Lula afronta a legislação eleitoral e pede votos na Bahia

Pedidos explícitos de votos são proibidos pela lei eleitoral. O presidente Lula (PT) fez pedidos explícitos de voto durante a convenção estadual do partido na Bahia, realizada neste sábado (1º), apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de manifestação antes de 16 de agosto, data marcada para o início oficial da propaganda eleitoral. Ao discursar no evento que oficializou as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado, Lula pediu apoio aos candidatos petistas e também à própria candidatura à Presidência.

“Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador da República e votarem no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim”, afirmou o presidente. Em outro momento, também defendeu a eleição de Rui Costa e Jaques Wagner, argumentando que “o Senado está muito ruim” e precisa de parlamentares alinhados ao governo.

A Lei das Eleições permite, neste período de pré-campanha, a realização de convenções partidárias, a divulgação de pré-candidaturas e a apresentação de propostas. No entanto, o pedido explícito de votos é vedado até o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

O episódio ocorre poucos dias depois de o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenar Lula ao pagamento de multa de R$ 15 mil por um pedido de votos feito em maio para as então pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva. Na decisão, o tribunal entendeu que houve propaganda eleitoral antecipada por meio de pedido expresso de voto.

Diário do Poder

 

Viúvo de Rita Lee e ex-mulher do ex-presidente da República, Fernando Collor engatam romance

O viúvo de Rita Lee, maestro Roberto de Carvalho e a empresária Lilibeth Monteiro de Carvalho, ex-mulher e mãe dos filhos do ex-presidente Fernando Collor de Mello, oficializaram uma convivência amorosa. O casal está namorando, revivendo um relacionamento que já havia acontecido quando Lilibeth era adolescente e Roberto estava entrando na vida adulta. A informação é da colunista Lu Lacerda, da Revista Veja.

Lilibeth é vice-presidente do grupo empresarial Monteiro Aranha. Roberto, por sua vez, desde a morte de Rita Lee, em maio de 2023, com quem viveu por 47 anos e teve três filhos, este é o primeiro relacionamento amoroso assumido por Roberto de Carvalho, viúvo da “rainha do rock”. 

Jornal da Cidade Online 

 

Contratos milionários de Lulinha foram no então MDS de Welington Dias, atualmente na campanha de Lula

A Polícia Federal suspeita da atuação de Lulinha e de sua amiga Roberta Luchsinger na obtenção de contratos públicos para a companhia 3Structure It. Segundo os investigadores, a empresa obteve seis contratos com o governo federal, num total de 86 milhões. Dois desses contratos foram realizados com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, no valor de R$ 55 milhões. O MDS era comandado pelo petista Wellington Dias, amigo de Lula, que deixou a pasta há poucos meses para assumir a coordenação política da campanha de reeleição do petista. Mensagens interceptadas pela PF do celular de Roberta Luchsinger e Lulinha identificaram termos como “Cleber na Data”. Segundo os investigadores, seria uma referência a Cleber Ribas de Oliveira, que assumiu o cargo de CEO de Renato Feio na mesma época do contrato com o MDS.

A PF também descobriu que Lulinha e Cleber Ribas viajaram juntos, em 15 de dezembro de 2024, para Foz do Iguaçu, com passagens emitidas sob o mesmo localizador, indicando que o empresário custeou os tickets. Houve ainda repasses da empresa do lobista Camilo Antunes, o Careca do INSS, para a consultoria de Roberta e dela para a 3S. Em depoimento à PF, Cleber Ribas disse ser amigo de Lulinha, mas negou qualquer intermediação dele em negócios no governo do pai. Nesta semana, André Mendonça também abriu inquérito contra o filho de Lula por suspeita de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Saúde.

