Senador rebateu narrativa “tendenciosa” de médicos depoentes na CPI e deixou Randolfe “nervoso”

Na sexta-feira (11), durante o depoimento do médico Cláudio Maierovitch e a microbiologista Natalia Pasternak, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o senador Carlos Heinze rebateu uma “narrativa tendenciosa” imposta pelos depoentes.

Durante a sessão, os depoentes tentaram impor o entendimento de que “nada foi feito” pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia e controle dos efeitos na economia:

“Infelizmente, a nossa mídia mostra pouco”, disse o senador, mostrando algumas notícias divulgadas pela mídia internacional.

Heinze ainda prosseguiu:

“Nunca se liberou tanto dinheiro para a saúde como se liberou em 2020 e continua

liberando em 2021. […] Dinheiro houve. E foi repassado aos estados e municípios, e aos próprios hospitais dos estados. Onde está responsabilidades de cada um deles?”

A fala do senador causou um visível desconforto e nervosismo no vice-presidente da CPI Randolfe Rodrigues.

Jornal da Cidade Online

 

Anvisa autoriza importação da vacina Sputnik V para mais sete estados

Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás vão trazer ao Brasil 592 mil doses do imunizante russo. Anteriormente já haviam sido autorizadas importações para o Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Sergipe e Pernambuco.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, na noite da última terça-feira (15), a importação excepcional da vacina anticovid russa Sputnik V pelos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.

Assim como na permissão dada no dia 4 de junho, os sete estados vão poder trazer ao Brasil um número reduzido de doses, o equivalente a 1% da população. Com isso, a agência pretende fazer o monitoramento e conseguirá agira imediatamente se for necessário.

Confira o quantitativo de doses autorizado por Estado:

– Rio Grande do Norte – 71 mil doses

– Mato Grosso – 71 mil

– Rondônia – 36 mil doses

– Pará – 174 mil doses

– Amapá – 17 mil doses

– Paraíba – 81 mil doses

– Goiás – 142 mil doses

Esses imunizantes só poderão ser aplicados em indivíduos adultos saudáveis, que serão acompanhados periodicamente e a Anvisa tem de receber relatórios sobre a avaliação benefício-risco da vacina.

O órgão regulador pode, a qualquer momento, suspender a importação, distribuição e uso das vacinas importadas; a partir da análise dos vacinados.

De acordo com estudo feito na Rússia, a Sputnik V tem eficácia de 97,6% contra a covid-19 no “mundo real” de acordo com uma avaliação de dados de 3,8 milhões de pessoas, anunciaram o Instituto Gamaleya de Moscou e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF).

Fonte: R7

 

 

 

 

 

Mais da metade dos jovens brasileiros parou de estudar na pandemia, diz pesquisa

Pesquisa aponta que 56% dos estudantes brasileiros do ensino médio e superior interromperam seus estudos Quatro em dez alunos pensaram em parar os estudos devido à pandemia, aponta pesquisa

Em 2020, com então 15 anos de idade, a estudante do ensino médio Letícia de Araújo Alves Meira teve que tomar uma decisão difícil: considerada uma aluna aplicada, ela resolveu interromper os estudos. Moradora de Valparaíso de Goiás, a cerca de 40 quilômetros de Brasília, a adolescente sentia que não estava assimilando o conteúdo do 2º ano da rede pública de ensino.

“Estava achando muito complicado acompanhar as aulas remotas. Era atividade atrás de atividade, e poucos encontros (webaulas) para tirar dúvidas. Era desproporcional. E, muitas vezes, só éramos avisados em cima da hora. Tudo isso acabou me desmotivando”, contou Letícia à Agência Brasil.

Ao conversar com a família e concluir que, a longo prazo, o melhor seria refazer o 2° ano, Letícia entrou para um grupo que jamais pensara integrar: o dos jovens que interrompem os estudos antes de concluí-los. Grupo que cresceu devido à pandemia, segundo constatou a 2ª edição da pesquisa Juventudes e a Pandemia do Coronavírus.

