Presidente da CPI se “desespera” com ação indenizatória de médica e defende “imunidade parlamentar”

Enfrentado um processo movido por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz, afirmou que possui imunidade parlamentar.

A ação, com pedido de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil, foi movida por Mayra após o senador ter se referido a ela de forma depreciativa, denominando-a de ‘desqualificada tecnicamente’, entre outras declarações pejorativas, durante o depoimento da secretária na CPI, no dia 25 de maio.

“[Aziz] exprimiu seu pensamento no exercício de sua função de senador, no âmbito de discussões sobre CPI da qual é presidente, tudo isso evidentemente em razão de seu mandato, caracterizando, pois, as condições fáticas e jurídicas para a incidência da imunidade parlamentar”, foi a justificativa apresentada pelos advogados de defesa de Aziz.

A defesa de Aziz chegou a declarar que Mayra não comprovou a prática de atos ofensivos por parte de Aziz, mesmo com a sessão do depoimento tendo sido gravada.

O senador nega que tenha cometido irregularidades em suas afirmações. Um total “desespero” do presidente da CPI.

Jornal da Cidade Online

Aneel: bandeira vermelha deve subir de R$ 9,59 para R$ 14,00 por cada 100 kvh

Reajuste deve ser definido nesta terça-feira (31); medidas são para conter a crise hídrica que afeta o setor energético

A nova bandeira vermelha, patamar 2, será anunciada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta terça-feira (31). Fontes que acompanham a discussão, confirmam que a expectativa é de que a bandeira, hoje em R$ 9,49 por 100 quilowatts/hora (kWh), suba para cerca de R$14.

Na reunião também será definido o bônus para quem economizar. O desconto deve levar em consideração um período de quatro meses na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor do bônus deve ser de R$ 0,50 por kwh economizado para os consumidores que atingirem a partir de 10% de economia.

Agência Reuters

Piso salarial para enfermagem alcança 1 milhão de apoiadores

Projeto com apoios no Portal e-Cidadania, do Senado poder ser prioridade na pauta

O projeto de lei que prevê um piso salarial para enfermeiros e técnicos e auxiliares de enfermagem da rede pública e privada, além de parteiras, chegou à marca de 1 milhão de apoios no Portal e-Cidadania, do Senado. Até as 8h desta segunda-feira, 1.000.941 pessoas haviam se manifestado favoráveis ao texto (PL 2.564/2020). A expectativa dos senadores é que a proposta possa ser inserida como prioridade na pauta de votações do Plenário.

Para a relatora da matéria, senadora Zenaide Maia (Pros-RN), é fundamental o reconhecimento desses profissionais que estão na linha de frente de combate à covid-19, inclusive agilizando o processo de vacinação em todo o país.

“Lutamos muito e o nosso desejo era aprovar esse projeto ainda no primeiro semestre, mas não foi possível, pois o PL não foi pautado. Espero sinceramente que na volta dos trabalhos esse projeto seja tratado como prioridade e entre na pauta de votações pela importância do trabalho dos profissionais de enfermagem que estão salvando vidas e arriscando a própria vida no dia a dia na linha de frente do combate a covid”, disse à Agência Senado.

O autor da proposta, senador Fabiano Contarato (Rede-ES), acredita que o Congresso reúne condições para avançar em um acordo que viabilize a aprovação da matéria ainda este ano. Ele chegou a apresentar em Plenário, antes do recesso parlamentar, requerimento para votação da matéria em regime de urgência.

“Vamos entrar num consenso, da melhor forma possível, mas não vamos jogar esse PL 2.564 para as comissões. Vamos dar uma resposta altiva do Senado da República, reconhecendo o valor desses enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiros, que estão pagando com a própria vida para nos socorrerem”, pediu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, durante sessão Plenária no dia 13 de julho.

Segundo Contarato, o Brasil registra cerca de 2,4 milhões de profissionais atuando nessa área, com salário em torno de R$ 1,4 mil por 40 horas de trabalho por semana. Ele ainda advertiu que, durante a pandemia, 838 enfermeiros perderam a vida em razão da covid-19 e 57 mil foram contaminados pelo vírus.

