Depois do aval com restrições da Anvisa a vacina Sputinik governadores tratarão da importação

Executivos terão encontro com Fundo Soberano russo para acompanhar próximos passos na importação da vacina  

Governadores e secretários de Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste reuniram-se de forma virtual neste sábado (5) para tratar da vacina Sputnik V, que teve o aval da Anvisa para importação excepcional nesta sexta-feira (4).

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), publicou em suas redes sociais que a reunião contou com a presença dos governadores do Consórcio Nordeste, que havia pedido a reavaliação da Anvisa sobre a Sputnik, e do Consórcio da Amazônia Legal. A Sputnik V foi requisitada por seis estados: Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí.

“Tratamos da aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da importação e do uso da vacina Sputnik V no Brasil. Estamos analisando todos os aspectos relevantes para que a utilização de mais esse imunizante nos ajude a ampliar a vacinação da nossa população com segurança, eficácia e obedecendo todos os protocolos sanitários. Vacinas salvam vidas. Acelerar o ritmo da imunização é urgente.”

Segundo outra publicação do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), o grupo marcará uma agenda com o Fundo Soberano russo para acompanhar os próximos passos. “Somente com a vacinação em massa conseguiremos superar esse momento difícil de pandemia.”

A publicação de Santana acompanha uma foto da reunião online, onde é possível verificar a participação dos governadores do Pará, Helder Barbalho (MDB), da Bahia, Rua Costa (PT), do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), do Piauí, Wellington Dias (PT), do Alagoas, Renan Filho (MDB) e da Paraíba, João Azevedo (Cidadania).

Dentre os secretários estaduais de Saúde, é possível identificar André Longo, de Pernambuco, Ismael Alexandrino, de Goiás, e Carlos Lula, do Maranhão, além de Eduardo Corrêa Tavares, secretário de Planejamento do Amapá. Também foi possível identificar representantes do governo do Rio Grande do Norte, assim como do secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas.

A Anvisa permitiu ontem (4) a importação excepcional da Sputnik V e da Covaxin também em caráter excepcional, mas estabeleceu uma série de limitações para uso dessas vacinas no Brasil, como o uso somente para adultos entre 18 e 60 anos, sem comorbidades e não vacinados. A agência também determinou o monitoramento dos resultados.

Fonte: R7

 

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DE SÃO LUÍS

                                                                                                     NOTA DE PESAR

Com imensa consternação, registramos o falecimento do jornalista Juracy Meireles, conceituado repórter- fotográfico, ocorrido na madrugada de sexta-feira (4), vítima de complicações cardíacas.

 Externamos nosso profundo pesar em nome dos profissionais da comunicação e enviamos à sua família e amigos, as nossas condolências, rogando a Deus que os conforte neste momento de tristeza e saudade.

 A DIRETORIA

 

Escolas públicas fechadas fará geração de alunos perder R$ 700 bilhões de renda de aprendizagem

Previsão pode chegar a R$ 1,5 trilhão no fim do ano, se não voltar pelo menos o ensino híbrido pelo déficit de aprendizagem na pandemia.

  • Pesquisa mostra que fechamento das escolas públicas durante a pandemia pode levar a grande perda de renda dos alunos
  • Esse valor por chegar a R$ 700 bilhões
  • Número equivale a um décimo do PIB

Com as escolas públicas fechadas devido à pandemia da covid-19, a geração de estudantes que precisou assistir aulas online em 2020 deve ter uma perda de renda de R$ 700 bilhões, o que corresponde a um décimo do PIB (Produto Interno Bruto) do país. De acordo com estudo do Instituto Unibanco e do Insper divulgado na última terça-feira (1º), essa previsão pode aumentar para R$ 1,5 trilhão no fim do ano, caso não haja volta pelo menos do ensino híbrido (em que há aulas online e presenciais).

A previsão da diminuição da renda dos alunos pela vida toda tem como motivo o déficit de aprendizagem na pandemia, já que, nesse período, não foi possível seguir a trajetória de desenvolvimento esperada para os estudantes que cursam o ensino médio em escolas públicas.

