo diante de provas documentais robustas de suborno que motivaram as penas do ex-ministro petista por corrupção. O ex-procurador reforça que José Dirceu foi condenado no escândalo do ‘mensalão’ e em três instâncias na Lava Jato, e teve conjunto probatório vultoso sobre recebimento de propinas milionárias de empreiteiras envolvidas no escândalo do ‘petrolão’.

“Como o sistema não consegue explicar as provas da corrupção, usa falsos pretextos e narrativas em decisões que blindam políticos e empresários amigos do sistema e assim tudo continua como sempre foi. A verdadeira confraria aqui não é a da Lava Jato, mas é do sistema em uma grande festa da impunidade dos corruptos”, conclui Deltan Dallagnol.

Diário do Poder

 

Com 72% dos votos nos presídios, Boulos dá sentido à denúncia do governador Tarcísio Freitas

A contagem dos votos dos criminosos encarcerados, na disputa pela prefeitura de São Paulo, calou os críticos do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que revelou interceptação de conversas telefônicas em que o “PCC” ordenava votos para o candidato de extrema-esquerda Guilherme Boulos (Psol), na disputa pela prefeitura paulistana. Boulos recebeu 72% dos votos da bandidagem que a sociedade meteu na cadeia, contra 20% de Ricardo Nunes (MDB).

Unanimidade

A “preferência” dos presos por Boulos foi tão ampla que no presídio de Pinheiro 4, na cidade de São Paulo, ele recebeu todos os votos.

A exceção

Como no primeiro turno, Nunes foi o mais votado apenas no presídio Rogério Gomes, onde cumprem pena policiais condenados: 32 a 3.

Reduto eleitora

No primeiro turno, Boulos já havia contabilizado 48% dos votos dos presidiários de São Paulo.

Bons de sentença

Após a revelação de Tarcísio, impressionou a reação quase histérica de alguns veículos de comunicação clamando por “crime eleitoral”.

Coluna do Claudio Humberto

 

STF afronta o povo brasileiro e anula condenações de 23 anos do corrupto José Dirceu na Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal anulou todas as condenações contra José Dirceu na Lava Jato. Juntas, as condenações na Lava Jato somavam 23 anos de prisão por corrupção passiva, recebimento de vantagem indevida e lavagem de dinheiro. Agora, o ministro Gilmar Mendes estendeu os efeitos da decisão da 2ª Turma do STF, que havia declarado Moro suspeito para atuar em processos contra Lula, e anulou as condenações de Dirceu.

O petista foi preso em maio de 2018, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negar por unanimidade seu último recurso. O mandado de prisão foi assinado pela então juíza substituta da 13ª Vara Federal Gabriela Hardt. A decisão permite, na prática, que Dirceu deixe de ser ficha suja e reverta sua inelegibilidade e poderá ser candidato em 2026 a deputados federal ou senador.

 “Os elementos concretos […] demonstram que a confraria formada pelo ex-magistrado Sérgio Moro e os Procuradores da Curitiba encarava a condenação de Dirceu como objetivo a ser alcançado para alicerçar as denúncias que, em seguida, seriam oferecidas contra Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Mendes na decisão

Zeca Dirceu, filho de José Dirceu comemorou nas redes sociais:

“Finalmente, justiça foi feita! Já são 20 anos de sofrimento e punições injustas. Amo muito meu pai, um ser humano diferenciado. Me orgulho muito das suas lutas: contra a ditadura, pela democracia e construção do PT. Assim como na coordenação da campanha vitoriosa de LULA em 2002”.

Como característica da esquerda e mais precisamente do PT, as práticas corruptas dos seus filiados são vistas como heroísmo e bem reconhecidas pela maior Corte de Justiça do País.

Jornal da Cidade Online

Benefício de Prestação Continuada: A caçada do Governo Lula para retirar direitos de vulneráveis e excluídos

Governo aventa corte em benefício para idosos e pessoas com deficiência na miséria – única fonte de renda para muitos. E gerará “efeito rebote” no comércio local e geração de impostos que a proteção social estimula. Vale tudo para manter o arcabouço fiscal? Recentemente a mídia repercutiu medidas do Ministério da Fazenda dando conta de um plano de cortes que penaliza brutalmente, dentre outros direitos, o BPC.

O Benefício de Prestação Continuada – BPC, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, é a garantia de um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. No caso da pessoa com deficiência, esta condição tem de ser capaz de lhe causar impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo (com efeitos por pelo menos 2 anos), que a impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas. O BPC não é aposentadoria. Para ter direito a ele, não é preciso ter contribuído para o INSS. Diferente dos benefícios previdenciários, o BPC não paga 13º salário e não deixa pensão por morte. Para ter direito ao BPC, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja igual ou menor que 1/4 do salário-mínimo.

