Fernando Furtado fala sobre situação dos pescadores no Maranhão

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Deputado Fernando Furtado sempre disposto ao embate em busca verdade

   O deputado Fernando Furtado (PCdoB) utilizou a tribuna na sessão plenária desta segunda (03) para rebater acusações publicadas em um blog durante o recesso parlamentar, que fala a respeito de cancelamentos de carteiras de pescadores da água salgada no Maranhão.

De acordo com o parlamentar, quando o blog faz menção sobre esse assunto, ele cita a bancada eleita da Pesca e cita somente o nome do deputado Fernando Furtado, o do deputado Edson Araújo, porém não cita o outro deputado que também foi eleito com o voto dos pescadores.

“E é triste ver que as pessoas, às vezes, fazem comentários, mas não procuram averiguar o que realmente está acontecendo, porque na verdade esses pescadores do litoral eram contemplados com o Seguro da Água Salgada do Camarão, com duas parcelas”, disse Furtado.

O deputado disse ainda, que em determinado momento das eleições, ano passado, resolveram mudar a regra da Portaria.  “E quando resolveram mudar a regra, esqueceram que o período do defeso da água salgada compreende justamente os meses de janeiro e fevereiro, e aí não pode dar o ano de carência quando altera a Portaria e que coloca para a água doce. Quer dizer, fizeram uma Portaria no Ministério do Trabalho, para poder agradar os pescadores do Litoral com quatro parcelas porque viria a eleição logo no outro ano,” denunciou.

Logo após, segundo Fernando Furtado, deixaram a Portaria prescrever e ninguém tomou providências para alterá-la, ou fazer uma nova Portaria. “Agora os pescadores de água salgada estão todos à deriva. Ninguém recebeu o seguro nem do camarão e nem da água doce,” disse.

Furtado falou sobre as reuniões feitas com vários sindicatos na baixada maranhense, discutindo o problema, para encontrar uma solução. “Até o momento, não me abstive e não me escondi dos trabalhadores da pesca e da água salgada do Litoral! Continuo trabalhando e defendendo os meus companheiros”.

Segundo Fernando Furtado não é apenas 24 mil, e sim 35 mil pessoas que estão correndo o risco de terem suas carteiras canceladas. Um técnico do Ministério da Pesca está no Maranhão fazendo uma triagem, um levantamento para descobrir o que foi feito.

“Eu sei que estou aqui pelos votos que me foram dados principalmente pela categoria da pesca e estou aqui defendendo a categoria, agora não posso pagar seguro, eu não posso entregar RGP, porque a nossa federação sindical não é o Ministério do Trabalho. E hoje a Previdência Social, que é quem está encarregada de recepcionar o próximo seguro dos pescadores e pescadoras do nosso Estado,” finalizou.

Fonte – Assessoria Parlamentar

Agrotóxicos: uma discussão inadiável! Os casos de câncer são cada vez mais crescentes no campo

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Confira artigo de Leonardo Daroncho, procurador do trabalho no Mato Grosso, sobre o uso excessivo dos agrotóxicos, em especial no estado, que é o maior consumidor dessas substâncias no país. Hoje, dia 4 de agosto, será realizada em Campo Verde (MT), a primeira de uma série de audiências públicas sobre o impacto dos agrotóxicos no estado.

Leomar Daroncho*

Em meio à pressão e à urgência econômica pelo crescimento da produção agrícola, a sociedade brasileira precisa discutir um grave problema que ameaça tanto a presente quanto as futuras gerações: os agrotóxicos. Os dados disponíveis acerca do colossal volume utilizado, e suas consequências para a saúde pública, especialmente em Mato Grosso, recomendam que o tema seja enfrentado imediatamente.

Há farta produção científica e acadêmica indicando a correlação entre a exposição a agrotóxicos e o surgimento ou elevação dos índices de doenças crônicas. É assustadora a projeção de 500 mil novos casos anuais de câncer no Brasil, sendo o contato com agentes cancerígenos importante fator do agravamento dos números.

No início de 2015, o Instituto Nacional do Câncer – INCA publicou um alerta indicando os malefícios do uso intensivo de agrotóxicos. Além das intoxicações agudas, que afetam principalmente as pessoas expostas em seu ambiente de trabalho, causando irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões e morte; o estudo assinala a relevância das intoxicações crônicas, que também prejudicam toda a população.