Realizada pelo Conjuve (Conselho Nacional de Juventude) com 68.144 jovens de todo o país, a pesquisa identificou que mais da metade (56%) dos jovens de 15 a 29 anos que estão atualmente afastados das aulas do ensino médio ou superior interromperam seus cursos durante a pandemia. Além disso, quatro em cada dez entrevistados admitiram ter pensado em desistir dos estudos devido aos impactos da covid-19 em suas rotinas. As respostas foram colhidas entre os dias 22 de março e 16 abril, com a perspectiva de identificar os impactos da pandemia para os cerca de 50 milhões de jovens brasileiros, segmento que representa aproximadamente um quarto da população brasileira.

Psicólogo fala sobre motivação e mudanças trazidas pela pandemia

Entre os entrevistados de 18 a 29 anos que interromperam os estudos, a principal causa foi financeira. O que reflete na constatação de que, enquanto na primeira edição da pesquisa, divulgada em junho de 2020, o percentual de jovens que responderam trabalhar formal ou informalmente para complementar a renda familiar estava na faixa dos 23%, na atual edição eles somam 38% do total – índice ainda maior entre os entrevistados negros, entre os quais o percentual chega a 47% dos participantes.

No geral, contudo, pesam também as dificuldades de se organizar e de acompanhar as aulas remotamente – empecilho que afetou principalmente aos mais jovens (15 a 17 anos), que se queixaram de não aprender o suficiente ou de não gostarem dos conteúdos transmitidos.

Entidades recomendam ações para fortalecer educação na pandemia

“Muitos colegas falavam que não estavam conseguindo acompanhar o ritmo do ensino remoto. Entrei em grupos online de estudantes e de pais de alunos que precisaram de apoio, de conversar sobre as dificuldades, e é sempre a mesma coisa: tem os que não tem suporte técnico necessário; os estudantes que têm necessidades especiais e precisam de auxílio; os que não conseguem acompanhar o ritmo das atividades”, exemplificou Letícia.

A maioria (47%) dos entrevistados que interromperam os estudos considera que a ação mais eficaz para atrair os estudantes de volta às salas de aula é vacinar toda a população. Além disso, 36% deles também apontaram a necessidade de o Poder Público oferecer políticas públicas que garantam uma renda básica aos jovens, seja por meio da concessão de bolsas de estudo, seja pela renda emergencial – preocupação que aumenta na mesma proporção da faixa etária dos entrevistados.

Entre os entrevistados que interromperam os estudos, 8% disseram que não planejam voltar a estudar, mesmo depois que a pandemia do Covid-19 estiver sob controle. E os que continuam estudando afirmam que a maior motivação para superar os contratempos vem da preocupação com o futuro: 23% dos entrevistados disseram querer ter um bom currículo para conseguir ingressar no mercado de trabalho. A expectativa quanto a um futuro melhor é maior (57%) entre as mulheres que seguem estudando do que entre os homens (50%), da mesma forma que é maior entre os mais jovens (15 a 17 anos).

Leticia representa bem este grupo. No início do ano, decidiu retomar os estudos, mesmo que remotamente. Mais uma vez, a preocupação com o futuro a motivou a, junto com a família, tomar uma nova decisão difícil: recomeçar o ensino médio do zero – mesmo após ter conseguido ser aprovada nas provas de recuperação, o que lhe permitiria estar frequentando as aulas do 3° ano se não tivesse trocado de escola.

“No fim do ano passado, a direção da minha antiga escola entrou em contato, sugerindo que eu fizesse as provas de recuperação. Eu fiz as provas online e fui aprovada. Só que eu não estava confortável com aquilo, pois sabia que meu segundo ano não tinha rolado. Eu tinha perdido praticamente todo o conteúdo”, explica a jovem, que decidiu se matricular no IFB (Instituto Federal de Brasília) para fazer um curso técnico junto com todo o ensino médio. “Como quero prestar vestibular para uma boa faculdade, vi que era melhor recomeçar do primeiro ano e rever todo o conteúdo do ensino médio. Junto, estou aproveitando para fazer um curso técnico profissionalizante.”

