Cenário de guerra em Brasília e a mão de ferro do sistema mais pesada

Este domingo (8) será lembrado como o dia para jamais ser esquecido e jamais ser repetido na história do Brasil. Manifestações ordeiras, pacíficas e legítimas desde o dia 31 de outubro deram lugar ao vandalismo. Embora haja evidências de infiltrados que tenham incitado a multidão, o fato é que nada do que aconteceu, poderia ter acontecido.

Congresso, STF e Palácio do Planalto sofreram depredações irreparáveis do ponto de vista da história nacional. Os contingentes da Polícia Militar foram insuficientes para conter a multidão que correu junta para dentro das instalações dos três poderes de Brasília.

O governador do DF, Ibaneis Rocha já foi afastado por Alexandre de Moraes por pelo menos 90 dias. Lula já decretou intervenção federal no DF.

O Congresso já foi convocado para apreciar o pedido de intervenção. As manifestações em frente às unidades militares de todo o Brasil deverão ser desmobilizadas hoje, por ordem de Alexandre de Moraes.

Agora, a situação política é imprevisível, mas o certo é que a mão de ferro do sistema deve ficar mais pesada para quem é contra o atual governo.

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor dos livros “O Mito – Os bastidores do Alvorada”, “O Mito II – O inimigo agora é outro” e “O Mito III – Temos um presidente motoqueiro”.

 

Análise: Triste é a nação que confunde vandalismo com patriotismo

Brasil tem mais um capítulo manchado em sua história com invasão, depredação e vandalismo. Vergonha

Dia 8 de janeiro ficará marcado para sempre como mais um dia em que nós, brasileiros, devemos nos envergonhar. A selvageria que vimos, em Brasília, na invasão ao Congresso e nos atos de vandalismo e depredação do patrimônio público — típica de militantes de esquerda — foi cometida por pessoas que diziam estar ali defendendo a democracia, os valores conservadores e a pátria. Não houve defesa alguma, mas sim ataque, violência e vergonha.

Há quase dois anos, o saudoso professor Olavo de Carvalho postava em seu Twitter a seguinte mensagem: “A estratégia do STF e amiguinhos é estrangular o povo até que ele não aguente mais e parta para a violência. Então, as gloriosas Forças Armadas entrarão em cena para esmagar de vez a rebelião e criar, sobre o cadáver da vontade popular, o mais lindo estado democrático de direito que já se viu desde os tempos de Mao Dzedong”.

A multidão cedeu às pressões, caiu na armadilha e fez exatamente o que a esquerda estava aguardando ansiosamente. Agora, todos os conservadores, gente de bem e que realmente ama o país, serão colocados no mesmo balaio dos vândalos que cometeram tamanho disparate. Agora, a perseguição aos brasileiros de direita será ainda mais severa, sob a “justificativa” de conter atos antidemocráticos. Agora, qualquer crítica a esse desgoverno anunciado poderá ser interpretada como violência, agressão, intolerância.

Até ontem, as manifestações ordeiras e organizadas não podiam ser classificadas como antidemocráticas, mas o que esses terroristas fizeram hoje, sim.

Amanhã, invasores, o governo torrará milhões de reais do dinheiro do contribuinte para reformar o que vocês destruíram (e até o que nem sequer foi tocado), mas com muito mais luxo, muito mais sofisticação e com muito mais mordomias. A porta com o nome de Alexandre de Moraes, adivinhe: será recolocada em tempo recorde, talvez com seu nome maior ainda e, certamente, com uma caneta mais afiada ainda.

Sair quebrando tudo, à la MST, não é intrepidez, mas sim estupidez. A estupidez de ter entregado a “encomenda” bem na hora certa e em uma embalagem que não poderia ser mais linda e ornamentada.

Parabéns a todos os envolvidos que, em um único dia, conseguiram envergonhar uma nação inteira e ainda cavar milhões de covas para quem não teve nada a ver com isso. É mais um dia para irmos para a cama envergonhados por sermos cidadãos de um país que tinha tudo para crescer, mas que ama andar para trás. Agora é só desordem e regresso.

Fonte: Patrícia Lages – R7

 

Desembargador tranca inquérito sobre crimes sexuais contra Domingos Paz e proíbe a Câmara de investigá-lo

O desembargador Antonio Bayma de Araújo acatou pedido de habeas corpus solicitado por advogados de Domingos Paz e determinou o trancamento dos inquéritos policiais  instaurados pela Polícia Civil contra o vereador, em que é acusado de práticas de crimes de assédios sexuais e estupro de vulnerável.

A decisão do desembargador também impede que a Câmara Municipal de São Luís adote qualquer medida relacionada ao fato no âmbito do legislativo municipal. As informações foram recebidas com surpresa, principalmente entre os advogados das vítimas e no Movimento de Mulheres do Maranhão, que congrega 54 entidades.

