Lula anuncia que vai levar Janja ao possível encontro com Trump. Será para bater de frente?

Reunião ainda incerta levanta questionamentos sobre a diplomacia brasileira. Durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres (CNPM), em Brasília, nesta segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que pretende levar a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, a um futuro encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula afirmou: “Quando eu for conversar com o Trump, eu vou levá-la. Eu quero que ele veja”, referindo-se a Janja como a “mulher mais bem-casada do planeta Terra”.

O encontro entre Lula e Trump foi inicialmente proposto durante um breve contato de cerca de 30 segundos na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na semana passada. Até o momento, não há data definida para a reunião, que poderá ser presencial, conforme sinalizou o presidente brasileiro. Um contato inicial está previsto por telefone ou videoconferência.

A conversa foi intermediada por interlocutores do governo e terceiros, após negociações para reduzir tensões entre os países. A fala de Lula ocorre após uma série de gafes cometidas por Janja em encontros com autoridades estrangeiras, sobretudo durante viagens e eventos oficiais, gerando repercussão negativa tanto no Brasil quanto no exterior. Um dos episódios ocorreu durante encontro do presidente Lula com o presidente chinês Xi Jinping, quando comentários de Janja sobre a rede social TikTok teriam causado desconforto ao presidente chinês.

Além disso, Janja já havia protagonizado episódios polêmicos em agendas internacionais. Em 2024, na edição do G20 realizada no Rio de Janeiro, Janja ofendeu o empresário Elon Musk durante evento paralelo, provocando desconforto entre diplomatas e líderes internacionais.

Fonte: Diário do Poder

A CONAFER das fraudes milionárias do INSS continua captando associados, com comissão de 10% aos aliciadores

A Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) mantém ativa sua estratégia de captação de novos associados enquanto é investigada pela PF (Polícia Federal) em esquema de fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O presidente da entidade, Carlos Lopes, prestará depoimento nesta segunda-feira (29) na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura o caso no Congresso Nacional.

A Confederação ocupa a segunda posição entre as entidades com maior volume de recursos obtidos via descontos em folha no INSS. A organização acumulou R$ 484 milhões provenientes desses descontos entre 2019 e 2024, ficando atrás apenas da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), que registrou R$ 2,1 bilhões no mesmo período. Em agosto, a entidade realizou treinamento online para recrutar vendedores, oferecendo comissão de 10% sobre cada nova adesão. Os associados pagam mensalidade de R$ 37, o que gera comissão de R$ 3,70 por cliente angariado. A captação intensificou-se após o INSS bloquear os descontos automáticos nos benefícios previdenciários.

No material promocional, a Conafer define seu público-alvo como pessoas “de baixa renda e baixa consciência de mercado”, incluindo agricultores familiares, ribeirinhos, quilombolas, povos originários, trabalhadores informais, autônomos, idosos e famílias sem plano de saúde. Para atrair esse público, a entidade promete benefícios como auxílio de R$ 200 para medicamentos e R$ 1.000 em caso de morte acidental. O site da Confederação apresenta inconsistências nos depoimentos de supostos associados. Um indígena identificado como Julio Cesar Pataxó afirma: “Eles nos apoiam com seriedade, fortalecem nossa cultura e garantem espaço de fala nos debates nacionais”. A fotografia que acompanha esse depoimento aparece em perfis de redes sociais de diferentes pessoas, como Pedro Augusto Francisco Neto e Jorge Andrade.

Imagens atribuídas ao agricultor Ricardo R. Ramos e à empreendedora Anne Roberta também são utilizadas em múltiplos perfis na internet. Apesar dessas inconsistências, a Conafer afirma em seu site possuir mais de 70 mil afiliados ativos em todo o Brasil. Em comunicado divulgado em suas redes sociais em junho deste ano, a entidade declarou contar com 597,2 mil associados com vínculo válido. A AAB (Associação de Aposentados do Brasil), entidade secundária mantida pela Confederação, também realiza descontos em benefícios do INSS, embora não esteja na lista de investigadas pela PF. A AAB recebeu R$ 28 milhões provenientes desses descontos entre agosto de 2024 e abril de 2025, o que representa aproximadamente R$ 3 milhões mensais durante esse período de nove meses.

Antes dos problemas financeiros decorrentes da investigação, a Conafer mantinha presença no Congresso Nacional, sustentando a Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural. A entidade financiava o aluguel da sede da frente em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, e custeava despesas como café da manhã durante o lançamento do grupo parlamentar. Essa atuação junto ao Congresso facilitou o acesso da Confederação a emendas parlamentares, direcionadas ao Instituto Terra e Trabalho. Foram empenhados R$ 14,5 milhões provenientes de emendas de seis parlamentares e duas bancadas nos anos de 2023 e 2024. Desse montante, R$ 9,3 milhões já foram efetivamente pagos.

