Ex-ator da Globo Marco Furlan é preso acusado de crime de estupro contra criança de 05 anos

Um homem de 48 anos foi preso em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável durante uma festa de aniversário realizada na madrugada de domingo (2), em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O caso foi registrado pela Polícia Civil e permanece sob investigação. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, o suspeito foi identificado como o ator Marco Furlan, conhecido por participações em produções da TV Globo e em campanhas publicitárias, mas atualmente sem qualquer vínculo com a emissora. De acordo com relatos publicados inicialmente pelo portal Leo Dias, convidados da confraternização teriam sido alertados pelo choro de uma criança de cinco anos. Conforme a versão apresentada por uma fonte ouvida pelo veículo, familiares e outras pessoas presentes foram até o local e encontraram uma situação que motivou o acionamento imediato da Polícia Militar.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que houve o registro de uma ocorrência de estupro de vulnerável na Delegacia de Pindamonhangaba. Em nota, o órgão informou que um homem de 48 anos foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. A pasta acrescentou que outros detalhes não seriam divulgados em razão do sigilo que envolve investigações com vítimas menores de idade. Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi atendida por volta das 3h da madrugada, no bairro das Campinas. A criança foi encaminhada para atendimento médico e submetida aos exames periciais previstos para esse tipo de investigação. O suspeito e a mãe do menino foram conduzidos ao 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba, onde o homem foi autuado em flagrante e permaneceu preso, enquanto a mulher prestou depoimento e foi liberada.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde da criança nem detalhes adicionais sobre o andamento da investigação, em respeito às normas de proteção da vítima. Marco Furlan nasceu em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, e ganhou maior visibilidade ao interpretar o personagem Heitor na segunda temporada da série “Aline”, exibida pela TV Globo. Além da atuação na televisão, também participou de campanhas publicitárias e de outros projetos audiovisuais.

Até a publicação das informações, não havia manifestação pública da defesa do ator sobre o caso. A investigação prossegue sob responsabilidade da Polícia Civil, e a apuração deverá reunir depoimentos, laudos periciais e demais elementos para esclarecer os fatos. Ressalta-se que a prisão em flagrante e a investigação não representam condenação, cabendo à Justiça analisar as provas produzidas ao longo do processo.

Jornal da Cidade Online

Clubes Militar, Naval e Aeronáutica criticam política externa e alertam para riscos ao Brasil

Manifesto afirma que condução diplomática e cenário interno ampliam incertezas econômicas, institucionais e políticas. Os Clubes Militar, Naval e Aeronáutica divulgaram nesta segunda-feira (3) um manifesto conjunto em que criticam a condução da política externa brasileira e alertam para o agravamento da crise institucional e econômica do país. No documento, intitulado Os riscos à Nação, as entidades classificam como “ruídos diplomáticos desnecessários” ações recentes do Brasil e afirmam que críticas personalistas, desalinhamentos e a antecipação do debate eleitoral prejudicaram relações bilaterais consolidadas ao longo de décadas. Embora não cite os Estados Unidos, o texto faz referência às recentes medidas tarifárias impostas ao Brasil. Segundo o manifesto, as retaliações poderiam ter sido evitadas por meio de uma atuação mais pragmática nas negociações internacionais. As entidades também afirmam que a prioridade dada à pré-campanha eleitoral desviou o foco de temas estratégicos para o país. O documento ainda atribui à corrupção, à criminalidade e à má gestão dos recursos públicos o enfraquecimento das condições econômicas e institucionais do Brasil. Na avaliação dos clubes, o país perdeu competitividade, enfrenta desgaste institucional e convive com um ambiente político marcado pela polarização, revanchismo e clientelismo. Ao final, as entidades alertam para o risco de o Brasil enfrentar maior fragilidade econômica e defendem a construção de consensos para enfrentar os desafios nacionais.

Leia a nota na íntegra:

“Os Clubes Naval, Militar e de Aeronáutica, entidades compostas majoritariamente por militares e um expressivo número de cidadãos preocupados com o futuro da Nação, não se furtam ao dever de reafirmar seus valores e expressar suas opiniões em benefício do bem comum e da Pátria. Assim, vêm a público alertar a sociedade brasileira sobre os riscos que cercam o País neste momento de sua história.