Noutras palavras o BPC é o benefício de R$1.412,00 pago a (a) idosos que, sempre subempregados e egressos da miséria, nunca contribuíram para a previdência e (b) portadores de deficiência que sejam pobres. Esses brasileiros serão alvo do pente fino do Ministério da Fazenda para economizar parte dos 25,9 bilhões de reais previstos. Vale ressaltar que há pessoas sem receber o BPC, mesmo fazendo jus a ele; por condições de não cidadania e de precariedades imensas nesse contingente populacional, incontáveis brasileiros e brasileiras, idosos miseráveis e portadores de deficiência, por vezes inclusive em situação de rua que estão invisibilizados.

Muitos dos que o recebem, reforçando essa ideia da exclusão social desses beneficiários, foram ajudados por terceiros de boa vontade, preocupados com a miserabilidade extrema daquele ser humano singular, no entanto elegível para receber o BPC. Ora, se for subtraído do benefício dificilmente, muitos dos que o recebem atualmente reunirão novamente as condições para reivindicar a revisão da decisão negativa, pois precisarão atender a uma burocracia estatal perante a qual estão antecipadamente derrotados.

Recebendo o BPC está portanto, é bom que se diga, a Federação dos Excluídos dos Miseráveis ederação dos excluídos e dos miseráveis, gente com distúrbios mentais, idosos que nunca contribuíram, gente que não sabe ler, pessoas simples e vulneráveis de todos os matizes, razão porque muitos dos que têm direito legal não o recebem.

A prova da existência desses invisíveis é o que nos informa o elogioso artigo da Folha de São Paulo em relação às medidas do governo, intitulado “Corte de R$ 25,9 bi prometido por Haddad prevê fim de brechas legais que impulsionaram benefícios” que foi publicado em 5 de julho de 2024, alusivo à iniciativa de cortes do governo. Diz a Folha de São Paulo.

“O gasto com o BPC é um dos que mais preocupam a equipe econômica. O programa tem hoje quase 6 milhões de beneficiários — dos quais 1 milhão foi incluído nos últimos dois anos. A despesa com o programa está prevista em R$ 105,1 bilhões neste ano e poderá crescer mais R$ 10 bilhões no ano que vem se nada for feito. As concessões do benefício tiveram uma aceleração considerável a partir do segundo semestre de 2022. Até então, o público do programa oscilava entre 4,6 milhões e 4,7 milhões, com pequenas variações mensais. Em julho daquele ano, o governo habilitou 93 mil novos beneficiários. No mês seguinte, mais 90 mil. Desde então, as concessões têm se mantido superiores a 50 mil por mês.”

A Carta Capital em 20 de agosto de 2024, nos traz o que pensa o ministro responsável pela pasta da fazenda sobre o assunto, arrematando o que segue: “Não podemos correr o risco de tirar do mercado quem pode trabalhar, por uma distorção de um programa mal gerenciado.” Rever as condições do BPC é parte significativa do pacote anunciado por Haddad para cortar 25,9 bilhões de reais em gastos do governo em 2025. Ora, com o valor de R$1.412,00 por BPC, cada bilhão de reais amealhados por ano pelo Ministério da Fazenda implicará no corte de, segue a fórmula, (1.000.000.000/1.412,00 = 708.000 benefícios) /12 meses ou 708 mil/12 meses perfazendo 59 mil beneficiários excluídos do benefício por ano.

Isso tem implicações econômicas óbvias: o BPC, quer as famílias tenham ou não os seus dados cadastrais atualizados, conforme estabelece a lei, serve essencialmente para cobrir despesas de sobrevivência indo para a economia assim que é recebido, utilizado que é em compras de comida, medicamentos e gêneros de primeira necessidade…Isso significa que parte das despesas do governo com o pagamento do BPC volta imediatamente aos cofres públicos, sob a forma de impostos, barateando, portanto e muito o próprio BPC.

Esse BPC barateado, volta para o governo, no entanto, não sem antes ter dado vitalidade à combalida pequena economia local do entorno da moradia dos beneficiários, pois, é a isso que servem. De fato, os beneficiários do BPC não poupam os recursos recebidos, nem o enviam como parte dos lucros ao exterior. Ao fim do ano fiscal, portanto, aqueles R$1.412,00 investidos no consumo dos pobres e na economia local, terão sido deduzidos fiscalmente de muito do que custaram ao governo, pois terão gerado a arrecadação que está atrelada ao consumo, gerado empregos e renda, configurando um multiplicador keynesiano. Isso significa que além dos idosos pobres e dos portadores de deficiência pobres os cortes também atingirão a padaria e o mercadinho das favelas e periferias do Brasil, produzindo desemprego e insolvência. Um golaço! Só que contra.