Jornal da Cidade Online

Balcão de negócios com emendas parlamentares: Lula pagou R$3 bilhões em 14 dias. Cadê o STF?

O governo Lula (PT) teve de se “mobilizar” com o dinheiro do pagador de impostos nas últimas semanas. Apenas desde o dia 12, a administração petista distribuiu R$3 bilhões em emendas parlamentares, segundo os dados disponibilizados pelo Tesouro Nacional. O governo petista não conseguiu impedir votações no Congresso como a criação da CPMI do INSS e a urgência para o projeto da anistia, mas emplacou o relator amigável ao petismo e fez andar a isenção do imposto de renda.

Nosso dinheirinho

Até o dia 12 de setembro, o governo havia distribuído R$10,3 bilhões em emendas este ano. Saltou para R$13,4 bilhões até o dia 26.

Conexões

A maior emenda individual foi paga pelo governo ao Ceará, em agosto: R$34,3 milhões, da nova líder do PT no Senado, Augusta Brito (CE).

Vem mais

O governo Lula já reservou (empenhou) R$20,8 bilhões para distribuir em emendas, segundo o Portal da Transparência.

Diário do Poder

 

O PGR Paulo Gonet, irrita a PF e se afasta de Alexandre de Moraes por recusar denúncias sem sustentação

O Procurador Geral da República (PGR), Paulo Gonet, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF)  denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por uma suposta coação em processo judicial. Uma esdrúxula argumentação tenta defender a tese de que Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário.

Porém, nesse mesmo caso, servidores da PF atrelados ao ministro Alexandre de Moraes fizeram um relatório incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o Pastor Silas Malafaia. Paulo Gonet, por sua vez, não ofereceu denúncia contra nenhum dos dois. Isso irritou a PF e colocou Moraes numa situação delicada. É nesse inquérito que foi decretada a prisão domiciliar de Bolsonaro e recolhido o passaporte de Malafaia. Os advogados do ex-presidente já requereram a imediata revogação de prisão. E os advogados do pastor já fizeram quatro pedidos para recuperar o passaporte. Houvesse uma conduta imparcial, esses pedidos já deveriam ter sido apreciados e deferidos. No Brasil atual, Moraes enrola e abusa do poder

Jornal da Cidade Online

Governo Lula amplia controle digital com monitoramento secreto, distribuição de bolsas a aliados, viagens a Cuba

O governo Lula (PT) tem intensificado sua atuação nas redes sociais por meio de iniciativas que, sob o pretexto de combater a desinformação, vêm abrindo espaço para favorecimento político, gastos questionáveis com dinheiro público e ameaças diretas à liberdade de expressão no país. Desde que entrou em funcionamento, a Rede Minerva, uma estrutura criada para monitorar redes sociais, tem levantado suspeitas.

Vinculada ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a rede distribuiu bolsas a integrantes do próprio projeto. O diretor da entidade, Tiago Emmanuel Nunes Braga, passou a receber R$ 7 mil mensais, valor que seria justificado como bolsa de pesquisa. O Ibict nega que Braga tenha se autoindicado e afirma que a nomeação foi feita por uma coordenadora substituta. A justificativa não convenceu parte do setor acadêmico nem parlamentares da oposição.

Outro episódio controverso foi a viagem de um dos pesquisadores do projeto a Cuba, país reconhecido por sua política de censura e repressão à imprensa, para discutir parcerias com instituições da ilha. A iniciativa foi vista como um aceno ideológico ao regime cubano e gerou ainda mais críticas à condução da política digital do governo.

A Rede Minerva, segundo o Ibict, terá entregas públicas até 2026, mas parte dos documentos e relatórios, como os de monitoramento de redes sociais, são classificados como restritos e só acessíveis a órgãos públicos. O sigilo sobre os dados alimenta desconfianças de que o projeto não se limita à pesquisa, mas pode estar sendo usado como instrumento de vigilância estatal. As informações são do jornal o Estado de São Paulo.

Paralelamente, o governo trabalha em mais uma proposta de regulação das redes sociais. Após a estagnação do PL 2630/2020, apelidado de “PL da Censura”, o Ministério da Justiça elabora um novo texto que prevê o bloqueio de plataformas digitais inteiras, sem necessidade de autorização judicial, caso sejam consideradas omissas diante de crimes online.