A exposição crônica decorre do consumo de alimentos ou da contaminação do ambiente em dose baixas, porém constantes. O INCA alerta que os efeitos adversos resultantes dessa exposição podem aparecer muito tempo depois, dificultando a correlação com o agente. Dentre os efeitos associados, o instituto cita infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer.

As informações, de extrema gravidade, foram confirmadas em março de 2015 pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). A agência publicou estudo indicando que, após a avaliação do potencial cancerígeno (carcinogenicidade) de cinco ingredientes ativos de agrotóxicos, pesquisadores de 11 países classificaram alguns dos herbicidas e inseticidas mais utilizados no Brasil como prováveis agentes carcinogênicos para humanos.

De outro lado, o Brasil detém, desde 2009, o indesejável título de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, com o índice de 5,3 litros por habitante/ano. Mato Grosso, por sua vez, é o principal consumidor dentre os estados brasileiros: o índice é de45 litros por habitante/ano. Em algumas regiões de nosso estado, esse número se aproxima do consumo anual de 400 litros por habitante!

Outro fato extremamente preocupante é que o Brasil ainda realiza pulverizações aéreas. Essa técnica, por vezes utilizando agrotóxicos já proibidos em outros países, ocasiona a dispersão de substâncias tóxicas pelo ambiente, contaminando amplas áreas e atingindo populações indefesas, inclusive urbanas.

Também chama a atenção a isenção de impostos que o país continua a conceder à indústria produtora de agrotóxicos, um grande incentivo ao seu fortalecimento, que vai na contramão das medidas protetivas adotadas por outros países.

O problema é complexo. E é urgente conhecê-lo e discutir medidas de proteção e alternativas ao modelo, que passam pela reorientação da pesquisa e do financiamento, que devem incorporar o princípio da precaução e da redução de danos.

Nesse contexto, é de vital importância a difusão de conhecimentos proporcionada pelo Dossiê da Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva, que realizou dois eventos em Mato Grosso no mês de julho de 2015 (Cuiabá e Rondonópolis), com pesquisadores do INCA, da Fiocruz e da UFMT.

Na mesma linha, muito oportuna a mobilização do Comitê Multi-Institucional do Sistema Judicial de Mato Grosso, que elegeu a cidade de Campo Verde, um dos locais de mais intenso consumo no estado, para a realização da primeira de uma série de audiências públicas sobre o impacto dos agrotóxicos em MT. É grande a expectativa para o evento, programado para o dia 4 de agosto de 2015, às 8h30, no Plenário do Júri do Fórum da cidade.

O silêncio em relação aos impactos dos agrotóxicos, como alertado pela pioneira Rachel Carson, em 1962, na obra Primavera Silenciosa (Silent Spring), atua contra as chances de que todos nós tenhamos a possibilidade de uma vida saudável.

Fonte – CPT Nacional

Vereador Armando Costa tem no trabalho comunitário o objetivo de seu mandato

            O Vereador Armando Costa (PSDC), conhecido na capital como “o Vereador Comunitário”, por voltar as ações do seu mandato ao trabalho junto a comunidades, participou na manhã desta segunda feira (03) da solenidade de abertura dos trabalhos legislativo do segundo semestre da Câmara Municipal de São Luís.

A Solenidade teve início com a leitura da bíblia, e hasteamento das bandeiras (Brasil, Maranhão e São Luís) ao som do Hino Nacional tocado pela banda da Guarda Municipal de São Luís, no pátio da Câmara.

Armando Costa visita diariamente os bairros da capital, e tem como objetivo principal de seu mandato o trabalho com as comunidades e luta para que os direitos dela sejam atendidos, além de buscar melhorias para escolas, saúde de qualidade, capacitação dos menos favorecidos para o mercado de trabalho e uma boa mobilidade urbana para cidade.

O vereador é um dos mais atuantes na Câmara Municipal e está sempre disponível para atender as necessidades dos ludovicenses. Durante o recesso legislativo, Armando visitou e reuniu com dezenas de comunidades. Na última sexta feira (31) o vereador esteve juntamente com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC) na reinauguração do posto de saúde no bairro Janaína.