Segundo o presidente do Conjuve, Marcus Barão, as consequências da pandemia para a formação dos jovens serão sentidas por algum tempo mesmo. “A situação é grave. Precisamos, urgentemente, de ações concretas, com real capacidade de promover mudanças, atendendo às demandas emergenciais e apresentando perspectivas de futuro”, sustenta Barão, enfatizando que os desafios não se limitam ao campo da educação.

O relatório completo da pesquisa realizada em parceria com a Unesco, Fundação Roberto Marinho, Em Movimento, Mapa Educação, Porvir, Rede Conhecimento Social e Visão Mundial pode ser consultado na página da plataforma Atlas da Juventude, na internet.

Fonte: R7

 

 

 

Falta de chuvas deve elevar valor médio da conta de luz em 7,5%

Motivo é a seca que impede as hidrelétricas de gerar energia, forçando o governo a ativar as usinas termelétricas, mais caras

Em meio à maior crise hídrica da história, conforme o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), o valor médio da conta de luz dos brasileiros deve ficar entre 7% e 7,5%. A informação é do diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone da Nóbrega, que participou nesta terça-feira (15) de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

De acordo com o executivo, o impacto na tarifa de energia se dará devido ao incremento na cobrança das bandeiras tarifárias. Atualmente, o patamar 2 da bandeira vermelha, o mais caro sobre a conta de luz, é o que vigora no país, com um custo de R$ 6,24 a cada 100 kw/h consumidos. E o valor nesse sistema, em vigor desde 2015, deve subir mais de 20%, passando dos R$ 7,48.

“Os 20% [divulgados] devem ter sido atrelados ao valor da consulta pública, que durou 30 dias, que apresentou um valor de R$ 7 e alguns centavos, mas com certeza esse valor deve superar um pouco os R$ 7, [deve superar] os 20%”, afirmou Nóbrega, que alertou na sequência sobre a diferença entre o incremento na cobrança das bandeiras e o valor final da conta de luz.

“Não é a tarifa que vai subir 20%. Conseguimos fazer com que os aumentos que estão ocorrendo no país esse ano para o consumidor residencial fique na casa dos 7%, 7,5%”, disse. “O que vai aumentar é o incremento da bandeira tarifária. Então a agência está tomando essa decisão ainda no mês de junho, apresentando novo valor que será recolhido na bandeira para pagar as térmicas.”

Nóbrega explicou ainda que, com o pior período úmido desde 1931, o país praticamente não tem água para gerar energia nas hidrelétricas até novembro.

“Somente na segunda quinzena de outubro vai chover. Até lá atenderemos o país com as [usinas] térmicas [mais caras do que as hidrelétricas, matriz principal do Brasil]. E o importante do instrumento das bandeiras é a transparência na apresentação desse custo à sociedade”, disse. “A melhor maneira de responder a isso é intensificar a prática consciente no consumo de energia.”

Ainda de acordo com o diretor da Aneel, somado ao cenário hidrológico adverso, outros fatores contribuíram para a pressão na tarifa do consumidor. Entre eles está o IGP-M, que no acumulado dos últimos 12 meses teve crescimento de 37,04%, e o dólar, que afeta diretamente a geração de energia o cenário da barragem de Itaipu.

“Mas com o trabalho conjunto da Aneel, do Ministério de Minas e Energia e de outras instituições, conseguimos com o que valor do aumento ao consumidor fique na casa dos 7,5%”, destacou.

e de racionamento de energia, o ministro de Minas Energia, Bento Albuquerque, tem em suas mãos uma medida provisória que dá as condições para se criar um comitê de crise, segundo publicou o jornal O Estado de S.Paulo. O colegiado terá o poder de implantar medidas, como a redução obrigatória do consumo e a contratação emergencial de termelétricas, a exemplo do ocorreu em 2001.