O texto — que chegou a ser incluído na pauta no primeiro semestre, mas teve a votação adiada devido à falta de acordo para a votação — institui o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. Pelo projeto, o piso para enfermeiros seria de R$ 7.315. As demais categorias teriam piso proporcional a esse valor: 70% (R$ 5.120) para os técnicos de enfermagem e 50% (R$ 3.657) para os auxiliares de enfermagem e as parteiras. Os valores são baseados numa jornada de 30 horas semanais e são válidos para União, estados, municípios, Distrito Federal e instituições de saúde privadas.

Impacto financeiro

Um dos maiores entraves para a votação da matéria é identificar de onde virão os recursos para que estados e municípios possam bancar o aumento salarial. Sem a contrapartida do governo federal, os gestores poderiam ter dificuldade para cobrir o piso. Na avaliação de Contarato, o governo pode estudar alternativas para suprir essa demanda. Ele identificou que a reforma tributária (em tramitação na Câmara dos Deputados), assim como a instituição de tributos sobre aeronaves e embarcações, poderiam se tornar fontes de recursos para esse fim.

“Se nós instituíssemos o IPVA sobre aeronaves e embarcações, nós já teríamos receita corrente. Se nós fizermos uma reforma tributária correta, justa, solidária, a União vai ter R$ 63,5 bilhões por ano, os estados, R$ 86,2 bilhões por ano e os municípios, R$ 56,3 bilhões”, disse o senador, durante sessão plenária.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula um impacto de mais de R$ 45 bilhões aos cofres dos municípios com o piso dos enfermeiros.

“A turma aqui já recebeu muita palma da janela, está na hora de receber o reconhecimento real. Então vamos continuar a mobilização para que a Mesa do Senado, o presidente Rodrigo Pacheco, o quanto antes, coloque esse projeto de lei. Que é um reconhecimento para tudo o que esses profissionais fizeram já nesse momento trágico que nós estamos vivendo no Brasil”, disse, em vídeo publicado no Twitter após o encontro.

(Com informações da Agência Senado)

 

MPE propõe ação contra pré-candidatos ao Governo do Maranhão

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Carlos Brandão realizaram propaganda eleitoral antecipada. O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio do Procurador Regional Eleitoral Juraci Guimarães, ingressou com ações no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE) contra os pré-candidatos ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Carlos Brandão, por realizarem propaganda eleitoral antes do prazo estabelecido na legislação eleitoral.

Nas provas juntadas na ação, Lahesio Bonfim é responsável por atos de promoção pessoal que extrapolam os limites da mera divulgação das realizações de governo, destacando-se a veiculação massiva de promoção pessoal por meio de outdoors, divulgados nas redes sociais Instagram e Facebook, na qual se apresenta explicitamente como candidato ao Governo do Estado. Segundo a ação, desde abril deste ano, foram instalados 30 outdoors distribuídos em diversos municípios maranhenses, com nítida característica de propaganda eleitoral.

Já no caso de Weverton Rocha, foi realizado ato de “lançamento de pré-candidatura”, com ampla participação popular e que contou com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e outras lideranças políticas, com elevado nível de organização e presença de elementos padronizados de propaganda eleitoral, destacando-se a existência de adesivos, telões e aparelhagem de som. A repercussão da propaganda antecipada ainda foi acentuada pelo uso de hashtags nas publicações como “#Weverton”, “#OmaranhaoMaisFeliz”.

Por fim, Carlos Brandão, juntamente com o prefeito do município de Presidente Dutra (MA), Raimundo Alves Carvalho, foram responsáveis pela realização de um comício eleitoral com evidente caráter de propaganda eleitoral antecipada, com ampla participação popular e de lideranças políticas, com elevado nível de organização e presença de elementos padronizados de propaganda eleitoral, destacando-se a existência de adesivos, telões e aparelhagem de som. O evento foi bastante divulgado na rede social Instagram.