Fonte – Diret / Comunicação / CMSL

 

O subsidio de um investigador classe especial é menor do que o desconto mensal de um delegado para o imposto de renda

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   Por decisão de assembleia do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, a categoria entrou em greve hoje por tempo determinado  em todo o Estado. Heleudo Moreira, presidente do Sinpol, diz que a categoria obedecerá aos princípios de manter 30% do efetivo em plena atividade para atender os problemas de emergência, como homicídios, latrocínios, violência sexual e os casos que envolvam idosos, deficientes e os previstos na Lei Maria da Penha. Adiantou que a categoria desde janeiro busca uma proposta decente e de valorização do policial civil. Hoje a realidade mostra que os policiais civis recebem subsídios inferiores a 20% do que ganha um delegado, muita embora a categoria também seja de nível superior. Particularmente não somos contra os valores pagos aos delegados, entendemos que também temos direitos, responsabilidades e compromissos sérios, principalmente nós é que sempre estamos nas frentes de lutas, dai entendermos que fazemos justiça a salários decentes e dignos, registra o dirigente sindical.

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Amon Jessen é uma das lideranças de luta do Sinpol

Para Amon Jessen, ex-presidente do Sinpol, infelizmente continuamos uma luta que começou há mais de 15 anos. Queremos dignidade com justiça salarial, em um Estado, que tem o menor efetivo do país, na proporção de um policial para mil habitantes. A realidade é que há uma necessidade urgente de mais policiais civis tanto para a capital e para o interior e mesmo diante da violência exacerbada que domina todo o Maranhão e mais precisamente a capital, o governo precisa e com urgência de uma politica específica de enfrentamento ao tráfico e ao consumo de drogas com o imprescindível apoio dos policiais civis e paralelamente com  politicas públicas efetivas e a presença do governo nas comunidades mais pobres e miseráveis, principalmente nos campos da educação e do combate a fome, registrou  o ex-presidente do Sinpol

  O governo atual concedeu reajuste salarial de 38% para os delegados, 19% para os policiais militares e apenas 5% para os agentes policiais civis, muito embora estejamos dentro da categoria de nível superior. Podemos observar perfeitamente uma absurda diferença e parece até mesmo um despropósito diante de uma diferença próxima de 300%. Essas demonstrações estavam sendo avaliadas por um grupo de agentes policiais, que inclusive mostravam que o desconto mensal do salário de um delegado para o imposto de renda é maior do que o subsidio mensal de um investigador escrivão da classe especial da Segurança Pública.

Gestores públicos do Maranhão serão denunciados no relatório final da CPI do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados

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A senhora Maria da Conceição Rabelo pelo desespero de mãe em busca do filho mereceu a atenção de todos os membro da CPI do Sistema Carcerário

                 Está previsto para o presente mês, o encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados. O deputado Alberto Fraga deve anunciar a data da leitura e encaminhamento para a Mesa Diretora, o relatório final, com a recomendação para que sejam feitas instaurações de procedimentos criminais contra gestores responsáveis por homicídios, barbáries e desaparecimentos de presos pela omissão, irresponsabilidade e incompetência.

      Pelas informações colhidas através de oitivas e a disponibilidade de agentes públicos em revelar fatos que comprometem seriamente a administração do governo passado em que mais de 80 pessoas foram mortas dentro de unidades prisionais, muitas das quais em barbáries e decapitadas. O que teria causado profunda indignação aos parlamentares da CPI foi o depoimento da senhora Maria da Conceição Rabelo, mãe do preso Ronalton Silva Rabelo, que segundo ela afirmou aos parlamentares da CPI, o ex-secretário de administração penitenciária, Sebastião Uchôa e o delegado Roberto Larrat lhes afirmaram que o seu filho havia fugido mediante facilitações dentro da unidade prisional onde estava recolhido, contradizendo as informações dela, mesmo quando disse que presos afirmaram a ela que, ele havia sido assassinado, mas sem o esclarecimento do como foi o crime.  Nas oitivas reservadas, os membros da CPI tiveram oportunidade de receber declarações de que o preso Ronalton Silva Rabelo foi assassinato, teve o seu corpo esquartejado e posteriormente totalmente mutilado e desovado no lixo da prisão. Fato idêntico ocorrido com o preso Rafael Alberto Libório Gomes, que desapareceu do Presidio São Luís 2. As revelações mediante oitivas foram feitas por um agente do Sistema de Inteligência da SEJAP, que deve ter o seu nome relevado no relatório da CPI do Sistema Carcerário. Há muita expectativa e muitos temores sobre o relatório.

Sem Terras ocupam ferrovia da mineradora Vale

           Dois mil trabalhadores rurais Sem Terra ocuparam nessa manhã a ferrovia de Carajás em Parauapebas (PA) utlizada pela Vale para escoar o minério extraido da minas do sudeste paraense até o porto de Itaqui, em São Luis (MA).