Suspensão de cortes de energia

Nóbrega revelou na audiência pública que a Aneel vai estender a suspensão do corte de energia para os consumidores de baixa renda por mais três meses, até setembro. O plano inicial era até o fim de junho.

“O objetivo da agência é atenuar o sofrimento da população mais vulnerável. Estamos com uma pandemia no país, o regulador está adotando boas práticas mundiais e tem que se sensibilizar no ambiente que regula”, disse.

Agência Câmara

 

Ex-ministro critica o STF: “Excesso de autoridade e escassez de leitura”

“Uma das principais queixas dos advogados a respeito da Justiça brasileira, mas especialmente do STF, neste momento, é a de que há um excesso de autoridade convivendo com a escassez de leitura.” A afirmação foi feita pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal e juiz da Corte Internacional de Justiça da ONU, Francisco Rezek, em palestra nesta segunda-feira (14/6).

A palestra aconteceu em evento do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) para lançamento do livro A nova lei de migração e os regimes internacionais. O ministro escreveu o prefácio da obra. Também fizeram palestras a ministra do Superior Tribunal Militar Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça Sérgio Luiz Kukina, que contribuíram com artigos para a obra.

Ao recomendar a leitura do livro, Rezek continuou na sua crítica ao Supremo: “Eles não estão lendo nada, nem os memoriais apresentados pela advocacia, muito menos as obras doutrinárias que poderiam ajudá-los a exercer a sua autoridade, sem arbitrariedade, improvisações e amadorismo”. Sobre a obra lançada, afirmou que “o tema do livro é tratado com o necessário rigor científico por seus autores”.

Tarciso Dal Maso Jardim, que é membro efetivo do IAB e consultor legislativo do Senado na área de Relações Exteriores e Defesa Nacional, fez a apresentação da obra. O livro trata das inovações trazidas pela Lei de Migração (Lei 13.445/2017), que substituiu o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/1980). “A nova lei está pautada nos direitos humanos e não trata mais o imigrante como uma ameaça à segurança nacional, conforme a lei editada durante a ditadura militar”, afirmou.

“O livro traz os novos e avançados paradigmas a serem adotados nas políticas de acolhimento aos imigrantes”, elogiou a diretora de biblioteca do IAB, Marcia Dinis, condutora do evento. A presidente nacional do IAB, Rita Cortez, participou do encerramento e citou o envio de um ofício ao presidente da República, Jair Bolsonaro, solicitando a edição de medida provisória para garantir aos imigrantes estrangeiros o acesso à rede pública de saúde na pandemia e aos auxílios emergenciais pagos pelo governo federal.

“O Direito Internacional é um conjunto de normas indispensável à promoção do processo civilizatório, à regulação das relações externas entre os povos, à definição das responsabilidades dos estados e do tratamento aos indivíduos dentro de cada fronteira, e à formação da comunidade global”, defendeu a ministra Teixeira Rocha.

Quanto a lei anterior, a professora de Direito Internacional Público no Centro de Ensino Unificado de Brasília (Ceub), Ana Flávia Velloso, afirmou que ela era anacrônica, autoritária e absolutamente incompatível com a nossa Constituição Federal. “O Estatuto do Estrangeiro previa medidas para a retirada forçada dos imigrantes do território nacional, enquanto a atual prevê políticas públicas de apoio a eles, como também suporte jurídico a ser oferecido pela Defensoria Pública da União”, continuou.

A respeito da Lei de Migração e do livro, Ana Flávia Velloso também disse: “A nova lei é exemplar e acolheu a evolução ocorrida, nos últimos tempos, no Direito Migratório, e espero que o livro contribua para uma parte muito importante desse processo, que é a devida aplicação do que está previsto na legislação”.

Filho de imigrante que deixou a Iugoslávia aos 19 anos para começar uma nova vida no Brasil, Sérgio Luiz Kukina falou sobre o detalhamento, na nova legislação, das condições previstas para a abertura e a conclusão dos processos de expulsão de imigrantes. Com a nova legislação exige-se que o julgador atue com cautela, pois são muitos pontos a serem considerados, garante o ministro.