Jornal da Cidade Online

 

Na Convenção do PT na Bahia: Prefeito e vereadora tiveram celulares furtados

O prefeito da cidade de Valente (BA), Ubaldino Amaral, e a presidente da Câmara Municipal de João Dourado (BA), vereadora Viviane da Gameleira, informaram nas redes sociais que tiveram os celulares furtados durante a convenção do PT da Bahia, realizada neste sábado (01/08), no Parque de Exposições, em Salvador. Por meio de comunicado, Ubaldino informou que está temporariamente sem contato.

“Informamos que o celular do prefeito foi ‘perdido’ hoje pela manhã. Por esse motivo, ele não está conseguindo responder às mensagens e ligações. Ele estará incomunicável até conseguirmos outro aparelho”, diz a nota divulgada pela equipe do gestor.

Já Viviane da Gameleira afirmou que o aparelho foi furtado e alertou amigos e contatos para desconsiderarem qualquer mensagem enviada em seu nome.

“Meu celular foi furtado! Peço que desconsiderem qualquer mensagem, ligação ou pedido enviado em meu nome até que a situação seja regularizada. Caso recebam qualquer solicitação, especialmente envolvendo dados pessoais, peço que ignorem e não respondam. Assim que um novo número for definido, farei a comunicação pelos meus canais de comunicação”, publicou.

Há informações de que inúmeros outros episódios de furto ocorreram no local, mas ainda não foram divulgados.

Jornal da Cidade Online

 

O “espírito crime”: A gênese moral da corrupção estatal

                                                                                                                                                                        *Carlos Dias é analista político 

A história recente do Brasil oferece um catálogo tão vasto de escândalos que a tendência natural é tratá-los como episódios isolados, conectados apenas pela continuidade geográfica e institucional. O Mensalão, a Lava Jato, o Petrolão, as fraudes no INSS e o caso do Banco Master seriam, nessa leitura superficial, manifestações pontuais de má gestão ou de indivíduos particularmente desonestos. Essa interpretação conforta quem prefere não olhar para a estrutura. Mas é falsa.

Existe uma continuidade moral e filosófica entre todos esses episódios que precisa ser nomeada. O Estado brasileiro, tal como concebido e operado nas últimas décadas, não é vítima da corrupção. É seu instrumento primário. E o que chamamos de corrupção não é um desvio do funcionamento estatal, mas sua expressão mais autêntica.

Tomo o conceito de “espírito crime” não como figuração retórica, mas como categoria analítica. Quando a máquina pública concentra o poder de arrecadar, redistribuir, regular, conceder, licenciar, nomear e punir, ela cria um campo de força que atrai necessariamente os agentes dispostos a operar nas margens da legalidade. Não se trata de acidente. Trata-se de desdobramento lógico. Quanto maior o Estado, mais extensa a fronteira entre o poder discricionário e o proveito privado. Mais ampla essa fronteira, mais irresistível a tentação de atravessá-la.

A Lava Jato revelou com nitidez brutal como o sistema funcionava. Empresas de construção pesada pagavam propinas a executivos da Petrobras e a políticos que comandavam a estatal. Os valores retornavam como financiamento eleitoral, propina pessoal e manutenção de esquemas de poder. O Petrolão não foi um golpe de audácia de alguns bandidos sagazes. Foi a operação sistemática de uma engrenagem onde o Estado era ao mesmo tempo o pagador, o recebedor e o fiador. Cada contrato assinado, cada aditivo aprovado, cada obra inaugurada com placa de político era um elo na corrente.

Passa-se uma década e o padrão se reproduz em outro território. No INSS, descobriu-se em 2025 um esquema de mais de R$ 6 bilhões em descontos não autorizados de aposentadorias e pensões. Associações e sindicatos, em conluio com servidores públicos, acessaram diretamente a folha de pagamento do Instituto e retiraram quantias de milhões de idosos que nunca consentiram com nada. Uma das entidades chegou a filiar 1.569 aposentados por hora. O diretor responsável pela área havia sido nomeado pelo governo poucos meses antes. Não havia sequestro no sentido tradicional, porque o agente sequestrador era o próprio Estado, operando por meio de seus aparelhos formais. O aposentado não tinha para quem recorrer, pois a instituição que deveria protegê-lo era a mesma que o saqueava.