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária promovida pelo movimento em todo brasil. A Vale tem se tornado uma das principais inimigas dos camponeses na região, os expulsando de suas terras para expansão de seu projeto minerador no Pará.

Além disso, a empresa subtraiu dos cofres públicos do Pará mais de R$ 25 bilhões, num estado onde habitam oito milhões de habitantes e mais de dois milhões vivem abaixo da linha da pobreza.

Segundo a economista do Inesc, Alessandra Cardoso os dados por empresas mostram as escandalosas cifras do monopólio da Vale no controle destes incentivos. Nada menos do que 74% dos R$ 506,96 milhões destinados pela Superintendência de Desenvolvimento na Amazonia (SUDAM) são apropriados pela Vale em vários projetos na exploração de ferro e cobre.

Para Rafaela dias, da direção do MST no Pará a mineradora representa o que mais de atrasado e colonizador existe na região amazônica. “Enquanto isso, a politica econômica do governo se pauta pelos cortes nas áreas sociais e a inoperância em relação a reforma agrária com todas as regalias dada a Vale que só rouba o povo paraense”.

                             Paralisado

Se a mineração tem todos os créditos possibilitados para contitnuar o saque mineral no Pará, a reforma agrária segue paralisada na região.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá, existem 13 mil famílias acampadas na região em aproximadamente 120 fazendas ocupadas somente no sul e sudeste do Pará.

As famílias ficam em média dez anos debaixo da lona preta sem atenção devida do INCRA e vulneráveis a violência dos latifundiários. “A demora do INCRA e da justiça federal em concluir processos tem sido a causa, inclusive, dos últimos assassinatos no Pará e o não andamento da reforma agrária no estado”, acusa o advogado da CPT, José Batista Afonso.

O número de famílias assentadas nos últimos dois anos no Pará foi de apenas 711 famílias, divididas em seis assentamentos. O que não representaria nem 10% da demanda da região.

Portanto, a média de 355 famílias assentadas anualmente seria irrisória. “Se considerarmos apenas as ocupações existentes, e não houvesse nenhuma outra ocupação de terra na região nos próximos anos, o INCRA de Marabá levaria mais 37 anos para assentar as treze mil famílias que aguardam na fila nas ocupações”, calcula Batista.

Para o advogado da CPT, a situação indica uma inoperância do INCRA para resolução agrária no Pará. “Isso demonstra a falência do órgão no processo de desapropriação de terras no sul e sudeste paraense”, conclui.

Rafaela complementa: “Não sairemos daqui, de cima desses trilhos e da margem dessa ferrovia enquanto não formos devidamente atendidos pelo governo federal na distribuição de terras dessa região”, define.

Fonte – Via Campesina

Câmara Municipal de São Luís inicia semestre com expectativa de votação de importantes matérias

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A solenidade de reabertura das sessões do Poder Legislativo Municipal foi bastante concorrida com a presença do presidente Astro de Ogum, vereadores e convidados do Executivo Municipal.

    Em seu pronunciamento na abertura do semestre legislativo, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), lembrou os demais parlamentares que o ano é pré-eleitoral, mas isso não deverá atrapalhar as atividades no parlamento ludovicense.
Astro de Ogum falou ainda sobre matérias importantes que deverão compor a pauta da Casa neste segundo semestre de 2015.
“Nós sabemos muito bem, já vivendo um ano pré-eleitoral, além de já adiantar o nosso clima de expectativa para a votação de importantes matérias para a população e para o município”, disse.
Sobre itens de pauta a serem apreciados, o dirigente do Legislativo colocou em primeiro plano o projeto de resolução dispondo sobre o novo Regimento Interno. “Já que no final do semestre passado nós chegamos até a comemorar a votação do novo regimento, mas acredito que a sua votação deva acontecer dentro dos próximos dias”.