O ministro do STJ também comentou a mudança a respeito da autoridade incumbida de decidir pela expulsão de um imigrante. “Pelo Estatuto do Estrangeiro, o ato de expulsão cabia ao presidente da República, e como não há na nova lei uma previsão expressa, o decreto que a regulamentou definiu ser essa uma competência do ministro da Justiça”, disse, em referência ao Decreto 9.199, de 20 de novembro de 2017.

 Com informações da assessoria de imprensa do IAB.

 

No período de 2018 e 2019 o ministro Gilmar Mendes concedeu no STF 478 HCs para réus e investigados

O Supremo Tribunal Federal concedeu, em 2018 e 2019, 1.567 Habeas Corpus, sendo 1.385 por meio de decisões monocráticas e 182 via decisões colegiadas. Os principais temas que justificaram as decisões foram os fundamentos da prisão (340 casos), regime (267), execução da pena (247), drogas (181) e dosimetria (162).

Os dados constam do “Estudo sobre a concessão de Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal“, lançado nesta segunda-feira (14/6) pelo grupo de pesquisas Observatório de Precedentes Penais em parceira com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Gilmar Mendes é o ministro que mais concedeu HCs em 2018 e 2019: foram 478 decisões favoráveis a réus e investigados. Ele foi seguido pelos ministros Ricardo Lewandowski (267 decisões), Edson Fachin (248), Alexandre de Moraes (139) e Marco Aurélio (131).

O atual presidente da Corte, Luiz Fux, foi o ministro que menos concedeu HCs, com oito decisões. A ministra Rosa Weber proferiu 15 decisões do tipo. Dias Toffoli, em 2018, concedeu 35 HCs — por ter presidido o STF em 2019, seus dados desse ano não entraram no levantamento. Celso de Mello, que se aposentou em outubro de 2020, teve 62 despachos favoráveis a réus ou investigados; Cármen Lúcia, 87; e Luís Roberto Barroso, 97.

São Paulo é o estado com mais decisões deferidas em 2018 e 2019: 532. Em segundo lugar ficou Minas Gerais, com 79, e em terceiro, o Rio de Janeiro, com 43.

Análise de precedentes
O grupo de pesquisas Observatório de Precedentes Penais pretende analisar precedentes do Supremo Tribunal Federal em matéria penal e processual penal, especialmente em sede de repercussão geral e controle concentrado de constitucionalidade, além da crescente importância da formação de jurisprudência penal pela via do Habeas Corpus.

A partir do exame dos precedentes criminais, o grupo busca formar um banco de dados consistente para subsidiar pesquisas teóricas e empíricas sobre dogmática penal e processual penal. O objetivo é contribuir para a construção do processo penal sob o ângulo da conformidade com as regras constitucionais e convencionais para a proteção efetiva de direitos fundamentais.

O grupo de pesquisas é formado pelos assessores de ministros do STF Gustavo Mascarenhas (professor do IDP), Vinícius Vasconcellos (professor do IDP e da Universidade Estadual de Goiás) e Caio Salles (mestrando em Direito Penal na Universidade de São Paulo) e pelo assistente de ministro do Supremo Áquila Duarte (pós-graduado em Direito Constitucional pela Universidade Cândido Mendes).

Fonte: Conjur

 

Ônibus biarticulado continua abandonado na Curva do 90 e continuam as aglomerações nos terminais

No último domingo assinalei, que há pelo menos 03 dias um ônibus biarticulado estava abandonado em frente ao Mix Mateus da Curva do 90, em razão de tê-lo visto cedo da manhã de sexta-feira. Várias pessoas que acessaram o blog informaram que o período era bem maior, mas a verdade é que até às 16 horas de hoje (15), o veículo permanece no mesmo local e com todos os sinais de abandono.

Para um empresário responsável com o seu patrimônio e compromisso com a população com a qual deveria ter o dever de servir por força de um contrato de prestação de serviços, um coletivo de considerável valor financeiro parado é perda de dinheiro pelo lado econômico e não atender a população é um fato irresponsável que pode perfeitamente proporcionar a ruptura de contrato.