O caso do Banco Master leva a análise a um plano ainda mais perturbador. O banco emitiu cerca de R$ 50 bilhões em CDBs com remuneração acima do mercado, lastreados em ativos de baixíssima liquidez, garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial, o ressarcimento atingiu R$ 41 bilhões para 1,6 milhão de credores. O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso no aeroporto tentando deixar o país. Até aí, um caso de fraude financeira de grande escala. Mas o que transforma o Master em sintoma de “espírito crime” é o que veio depois.

O ministro Dias Toffoli, do STF, puxou o processo para a competência do Supremo e impôs sigilo total, transformando o inquérito em caixa preta. Dias antes, havia viajado de jatinho privado com o advogado de um diretor investigado para assistir à final da Libertadores em Lima. O escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes firmou contrato para defender os interesses do banco perante o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Banco Central e o Congresso, com honorários que poderiam chegar a R$ 129 milhões. Não se precisa de teoria conspiratória para perceber o que está diante dos olhos. As instituições de controle foram capturadas pelos próprios agentes que deveriam controlá-las.

É aqui que a análise precisa descer à gênese moral. A doutrina social clássica, de Santo Tomás de Aquino a São João Paulo II, reconhece que o Estado tem funções legítimas e limitadas. Quando ultrapassa esses limites, não se torna apenas ineficiente. Torna-se moralmente corrompido em sua essência, porque a concentração de poder sem correspondente responsabilidade pessoal gera inevitavelmente a ocupação predatória dos cargos. O patrimonialismo brasileiro não é um defeito cultural. É a consequência direta de um modelo de Estado que trata o erário como extensão do privado e o cargo público como sinecura.

A Escola Austríaca de economia demonstrou com rigor teórico que a intervenção estatal na economia cria incentivos perversos que tornam a corrupção não uma anomalia, mas um mecanismo de funcionamento. Quem controla a distribuição de recursos alheios controla também os destinos de quem depende desses recursos. E quem depende desses recursos não tem autonomia para resistir.

O “espírito crime” que perpassa do Mensalão ao Banco Master é, portanto, o espírito de um Estado que se expandiu para além de toda fronteira moral e constitucional. Não se corrige isso com leis de transparência ou com novas agências reguladoras. Corrige-se com a redução drástica do poder discricionário do Estado, com privatizações amplas, com a devolução de competências à sociedade civil e com a restauração do princípio de que o bem comum não se confunde com o interesse público definido por burocratas e políticos.

Enquanto o Estado continuar sendo o principal distribuidor de riqueza, privilégios e oportunidades no Brasil, o “espírito crime” encontrará sempre um novo terreno. A corrupção é sintoma. A doença é o tamanho do Estado.

*Carlos Dias é analista político

 

Inteligência Artificial e Deepfakes: A disputa entre STF e TSE que ameaça a Justiça Eleitoral

Em abril deste ano, em entrevista televisiva, o Ministro Gilmar Mendes defendeu que o inquérito das Fake News deveria permanecer aberto “pelo menos até as eleições” Segundo a doutrina, o inquérito policial é procedimento investigativo destinado a esclarecer, sinteticamente: a) se um fato criminoso ocorreu; b) suas circunstâncias; e c) quem é o autor ou partícipe da conduta delituosa. Apurados fatos, circunstâncias e autoria, o Delegado elabora relatório, com indiciamento dos envolvidos, remetendo-o ao Ministério Público — titular da ação penal —, a quem cabe oferecer a denúncia e iniciar o processo penal perante o Judiciário.

Manter um inquérito aberto para eventos futuros e incertos fere de morte a natureza e os limites de uma investigação, configurando constrangimento ilegal e falta de interesse de agir do poder estatal. É inconcebível transformar um processo investigativo em instrumento de previsão ou tutela preventiva de risco abstrato. Ministros não são oráculos, profetas ou videntes! O introito se faz necessário diante das falas de Gilmar Mendes e do possível conflito, noticiado pela imprensa, entre uma ala de Ministros do STF e o Ministro Kassio Nunes, do TSE.