Astro de Ogum falou acerca da necessidade da Câmara acompanhar o processo de discussão para elaboração do Plano Diretor, uma vez que a prefeitura vem realizando audiências públicas para tratar destas questões. “Essa casa precisa ter uma comissão para acompanhar todo esse trabalho, e não ficar só na espera da chegada da matéria pronta pelo Executivo”, disse o presidente.
Na oportunidade, Astro ressaltou que o Legislativo não foi convidado a fazer acompanhamento dessas discussões, e solicitou ao secretário Municipal de Governo, Lula Filho, representando o prefeito na sessao de reabetura dos trabalhos da Câmara, passe a intenção e apreensão ao Executivo para que sejam tomadas as providências para a participação efetiva do legislativo.
AGRADECIMENTO AO PMN – Astro de Ogum dirigiu-se a vereadora Bárbara Soeiro, presidente do PMN, para agradecer ao seu pedido de desligamento da agremiação, “de onde saímos sem rancores ou ressentimentos, dizendo que deixamos muitas amizades, e nos colocar a disposição para ajudar a todos, principalmente no sentido de fazer grandes coligações”, afirmou.
Em seguida, falando para a Mesa Diretora dos trabalhos, da qual estava como parte integrante, representando o prefeito Edivaldo Holanda Junior, o secretário Lula Filho fez a leitura da mensagem do chefe do Executivo. Também estavam presentes na direção dos trabalhos, presidida por Astro de Ogum, os vereadores Pavão Filho (PDT) e Pedro Lucas (PTB). Compareceram também ao ato os secretários Municipais Fátima Ribeiro, Júlio França, Raimundo Nonato Fernandes e Severino Sales.

Fonte – Diret / Comunicação / CMSL      

 

MST ocupa Ministérios da Fazenda em todo país contra cortes na Reforma Agrária

                Sem Terra ocupam Ministérios da Fazendo em todo o país para denunciar a paralisação da Reforma Agrária que tende a se agravar com o ajuste fiscal do governo, que cortou quase 50% dos recursos da pasta agrária – de R$ 3,5 bilhões sobraram apenas R$ 1,8 bilhão, o que ameaça estagnar ainda mais o processo da Reforma Agrária no país, já que sem orçamento não há como o governo cumprir o compromisso político que assumiu no início deste ano, de assentar 120 mil famílias Sem Terra acampadas no Brasil.

Até o momento, os Ministérios da Fazenda de Brasília, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Florianópolis, Curitiba, Palmas, Paraíba e Bahia foram ocupados.

Em Salvador além da Secretária da Fazenda, três centros da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram ocupados, além da diretoria regional de educação de Teixeira de Freitas. Em Maceió milhares de Sem Terra marcham pela ruas da capital alagoana. No Mato Grosso, cerca de 400 camponeses marcham pela cidade de Jaciara. No Pará, 2 mil trabalhadores rurais ocupam a ferrovia da Vale. Em MG, duas rodovias foram trancadas. No PR, os Sem Terra também estão mobilizados em cinco pedágios nos municípios do interior do estado. Ontem, cerca de 200 Sem Terra ocuparam a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, em São Paulo.

Segundo Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, o Movimento volta a denunciar a paralisação da Reforma Agrária no país com a realização de uma segunda Jornada de Lutas contra o ajuste fiscal do governo, que cortou quase 50% dos recursos da Reforma Agrária – de R$ 3,5 bilhões sobraram apenas R$ 1,8 bilhão.

“O ajuste fiscal do governo federal ameaça estagnar ainda mais o processo da Reforma Agrária no país, pois sem orçamento não há como o governo cumprir o compromisso político, assumido no início deste ano, de assentar 120 mil famílias Sem Terra acampadas no Brasil”, afirma.

A política econômica do governo federal coloca em risco a conquista de direitos dos trabalhadores, pois corta recursos financeiros da reforma agrária e da classe trabalhadora para seguir injetando dinheiro no capital financeiro e nas transnacionais, beneficiando a elite brasileira. Só para o agronegócio foi disponibilizado R$ 187 bilhões de recursos pelo Plano Safra deste ano. Um aumento de 20% no volume de recursos em relação à safra anterior.

De acordo Kelli Maffort, da coordenação nacional do MST, corte de investimentos em setores fundamentais como educação e saúde, além dos cortes nas políticas sociais, só atingem o setor mais pobre da população.

“Não podemos ficar ao lado do ajuste fiscal. Nosso compromisso é com o povo. Exigimos o assentamento de todas as famílias acampadas. Temos famílias há mais de 10 anos debaixo da lona preta e que são vítimas da violência do latifúndio e do agronegócio. É preciso que o governo elabore um Plano de Metas para assentar no mínimo 50 mil famílias por ano, no período de 2016-2018”, ressalta.

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária realizada pelo MST em todo país. Durante toda essa semana todos os estados estarão mobilizados em luta permanente em defesa da pauta da classe trabalhadora camponesa.

 

Fonte – Ascom MST

BRASILEIRO CONSOME MENOS ÁLCOOL, MAS SEGUE ENTRE OS QUE MAIS BEBEM NA AMÉRICA LATINA

Brasileiro consome menos álcool, mas segue entre os que mais bebem na América Latina.