É evidente o inconformismo de uma parcela significativa da sociedade, da qual faz parte a maioria de nossos associados, diante da necessidade de uma reação cívica capaz de reverter a situação em que o Brasil se encontra. Sob essa perspectiva, a leniência com a corrupção, a tolerância com o crime e o descaso com a gestão da coisa pública contribuíram para levar o País a um cenário de crescente falência moral, institucional e econômica.

O atraso brasileiro deixou de ser apenas uma recorrente frustração, com a lentidão do crescimento e do desenvolvimento, para se transformar em um retrocesso alarmante em diversas dimensões do poder nacional. Essa realidade pode ser constatada por indicadores amplamente divulgados e reconhecidos. Enquanto outras nações avançam, o Brasil permanece para trás e em ritmo acelerado.

O País perde espaço para economias mais produtivas e competitivas, distancia-se cada vez mais das nações que concentram elevado capital tecnológico, financeiro e humano e enfrenta um cenário internacional cada vez mais instável, complexo e imprevisível. Soma-se a isso a perda de conquistas construídas ao longo de décadas, o enfraquecimento das instituições e um ambiente político marcado pela polarização, pelo revanchismo e pelo clientelismo.

Em um momento de elevada sensibilidade da economia mundial, a opção por criar ruídos diplomáticos desnecessários, adotar críticas personalistas, antecipar o debate eleitoral e promover desalinhamentos políticos com importantes países, acabou comprometendo relações bilaterais construídas ao longo de mais de dois séculos de cooperação.

As retaliações comerciais poderiam ter sido evitadas por meio de uma condução mais técnica e pragmática, como defenderam diversas entidades durante audiências públicas ao longo do último ano. Enquanto isso, temas fundamentais para o interesse nacional deixam de ser tratados com a prioridade necessária, ao passo que a pré-campanha eleitoral ocupa o centro das atenções, mesmo diante de graves desafios internos e externos que exigem respostas imediatas.

Os riscos à Nação são concretos e podem ser resumidos na possibilidade de o Brasil tornar-se um país economicamente insolvente, politicamente ingovernável e, por consequência, cada vez mais irrelevante no cenário internacional. Os sinais dessa trajetória já se acumulam e não podem ser ignorados.

Neste momento decisivo da vida nacional, parece pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises. Por isso, conscientes de suas responsabilidades, de seu papel histórico e de sua tradição, os Clubes Naval, Militar e de Aeronáutica conclamam os brasileiros a refletirem sobre os grandes desafios do País com discernimento, lucidez, conhecimento e espírito público. Somente por meio do diálogo, da busca de consensos e da convergência de esforços será possível enfrentar os riscos que hoje pesam sobre a Nação e construir um futuro mais seguro e próspero para o Brasil.”

Diário do Poder

Roubo aos aposentados: PF investiga familiares do senador Weverton Rocha vice-líder de Lula

Para a PF “sustentáculo político” do esquema no INSS, Weverton Rocha foi o primeiro político citado na CPMI do INSS. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto e cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes em descontos irregulares de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a Polícia Federal, as diligências são resultado do avanço das investigações, que identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas para ocultar a origem e o destino de recursos por meio de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo.

Weverton Rocha, aliado do governo Lula e vice-líder no Senado, foi o primeiro político citado na CPMI que investigou o roubo aos aposentados do INSS. A Polícia Federal já o apontou anteriormente como “sustentáculo político” do esquema, e ele figura entre os investigados no caso que envolve descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários. A PF busca apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e o grau de participação de cada investigado.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Nesta etapa, o foco é apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.

Diário do Poder

Maranhão dispara com o maior número de investigações eleitoras em 2026, diz a PF

Falsidade ideológica lidera os crimes apurados, enquanto Maranhão concentra o maior número de investigação no país. A Polícia Federal já instaurou 833 inquéritos para investigar suspeitas de crimes eleitorais relacionados às eleições de 2026. Os dados constam do painel de monitoramento da corporação, atualizado até o fim de julho, e indicam que as apurações estão distribuídas por praticamente todo o país, com exceção do Acre, único Estado que ainda não registra investigações desse tipo. O Maranhão aparece na liderança do número de inquéritos, com 98 procedimentos instaurados. Na sequência estão Rio de Janeiro, com 87, Ceará, com 83, e São Paulo, com 69. Também figuram entre os Estados com maior volume de investigações Paraná, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Goiás, Pará, Pernambuco, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Amazonas.