A divergência — repise-se, conforme divulgado por jornalistas — teria surgido após o presidente do TSE demonstrar visão mais democrática, flexível e menos rígida sobre os limites da IA e das deepfakes na campanha eleitoral. Há quem diga que, adotada essa posição, as propagandas eleitorais poderiam ser incluídas no inquérito das Fake News. O desentendimento intensificou-se após o candidato Flávio Bolsonaro utilizar vídeo produzido por IA com a imagem de seu pai que, embora explicitasse tratar-se de montagem, apoiava a candidatura do filho.

Segundo a Carta Capital (31/07), interlocutores do Supremo afirmam que ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes estariam dispostos a reagir de forma mais enfática caso entendam que o TSE falhou na proteção da integridade eleitoral e no combate à desinformação. Causa estranheza, se verdadeira, a incontinência desse posicionamento, por alguns motivos. Primeiro, não cabe ao magistrado antecipar seu ponto de vista sobre processo que ainda irá julgar, muito menos ameaçar outras instâncias para impor sua convicção. Segundo a regra é o não cabimento de recurso contra decisões do TSE, salvo quando contrariarem a Constituição ou nas hipóteses de decisões denegatórias de habeas corpus e mandado de segurança, casos em que cabe recurso ordinário ao STF. Terceiro, se a intenção for avocar a matéria para o inquérito das Fake News, a emenda fica pior que o soneto, pois a competência em matéria eleitoral é da Justiça especializada.

Que a fala de Gilmar Mendes e o possível desentendimento entre o STF e o TSE tenham sido apenas frutos de alucinações verbais — sob pena de inaugurarmos uma mistura de Estado policialesco com judicialesco, na qual a vontade de alguns Ministros supera o ordenamento jurídico pátrio.

Tenho dito!

Bady Elias Curi

Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

 

PF não completa o “drible da vaca” e nova crise institucional atinge o STF

A PF tentou dar um drible da vaca no caso Lulinha para tirar o inquérito da relatoria de André Mendonça. A PGR concordou com a redistribuição, e Alexandre de Moraes determinou novo sorteio. Mas o carma entrou em campo: o caso caiu novamente nas mãos de Mendonça, disse acertadamente a jornalista Vera Magalhães. Assim, os bastidores do Supremo Tribunal Federal foram atingidos por uma forte crise institucional após mais esse episódio. Magistrados da corte avaliam que houve uma articulação ensaiada entre a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o ministro Alexandre de Moraes para tentar retirar o caso das mãos do ministro André Mendonça.

A controvérsia expõe o acirramento de ânimos no tribunal e o desgaste público entre o gabinete de Mendonça e o diretor geral da PF. A nova investigação apura suposto tráfico de influência no mercado de canabidiol medicinal, tendo como origem provas coletadas na Operação Sem Desconto, que apurava fraudes no INSS. Para os ministros críticos da condução do caso, a nova apuração deveria ter sido encaminhada diretamente a André Mendonça por prevenção, dada a nítida conexão com o material sob sua guarda. No entanto, a Polícia Federal apresentou o pedido de abertura de inquérito no dia vinte e cinco de julho, justamente no período em que Alexandre de Moraes exercia o plantão da presidência da corte, o que levantou suspeitas internas de que a corporação esperou deliberadamente uma troca no plantão para evitar decisões do ministro Edson Fachin.

Após receber o requerimento da Polícia Federal, Alexandre de Moraes submeteu o pedido à Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral, Paulo Gonet, referendou a tese dos investigadores de que os supostos novos crimes eram autônomos e independentes da apuração original. Com o aval do Ministério Público, Moraes autorizou que o caso fosse submetido a uma distribuição livre por sorteio eletrônico, desconsiderando a dependência do relator original. Por uma ironia do sistema do tribunal, o sorteio acabou selecionando o próprio André Mendonça, frustrando o que a ala crítica classificou como uma tentativa de drible processual.