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JESÚS MORENO

                 Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano –quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, segundo um recente informe da OMS (Organização Mundial da Saúde).

De acordo com a medição, baseada em dados compilados entre 2008 e 2010, o país tem a nona maior média de consumo alcoólico, entre 35 países pesquisados no continente.

Nos três anos anteriores, os adultos brasileiros consumiam 9,8 litros de álcool puro, terceira maior média do continente.

Segundo a brasileira Maristela Monteiro, assessora principal sobre abuso de substâncias e álcool da OMS, há uma cultura de consumo de álcool instalada na América Latina, criando um importante problema de saúde pública regional.

Na América Latina e no Caribe, as pessoas consomem em média 8,4 litros de álcool puro por ano, 2,2 litros a mais do que a média mundial, diz a OMS

A consequência é que, em 2012, houve uma morte a cada 100 segundos em decorrência do álcool –80 mil mortes poderiam ter sido evitadas naquele ano caso o consumo de álcool não tivesse ocorrido.

“Em geral, o consumo de álcool e os danos resultantes são relativamente altos nas Américas, em comparação às demais regiões do mundo”, aponta o estudo.

CONSUMO PER CAPITA

O consumo per capita por homens brasileiros é de uma média de 13,6 litros de álcool puro por ano, segundo medição feita pela OMS com adultos entre 2008 e 2010. Apenas cinco países da região superam esse nível de consumo. Entre as mulheres brasileiras, o consumo per capita é de 4,2 litros de álcool puro por ano.

O relatório da OMS cita outro estudo que identifica o álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos. E, “ainda que o Brasil tenha repetidamente imposto leis para baixar o limite legal de teor alcóolico no sangue e aumentar as penas para quem bebe e dirige, esses esforços não têm tido efeitos duradouros na segurança viária”, aponta o texto.

Além disso, a organização calcula que o consumo de álcool contribua com mais de 200 doenças ou lesões, como cirrose hepática e alguns tipos de câncer. Também torna as pessoas mais suscetíveis a doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e menos receptivas ao tratamento.

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Acidentes causados por pessoas alcoolizadas são um dos principais problemas de segurança

A cerveja é apontada como a bebida alcóolica mais popular na região: representa 55% de todo o álcool consumido, seguida por destilados como vodca e uísque (cerca de 30%) e o vinho, com quase 12%. Mas o que explica o alto consumo de bebidas alcóolicas na região?

“Algo está mudando na América Latina”, diz Monteiro. “Nunca houve uma forte cultura de consumo na região, mas o desenvolvimento econômico e novos valores importados da globalização estão fazendo com que o consumo excessivo e abrupto seja uma tendência.”

Além disso, Monteiro menciona fatores como o crescimento da indústria de bebidas. “O álcool chega a todas as partes: foram melhoradas as cadeias de distribuição, há mais estabelecimentos e oferta e tampouco é desprezível a pressão que a indústria sabe exercer sobre os governos para que os preços do álcool fiquem baixos e não haja regulações.”

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Aumentaram os episódios de consumo excessivo de álcool, entre homens e mulheres

CONSUMO EXCESSIVO

A situação tem piorado, segundo a OMS: em 2005, 18% dos consumidores masculinos relataram ter tido episódios de forte consumo de bebidas alcóolicas (quatro ou cinco bebidas em ao menos uma única ocasião ao longo de 30 dias). Essa porcentagem subiu para quase 30% em 2010.

Entre consumidoras mulheres, essa porcentagem também subiu, de 4,6% para 13% no mesmo período. Na região, um a cada cinco consumidores (22%) pratica episódios de consumo alcóolico excessivo, contra 16% da média global.

Para Monteiro, um dado particularmente relevante é que apenas 10% dos consumidores bebem, em média, mais de 40% de todo o álcool consumido na região.

“Não se trata de tomar uma quantidade moderada por gosto ou por saúde, como por exemplo o vinho. O consumo se concentra em grandes doses”, diz a especialista. “Especialmente entre os jovens, que o veem como uma espécie de ritual com prestígio social.”

Em 2010, cerca de 14 mil jovens de menos de 19 anos morreram na região por motivos relacionados à bebida alcóolica. “A América Latina e o Caribe estão pagando um preço alto em saúde, recursos financeiros e produtividade” por causa desses excessos, observa Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.