De acordo com a PF, 829 das investigações foram abertas por meio de portarias expedidas pela própria corporação, enquanto apenas quatro tiveram origem em prisões em flagrante. O cenário indica que a maior parte dos procedimentos decorre de denúncias, informações recebidas pelos investigadores e diligências realizadas ao longo do processo eleitoral. Entre os crimes mais investigados está a falsidade ideológica eleitoral, que soma 291 inquéritos. Em seguida aparecem a inscrição fraudulenta de eleitores, com 223 casos, e a corrupção eleitoral, categoria que engloba práticas como compra de votos, com 129 investigações. Também há procedimentos relacionados a crimes contra a honra na propaganda eleitoral, apropriação indébita de recursos de campanha e casos de violência política de gênero ou raça.

Os crimes investigados são enquadrados, em sua maioria, no Código Eleitoral. Conforme a legislação, as punições podem incluir detenção, reclusão, aplicação de multas e, dependendo da situação, sanções na Justiça Eleitoral, como cassação de registro, perda de mandato e declaração de inelegibilidade. O painel de monitoramento da Polícia Federal também aponta oscilações na abertura de novos inquéritos ao longo do ano, com aumento das investigações em períodos de maior intensidade da fiscalização eleitoral, especialmente no início de fevereiro e em meados de julho.

Diário do Poder

Regra do CNJ deve atingir a magistratura, menos os ministros do STF – “os Intocáveis”

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prepara uma norma para coibir conflitos de interesse no Poder Judiciário. A nova medida pode obrigar juízes a declarar todos os ganhos obtidos com atividades privadas. No entanto, a regra não deve ser aplicada aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca aumentar a transparência nos tribunais, mas a exceção para a alta cúpula da Justiça já gera debates no setor público.

Não é sem razão que estão sendo chamados de “Os Intocáveis”.

Jornal da Cidade Online

 

MPF cobra do governo Lula rastreabilidade de recursos federais da Saúde

Órgão recomenda que ministérios regulamentem mecanismo para acompanhar repasses até os beneficiários finais. O Ministério Público Federal (MPF) recomendou aos ministérios da Saúde, da Fazenda e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos a regulamentação e implementação de um mecanismo que permita rastrear os recursos federais da Saúde até os beneficiários finais. A recomendação, publicada nesta segunda-feira (3), pede maior transparência nos repasses, incluindo os sub-repasses destinados a organizações sociais (OSs) e entidades do terceiro setor. O documento decorre de uma ação civil pública apresentada pelo MPF em 2022 para garantir a rastreabilidade desses recursos. Segundo o órgão, a União permanece sem cumprir integralmente uma decisão judicial definitiva que determina a adoção de mecanismos de controle e a apresentação de relatórios sobre as transferências.

O MPF deu prazo de 60 dias para que os ministérios apresentem um relatório detalhando as medidas adotadas e um plano para operacionalizar o monitoramento por meio da plataforma Transferegov.br. Também recomendou que a regulamentação e a implementação do sistema sejam concluídas em até 90 dias. Entre as medidas solicitadas estão a divulgação, em tempo real, das transferências fundo a fundo e dos sub-repasses, com identificação dos beneficiários, valores pagos, objeto da contratação e comprovação das despesas. As pastas têm dez dias úteis para informar se acatam a recomendação. Caso contrário, o MPF poderá pedir à Justiça o aumento de multas e a adoção de outras medidas no processo em andamento.

Diário do Poder

Deputados já custaram em 2026 mais de R$584 milhões aos pagadores de impostos

Supera meio bilhão de reais a quantia que o pagador de impostos desembolsou para sustentar os gabinetes da Câmara dos Deputados. O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais das excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação…

Dinheiro sem fim

Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.

Só a nata

Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90.