Os advogados vão tomar conhecimento da decisão judicial durante o dia de hoje, para que então possam se posicionar diante da medida cautelar e avaliarem se recorrerão ao Pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Por outro lado, o Movimento de Mulheres do Maranhão vai convocar uma assembleia geral para tomar uma decisão de como passarão a atuar na denúncia dos crimes sexuais que são imputados ao vereador Domingos Paz, com provas testemunhais e materiais, da maior gravidade e que lamentavelmente refletem negativamente perante a opinião pública e muito mais na Câmara Municipal de São Luís.

Fonte: AFD

Mais 05 presos fogem da Penitenciária de Timon, com sinais de facilidades e a exploração de mão de obra

A fuga de presos de uma Penitenciária de Timon foi semelhante a tantas outras marcadas por sinais de facilidades, que infelizmente não apuradas devidamente, ainda mais que toda a estrutura da administração da unidade penal vem sendo mantida inalterada. De há muito, servidores da penitenciária denunciam desmandos, relatam facilidades e exploração de mão de obra no trabalho de produção de bloquetes de cimentos, o que inclusive foi levado ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho, mas infelizmente de nada adiantou e a direção do Sistema Penitenciário do Maranhão continua como um dos maiores produtores e fornecedor do artefato de cimento para dezenas de municípios do Estado, explorando presos e muitos chegam próximo à exaustão.

As fugas do último sábado, em que 05 presos escaparam depois de serrarem as grades das janelas de um setor do presídio e depois não tiveram maiores dificuldades para escapar. Já houve casos em que por falta de vigilância, vários presos que estavam no trabalho de fazer bloquetes, terem escapado fugindo a pés e o alarme foi dado depois de várias horas. O caso de um caminhão estacionado dentro do pátio do presidio com a chave na ignição, que proporcionou a que dois presos acionaram o veículo, conseguindo arrebentar o portão e escaparam sem maiores problemas.

As denúncias de ordens de perseguição na unidade a servidores públicos, são fatores que influenciam diretamente na administração, mas a direção da Secretaria de Administração Penitenciária trata o problema com muita indiferença e os casos de fugas e mortes prosperam dentro dos presídios de Timon, sendo um dos fatores a exploração desumana dos presos.

Fonte: AFD    

 

Ricardo Cappelli ex-UNE, interventor de Lula foi do PCdoB

Braço direito de Flávio Dino, Cappelli foi filiado ao PCdoB

O interventor federal que ficará responsável pela segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Garcia Cappelli, é o secretário-executivo do Ministério da Justiça. Cappelli presidiu a União Nacional dos Estudantes, entre 1997 e 1999 e é braço direito do ministro Flávio Dino (Justiça).

O agora interventor federal também era filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), mas deixou a sigla após desfiliação de Dino, que migrou para o PSB.

Cappelli também articulou a vinda do ditador cubano Fidel Castro ao Brasil. Na ocasião, em 1999, o ditador discursou em um congresso da UNE em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A intervenção federal na Segurança Pública do Distrito Federal foi decretada neste domingo (08) pelo presidente Lula após quebradeira na capital federal em manifestação contra o petista.

Diário do Poder

 

Flavio Dino falhou na articulação das forças de segurança em Brasília

Várias autoridades devem explicações por subestimarem o potencial de vandalismo nas manifestações de Brasília, neste domingo (8). Mas é Flávio Dino quem comanda nada menos que o Ministério da Justiça e Segurança Pública. E foi ele quem anunciou na véspera, sábado, que caberia à Força Nacional de Segurança a tarefa de impedir o protesto bolsonarista na Esplanada dos Ministérios, dispensando na prática a experiente Polícia Militar do Distrito Federal, uma das melhores do País.

Sem direito a ingenuidade

Na melhor hipótese, Dino foi ingênuo ao subestimar os protestos três semanas depois de bolsonaristas terem tentado invadir a Polícia Federal.

Confiando no ‘inimigo’

Para petistas, Dino foi ingênuo ao confiar nas providências de Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro, para garantir segurança na Esplanada.

Críticas surgem no PT

As críticas no PT não demoraram. O deputado Washington Quaquá (RJ) responsabilizou Dino e até José Múcio (Defesa) pelo vandalismo.

Acusação de inoperância

Quaquá diz que os ministros da Justiça e Defesa não agiram para impedir os fatos. “Dino e Múcio foram inoperantes”, acusou.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministro Alexandre de Moraes determina o afastamento de Ibaneis Rocha do Governo do DF

Ministro do STF determinou que o governador fique afastado do cargo por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o governador do Distrito Federal seja afastado do cargo por, pelo menos, 90 dias. A decisão foi divulgada por volta de 0h desta segunda-feira (9), horas após manifestantes invadirem as sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e provocarem diversos atos de vandalismo.