Segundo o Procurador Regional Eleitoral Juraci Guimarães: “É perfeitamente natural, e a legislação autoriza, as articulações políticas que antecedem o período eleitoral, sendo possível a reunião e encontros políticos eleitorais em ambientes fechados, a exposição como pré-candidato em entrevistas e debates, contudo, a realização de megaeventos de inusitados lançamentos de pré-campanha, uso massivo de outdoors contendo expressões de caráter eleitoral, com considerável custo financeiro e de grande impacto, demonstram nítida propaganda eleitoral antecipada, que é vedada pela legislação, e ofende a igualdade do pleito além de estimular que outros candidatos realizem práticas ilícitas.” Nas ações, o MPE requer a concessão de liminares para retirar os outdoors ainda existentes e a remoção publicações nas redes sociais dos pré-candidatos, além da condenação, ao final, da multa pela propaganda eleitoral antecipada.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal no Maranhão

 

Federalização da MA 006 contempla produtores de soja, diante do descaso do Governo do Maranhão

A federalização da estrada MA-006, conhecida como a estrada da soja é uma aspiração antiga dos produtores do agronegócio da região Sul do Estado. A rodovia MA-006 foi considerada pela Confederação Nacional do Transporte, como a pior do Brasil, que infelizmente nunca mereceu a atenção e um mínimo de respeito por parte do governo Flavio Dino.

O empresariado rural que envolve centenas de grandes, médios e pequenos produtores de alimentos, enfrentaram muitas dificuldades para o tráfego de centenas de carretas diárias no período da colheita da soja para o porto do Itaqui. Eles chegaram a fazer inúmeros reparos na estrada e receberam dezenas de promessas do governador Flavio Dino, que simplesmente não passaram, dos seus já conhecidos engodos.

Como tentativa para ganhar espaço na mídia nacional, o governador do Maranhão chegou a divulgar que se o governo federal lhe pedisse através de um convênio ele recuperaria todas as estradas federais que cortam o Maranhão, mas nunca resolveu o sério problema da MA-006 e dezenas de outros trechos de rodovias estaduais que estão intrafegáveis e reconstrução de uma infinidade de pontes. Quando o governo federal anunciou a disposição de privatizar os Lençois Maranhenses, o astucioso Flavio Dino prontificou a candidatura do Maranhão. O povo de São Luís respondeu ao governador, que nunca teve competência para recuperar a Lagoa da Jansen, em São Luís, quanto mais tentar se habilitar a um projeto de alta envergadura.

A aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado para a federalização da MA-006, foi recebida com festa não apenas pelos produtores do agronegócio, mas pela população de todos os municípios que integram o polo de produção da soja. A iniciativa de federalização da MA-006 foi dos produtores de soja com o senador Roberto Rocha.

Fonte: AFD

Combate ao Fumo: 60% querem largar o cigarro e 162 mil morrem de câncer

Apoiado na OMS, Ministério da Saúde lança cartilha para orientar profissionais de saúde a ajudar fumantes largarem o vício

“A melhor escolha é não fumar”. A frase marca a campanha de combate ao tabagismo realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) deste ano. O Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado neste domingo (29), a ação deu continuidade à campanha Comprometa-se a parar de fumar, cujo objetivo é reforçar as ações nacionais de conscientização sobre os danos sociais, de saúde, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Na campanha de combate ao tabagismo deste ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) preparou cartilhas para profissionais de saúde, que incluem um questionário básico a ser respondido pelos pacientes com perguntas relativas ao hábito de fumar.

O documento é parte das ações estratégicas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para estimular o cidadão a deixar o cigarro. Na cartilha, estão incluídas orientações para o profissional de saúde sobre como orientar um paciente fumante a parar com o hábito. A abordagem pode ser feita em poucos minutos e em qualquer atendimento – seja em uma consulta médica, psicológica, nutricional, assistencial, odontológica, de atividade física ou estética. Acesse a cartilha.

Dados da OMS indicam que cerca de 60% dos usuários de tabaco em todo o mundo querem parar, mas apenas 30% da população mundial tem acesso a serviços apropriados para deixar o vício.

“Quando comparadas com as situações em que nenhum aconselhamento é dado ao fumante, abordagens com, no máximo, três minutos podem aumentar as chances de cessação de fumar” explica a cartilha.

Razões para largar o cigarro

De acordo com Inca, todos os produtos derivados do tabaco, incluindo os dispositivos eletrônicos para fumar, são nocivos à saúde. A fumaça do tabaco contém mais de 7 mil compostos químicos. Estudos indicam que no mínimo 69 dessas substâncias provocam câncer.

Os fumantes têm até 22 vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de pulmão ao longo da vida do que os não fumantes. O tabagismo é a principal causa da doença, causando mais de dois terços das mortes por câncer de pulmão em todo o mundo. Conheça aqui 100 razões listadas pela OMS para parar de fumar.

