Primeira reunião da CPI da Covid vai acontecer no dia 27

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, determinou medidas de segurança para a primeira reunião da CPI

A primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado vai acontecer no dia 27 de abril, e não mais nesta quinta-feira (22), como chegou a ser divulgado. Membro mais velho da CPI, o senador Otto Alencar (PSD-BA) já fez a convocação oficial dos demais integrantes. No primeiro encontro, a comissão deve eleger o presidente e o vice-presidente do colegiado.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou nesta segunda-feira (19) que a CPI terá procedimentos semipresenciais em razão dos riscos sanitários. Na reunião inaugural, serão instaladas urnas externas ao plenário da comissão – inclusive uma na garagem do Senado, destinada preferencialmente aos senadores do grupo de risco.

R7

 

Os riscos de hoje (19) da covid no terminal da Cohama. O poder público é indiferente à vida dos usuários

Há pelo menos duas semanas atrás, o Ministro da Saúde fez um apelo público a prefeitos e governadores, quanto a questão das aglomerações nos terminais de coletivos e superlotações dentro dos ônibus, locais altamente propícios para o aumento da pandemia da covid-19. Infelizmente, em São Luís e na Região Metropolitana, o poder público tem demonstrado indiferença ou impotência, deixando milhares de pessoas pobres e humildes correrem riscos de vida todos os dias, possibilitando a que elas levem o vírus para casa e coloquem em risco milhares de famílias todos os dias.

A presença de bombeiros civis e do pessoal que efetua desinfecção dos coletivos, não é constante, e como se pode observar na foto, que se houvesse pelo menos a aglomeração seria bem menor. Conversei hoje com algumas pessoas e elas disseram que, se estivéssemos em período eleitoral, pelo menos alguma ação paliativa já teria sido adotada, mas a verdade é que o valor das pessoas pobres e humildes para os políticos está exatamente apenas no voto e depois para os gestores públicos, pouco ou nada valem. A população tem que criar vergonha e lutar pelos seus direitos, dando sempre o troco para os hipócritas e enganadores de consciências, me afirmaram algumas pessoas bastante indignadas.

Enquanto milhares de pessoas correm riscos de vida todos os dias e por extensão todas as suas famílias, a indiferença é a resposta do poder público. A grande preocupação para os usuários é que em breve haverá reajuste nas tarifas dos coletivos, que virá mais rápido com as paralisações nas empresas por falta de pagamento de salários dos rodoviários, dentro do jogo que envolve o empresariado.

Fonte: AFD

 

 

 

Covid-19: Justiça do Trabalho reconhece morte pela doença como acidente de trabalho

A família da vítima, motorista de uma transportadora, será indenizada em R$ 200 mil.

A Justiça do Trabalho mineira reconheceu como acidente de trabalho a morte por covid-19 do motorista de uma transportadora.  A empregadora foi condenada a pagar indenização por danos morais, no valor total de R$ 200 mil, que será dividido igualmente entre a filha e a viúva, e, ainda, indenização por danos materiais em forma de pensão. A decisão é do juiz do Trabalho Luciano José de Oliveira, que analisou o caso na vara do Trabalho de Três Corações/MG.

A família, que requereu judicialmente a reparação compensatória, alegou que o trabalhador foi contaminado pelo coronavírus no exercício de suas funções, foi internado e veio a óbito após complicações da doença. O motorista começou a sentir os primeiros sintomas em 15 de maio de 2020, após realizar uma viagem de 10 dias da cidade de Extrema, Minas Gerais, para Maceió, Alagoas, e, na sequência, para Recife, Pernambuco.

Em defesa, a empresa alegou que o caso não se enquadra na espécie de acidente de trabalho. Informou que sempre cumpriu as normas atinentes à segurança de seus trabalhadores, após a declaração da situação de pandemia. Disse ainda que sempre forneceu os EPIs necessários, orientando os empregados quanto aos riscos de contaminação e às medidas profiláticas que deveriam ser adotadas.