“Absolutamente nada justifica a omissão e conivência do Secretário de Segurança Pública e do Governador do Distrito Federal com criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra os Poderes constituídos”, diz a decisão de Moraes.

Com a decisão, Ibaneis precisa deixar o cargo imediatamente, assim que for oficialmente notificado. Quem assume é a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP). O R7 tenta contato com o governador do DF. 

O atual secretário de Segurança do DF e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, é acusado de não ter planejado a segurança da capital federal para evitar as depredações deste domingo. Após os atos de vandalismo, o governador Ibaneis Rocha anunciou que vai mandar exonerar Torres, que está fora do Brasil de férias.

Na decisão, Moraes também determina que os acampamentos de manifestantes que não aceitam o resultado da eleição deste ano, que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva sejam desmobilizados e dissolvidos em até 24 horas.

Fonte: R7

 

Invasões em Brasília foram planejadas publicamente, mas forças de segurança não abortaram ofensiva

A invasão das sedes dos Três Poderes por elementos que pedem um golpe contra Luiz Inácio Lula da Silva vinha sendo planejada há pelo menos duas semanas em grupos no aplicativo Telegram e até em redes abertas como o Twitter –ainda assim, não houve efetiva ação das forças de segurança para abortar a ofensiva.

Mensagens encontradas pela Reuters ao longo da semana mostravam locais de concentração em várias cidades, de onde sairiam ônibus fretados para Brasília, com a intenção de trazer bolsonaristas para a capital e ocupar a Esplanada dos Ministérios e invadir os prédios públicos.

Um “comunicado” foi publicado em vários grupos de Telegram convocando para uma “tomada de poder pelo próprio povo”, em frente ao Congresso, nos dias 7 e 8 de janeiro. Mensagens anteriores também faziam referência a 6 de janeiro, a data em que há 2 anos apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio em protesto contra diplomação de Joe Biden –Trump é uma referência para Jair Bolsonaro e seus seguidores.

Nos grupos, a ordem era agir em três frente: fechar distribuidoras de combustíveis, sitiar Brasília e, quem não pudesse ir para a capital federal, mantivesse os acampamentos na frente dos quartéis –desde a eleição, grupos permanecem diante de instalações das Forças Armadas pelo país, incluindo Brasília, pedindo uma ilegal intervenção militar contra Lula.

Apesar da movimentação clara dos manifestantes pró-golpe, nada foi feito pela segurança do Distrito Federal para impedir a entrada de dezenas de ônibus em Brasília. A Esplanada dos Ministérios foi fechada para trânsito com grades, mas praticamente não havia policiamento. As grades foram facilmente derrubadas.

No início da tarde, quando começaram a chegar os invasores, o grupo numeroso que descia pelo eixo monumental em direção a Esplanada foi acompanhado por policiais militares, que não impediram a entrada.

Apesar da declaração à Reuters do governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de que teria colocado na rua todas as forças policiais, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) só chegou a Esplanada mais de duas horas depois dos invasores terem ocupado os três palácios.

Com a crise instalada, Ibaneis demitiu Anderson Torres, o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro que havia sido acomodado no comando da Segurança do DF. Depois, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu a prisão de Torres, que, segundo o portal no UOL, está nos EUA.

A caça de responsáveis pelas falhas de segurança não devem se circunscrever ao Distrito Federal, onde Lula decretou intervenção federal. O presidente sugeriu em seu discurso que também pretende buscar as omissões nas forças sob comando do novíssimo governo federal.

No guarda-chuva do governo federal, está a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e também a Polícia Federal, sob o comando de Flávio Dino no Ministério da Justiça, duas corporações oficialmente independentes, mas que estiveram sob pesada influência bolsonarista nos últimos anos. “A Polícia do Distrito Federal tem muita tecnologia, tem experiência em controle de distúrbios civis”, disse Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, para quem a corporação tinha todas as condições de ter evitado o desfecho violento.

“Aconteceu por uma falha. Uma falha de diálogo entre todos os envolvidos. Aconteceu por problemas no planejamento, análise de riscos, por informações truncadas das inteligências e, eventualmente, por descoordenação entre Ministério da Justiça, Ministério da Defesa, Governo do Distrito Federal, Polícia Militar”, analisou.

Lima afirma que a tarefa nos próximos dias será separar o que foi erro, das omissões e do que foi “deliberadamente pensado”. Segundo ele, não se trata apenas de um problema de hierarquia, mas também de base, porque vê na atuação falha das forças de segurança um sintoma do grau de contaminação ideológica das polícias pelo bolsonarismo.

“Pesquisa do Fórum (Brasileiro de Segurança) mostrou que 42% dos policiais militares interagiam em ambientes bolsonarizados radicais, que defendiam exatamente o que aconteceu”, diz Lima, com afirma que a reforma das polícias deve voltar à pauta.