Jornal da Cidade Online

Mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida

                                                                                                                                                                                           * Silvia Gabas

O Brasil se tornou um caso “sui generis” de irrealidade onde todos já parecem totalmente acostumados com a situação diária de absurdo, com a indecência normalizada, com a prostituição das instituições, como se normais fossem. É deveras estranho essa acomodação antiquíssima de um povo que simplesmente não se importa. Tiram-lhe o coro e ele grita um obrigado àquele que o escalpelou e esse deixa prá lá, vai sendo transferido de geração em geração, tal como na música do sambista que cantava alegremente:

-Deixem que digam, que pensem, que falem, deixe isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem, eu não estou fazendo nada, você também…

Melhor deixar como está, fazer o que, trazemos a frouxidão no DNA, dizem todos entre uma cervejinha e outra, “ai que vida boa, lerê, ai que vida boa, lará, o estandarte do sanatório geral vai passar”. Eu não me acostumo e pretendo não me acostumar jamais. O dia em que achar normal a indecência, pedirei eu mesma que me internem de forma compulsória em alguma instituição onde a loucura é recebida de braços abertos. Por aqui, em terras brasileiras, o mais correto seria internar grande parte da população, já que muitos já não distinguem entre a insanidade e a razão, nem conseguem compreender que em nome da ciência e da democracia, poderes absolutos vão surgindo e esmagando suas vidas, suas palavras, sua cidadania, sua liberdade.

Ninguém se importa.

Esta semana mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida: Ao término de uma reunião no Palácio do Planalto, onde se encontraram para sabe-se lá o que, o descondenado de Garanhuns, esquecido da sua função de Presidente da República e Chefe do Executivo, dirige-se a um Ministro do Supremo Tribunal Federal como amigos íntimos e o convida para um café, assim, sem maiores cerimônias, sem  protocolos, como mera casa de mãe joana, com um Moraes simbolicamente curvado diante de Lula, em imagem de subserviência, como o grande artífice que levou o cachaça-mor de volta ao Planalto e destruiu, prendeu, perseguiu, exilou, torturou milhares de cidadãos inocentes cujo único crime foi se colocar frontalmente contra o retorno desse que agora o convida para um cafezinho entre cúmplices de um esquema que há de ser desmascarado em tempo hábil antes que todos nós viremos pós de estrelas.

Vamos tomar um café….

Uma frase simples, aparentemente inocente, mas que é a prova inconteste da cumplicidade aterradora existente no Sistema que manda no país, e não deixará, em hipótese alguma, que a palavra Bolsonaro seja pronunciada como vencedora do próximo pleito em outubro. Moraes está a postos, mais uma vez, para destruir tudo e todos que atravessarem o caminho do seu amigo com quem toma um cafezinho simpático nas dependências do Palácio.

Amigos para sempre.

Por conta da ousadia desses dois e da nossa covardia ancestral, estamos condenados a sermos eternos joguetes nas mãos de um Sistema que brinca com as nossas esperanças, e se prepara para mais uma vez destruir o que resta de uma oposição. que tenta virar o jogo. Tudo em nome de uma suposta Soberania e da defesa de uma incólume Democracia. Me engana que eu gosto.

*Silvia Gabas. @silgabas

 

Lula desafia Trump e Milei e defende a sua “democracia” e do STF

Durante a convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada nesta sexta-feira (31), no Ceará, o petista Lula declarou que pretende atuar para impedir o retorno da extrema-direita ao comando do país. Em seu discurso, o chefe do Executivo também comentou sobre educação, afirmou estar atento à própria saúde e fez referências ao cenário político das eleições presidenciais de 2026. Ao abordar a sucessão presidencial, Lula minimizou manifestações de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por parte de lideranças internacionais. O presidente desafiou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmando que não deseja interferência externa no processo político brasileiro.

