Pelos sérios danos que poderá causar à oposição e ao governo a CPI da Saúde poderá nascer morta

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A Comissão Parlamentar de Inquérito criada pela Assembleia Legislativa do Estado para investigar a pratica de roubalheiras com desvio de recursos estaduais e federais da saúde em nosso Estado e mais precisamente para investigar o ex-deputado estadual e ex-secretário estadual de saúde Ricardo Murad, acusado de haver praticado rombos de milhões de reais, muitos dos quais já identificados como verdadeiras negociatas criminosas.

           A CPI da Saúde contou com 29 assinaturas de parlamentares, muitos dos quais posteriormente tentaram retirar os seus nomes, mas ficaram com receios de serem mal vistos pelo Palácio dos Leões, que é um dos mais interessados em ver o ex-secretário Ricardo Murad ser investigado. Para que se tenha uma dimensão de que não havia realmente qualquer interesse na instalação da CPI, ela apesar de ter sido protocolada  há vários dias, veio a ser  aceita e lida depois de vários dias  e pela 4ª Secretária da Mesa, deputada Francisca Primo (PT), em uma sessão ordinária presidida por ela, decorrente das ausências do presidente, dos quaro vice-presidentes e dos três primeiros secretários. Ela era o único membro de toda a mesa diretora presente no plenário.

            O presidente do legislativo estadual, deputado Humberto Coutinho, nunca se mostrou favorável à criação da CPI da Saúde, uma vez que ela irá investigar as denúncias feitas a nível nacional de que aproximadamente 200 bebês morreram na Maternidade Carmosina Coutinho e aproximadamente 20 crianças ficaram cegas. Os fatos foram registrados durante o exercício de 2014. São inúmeras as imputações de negligência e irresponsabilidade feitas ao prefeito Léo Coutinho e ao corpo técnico e administrativo da Maternidade Carmosina Coutinho. A CPI da Saúde funcionária como uma espécie de fogo amigo, além de se constituir em combustível poderoso contra o presidente do Poder Legislativo e o prefeito, que é seu sobrinho e candidato à reeleição.

             Por outro lado, a investigação sobre Ricardo Murad poderá perfeitamente atingir muitos políticos, que hoje integram a base do Governo do Estado e que antes se mostravam fiéis à ex-governadora Roseana Sarney. Diante dos riscos da CPI da Saúde fazer muitos estragos para os dois lados políticos, com certeza muito maior para Roseana Sarney e a repercussão que poderá ter a nível nacional com a turbulência que ela enfrenta nas investigações da Lava Jato e da Constran.

             As suspeitas do tal pacto proposto pelo deputado federal José Reinaldo Tavares, de uma união politica para o desenvolvimento do Maranhão, na verdade é um pacto para abafar as roubalheiras praticadas no Estado, e que chegam a bilhões de reais serem simplesmente esquecidas e naturalmente o fornecimento de uma certidão de honestidade para Roseana Sarney, Ricardo Murad, Sebastião Uchôa, Aluísio Mendes, André Campos e outros saqueadores de cofres públicos. Em troca eles se reorganizariam para infernizar a administração de Flavio Dino e tentarem ter o controle da Prefeitura de São Luís e outras importantes cidades do Estado e posteriormente articularem a volta ao Palácio dos Leões.

              A verdade é que as questões inerentes a CPI da Saúde, devem começar a ser postergadas quanto a indicação de nomes de parlamentares pelos respetivos blocos para compor a comissão. Posteriormente a indicação de nomes para presidente e  relator e os conflitos naturais para que ela realmente não funcione.

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