Segundo o instituto, a fumaça do tabaco danifica as artérias do coração, causando o acúmulo de placas e o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, restringindo o fluxo sanguíneo e levando a ataques cardíacos e derrames.

Para as mulheres, o hábito de fumar pode antecipar a menopausa em 1 a 4 anos porque o hábito reduz a produção de óvulos nos ovários, resultando em uma perda da função reprodutiva e, consequentemente baixos níveis de estrogênio.

De acordo com o Inca, ao parar de fumar os benefícios à saúde são quase imediatos:

Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação volta ao normal.

Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.

Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.

Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.

Após 2 dias, o olfato já percebe melhor cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.

Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.

Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.

Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Mortes

No Brasil, o tabagismo mata 162 mil pessoas por ano e tem custo anual de R$ 125 bilhões aos cofres públicos para cobrir despesas com doenças causadas pelo cigarro. Esse custo equivale a 23% do que o Brasil gastou, em 2020, com o enfrentamento à covid-19, informou o Inca, por meio de sua assessoria de imprensa.

O alto custo do tabagismo não inclui os gastos do SUS para tratar a dependência de nicotina, considerada uma das medidas médicas mais efetivas quando comparada com o tratamento das doenças causadas pelo uso de produtos do tabaco.

Fonte: R7

 

Violência contra negros é o maior problema jurídico do Brasil

O crime de racismo é interpretado de maneira inteiramente equivocada no Brasil. E isso ocorre porque nossos operadores de Direito, em sua maioria, desconhecem conceitos como a psicologia social da discriminação.

A afirmação é de Adilson Moreira. Ele é advogado, doutor em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard (EUA) e doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), com estágio doutoral sanduíche na em Yale (EUA). Adilson também é referência e autor de vários livros sobre Direito Antidiscriminatório.

Segundo ele, existe uma lacuna na formação de juízes, promotores e advogados no país. “Um elemento importante da psicologia social da discriminação é a ideia de estereótipos. Quando um policial chega e pergunta a um menino negro: qual é o seu artigo? Esse agente público parte do pressuposto de que esse menino é negro, que é necessariamente um delinquente e que, por isso, naturalmente já passou pelo sistema prisional. Para muitas pessoas, para muitos juízes, isso não é racismo. É um policial cumprindo sua função”, explica.

Moreira aponta que outro problema é que o Poder Judiciário é composto, em sua maioria, por homens brancos, heterossexuais, de classe alta e que nunca sofreram qualquer tipo de discriminação. “Os seres humanos têm a tendência de universalizar suas próprias experiências. Existem decisões judiciais em que o juiz afirma que é um homem branco, heterossexual, de classe alta, e o racismo nunca teve consequências na sua vida. ‘Por que então teria na vida de pessoas negras?’, indagam. É óbvio que o racismo nunca teve consequências na vida dele”, comenta.

Para ele, tão equivocada quanto a interpretação que se dá ao crime de racismo é o conceito da liberdade de expressão no Brasil. “Não tenho dúvida. O direito a liberdade de expressão não tem o propósito de proteger a possibilidade de as pessoas dizerem o que elas quiserem. O direito a liberdade de expressão procura proteger o direito de os indivíduos participarem do processo de deliberação política. A liberdade de expressão não permite o discurso de ódio porque esse tipo de discurso impede a construção da solidariedade social e a percepção do outro como um ator social competente”, explica.

Para o professor, os que se escoram no direito a liberdade de expressão para ofender negros, mulheres e homossexuais, por exemplo, não faz nada mais do que preservar interesses individuais e sociais. “Se há uma coisa que unifica a maioria das pessoas brancas do Brasil —sejam elas de extrema direita ou de extrema esquerda —, é a negação da relevância social do racismo no Brasil. Compartilhar o poder é o limite do progressismo de muitas pessoas. Elas podem apoiar políticas afirmativas e até votar em políticos que apoiam essas iniciativas, mas na hora de compartilhar poder e oportunidades compartilham da mesma conduta de pessoas iguais a ela. Igualmente brancas, heterossexuais e de classe média alta”, diz.