FINANCIAMENTO

Outra frente que deve crescer nos próximos dias é a investigação sobre financiamento dos atos deste domingo. Lula mencionou isso no discurso. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, à frente de um inquérito que há dois anos investiga os chamados atos antidemocráticos ligados a bolsonaristas, disse no Twitter que os culpados pelos atos “serão responsabilizados, assim como os financiadores, instigadores” e agentes públicos “anteriores e atuais” envolvidos.

Em uma das mensagens no Telegram vistas pela Reuters, os bolsonaristas que pedem golpe convocavam o maior número possível de pessoas para ir a Brasília e davam contatos por celular de pessoas que estariam organizando ônibus. Os articuladores do movimento golpista convocaram, ainda, Caçadores, atiradores e Colecionadores (CACs) para ir à capital e também para distribuidoras de combustíveis para “dar suporte”.

“Nós somos a sociedade civil organizada e nosso mote é disciplina, hierarquia, organização, trabalho árduo e duro, principalmente a união”, era uma das mensagens distribuídas.

Uma das convocações deixou claro que tudo seria pago para que os bolsonaristas radicais fossem para Brasília.

“Pessoas que tenham disponibilidade para ir a Brasília de ônibus, sairá no domingo e volta na quinta-feira. Tudo pago. Água, café, almoço, Janta… Lá ficará acampado no Planalto. Por favor nos ajudem a divulgar e conseguir patriotas”, dizia a convocatória.

As mensagens ocuparam também o Twitter, abertamente. Em uma tentativa de disfarçar a movimentação nas redes abertas, os manifestantes mudaram a palavra “Selva” –usada como um grito de guerra por militares– para “Selma”, e o movimento de invasão da capital federal era chamada de “festa da Selma”.

Agência REUTERS (Reportagem de Lisandra Paraguassu. Edição de Flávia Marreiro)

 

Após invasões, Lula decreta intervenção federal no Governo do Distrito Federal

Manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília, neste domingo (8), e políticos pedem intervenção federal

Após as invasões nas sedes dos Três Poderes em Brasília, na tarde deste domingo (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou um decreto para decretar intervenção federal no Governo do Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. O objetivo da intervenção é “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública” no Estado no Distrito Federal, marcada por atos de violência e invasão de prédios públicos. A medida será coordenada pelo interventor Ricardo Garcia Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça.

De acordo com o decreto, o interventor fica subordinado ao presidente da República e não está sujeito às normas distritais que conflitarem com as medidas necessárias à execução da intervenção. Em pronunciamento, Lula afirmou que houve “falta de segurança” e que as pessoas autoras dos crimes serão “encontradas” e “punidas”.

“Esses vândalos, que podemos chamar de fascistas, fanáticos fizeram o que nunca foi feito na história desse país”, disse o presidente. “Não tem precedente na história do nosso país. Essa gente terá que ser punida. Vamos descobrir os financiamentos desses vândalos que foram a Brasília. Vamos descobrir todos eles e pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade”, completou.

Manifestantes que não aceitam a vitória de Lula nas eleições de 2022 furaram bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram, na tarde deste domingo (8), os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que os manifestantes subiram a rampa do Congresso Nacional e invadiram a parte superior, onde ficam as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, além do Salão Verde, localizado dentro do edifício.

Depois, o grupo tentou invadir, com sucesso, o Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, local onde o presidente da República despacha, em Brasília. O petista não está na capital federal neste momento e, sim, em Araraquara, para visita ao município do interior paulista após os estragos causados pelas chuvas.

Manifestantes invadiram, ainda, o edifício do STF. No local, vidros foram quebrados e objetos destruídos nas dependências da Corte. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram inicialmente que a porta em que o ministro Alexandre de Moraes utiliza para guardar a toga foi arrancada.

Após as invasões, partidos políticos e parlamentares informaram que vão acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) com pedido de intervenção federal no Governo do Distrito Federal. Um dos pedidos terá a autoria da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e do líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Fonte: Agência REUTERS

 

Após invasão do Planalto, Congresso e STF, o PT pede ao PGR intervenção na segurança pública do DF

Após invasão por bolsonaristas radicais do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), o PT anunciou que vai entrar com um pedido à Procuradoria-Geral da República de intervenção federal na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

“Atenção! Eu e a presidente do PT @gleisi estamos agora representando ao procurador-geral da República (Augusto Aras) para que seja decretada intervenção na Segurança Pública do DF”, disse o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em sua conta no Twitter.

Procurada, a assessoria da PGR não respondeu de imediato a pedido de comentário. Radicais invadiram as sedes dos três principais Poderes da República. Nos bastidores, segundo fontes, autoridades articulam uma reação para a retirada dos invasores, insatisfeitos com a assunção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agência REUTERS