Mas, ao avaliar o caso, o juiz deu razão à família do motorista. Na sentença, o magistrado chamou a atenção para recente decisão do STF, pela qual o plenário referendou medida cautelar proferida em ADIn 6.342, que suspendeu a eficácia do artigo 29 da MP 927/20, que dizia que os “casos de contaminação pelo coronavírus não seriam considerados ocupacionais”.

Segundo o magistrado, a adoção da teoria da responsabilização objetiva, no caso, é inteiramente pertinente, pois advém do dever de assumir o risco por eventuais infortúnios sofridos pelo empregado ao submetê-lo ao trabalho durante a pandemia do coronavírus. Na visão do juiz, o motorista ficou suscetível à contaminação nas instalações sanitárias, muitas vezes precárias, existentes nos pontos de parada, nos pátios de carregamento dos colaboradores e clientes e, ainda, na sede ou filiais da empresa.

Prova testemunhal revelou, ainda, que o caminhão poderia ser conduzido por terceiros, que assumiam, como manobristas, a direção nos pátios de carga e descarga. Situação que, segundo o juiz, aumenta o grau de exposição, sobretudo porque não consta nos autos demonstração de que as medidas profiláticas e de sanitização da cabine eram levadas a efeito todas as vezes que a alternância acontecia.

Além disso, o magistrado reforçou que não foi apontada a quantidade fornecida do álcool em gel e de máscara, “não sendo possível confirmar se era suficiente para uso diário e regular durante os trajetos percorridos”. Ele lembrou, ainda, que não foram apresentados também comprovantes de participação da vítima e seus colegas em cursos lecionados periodicamente sobre as medidas de prevenção.

Para o juiz, é irrefutável que o motorista falecido, em razão da função e da época em que desenvolveu as atividades, estava exposto a perigo maior do que aquele comum aos demais empregados, “não sendo proporcional, nesta mesma medida, promover tratamento igual ao que conferido a estes quando da imputação da responsabilidade civil”. Segundo o julgador, tais peculiaridades, seguindo o que prescreve o artigo 8º, caput e parágrafo 1º da CLT, atraem a aplicação do disposto no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil brasileiro, “ficando assim prejudicada a alegação da defesa de que não teria existido culpa, e que isso seria suficiente para obstar sua responsabilização”.

Na visão do juiz, não se nega que a culpa exclusiva da vítima seria fator de causa excludente do nexo de causalidade.

“Entretanto, no caso examinado, não há elementos que possam incutir na conclusão de que ela teria se verificado da maneira alegada pela empresa, por inobservância contundente de regras e orientações sanitárias, valendo registrar que o ônus na comprovação competia à reclamada e deste encargo não se desvencilhou.”

Assim, diante de todo o quadro, o juiz entendeu que ficaram evidenciados os requisitos para imputação à empresa do dever de indenizar. Para o julgador, a responsabilidade civil da empresa restaria prejudicada em absoluto, pelo afastamento do nexo causal, se, e tão somente se, houvesse comprovação total de que adotou postura de proatividade e zelo em relação aos seus empregados, aderindo ao conjunto de medidas capazes de, senão neutralizar, ao menos, minimizar o risco imposto aos motoristas e demais colaboradores. “Porém, não foi essa a concepção que defluiu do conjunto probatório vertido”.

Por isso, visando a assegurar a coerência entre a aplicação e a finalidade do direito, garantindo a sua utilização justa, por analogia, o magistrado aplicou ao caso os comandos dos artigos 501 e 502 da CLT. “Imputada a responsabilidade civil sobre a empregadora, reputo razoável e proporcional a redução da obrigação de reparar os danos à razão da metade”. No caso dos autos, o juiz entendeu que o dano moral é evidente e presumido, importando a estipulação de um critério para fixação da compensação pela dor e pelo sofrimento experimentado pelos familiares. Para o julgador, as figuras paterna e materna possuem papel decisivo no desenvolvimento da criança, do adolescente e dos jovens, seja nos momentos mais simples, para atos da vida cotidiana, seja nos momentos mais complexos, como na atuação para educação e formação do caráter. “Ademais, a perda do ente querido priva os membros da família da convivência e do desfrutar do contato e da companhia”.