“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, disse. Faltou registrar que atual é dele e do STF com estupro à Constituição do Brasil.

Jornal da Cidade Online

 

Governo do Paraguai emite nota de repúdio contra Lula e entrega ao embaixador do Brasil

O governo do Paraguai comunicou, nesta sexta-feira (31/7), que entregou ao embaixador brasileiro no país, José Antonio Marcondes, uma nota de repúdio às declarações recentes do petista Lula. As falas do petista a respeito da Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, provocaram reação negativa das autoridades paraguaias. “Após discussões entre as Altas Partes e uma análise ponderada e serena, o Governo da República do Paraguai expressa formalmente seu desagrado com tais declarações. Rejeita-as integralmente, pois apresentam uma visão distorcida de eventos históricos de singular importância para o povo paraguaio”, diz trecho do documento.

A nota, segundo a chancelaria paraguaia, foi formalmente apresentada ao governo brasileiro nesta sexta-feira, depois que Marcondes compareceu à convocação feita pelas autoridades do país vizinho. O governo de Santiago Pena informou que o documento manifesta “desagrado e rejeição absoluta às recentes declarações do presidente brasileiro”. A iniciativa ocorreu depois da repercussão das declarações de Lula sobre o conflito histórico entre os países. No âmbito diplomático, a convocação de um embaixador representa uma medida formal de insatisfação e busca obter esclarecimentos sobre uma manifestação considerada problemática pelo país que realiza o chamado.

“A dignidade do Paraguai não é negociável. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, abordamos essa questão ao mais alto nível desde o início. A diplomacia tem seu próprio tempo e procedimentos, e, acreditem, a serenidade do presidente tem sido fundamental para gerir esses tempos e procedimentos”, afirmou o embaixador Rubén Ramírez Lezcano, chanceler do Paraguai.

O que foi a Guerra da Tríplice Aliança

A Guerra da Tríplice Aliança, também chamada de Guerra do Paraguai, é considerada o maior conflito armado da história da América do Sul. O confronto teve início após a intervenção militar do Império do Brasil na guerra civil do Uruguai, medida que foi interpretada pelo governo de Francisco Solano López como uma ameaça ao equilíbrio de forças na Bacia do Prata. Em seguida, o Paraguai declarou guerra ao Brasil e passou a enfrentar também Argentina e Uruguai, países que se uniram para formar a Tríplice Aliança. O conflito se prolongou por cinco anos e terminou em 1870, deixando o Paraguai profundamente afetado em termos territoriais, econômicos e demográficos. Estimativas paraguaias indicam que aproximadamente 70% da população do país morreu durante a guerra, episódio que permanece como um dos principais traumas da identidade nacional paraguaia. A atual crise diplomática teve origem em uma declaração de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O presidente brasileiro afirmou que o Paraguai “resolveu invadir o Brasil”. A fala ocorreu na última sexta-feira (24/7), durante uma agenda do chefe do Executivo em São Paulo.

Na ocasião, Lula atribuiu ao Paraguai o início de um dos maiores conflitos da história sul-americana, mencionando também a invasão do Brasil, do Uruguai e da Argentina.

“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou o presidente na última sexta.

A declaração provocou reação imediata do governo paraguaio, que decidiu convocar o embaixador brasileiro para prestar esclarecimentos. O Congresso do Paraguai também criticou a fala e afirmou que as declarações “distorcem” a história.”  Além da convocação de Marcondes, o chanceler paraguaio entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para discutir o episódio. Lula e o presidente Santiago Peña, que mantêm uma relação considerada positiva, também conversaram sobre a repercussão das declarações. Na avaliação apresentada pelo governo paraguaio, “a distorção dos fatos históricos não contribui para consolidar o futuro comum de ambos os povos, mas sim reabre antigas feridas”.

Diário do Poder