Retrocesso

Na escala do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), esses educandos já começaram perdendo 9 pontos em português e 10 em matemática. Ou seja, quem estava no 2º ano do ensino médio só absorveu 25% do esperado para cursar o 3º ano de forma adequada.

Caso a situação permaneça como está até o fim do ano, o conhecimento dos estudantes pode retroceder a algo próximo do que sabiam no ensino fundamental, com perda de 20 pontos.

Segundo o economista Ricardo Paes de Barros, que lidera a pesquisa, essa situação “afeta o estoque humano, a capacidade criativa do país”. Para ele, se nada for feito no curto, médio e longo prazo, “esses jovens serão menos produtivos e o Brasil vai produzir menos durante décadas”.

Fonte: Yahoo Finanças

 

Anvisa aprova importação da Sputnik V com ressalvas e o Maranhão comprará 141 mil doses

Compra das vacinas russas e indiana foram liberadas com restrições; imunizantes não têm autorização para uso no país

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta sexta-feira (4), a importação das vacinas indiana Covaxin e russa Sputnik V, com ressalvas. A decisão foi tomada durante reunião extraordinária realizada de forma remota pela diretoria colegiada. Apenas a diretora Cristiane Gomes votou contra a autorização de importação dos imunizantes.

O pedido de importação da Sputnik V foi feito pelos estados da Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí; e o da Covaxin, pelo Ministério da Saúde, que já havia encomendado 20 milhões de doses. Vale ressaltar que ambos os imunizantes não dispõem de autorização para uso emergencial nem de registro definitivo no país.

A fala “essas vacinas não possuem a avaliação da Anvisa quanto a qualidade, eficácia e segurança”, foi unânime durante a apresentação dos pareceres dos gerentes técnicos da Anvisa, que também teceram as ressalvas relacionadas à autorização de importação.

No caso da Sputnik V, foi apresentado um relatório técnico emitido pela autoridade sanitária da Rússia, um dos requisitos previstos na lei de importação de vacinas. Já a Precisa Medicamentos, representante da Covaxin no Brasil, não apresentou o relatório.

Segundo o voto do relator, Alex Machado Campos, cada estado do Nordeste deve receber doses suficientes da Sputnik V para vacinar apenas 1% da população, de acordo com o calendário de junho: Bahia 300 mil doses, Maranhão 141 mil, Sergipe 46 mil, Ceará 183 mil, Pernambuco 192 mil e Piauí 166 mil.

Sobre a Covaxin, o Ministério da Saúde poderá repassar apenas 4 milhões de doses na primeira etapa de importação, que deve ocorrer de forma controlada. O número pequeno da população a ser vacinada nas primeiras remessas servirá como monitoramento da Anvisa para avaliar a segurança dos produtos em uma “unidade de controle”, nas palavras do relator. Novas remessas serão liberadas de acordo com a avaliação da agência nestes primeiros grupos. A aprovação de importação das vacinas ainda vai exigir assinatura de acordo entre as autoridades que entraram com o pedido e a Anvisa, para que as contraindicações dos imunizantes sejam seguidas.

Contra Indicação e Restrição de Uso das Vacinas:

– As vacinas não deverão ser utilizadas por pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula; gravidez, lactentes menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses; por pessoas com enfermidades graves ou não controladas (cardiovascular, respiratória, gastrointestinal, neurológica, insuficiência hepática, insuficiência renal, patologias endócrinas) e antecedentes de anafilaxia.

– Não poderão receber essas vacinas pessoas que tenham recebido outra vacina contra covid-19; que tiveram febre, HIV, hepatite B ou C; que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores; tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes; tenham recebido tratamentos com imunossupressores citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses; tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos.

Além disso, os estados também deverão suspender a importação, distribuição, e uso das vacinas, caso a Anvisa e a OMS (Organização Mundial da Saúde) reprovem o uso emergencial desses imunizantes.