Diante disso, o juiz entendeu ser proporcional, razoável e equitativo fixar a indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil para cada uma das autoras, o que totaliza R$ 200 mil. Em sua decisão, o magistrado levou em consideração o grau de risco a que o empregado se expunha recorrentemente, o bem jurídico afetado e as vicissitudes do caso como, por exemplo, o quão trágico foi o falecimento, a inviabilidade de se poder ao menos fazer um velório, além da natureza jurídica do empregador e de seu porte econômico.

Quanto ao dano material, o juiz determinou o pagamento da indenização em forma de pensionamento para a filha e a viúva. Na visão do julgador, as provas dos autos indicaram que o motorista era o único provedor do lar e, por consequência, a perda sumária e precoce proporcionou efeitos deletérios nefastos à família. Especificamente em relação à filha, o juiz determinou que a obrigação de indenizar se conservará até que ela complete idade suficiente para garantir a própria subsistência, ou seja, até os 24 anos de idade, conforme sugerido pela jurisprudência predominante. No tocante à viúva, o dever de pensionamento se estenderá até que o motorista completasse 76,7 anos de idade, de acordo com a última expectativa média de vida divulgada pelo IBGE.

Migalhas

 

Rua Projetada no Jardim Eldorado terrenos são transformados em lixeiros

A rua Projetada no Jardim Eldorado está sendo transformada em um lixeiro e depósito de resíduos sólidos, principalmente de construção civil. A pavimentação da rua já é bastante precária e com o lixo e os resíduos se constitui em sério perigo para quem transita pelo local, mesmo de veículos com rua deserta, pode ser alvo de bandidos com motos ou outros veículos.

Inúmeras ruas do Jardim Eldorado dão a nítida impressão de abandono, uma vez que os moradores não demonstram a devida responsabilidade para com o mato que cresce nas calçadas e nas sarjetas e acabam transformando os locais como atração para bandidos. Falta ao poder público fazer a sua parte quanto a questão da limpeza e recuperação de ruas e a responsabilização dos proprietários de terrenos.

Fonte: AFD

Fiocruz deve liberar mais 4,7 milhões de vacinas nesta semana

A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca previsto para até o dia 1º de maio

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) deve liberar nesta semana mais 4,7 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses previsto para até o dia 1º de maio.

Na semana passada, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos entregou 2,2 milhões de vacinas na quarta-feira (14) e 2,8 milhões na sexta-feira (16), totalizando 5 milhões de vacinas entregues na semana. “O cronograma de entregas pactuado com o Ministério da Saúde continua seguindo o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta”, afirma o instituto.

Na próxima semana, serão entregues 6,7 milhões, de 26 de abril a 1º de maio. O cronograma da Fiocruz prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas em Bio-Manguinhos até julho, a partir de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) importado da China. Mas a partir de agosto, a Fiocruz também deve começar a produzir de IFA para vacinas contra covid-19.

A produção da vacina em Bio-Manguinhos ocorre graças a um contrato de encomenda tecnológica assinado no ano passado com os desenvolvedores da vacina: a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Para os próximos meses, a Fiocruz prevê entregar 21,5 milhões de doses em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho. Para produzir essas vacinas, Bio-Manguinhos conta com a chegada de carregamentos de IFA vindos da China.

A Fiocruz também trabalha para incorporar a tecnologia de produção do IFA à planta industrial de Bio-Manguinhos e prevê que, no segundo semestre, será possível entregar 110 milhões de doses a partir de ingrediente farmacêutico ativo produzido na própria instituição.

Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações deve receber, até o fim do ano, 210,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, além de 12 milhões de doses importadas da Índia.