Uma das ferramentas que podem contribuir para o avanço do debate sobre Justiça racial no país é o ajuizamento de ações coletivas como as movidas contra o Carrefour, Assaí e, mais recentemente, contra a Ável e a XP. “Isso tem funcionado de maneira muito efetiva nos Estados Unidos. No meu livro Tratado de Direito Antidiscriminatório, fiz questão de incluir um longo capítulo sobre governança corporativa e compliance. O que hoje chamamos de compliance surge muito em função de casos relacionados a discriminação racial. De grandes instituições que discriminaram funcionários ou clientes negros que tiveram que pagar somas significativas de dinheiro. Essas ações são bem-sucedidas nos Estados Unidos em grande parte por conta da jurisprudência norte-americana, que incorporou muitos elementos do Direito Antidiscriminatório”, afirma.

Por fim, Moreira sustenta que é preciso mudar a cultura jurídica brasileira para que nossos operadores de Direito tenham mais elementos para que o nosso sistema de justiça possa contribuir efetivamente como um instrumento para a justiça social.

“O Brasil é a sociedade mais racialmente desigual do mundo. O Brasil é a sociedade mais racialmente violenta do planeta Terra. O número de pessoas assassinadas pela polícia no Brasil — 77% delas são negras — é maior que o número de vítimas de guerras civis no mundo. Então, a discussão sobre justiça racial precisa ser o tópico fundamental de debate nas faculdades de Direito no Brasil. Esse é o nosso maior problema jurídico que nós temos”, diz.

Fonte: CONJUR

 

PM do Ceará isola faixa de praia para Lula tomar banho de mar com a namorada

O governo do Ceará disponibilizou 20 militares e três viaturas para escolta de Lula. O ex-presidiário Lula está em passeio pelos estados do Nordeste em busca de apoio aos governos locais para as eleições 2022. No Ceará, hospedado pelo governador petista Camilo Santana, Lula recebeu tratamento VIP com a escolta de três viaturas e 20 policiais militares a sua disposição.

Na praia de Picos, distante 200 quilômetros da capital Fortaleza, o desfrute de Lula e sua namorada foi patrocinado pela força de segurança militar, que isolou parte da enseada para que o casal aproveitasse com privacidade o litoral cearense.

Um proprietário de uma pousada filmou a ação e divulgou as imagens que mostram moradores e demais turistas impedidos de acessarem a praia, de uso exclusivo de Lula no momento. A assessoria do governador Camilo Santana informou que a operação foi “garantir a segurança” de Lula, não para dar-lhe privilégios.

Fonte: Diário do Poder

 

Lula no Maranhão descartou sonho de Flavio Dino, que perdeu o rumo da sucessão estadual

A passagem do ex-presidente Lula da Silva pelo Maranhão e a sua recepção foi muito aquém da esperada, afinal de contas ele esperava um considerável apoio político de prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores da capital e do interior e de lideranças expressivas, não de forma grande, mas pelo menos de pelo menos 50 prefeitos, 30 deputados estaduais, 10 federais e pelo menos uns 30 vereadores da capital e da região metropolitana, sob o comando do governador Flavio Dino.

Ele não viu nada e muito pelo contrário encontrou o governador Flavio Dino fragilizado por falta de liderança no seu grupo político e iminente de ruptura com disputa acirrada pela indicação de candidatura ao Governo do Maranhão em 2022. A visita de Lula ao Maranhão não foi totalmente frustrada na avaliação dele, em razão de que o encontro com Sarney e Roseana foi muito bom.

Lula encontrou um Flavio Dino diferente do que vem sendo pintado por alguns veículos de comunicação nacional. Para a equipe do PT e outros partidos aliados que acompanharam Lula em sua viagem ao Nordeste, ficou afastada qualquer possibilidade de o governador do Maranhão possa figurar entre os 11 possíveis candidatos a ser companheira de chapa de Lula.

Outra grande decepção para Flavio Dino é que ele filiou o secretário de educação Felipe Camarão ao PT, com o objetivo de ser um possível candidato a vice-governador numa chapa a ser articulada por ele próprio. Embora manipule os diretórios estadual e municipal do PT na capital, a base petista em que estão fundadores e históricos do partido, estiveram com a direção nacional do PT e com Lula, ficando acertado que em caso de composição o vice-governador será de gente do partido, sendo sugeridos os nomes dos deputados Zé Inácio e Zé Carlos, respectivamente estadual e federal.