A proposta prevê a criação de uma autoridade reguladora, ainda não identificada, que teria poder para determinar o bloqueio. Juristas alertam que a medida fere princípios constitucionais básicos e abre caminho para uma censura direta e arbitrária, ao estilo de regimes autoritários.

O debate sobre o controle das redes sociais voltou ao centro da agenda do Planalto após o vazamento de uma intervenção da primeira-dama, Janja da Silva, em um jantar com o presidente da China, Xi Jinping. Janja teria reclamado do TikTok por não conter críticas ao governo brasileiro, o que acirrou os ânimos e reacendeu preocupações com a liberdade digital.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), por sua vez, afirma que “não participa da governança e não aporta recursos no conjunto de iniciativas que fazem parte da Rede Minerva”.

Diário do Poder

CPMI da Roubalheira no INSS interroga Carlos Roberto Lopes, da Conafer, que levou R$40 milhões de aposentados

Deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura gatunagens em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai interrogar novas testemunhas e suspeitos nesta segunda-feira (29), a partir das 16h. Foram convocados para prestar esclarecimentos: Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, com vínculos investigados pela comissão. Segundo a Polícia Federal (PF), a Conafer figura entre as entidades que mais realizaram descontos de mensalidades em aposentadorias de segurados do INSS.

O relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), destacou que a convocação de Carlos Roberto se deve ao crescimento expressivo da arrecadação da entidade. “O crescimento vertiginoso da arrecadação da Conafer, que saltou de R$ 6,6 milhões para mais de R$ 40 milhões, coincide com o período em que se intensificaram os descontos indevidos diretamente nos benefícios previdenciários de milhões de segurados”, justificou Gaspar.

Ligação empresarial com investigados

Já Fernando Cavalcanti é apontado como ex-sócio do advogado Nelson Wilians Rodrigues, cuja prisão preventiva foi aprovada pela CPMI na última quinta-feira (25). O empresário também é citado por sua proximidade com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores da fraude contra aposentados e pensionistas, e preso pela PF no dia 12 de setembro.

No requerimento que embasou sua convocação, o relator ressaltou: “Sua participação em estruturas societárias relacionadas a Nelson Wilians e sua proximidade com o ambiente empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes justificam sua convocação como testemunha, diante das investigações sobre as fraudes no INSS.”

Diário do Poder

Filme, “O falso juiz”, estreia no Brasil dia 1º de novembro. A ditadura do STF no Brasil com Alexandre de Moraes

O filme “The Fake Judge: The story of a nation in the hands of a psychopath” (“O falso juiz: A história de uma nação nas mãos de um psicopata”) vai estrear no Brasil dia 1º de novembro. A produção, segundo a Media Truth Studios, busca “expor a ditadura imposta no Brasil” pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A produção do jornalista português Sérgio Tavares tem depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Bia Kicis (PL-DF).

Tavares ficou conhecido no Brasil quando, em fevereiro de 2024, veio acompanhar o ato convocado por Bolsonaro na av. Paulista, em São Paulo. Ele teve a entrada no país barrada pela PF (Polícia Federal). Ficou no aeroporto de Guarulhos por mais de 4 horas para prestar esclarecimentos por não apresentar visto de trabalho, mais um abuso.

A produção também terá depoimentos de Michael Shellenberger, Chris Smith, Allan dos Santos, Paulo Figueiredo, Silas Malafaia, Adalberto Piotto, Ludmilla Grilo, Karina Michelin, Oswaldo Eustáquio e de “refugiados do 8 de janeiro” na Argentina e Itália. O filme, em inglês, tem roteiro e produção assinados por Tavares e foi gravado em 10 países: Brasil, EUA, Portugal, Argentina, Espanha, Reino Unido, Itália, Alemanha, Bélgica e Índia.

Jornal da Cidade Online

Segurança Pública e Sanitária de SP alerta bares, restaurantes e casas noturnas sobre bebidas falsificadas

Duas mortes já foram confirmadas, uma no interior e outra na capital causadas por bebidas adulteradas com metanol, além de inúmeros casos de intoxicação. As autoridades paulistas já manifestaram preocupação com informações as autoridades de outros Estados.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou neste sábado (27) um alerta emergencial para bares, restaurantes, mercados, casas noturnas e plataformas de e-commerce que vendem bebidas alcoólicas em São Paulo e regiões próximas. A decisão foi tomada após a confirmação de mortes e intoxicações graves relacionadas ao consumo de produtos falsificados adulterados com metanol, uma substância extremamente tóxica. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP), nove casos de intoxicação foram notificados no estado em apenas 25 dias, todos associados à ingestão de bebidas clandestinas. O volume de ocorrências foi classificado pelo Ministério como “fora do padrão” para o período.