Como a SMTT ou MOB se identificam perfeitamente na questão da inoperância, acredito que ambas estão indiferentes, mas pelo visto o coletivo por identificação em nas suas laterais serve à Prefeitura de São Luís.

Uma multa e o guincho do coletivo já deveria ter sido praticado. A permanência do ônibus no local em que está causa indignação e revolta a população, uma vez que a ausência dele na prestação de serviços proporciona mais aglomerações nos terminais, nas paradas e dentro dos demais coletivos.

Agora é esperar a boa vontade das autoridades, mas como os empresários já estão fazendo parceria com a prefeitura de São Luís, a esculhambação deve continuar como outrora.

Fonte: AFD

 

 

 

Será que os usuários de transportes coletivos não têm direito à vida contra a covid-19?

  O discurso das autoridades para o enfrentamento a pandemia, continua o mesmo, com a recomendação para as pessoas ficarem em casa, usarem máscaras, manter distância entre as pessoas e evitar aglomeração, além da necessidade de utilização do álcool gel. No entanto, apesar da realidade posta a todos e de pleno conhecimento das autoridades públicas e mais precisamente das sanitárias, infelizmente o sério problema das aglomerações nos terminais, nas paradas e dentro dos coletivos continuam sem solução.

Infelizmente, a população de usuários de transporte coletivo é grande e a maioria é pobre e enfrenta dificuldades inimagináveis para conseguir o pão de cada dia para as suas famílias. Todos os dias são centenas de milhares de pessoas que ficam expostas a serem contaminadas pela covid-19, além de levarem o vírus para dentro das suas casas de o espalharem por inúmeros lugares.

A fiscalização sanitária tem plena e absoluta certeza de que o problema é sério, mas infelizmente os governantes estadual e municipal tratam a questão com total indiferença e até os paliativos estão sendo negligenciados.

Como é que se pode combater uma pandemia, quando se omite e até abandona a população que está em pleno de risco e com certeza, são dessas aglomerações que estão contribuindo para os casos da doença, em que infelizmente grande parte acaba morrendo.

Lamentável sob todos os aspectos é que para os gestores públicos os usuários dos transportes coletivos não são vistos como seres humanos, dada a indiferença e a omissão com que tratam ela, mesmo com os constantes apelos feitos aqui a pedidos de muitos trabalhadores e trabalhadoras. Até quando?

Fonte: AFD

Una broma papal

                                                                                                                                                  Carlos Nina*

O Papa Francisco, do alto de sua Santidade, respondendo ao apelo que um sacerdote brasileiro lhe fez, publicamente, para que rezasse pelos brasileiros, respondeu, no ato, dizendo que não tinham salvação. E justificou: muita cachaça e pouca oração.

Sorte de o Papa não ser presidente dos brasileiros, pois, se fosse, as manchetes da mídia órfã das verbas públicas seriam mais ou menos assim, pelo diálogo e suas consequências no Supremo:

Presidente Francisco não esconde origem argentina e nega salvação a brasileiros.

Supremo obriga presidente Francisco a rezar pelos argentinos.

Presidente Francisco chama brasileiros de cachaceiros.

Supremo obriga presidente Francisco a financiar alambiques.

Presidente Francisco ameaça cachaceiros com excomunhão.

Supremo inclui cachaça no bolsa família.

Presidente Francisco incentiva conflito entre cachaceiros e devotos.

Supremo proíbe presidente Francisco de dar auxílio emergencial a abstêmios.

Presidente Francisco cria embaraços diplomáticos com Vaticano.

Supremo manda Governo liberar verbas para aquisição de indulgências para cachaceiros.

Presidente Francisco proíbe cachaceiros de oferecer a dose do santo.

Supremo adota a dose do santo para os vinhos importados que consome.

Romeiros de Aparecida e do Círio de Belém pedem impeachment do presidente Francisco.