Raio-X da gastança

A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou.

A cereja

Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.

Coluna do Claudio Humberto

Presidente Keiko Fujimori toma posse no Peru com as forças armadas contra o crime organizado

A nova presidente do Peru, Keiko Fujimori, tomou medidas duras menos de 48 horas após tomar posse. Ele vai realizar uma grande ofensiva contra o crime organizado. Para tanto, Keiko já autorizou a atuação das Forças Armadas nas regiões sob estado de emergência, em apoio à Polícia. O plano da presidente peruana prioriza o combate à extorsão, ao narcotráfico, à mineração ilegal e às facções criminosas, além de prever penas mais severas, novos presídios de segurança máxima e maior integração entre militares e policiais. O objetivo é restabelecer plenamente a autoridade do estado em territórios dominados por gangues.

O estado de emergência é previsto na Constituição peruana para casos de perturbação da paz ou da ordem interna, permitindo o apoio militar à polícia por tempo determinado.

Jornal da Cidade Online

Lobista amiga e de esquemas de Lulinha fez mais de 40 ‘reuniões’ fora da agenda no governo Lula

Foram 17 ‘visitas’ da sócia do “Careca do INSS” a Wellington Dias e outras 16 a Alexandre Padilha. Enquanto o ministro do STF André Mendonça autorizava a Polícia Federal a aprofundar investigações sobre tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sua amiga lobista Roberta Luchsinger, os registros de acesso a órgãos federais revelam um padrão de circulação privilegiada e pouco transparente. Levantamento divulgado pelo Estadão, com base na Lei de Acesso à Informação, mostra que, entre o início do terceiro mandato de Lula e abril de 2024, Luchsinger realizou 42 visitas a órgãos do governo federal — 41 delas sem qualquer registro nas agendas oficiais dos agentes públicos, em flagrante desrespeito à legislação que exige publicidade desses encontros.

           Não se trata de meras “cortesias”. Em pelo menos duas ocasiões, a lobista levou ao Palácio do Planalto e ao gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o então sócio de Lulinha, Fernando Bittar. Os encontros passaram ao largo das agendas oficiais. Em abril de 2024, os dois passaram pela catraca privativa do ministério, permaneceram cerca de 50 minutos e, segundo a pasta, discutiram “propostas sobre sistemas integrados”. A pasta nega desdobramentos administrativos. O gabinete de Wellington Dias foi o destino favorito: 17 visitas. Em 9 de março de 2023, Luchsinger chegou sozinha e presenteou o ministro com uma caixa de bombons suíços Sprüngli e uma edição de colecionador autografada de O Alquimista, de Paulo Coelho. O cerimonial registrou o momento em fotos, mas a agenda oficial, não.

             Quatro dessas visitas contaram com a presença de Efrain Saavedra, gerente comercial da Duosystem, empresa cujo sistema a lobista tentava emplacar no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).       Cinco dias após uma visita em 30 de março de 2023, o ministério firmou contrato de R$31 milhões com outra cliente dela, a 3STRUCTURE IT, de Cleber Ribas de Oliveira — empresário com quem a PF já identificou relação comercial com Luchsinger e que figura em investigações ligadas a Lulinha na Dataprev.

             No Ministério da Saúde, o cenário se repete. Luchsinger fez 16 visitas não oficiais e apenas uma registrada. Nesta, em outubro de 2023, levou executivos da Duosystem para apresentar software de gestão de leitos à Secretaria de Atenção Primária. Fora da agenda, reuniu-se com o então secretário-executivo Swedenberger Barbosa (“Berge”) na companhia de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso na Operação Sem Desconto. O assunto: comercialização de medicamentos à base de canabidiol pela World Cannabis.

             A PF apura se Lulinha interveio para facilitar autorizações governamentais nessa área e se valores pagos a Luchsinger (sua empresa RL Consultoria recebeu R$1,5 milhão do “Careca”) tiveram o filho do presidente como beneficiário. Em conversas apreendidas, o empresário ordena repasse de R$300 mil a ela “para o filho do rapaz” — possível referência a Lulinha, segundo os investigadores.