Os estados também deverão encaminhar à Anvisa, mensalmente, relatório de avaliação benefício-risco das vacinas, contendo resultados de segurança e efetividade de cada lote autorizado para a importação. Eventos adversos graves e eventuais queixas técnicas deverão ser comunicadas à Anvisa em até 24 horas.

Fonte: R7

 

Presidente da CBF é denunciado por assédio moral e sexual na entidade

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi denunciado, nesta sexta-feira, por uma funcionária da confederação por assédio moral e sexual. De acordo com o portal “Globo Esporte”, a acusação foi protocolada na Comissão de Ética da CBF e na Diretoria de Governança e Conformidade. A autora da denúncia relatou os abusos vividos por ela desde abril de 2020, e afirma ter provas dos episódios.

No documento, a funcionária da CBF relata constrangimentos em viagens e reuniões com Caboclo na presença de outros diretores da entidade. Ela também descreve um episódio em que o presidente perguntou se ela “se masturbava” e, em outro momento,

– Tenho passado por um momento muito difícil nos últimos dias. Inclusive com tratamento médico. De fato, hoje apresentei uma denúncia ao Comitê de Ética do Futebol Brasileiro e à Diretoria de Governança e Conformidade, para que medidas administrativas sejam tomadas – disse a funcionária, que permaneceu anônima ao “Globo Esporte”.

Ela também relata que Caboclo expôs sua vida pessoal, criando histórias falsas sobre supostos relacionamentos que a funcionária teve com membros da CBF. O presidente também foi acusado de ter cometido estes abusos enquanto estava sob efeito de bebidas alcoólicas que ele pedia para que ela escondesse em “lugares combinados” para consumo durante o expediente.

O caso já era de conhecimento de membros da CBF, desde que a funcionária se licenciou por motivos de saúde e esperava-se uma denúncia contra Rogério Caboclo. Caso o presidente seja derrubado, a confederação realizará uma eleição entre os oito vices para decidir que continuará no comando da entidade até 2023.

Fonte: Yahoo Notícias

 

 

 

 

 

Aglomeração no banco Itaú da rua Grande é invisível à fiscalização sanitária e demais autoridades

Tenho procurado mostrar que os discursos das autoridades são totalmente diferentes das ações, quanto as questões inerentes ao enfrentamento à covid-19 no distanciamento social, uso de máscaras e aglomerações. Tenho procurado mostrar, que o poder público forma até força tarefa, quando se trata de fiscalizar bares, restaurantes e casas de eventos, que geralmente não são tão agressivos quanto a presença de números exagerados de pessoas em seus recintos, quando se faz uma comparação com as filas de bancos e se formos nos situar com os terminais, paradas e superlotações nos coletivos, a dimensão do problema não é tão grave com o que situamos acima.

O que suscita dúvidas é se tal interesse das instituições são as aplicações de multas nos estabelecimentos e no caso dos bancos não seria diferente, mas fica é a demonstração de falta de interesse com a omissão ou simplesmente favorecimento. Se for o caso, fica aquela história para os amigos e interesses aplica-se os favores da lei e para os demais os rigores da lei com doses de apertos constantes e deixa para lá, a covid-19.

E que adianta falar de superlotações de hospitais, dos riscos de colapso e da necessidade de distanciamentos sociais, usos de máscaras e evitar aglomerações, se o governo se omite a adotar providências na questão dos bancos e dos terminais, paradas e superlotação de coletivos, potenciais graves para contaminações.

Fonte: AFD

Anvisa decidirá hoje sobre importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

Reunião extraordinária analisará novos pedidos de importação das vacinas russa e indiana contra covid-19 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai decidir nesta sexta-feira (4) sobre a importação das vacinas contra convid-19 Sputnik V e Covaxin. Reunião extraordinária analisará novos pedidos de importação do imunizante russo, apresentado por governadores, e outra solicitação semelhante feita pelo governo federal para importação da vacina indiana.