             Flavio Dino perde controle da sucessão e deixa a direção do PSB

O governador Flavio Dino perdeu o apoio popular no período da pandemia, quando todos os dias utilizava as emissoras de televisão para exercer o seu autoritarismo e arrogância contra a população, de maneira agressiva e inerente aos ditadores comunistas, sob argumentos de prevenção a pandemia. Outros fatores muitos fortes, são os sucessivos aumentos de impostos e a extrema pobreza que coloca o Estado do Maranhão como o mais pobre do país com a fome e a miséria grassando em todo o território maranhense, que nem o clientelismo estatal é capaz de pelo menos amenizar.

A sucessão governamental foi para os palcos de debates muito cedo, mesmo com a advertência de experientes políticos, o governador Flavio Dino teve preocupação primeira, de que dentro do seu grupo houvesse apenas um candidato a senador, que no caso será ele. Quanto ao Governo do Estado, ao invés de abrir uma discussão aberta, da qual poderia encontrar definições, ficou fazendo jogo de cena e que sempre veio a público é que o seu possível candidato seria o atual vice-governador Carlos Brandão, nunca afirmada publicamente, mas em outras ocasiões incentiva membros da sua equipe a postularem candidaturas, como é o caso dos secretários estaduais Simplício Araújo e Felipe Camarão.

A única candidatura que Flavio Dino, nos bastidores, se manifesta contrária é a do senador Weverton Rocha, que está bem próximo de uma ruptura e que tem recebido importantes apoios, que inclusive teria como candidato a senador o presidente da Famem. A posição do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, é aquela que diz que é candidato a governador, mas na verdade quer é barganhar e que teria uma proposta de colocar o nome da sua esposa, a deputada estadual Detinha do Maranhãozinho como candidata a vice-governadora.

Depois da visita de Lula ao Maranhão, os questionamentos que vieram depois, mostrou que Flavio Dino se perdeu totalmente quando não definiu o nome do seu candidato imediatamente e incentivou outros possíveis postulantes e perdeu o controle de tudo, levando-se que a sua força política não é tão forte como pensava e corre o risco de ter já ter perdido o controle da sucessão. Embora tenha dito que transferiu para 2022, ela vai continuar na mesma voracidade incentivada por ele e que já é irreversível.

A fragilidade na condução do processo veio a público, quando o governador Flavio Dino já teria admitido em ficar no governo e posteriormente ficar sem mandato, o que acho difícil, mas é também admissível, diante de que corre o risco de não eleger senador. Apostaria em um ministério no caso de Lula vir a ser presidente, o que seria muito fácil, por falta de força política.

A arrogância e autoritarismo de Flavio Dino chegou ao PSB, quando depois de filiar ao partido, entendeu de filiar muita gente e atropelou a histórica direção estadual, que gerou conflito e chegou à direção nacional do PSB. O governador teria sido aconselhado e devolver a direção estadual ao deputado federal Bira do Pindaré.

Fonte: AFD

 

 

As manobras para livrar Lula de seus crimes e a indignação popular

O Brasil assiste atônito à verdadeira limpeza que estão fazendo na ficha de antigos corruptos famosos. O que mais chama atenção, e que possivelmente abriu a porteira dessas ações, são as manobras que estão sendo feitas para livrar aquele que chefiou um dos maiores esquemas de corrupção que se tem notícia.

Além da anulação da denúncia sobre o sítio de Atibaia, Lula já se livrou de 12 processos, como mostra a reportagem especial da TV JCO.

Vale lembrar que foi no período lulopetista que os assassinatos no Brasil explodiram, morrendo mais gente aqui do que em países com guerra declarada.

Enfrentamos o desastre na educação e a falência do sistema de saúde – ao invés de hospitais, Lula preferiu construir estádios de futebol superfaturados e investir dinheiro do povo brasileiro em países comunistas que aplicaram calote.

Mas a justiça achou por bem limpar a ficha do ex-presidiário, varrendo a sujeira para debaixo do tapete, observando-se muito bem as declarações do ministro aposentado do STF, Marco |Aurélio de Melo, que registrou publicamente que o STF ressuscitou Lula.

Querem mudar a história e apagar os crimes da memória dos brasileiros, mas não podemos esquecer, principalmente agora, quando se aproximam as eleições e que a população mostra uma forte indignação pelo favorecimento que o Poder Judiciário faz abertamente por Lula e outros integrantes do seu grupo.

Fonte: Jornal da Cidade Online