Para Monteiro, “o álcool não afeta só quem bebe. Aumentam os episódios de violência e os acidentes de trânsito e baixa a produtividade do país por culpa não só de faltas ao trabalho, mas sim pelo que se conhece como ‘despresentismo’, ou seja, pessoas que chegam ao local de trabalho sem forças (pelo efeito do álcool).”

Ela defende que os governos elevem os impostos sobre o álcool, para encarecê-lo; limitem horários e dias de venda de bebidas nos estabelecimentos; subam a idade legal mínima para o consumo; e reduzam ou proíbam sua publicidade (70% dos países não têm regulamento para tal).

Monteiro também fala em uma mudança cultural e educacional. “É preciso acabar com o prestígio social de beber álcool”, diz.

Consumo adulto per capita de álcool puro nas Américas
(média anual entre 2008 e 2010)

  • Granada – 12,5 litros
  • Sta Lucia – 104, litros
  • Canadá – 10,2 litros
  • EUA – 9,2 litros
  • Chile – 9,6 litros
  • Argentina – 9,3 litros
  • Venezuela – 8,9 litros
  • Paraguai – 8,8 litros
  • Brasil – 8,7 litros
  • Belize – 8,5 litros

Fonte: Organização Mundial da Saúde – Global Health Observatory Data Repository

Texto postado originalmente em:

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/2015/07/1660660-brasileiro-consome-menos-alcool-mas-segue-entre-os-que-mais-bebem-na-al.shtml

 

 

 

Propriedade rural como produtora de água: uma alternativa para conter a crise hídrica

               “O produtor Gilson Gomes, diz que ao proteger nascentes, contribui de forma sistemática para a produção de água”, diz o analista ambiental.

aldir.jpgA recuperação das 375 mil nascentes que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Doce, localizada entre os municípios de Minas Gerais e Espírito Santo, “é o primeiro passo para o restabelecimento dos recursos hídricos”, diz Gilson Gomes à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

Segundo ele, atualmente as nascentes do Vale do Rio Doce estão não só desprotegidas, mas “assoreadas, sem cobertura vegetal e muito degradadas”. E a escassez de água na região está associada “à ocupação antrópica, desmatamento desordenado, ausência de cobertura vegetal nos topos de morro, nascentes desprotegidas, ausência de mata ciliar, uso irracional e falta de controle dos recursos hídricos em toda a bacia”, explica.A recuperação das 375 mil nascentes que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Doce, localizada entre os municípios de Minas Gerais e Espírito Santo, “é o primeiro passo para o restabelecimento dos recursos hídricos”, diz Gilson Gomes à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

De acordo com Gomes, a iniciativa faz parte do Programa Olhos D’água, desenvolvido pelo Instituto Terra, e tem como objetivo recuperar todas as nascentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce num prazo de 30 anos. Para que o projeto seja efetivo, enfatiza, a participação dos pequenos e médios produtores rurais da região será fundamental para a “recomposição florestal ao longo dos cursos d’água e topos de morro”. Ele frisa ainda que, diante da escassez dos recursos hídricos, a “propriedade rural tem que se proteger e produzir água para seu sustento, lembrando que este recurso é primordial no seu processo produtivo. Assim, o produtor deve ser responsável pelo uso da água de modo a poder ofertar o excedente à sociedade”. Ao fim do projeto, comenta, a pretensão é “elaborar um protocolo operacional do programa de forma a permitir que seja replicado em outras bacias hidrográficas”.

Gilson Gomes é analista ambiental do Instituto Terra, uma associação civil, sem fins lucrativos, que promove a recuperação da Mata Atlântica no Vale do Rio Doce há 16 anos.

Confira a entrevista.


Gilson Gomes –
As nascentes estão desprotegidas, assoreadas, sem cobertura vegetal e muito degradadas. Estima-se que existem 375.000 nascentes na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Mais precisamente em 202 municípios de Minas Gerais e 28 do Espírito Santo.IHU On-Line – Qual é a situação ambiental das nascentes do Vale do Rio Doce e quantas delas precisam ser recuperadas?

aldir.jpg.pngIHU On-Line – Em que consiste o projeto de recuperação das nascentes do Vale do Rio Doce? Como será realizado esse processo?