Ao todo, os governadores do Nordeste têm pré-contratos para aquisição de 65 milhões de doses da Sputnik, à espera da aprovação pela Anvisa. O governo federal planeja comprar outras 10 milhões de doses.

A primeira decisão da Anvisa sobre a importação emergencial da Sputnik V aconteceu no final de abril, quando a agência negou o pedido do Maranhão e outros estados sob a alegação de que não havia documentos que comprovassem a segurança da vacina.

Os governadores do Consórcio Nordeste encaminharam à Anvisa um relatório técnico pela aprovação da Sputnik V feito pelo Ministério da Saúde da Rússia, cumprindo uma das exigências da agência para autorização excepcional. Mas a documentação ainda foi considerada incompleta e novos materiais foram encaminhados para análise.

O Maranhão, assim como os demais estados, entraram com novos pedidos de importação, e a Anvisa sinalizou que poderia rever a decisão, desde que nova documentação fosse apresentada, respondendo às questões de segurança levantadas pela agência.

A decisão da Anvisa deveria ter sido apresentada até a última terça-feira (1º), mas a agência ganhou mais cinco dias depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, em ação impetrada pelo governo do Maranhão, deu um novo prazo para responder à ação.

Na ação no STF, o governo do Maranhão questiona a quantidade de documentos pedidos pela Anvisa, alegando que a agência mistura os processos de importação, mais simples, com a autorização de produção da Sputnik V no Brasil pela União Química, e pede mais documentos do que o necessário.

Vacina indiana

Já sobre a vacina indiana Covaxin, a Anvisa não aprovou inicialmente a qualidade do laboratório produtor da vacina, a Bharat Biotech, após uma inspeção, e depois de alterações, a proposta de importação também será reavaliada.

O governo federal tem um acordo para aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin. Nesta semana, o Ministério da Saúde atingiu a marca de mais de 100 milhões de doses de vacinas dos laboratórios contratados distribuídas às Unidades Federativas.

Fonte: R7

 

“A CPI que sequer trouxe luz sobre os respiradores comprados em lojas de vinho”, detona jornalista

Em entrevista à TV Jornal da Cidade, a jornalista Liliane Ventura criticou duramente a CPI da Pandemia. “É a quinta semana de uma comissão que sequer trouxe luz sobre as suspeitas dos respiradores que foram enterrados ou comprados em lojas de vinho”, ressaltou. Ela também relembrou que o “problema da saúde é desde sempre”, desmistificando que seria por causa do atual governo o problema da falta de leitos.

A CPI contou com inúmeros momentos de assustar, principalmente no trato com a Dra. Nise Yamaguchi. Os senadores trataram a médica oncologista e infectologista de forma grosseira, colocando em xeque sua capacidade profissional.

“Nós estamos falando de uma mulher de 62 anos, com a vida dedicada à medicina. É uma total inversão de valores”, desabafou. Liliane relata que torceu para que a Dra. Nise fosse escolhida como ministra da Saúde.

“Eu acho que teria sido valorosa sua participação se tivesse passado por lá como ministra da Saúde. O que a gente precisa são de pessoas com conhecimento técnico”, afirmou.

Jornal da Cidade Online

 

 

 

STF decidirá em plenário sobre convocação de governadores pela CPI

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, é a relatora de uma ação proposta por 18 governadores que tentam a todo custo não depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, imposta ao Senado Federal pela própria Corte.

À princípio, a CPI tinha como meta analisar apenas as supostas ações e omissões do Governo Federal no enfretamento da pandemia do coronavírus. Mas, requerimento do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), assinado por 45 parlamentares, solicitava que governadores e prefeitos fossem convocados a prestar esclarecimentos sobre onde investiram os mais de 700 bilhões de reais encaminhados pelo Governo Bolsonaro para o combate ao vírus.

A CPI levou mais de quatro semanas para aprovar a chamada dos governadores. Quando o fez, convocou, em sua maioria, chefes do executivo estadual que têm bom relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro. O que comprova que a cúpula da CPI, também chamada de “G7”, está interessada mesmo em incriminar Bolsonaro pelo crime de responsabilidade, que poderia acarretar em impeachment.