O Plano do Governo com os cortes ao BPC é ter dinheiro para negócios partidários

“O plano do governo é, no primeiro momento, convocar para atualização cadastral 900 mil beneficiários do BPC que estão há mais de quatro anos sem passar por reavaliação, bem como aqueles que estão fora do CadÚnico, acima do limite de renda ou tiveram o benefício concedido pela via judicial.” Vamos observar aqui que a concessão do benefício por via judicial é tomada pelo Ministério da Fazenda como graciosa, quando esse tipo de situação decorre muitas vezes da costumeira negativa do Poder Constituído de honrar benefícios para evitar os gastos públicos (em cima dos mais pobres, claro). A justiça só pode atuar a bem de assegurar um benefício garantido pela lei. Entretanto, é claro que o controle do gasto público deve imperativamente ser feito pelo governo, não com o propósito de cortar para reduzir, mas de, sendo o caso, de cortar para garantir que os que realmente fazem jus (e como vimos, nem todos ainda foram cobertos) não sejam em qualquer circunstância prejudicados.

Portanto, se há gente recebendo e que não deveria receber, corte-se o benefício, por dever de ofício e não para ajudar a pagar as renúncias fiscais do próprio governo.

Essa auditoria prevista dos 900 mil, uma blitzkrieg, será portanto, para essa gente excluída de tudo, sob a espada da perda do que para muitos deles é a sua única fonte de renda!

Considerando que o propósito não é o da gestão dos direitos do programa para a garantia do que a lei estabelece, mas a da garantia dos benefícios a outro projeto social do governo (a renúncia fiscal dos ricos), estaríamos diante do constrangimento ilegal de centenas de milhares de beneficiários?

O lógico, obviamente, deveria ser o oposto, ou seja:

(a) para assegurar a continuidade do BPC e

(b) a inclusão dos novos contingentes, que fazem jus ao mesmo, mas estavam até aqui invisibilizados pela miséria e adversidade, o governo Lula fará:

(c) uma revisão dos benefícios eventualmente injustificáveis como os da COVID ou de quem recebe e tem renda mais alta e

(d) complementarmente fará também uma blitz krieg em cima das renúncias fiscais dos tais 17 setores da economia beneficiados.

Ora, além desse aparente desvio de finalidade (enxugar para beneficiar terceiros) a caça da renda de sobrevivência dessa gente, é uma grande jogada, porque se quando os orçamentos do SUS foram ameaçados os movimentos da Saúde, pintados de guerra, visitaram o Ministério da Fazenda para dizer um “vem que tem”, desse contingente o Brasil só terá notícia no cruzamento das grandes cidades onde provavelmente haverá mais idosos mendicantes, além de portadores de deficiência em cadeiras de roda implorando a caridade pública.

O pacote ainda inclui uma revisão da multa do FGTS para os demitidos sem justa causa, restrições ao Seguro Desemprego e, escrito com bom humor, também pretende limitar os super salários do funcionalismo público, o que inclui os do Judiciário.

A esquerda não foi bem nas eleições municipais, mas parece não precisar de oposição.

ADITAL – UNISINOS

 

A inevitável queda de braço entre Lula e os novos prefeitos eleitos com riscos de mais perdas para o PT

O que vai acontecer na política nacional a partir de agora? Com a derrota absoluta nas eleições municipais, o governo Lula tentará emplacar uma agenda mais centralizadora e anti-municipalista. A tendência é Lula tentar concentrar mais recursos e poder na União, retirando recursos e poder dos municípios. Os prefeitos que precisarem de recursos terão que ficar mendigando em Brasília, e caçando deputados que tenham emendas para gastar.

Como os deputados que votam alinhados com o governo recebem mais emendas, eles tendem a ser mais procurados pelos prefeitos, portanto terão mais poder. Essa será a queda de braço: União versus municípios. Isso pode derrubar ainda mais a popularidade do Lula, se a oposição souber trabalhar.

Paralelamente, visando 2026, parte dos parlamentares tendem a desembarcar do governo Lula. Políticos fisiologistas (vulgo centrão) tendem a não querer ficar do lado que vai perder. Eu apostaria que Kassab e União Brasil vão desembarcar.

Lula terá mais dificuldade nos 2 últimos anos de governo do que nos 2 primeiros. O reflexo desse rearranjo já poderá ser observado nas eleições para a presidência da Câmara e Senado. Se a oposição trabalhar com estratégia, sem o viés intergaláctico, dá pra levar vantagem.