Gilson Gomes – A recuperação das nascentes será feita através do Programa Olhos D’água, que tem como objetivo promover a recuperação, a proteção e a conservação dos recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Doce, contribuindo para a manutenção dos seus recursos naturais, em consonância com o Plano Integrado de Recursos Hídricos do Rio Doce de 2010. O projeto tem como escopo os seguintes pontos:

(i) recuperar e proteger 100% das nascentes das propriedades rurais dos 230 municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Doce;

(ii) implantar uma fossa séptica em cada residência das propriedades rurais dos 230 municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Doce;

(iii) promover o Cadastro Ambiental Rural – CAR e a adesão ao Programa de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas – PRADA das propriedades com até quatro módulos fiscais dos produtores rurais beneficiários, provendo, dessa forma, meios para recomposição florestal ao longo dos cursos d’água e topos de morro;

(iv) elaborar um protocolo operacional do programa de forma a permitir que seja replicado em outras bacias hidrográficas.

IHU On-Line – Qual é o tempo estimado para a recuperação das nascentes?

Gilson Gomes – A meta do programa Olhos D’água é proteger e recuperar as nascentes do Vale do Rio Doce em 30 anos.

IHU On-Line – Quais são as causas da escassez de água no Vale do Rio Doce? Qual é a situação hídrica da região atualmente?

Gilson Gomes – A escassez de água se deve à ocupação antrópica, desmatamento desordenado, ausência de cobertura vegetal nos topos de morro, nascentes desprotegidas, ausência de mata ciliar, uso irracional e falta de controle dos recursos hídricos em toda bacia, esgoto sanitário lançado no rio e baixo índice de pluviosidade.

IHU On-Line – A partir da recuperação das nascentes na região, qual é a expectativa no sentido de resolver o problema de escassez de água?

Gilson Gomes – A Implantação do Programa Olhos D’água, através da proteção e recuperação de todas as nascentes do Vale do Rio Doce, é o primeiro passo para o restabelecimento dos recursos hídricos. O Programa sozinho não muda a vida de ninguém, mas oportunamente é capaz de interagir com as políticas públicas existentes e mudar a vida das pessoas, dando um resgate social e promovendo o desenvolvimento da atual e futura geração.

O sucesso deste programa está atrelado ao desenvolvimento sustentável da propriedade rural.  Hoje os recursos hídricos estão escassos, por isso uma propriedade rural tem que proteger e produzir água para seu sustento, lembrando que este recurso é primordial no seu processo produtivo. Assim, o produtor deve ser responsável pelo uso da água de modo a poder ofertar o excedente à sociedade.

Nesta linha, é importantíssima a valoração da propriedade rural “produtora de água”. Valorar economicamente este bem é uma estratégia social para resgatar o produtor na promoção da recuperação e conservação dos recursos naturais, tendo em vista que todos os setores da economia que têm intervenção humana necessitam da água para se desenvolverem.

A simples presença de água, em abundância e com qualidade, resgata o valor econômico e a função social da propriedade na medida em que ela se torna produtiva e pode fixar o homem e sua família no campo. A recuperação dos recursos hídricos, certamente, reduziria a pressão para o adensamento urbano ainda maior, e permitiria que centenas de pequenos e médios municípios dessem melhor atenção à infraestrutura básica, incluindo esgotamento e tratamento de esgoto sanitário, adequação de estradas vicinais, e outras condições para que se possa recuperar completamente a região do vale do Rio Doce.

IHU On-Line – Como será a participação dos produtores rurais da região nesse processo de recuperação das nascentes?

Gilson Gomes – O produtor, ao ser selecionado, assina um Termo de Compromisso se comprometendo a proteger e conservar a área selecionada. O produtor também é parceiro no programa, através do fornecimento de mão de obra para o cercamento da área da nascente, além de ser responsável pelo plantio e replantio e manutenção das mudas plantadas. Em síntese, o produtor rural é um grande aliado do programa.

IHU On-Line – O projeto de recuperação das nascentes pretende instalar 180 fossas sépticas nas propriedades rurais dos produtores envolvidas no projeto. Qual a importância dessas fossas na recuperação e manutenção das nascentes?

Gilson Gomes – As fossas sépticas já estão em fase final de implantação. Até o momento já foram implantadas 129. A meta é instalarmos uma fossa para cada propriedade rural da bacia do Vale do Rio Doce. O produtor, ao proteger sua nascente, contribui de forma sistemática para a produção de água. Antes da instalação das fossas, ao mesmo tempo em que o produtor produzia água, ele lançava esgoto para os corpos d’água. Assim, se o produtor tem uma fossa em sua propriedade, será possível amenizar o problema do saneamento rural, além de poder aproveitar os dejetos para adubação das plantas.

Fonte – IHUSINOS