 Outro cliente frequente: Sergio Roberto Bringel, do Grupo Bringel. Luchsinger o levou três vezes ao Planalto (incluindo o gabinete de Alexandre Padilha) e à Saúde. Desde 2023, empresas do grupo firmaram R$ 7,8 milhões em contratos na pasta, com destaque para R$ 3 milhões com o Grupo Hospitalar Conceição. No BNDES, em julho de 2023, ela apareceu no gabinete de Aloizio Mercadante acompanhando a Unigel em discussão sobre hidrogênio verde — projeto que não avançou. Apresentou-se como “namorada” do diretor de relações governamentais e “nora” do presidente do conselho da companhia. A Unigel desmente parentesco e qualquer contrato com ela. As demais empresas preferiram o silêncio.

            O governo, pela Secom, afirma que os encontros no Planalto “não produziram qualquer desdobramento administrativo, contratual ou regulatório”. As defesas de Luchsinger e de Lulinha reforçam a versão de atividade profissional regular e ausência de pagamentos ao filho do presidente. Bittar não quis falar. O padrão, porém, é claro: acesso privilegiado, ausência de registro oficial, presentes simbólicos, presença de sócios e clientes com interesses concretos em contratos e regulações, e investigações da PF — agora com aval de André Mendonça — apontando para possível uso da proximidade com a família presidencial para abrir portas.

                Em um governo que prega combate às “elites”, a circulação silenciosa de uma lobista amiga do filho do presidente por ministérios e bancos públicos, quase sempre fora da agenda, levanta questionamentos sobre o “lado de fora da agenda” como corredor de influência no terceiro mandato de Lula.

 Diário do Poder

 

Justiça rejeita ação do ministro Alexandre de Moraes, esposa e filhos contra senador por fala sobre PCC

A Justiça paulista rejeitou o pedido de indenização de R$ 60 mil apresentado pela família do ministro Alexandre de Moraes (STF) contra o senador Alessandro Viera (MDB-SE), que foi relator da CPI do Crime Organizado. Na ação, a advogada Viviane Barci Moraes, mulher do ministro, e seus filhos Giuliana e Alexandre, afirmam que o parlamentar fez declarações “injuriosas, difamatórias e abjetas” em entrevista concedida ao SBT News em 15 de março de 2016. Na entrevista, segundo família, o senador associou falsamente seus integrantes à organização criminosa PCC, ao tratar da quebra do sigilo fiscal de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”, afirmou Vieira na entrevista. “Quando o Master contrata o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes, ele está contratando um serviço jurídico? Esse escritório prestou serviços correspondentes aos valores recebidos? Até o momento o indicativo é que não”, afirmou. A família de Moraes disse no processo que as imputações são fraudulentas.

“Ao contrário do que o réu parece sugerir, não há em curso qualquer investigação, de qualquer natureza, contra os autores do processo, familiares do ministro Alexandre de Moraes, ou, ainda, contra a sociedade de advogados que integram, sendo, portanto, além de fraudulentas, absolutamente inadmissíveis e abusivas as afirmações especulativas proferidas pelo réu.”

O senador se defendeu no processo afirmando que suas declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar. Disse também que em nenhum momento atribuiu atos ilícitos aos familiares e que apenas “reprovou moralmente a circulação de recursos entre esses atores e defendeu a investigação dos fatos”. Vieira declarou à Justiça que não imputou aos familiares do ministro relação direta com a facção criminosa nem disse ter havido pagamentos do PCC ao escritório de advocacia.

O juiz Fabio de Souza Pimenta concordou com a argumentação. “Não é possível verificar que as falas do requerido tenham efetivamente vinculado os autores da ação ao recebimento direto de valores provenientes da organização criminosa PCC”, declarou na sentença. “Ao contrário, o que é possível extrair da fala apresentada no vídeo e transcrita nos documentos em questão é que a referida organização criminosa (PCC) movimentava valores junto ao Banco Master e que essa instituição financeira, supostamente, teria então se utilizado desses recursos provenientes de atividades ilícitas para pagar os serviços advocatícios contratados junto aos autores”, disse o juiz. Segundo o magistrado, o que se tem é um “mal-entendido interpretativo”. A família do ministro ainda pode recorrer da decisão.

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