Supremo afasta presidente Francisco e coloca Santo Onofre no cargo.

Contudo, quem falou foi o Papa, logo, a mesma mídia que atacaria o presidente Francisco porque este lhe teria fechado o “ladrão” do cofre, por onde escoava a verba pública, tem outra manchete:

Es una broma papal.

É claro que é direito de Sua Santidade mandar os brasileiros para o pior dos cenários de Dante, o convívio maternal de algum representante popular, ou até fazer inveja a Fausto e entregar suas almas a Mefistófeles.

Sendo Papa e não presidente dos brasileiros, escapa até da CPI que seria inevitável, para apurar, não porque os brasileiros não têm salvação, mas, quem falou para Sua Santidade da cachaça. Afinal, se forem mexer na cachaça vão descobrir as verbas desviadas desde os tempos da SUDAM e SUDENE para as usinas de cana-de-açúcar e descobrir que a corrupção é coisa de DNA.

Seria um vexame. Ia ter gente se recusando até a fazer exame de sangue com medo de encontrarem dólar nos nucleotídeos do DNA perdidos nas suas ceroulas.

De qualquer maneira, o Papa, com a força de sua infalibilidade, já decretou: os brasileiros não têm salvação. Só o interlocutor da broma, que fez questão de informar a mídia: “Depois de brincar ele fez o sinal da cruz na minha testa”.

Por que o Papa teria brincado com a salvação do País? Será por que é argentino e alimenta a suposta rivalidade com os brasileiros? Ou será por que o Santos venceu por 3 x 1 seu time, o San Lorenzo, em Buenos Aires?

Não importa. Salvação e oração são temas de sua alçada. Mesmo assim es una broma equivocada. Não quanto à cachaça, que há muita, mesmo. Mas quanto à oração, pois há muita, também. Talvez quem tenha passado as informações para o Papa sobre as orações seja a mesma pessoa que informou sobre a cachaça. Alguém que conhece muito de cachaça e pouco ou nada de oração.

Bromas à parte, deve-se levar a sério o recado do Papa, pois os cachaceiros que ele parece prestigiar não querem a salvação dos brasileiros. Só poder, inclusive para acabar com a religião.

Que Deus, a despeito da broma pontifícia, proteja os brasileiros, especialmente o abençoado pelo Papa, de quem ganhou um sorriso afetuoso, porque, no Brasil, pelas regras de CPI, sorrisos são ameaçadores e irritantes.

*Advogado e jornalista

 

O então todo poderoso deputado Rodrigo Maia é expulso do DEM

Decisão era esperada após Maia ter entrado em conflito com o partido durante a sucessão para a presidência da Câmara e ter praticado atos contrários as normas do partido

O Democratas decidiu, nesta segunda-feira (14), expulsar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (RJ) do partido. A decisão se deu por unanimidade de votos, de acordo com nota oficial.

A decisão do partido, presidido por Antônio Carlos Magalhães Neto, era esperada. Maia entrou em conflito com o partido durante a sucessão para a presidência da Câmara e fez críticas públicas a ACM Neto.

O deputado declarou ter sido traído pelo partido, que decidiu apoiar seu adversário, Arthur Lira PP-AL), que terminou eleito com o apoio do Planalto.

Após o conturbado processo eleitoral em que Maia não logrou eleger seu sucessor, o emedebista Baleia Rossi, o deputado passou à oposição dura ao governo e se desentendeu em definitivo com o presidente de sua legenda.

Leia a íntegra da nota:

Em reunião realizada nesta segunda-feira (14), a Executiva Nacional do Democratas decidiu expulsar o deputado Rodrigo Maia (RJ) de seu quadro de filiados.

Após garantir o amplo direito de defesa ao parlamentar, os membros da Executiva apreciaram o voto da relatora, deputada Prof. Dorinha.

A comissão nacional, à unanimidade de votos, deliberou pelo cometimento de infração disciplinar, e consequente expulsão do deputado.

Executiva Nacional do Democratas

Fonte: Cristina Lemos – R7