O cenário preocupa as autoridades: duas mortes já foram confirmadas na Grande São Paulo — uma na capital e outra em São Bernardo do Campo. Entre os casos investigados, quatro jovens, com idades entre 23 e 27 anos, precisaram de internação após consumirem duas garrafas de gin no início de setembro. Um deles entrou em coma e apresenta suspeita de perda de visão. Diante do risco, a Secretaria Nacional do Consumidor, chefiada por Paulo Henrique Pereira, determinou que os estabelecimentos adotem medidas rigorosas de segurança. As recomendações incluem a interrupção imediata da venda de lotes suspeitos, isolamento físico dos produtos e preservação de garrafas, rolhas, caixas e rótulos para eventual perícia. Também deve ser guardada uma amostra íntegra de cada lote comercializado.

O Ministério listou sinais de alerta que podem indicar adulteração: preços muito abaixo do praticado no mercado, lacres tortos ou danificados, falhas grosseiras de impressão em rótulos e cheiro semelhante ao de solventes. Entre os sintomas relatados por consumidores estão visão turva, dores de cabeça intensas, náuseas e até perda de consciência. As autoridades de saúde reforçam que o metanol (CH₃OH), embora semelhante ao álcool comum no odor, é altamente nocivo ao organismo humano e pode levar à cegueira e até à morte quando ingerido em doses elevadas.

O MJSP lembra ainda que a venda de bebidas adulteradas configura crime previsto no artigo 272 do Código Penal e na Lei nº 8.137/1990, que trata de crimes contra as relações de consumo. Além de responder criminalmente, fornecedores podem ser obrigados a realizar recall dos produtos.

Jornal da Cidade Online

STF forma maioria para manter preso o quadrilheiro ‘Careca do INSS’

Ministros também decidiram manter a prisão do empresário Maurício Camisotti. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos neste domingo (12) para manter as prisões preventivas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e do empresário Maurício Camisotti. Ambos foram presos em 12 de setembro durante operação da Polícia Federal (PF), acusados de participação no maior esquema de fraudes no INSS da história, onde milhares de aposentados e pensionistas foram roubados.

Os ministros Nunes Marques, Edson Fachin e André Mendonça votaram a favor da manutenção das prisões. O ministro Gilmar Mendes declarou-se impedido de participar do julgamento. A análise do caso teve início na sexta-feira (26). Nesse formato, os ministros têm até o dia 3 de outubro para registrar seus votos no sistema eletrônico do STF. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.

Os acusados

Antônio Antunes é acusado de atuar como lobista e intermediador de um esquema que concedia descontos indevidos em benefícios previdenciários, resultando no desvio de recursos que podem chegar a R$ 2 bilhões em apenas um ano. Parte desse montante teria sido repassada a servidores do INSS, além de familiares e empresas ligadas a eles. Já o empresário Maurício Camisotti é investigado como um dos principais beneficiários diretos das fraudes.

Diário do Poder

 

Ministro Luís Roberto Barroso volta a falar sobre deixar o STF e põe data para decisão

Ao deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso encerra um biênio marcado por decisões de grande impacto — entre elas a descriminalização do uso da maconha e a responsabilização civil das big techs —, mas sem a conciliação nacional que esperava quando assumiu em 2023.

Em entrevista à CNN, na noite de sexta-feira (26), Barroso qualificou como “injusta” a ofensiva promovida pelos Estados Unidos contra integrantes do STF, mas disse acreditar que o ambiente político pode melhorar após o julgamento de todos os núcleos da ação penal relacionada à suposta trama golpista. Prestes a transmitir a presidência ao ministro Edson Fachin, que assume na segunda-feira (29), Barroso criticou o momento em que o debate sobre anistia foi aberto, ao mesmo tempo em que reconheceu a competência do Congresso para discutir eventuais reduções de pena. Sobre a proposta conhecida como PEC da Blindagem, afirmou que ela “seria um retrocesso grave”.

O ministro revelou ainda que não descarta a possibilidade de antecipar sua saída do Supremo antes de 2033, data-limite para sua aposentadoria. Para decidir, planeja um retiro espiritual no fim de outubro. “Vou fazer uma reflexão muito profunda do que eu quero fazer. Eu não desconsidero a possibilidade de sair, mas eu não bati o martelo ainda.”

Jornal da Cidade Online