Nesta terça-feira (1), a ministra deu prazo de cinco dias para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), prestar informações sobre a convocação dos governadores “chorões”. Em seguida, será a vez da Advocacia Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) também contarem o mesmo prazo para se manifestarem. Após o período de dez dias, a ministra decidirá se concede ou não liminar isentando os governadores de comparecerem à CPI.

Depois da decisão, o caso deve seguir para o plenário, onde os onze ministros votam se concordam ou não com a decisão da relatora. O julgamento parece que não será unânime porque os integrantes da Corte estão divergentes sobre o assunto.

A convocação de governadores é defendida por muitos parlamentares. Eles alegam que a comissão tem o dever de apurar desvios dos recursos públicos no combate à pandemia. Mas, o tema encontra resistência de todos os lados.

Fonte: UOL

 

Além dos 17 processos de corrupção, pesa contra Renan ataque a jornalista com ofensas machistas

Esta semana, depois das ofensas recebidas pela oncologista e imunologista Nise Yamaguchi na CPI da Covid-19, voltou a circular na internet uma postagem de 2019 do senador Renan Calheiros (MDB-AL), em que ele ofendia a jornalista Dora Kramer, colunista da Revista Veja, depois de ser derrotado na disputa à presidência do Senado Federal.

A comunicadora relembrou a polêmica de 2019 e escreveu no Twitter:

“Obrigadissima à CPI por esquecer os ataques machistas de Renan Calheiros a mim. Muita coerência”, ironizou.

Dora havia chamado o parlamentar de arrogante no artigo que analisava o resultado das eleições para o Senado. Furioso, Renan respondeu, em sua conta no Twitter, que já tinha sido assediado, sexualmente, pela jornalista. Ele também insultou o pai da congressista Simone Tebet (MDB-MS), que foi uma das articuladoras da vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“A Dora Kramer (Veja) acha que sou arrogante. Não sou. Sou casado e por isso sempre fugi do seu assédio. Ora, seu marido era meu assessor, e preferi encorajar Geddel e Ramez, que chegou a colocar um membro mecânico para namorá-la. Não foi presunção. Foi fidelidade.”

A repercussão ao tuíte do emedebista foi tão negativa que ele apagou o post horas depois.  Ricardo Noblat, amigo da comunicadora e também integrante da Veja, disse:

“Seu post, senador, dá a real dimensão do seu caráter. Ou da falta dele“, respondeu Noblat.

A colunista Cora Ronai, do Globo, também saiu em defesa da jornalista e condenou o ataque: “Renan, o Canalha, revela-se no ressentimento: acaba de postar o tuíte mais machista, asqueroso e repulsivo da política brasileira em todos os tempos, o que não é dizer pouco”, disparou.

Apesar das juras de fidelidade no casamento, Renan, que foi presidente do Senado Federal, foi derrubado, em 2007, depois de ter sido acusado de direcionar emenda parlamentar em favor da empreiteira Mendes Junior. Em troca, segundo a denúncia, o lobista da empresa pagava a pensão alimentícia devida pelo senador a uma filha que teve em relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.

A cassação foi recomendada pelo Conselho de Ética, mas, ao fim, ele foi absolvido em plenário numa votação secreta. Embora tenha conseguido preservar o mandato, ele teve de abrir mão da presidência da Casa, cargo que voltou a ocupar posteriormente por outros dois biênios.

No Supremo, ele responde a 17 processos e é um dos principais alvos da “Operação Lava Jato” em liberdade. Com esse “brilhante” histórico e currículo, o senador foi escolhido pelos seus pares como um nome excelente para a relatoria da CPI da Covid, que tenta incriminar o presidente Jair Bolsonaro por crime de responsabilidade. Mas, até o momento, a oposição não tem nada de concreto.

Fonte: Jornal da Cidade Online