Diário do Poder

CPI recorre de decisão de ministro do STF que impede a lavadora de dinheiro Deolane Bezerra não depor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado recorreu nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a decisão do ministro André Mendonça que barrou o depoimento da influenciadora digital Deolane Bezerra. A oitiva estava prevista para esta terça-feira (29), mas a influenciadora foi autorizada pelo ministro a não comparecer à CPI. O recurso foi apresentado pelo presidente da comissão, senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O parlamentar pede que o ministro reconsidere sua decisão e sustenta que Deolane foi convocada na condição de testemunha, devendo prestar depoimento.

“Prestando depoimento na qualidade de testemunha, [qualquer cidadão] tem a obrigação de falar a verdade em relação aos demais fatos que não são objeto de apuração em procedimentos sancionatórios, e especialmente aos fatos pertinentes a terceiros, que possam elucidar o objeto da investigação”, argumenta o senador.

Em setembro deste ano, Deolane foi presa em função das investigações da Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco.  A influenciadora é acusada de criar um site de apostas para lavar dinheiro de jogos ilegais. A ação foi desencadeada contra uma quadrilha suspeita de movimentar cerca de R$ 3 bilhões num esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar. Dias depois, ela foi solta após ser beneficiada por um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e responde às acusações em liberdade.

A CPI também cogita chamar para depor o cantor Gusttavo Lima.  O cantor sertanejo foi citado nas investigações como sócio de um site de apostas alvo do processo no qual Deolane é investigada.

Diário do Poder

 

Pedófilo não é homem, é rato

                                                                                                         * Vicente Limongi Netto

Seguramente constrangido e perplexo, o respeitado intelectual, autor de notáveis livros, todos esgotados, o ex-senador, Cristovam Buarque com a prisão do ex-suplente dele, na Câmara Alta, acusado de pedofilia, a aberração engomada, Wilmar Lacerda.

Pedófilo não é homem, é rato.

O canalha deslustra a atividade política. Em respeito a vida e a boa convivência humana, deveria ser sumariamente demitido da boquinha que ocupa, no PT de Brasília e também expulso da legenda. Que, aliás, ficará ainda mais desmoralizada, junto os brasileiros.

A justiça tem que ser implacável com Lacerda. Nada da cretina audiência de custódia, nem tornozeleira.

Condenado, junto com outros da mesma escória, merece passar longa temporada na Papuda. Na cadeia, o covardão saberá, com sofrimento e dor, o que os presos fazem com pedófilos. O pulha se arrependerá de ter nascido.

Lacerda chegou, inclusive, a exercer o mandato de senador, quando Buarque ausentou-se para ser ministro da Educação. Não demorou, demitido, pelo telefone, pelo então presidente Lula.

Política cretina e infame

Bolsonaro declarou apoio a Davi Alcolumbre para a presidência do senado. É o apoio do roto ao esfarrapado. A grandeza política e constitucional do senado não merece que o medonho e desqualificado senador pelo Amapá retorno ao cargo. Bolsonaro, por sua vez, deixa claro que o apoio velado ao roliço Davi, objetiva cargos na futura Mesa Diretora da Câmara Alta, para senadores apaniguados do ex-presidente inelegível. É o fim da picada. Bolsonaro e Alcolumbre seguem a desprezível cartilha que depõe contra a saudável e boa política, a descarada e desprezível barganha por cargos e vantagens.

*Vicente Limongi é jornalista

 

Vice-presidente do PT, Washington Quaquá, critica apoio a Boulos: ‘O PT precisa parar de errar’

O petista afirmou que a sigla obteve maior êxito em locais que foram mais amplos e dialogaram com eleitores diferentes. O vice-presidente do PT, Washington Quaquá (PT), expôs por meio de suas redes sociais que o partido errou ao apoiar Guilherme Boulos (Psol) na disputa pela prefeitura de São Paulo. De acordo com ele, “Boulos era a crônica de uma morte anunciada! A candidatura errada na cidade errada!”.

Quaquá sugeriu nomes que poderiam infiltrar nas camadas mais conservadoras da sociedade brasileira, “havia Márcio França, Tabata Amaral e até a Ana Stella Haddad que nunca disputou eleição, mas poderia dialogar com uma ala mais conservadora nas periferias e classe média.”

O petista afirmou que a sigla obteve maior êxito em locais que foram mais amplos e dialogaram com eleitores diferentes. “Nos lugares em que fomos amplos, como em Fortaleza, com candidatura para além da esquerda, com pautas econômicas e sociais e não comportamentais, nós ganhamos!”, afirmou o vice-presidente do PT. Evandro Leitão (PT) venceu André Fernandes (PL) por menos de 11 mil votos nas eleições municipais de Fortaleza.

Quaquá foi eleito no primeiro turno prefeito de Maricá, com 91.789 votos (73,74% dos votos válidos). O vice-presidente do PT, já governou Maricá entre 2009 e 2016.

Diário do Poder