Distribuição

O Ministério da Saúde distribuiu mais 6,3 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal neste fim de semana. A remessa será utilizada para a vacinação de idosos entre 60 a 69 anos, trabalhadores da saúde e forças de segurança, além de aplicação da segunda dose em quem já recebeu a primeira.

Dos 6,3 milhões de imunizantes, 3,8 milhões doses são da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, e 2,5 milhões são da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Todas as doses foram produzidas com matéria-prima importada.

Segundo o ministério, o governo federal já disponibilizou aos estados cerca de 53,4 milhões de doses desde o início da campanha de vacinação contra covid-19, em 18 de janeiro. Até agora o Brasil registrou 32,4 milhões de doses aplicadas.

Fonte: R7

 

Com Renan Calheiros na CPI da Covid: O relatório já está pronto”, diz jornalista

A indicação do senador Renan Calheiros para o cargo de relator da ‘CPI da Pandemia” continua gerando polêmica. Mais uma vez, o assunto foi pauta para Augusto Nunes, que teceu fortes criticas a escolha.

“É normal que haja, numa CPI, integrantes indicados por partidos, que já chegam com o voto pronto. Um exemplo é o vice-presidente, Randolfe [Rodrigues], você já sabe como ele vai votar.

E também existem os que são aliados incondicionais do presidente, que você já sabe como é que eles vão votar.

Agora, o cargo de presidente e o cargo de relator, devem ser exercidos por pessoas com alguma independência, e currículo respeitável”, disse ele, lembrando que Renan, além de ser opositor declarado de Bolsonaro, também é alvo de diversos inquéritos no Supremo Tribunal Federal e réu em um processo.

Nunes questiona a imparcialidade de Renan para atuar como relator:

“No caso de uma CPI, isso não pode acontecer. Um relator tem que ouvir, examinar provar e tal. Vai o Renan para um posto desse, e já chega dizendo: ‘o presidente Bolsonaro fez isso, fez aquilo’. Então o relatório está pronto”, lembrou ele.

Jornal da Cidade Online

 

Defesa diz que mãe do menino Henry pede novo depoimento para falar a verdade

Menino morreu em 08 de março e laudo indicou que ele sofreu 23 ferimentos que geraram hemorragia interna e laceração hepática

A nova defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, vem insistindo nos últimos dias para que ela seja ouvida novamente pelos investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Cabe ao delegado Henrique Damasceno, que está à frente do caso, optar pela coleta de um  segundo depoimento. Ainda não foi divulgada nenhuma decisão.

“Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da sra. Monique Medeiros insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor delegado de polícia que preside o inquérito e faz um público apelo, para a referida autoridade policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer. Não crê a defesa que exista algum motivo oculto para ‘calar Monique’ ou não se buscar a verdade por completo”, diz nota divulgada no sábado (17) pela defesa da mãe de Henry.

O menino Henry Borel, de 04 anos, morreu no dia 08 de março em um apartamento onde morava com a mãe e o padrasto: o vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo e a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática”.

Ela apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

Monique e Dr. Jairinho estão presos desde o dia 8 de abril. Eles são investigados por homicídio duplamente qualificado. No mesmo dia da prisão, Dr. Jairinho, que está em seu quinto mandato como vereador, foi expulso do  Solidariedade, partido em que estava filiado.

No seu primeiro depoimento Monique disse acreditar que Henry havia se acidentado ao cair da cama. Após o interrogatório, o delegado afirmou que a versão apresentada buscava proteger Dr. Jairinho.

No curso das investigações, foram recuperadas mensagens em que a babá de Henry relata à Monique um episódio em que o menino foi vítima de agressão de Dr. Jairinho. A mãe da criança, segundo o delegado, não denunciou o ocorrido na época e omitiu a informação no depoimento. Não procurou a polícia, não afastou a vítima do agressor, do convívio de uma criança de 04 anos, filho dela. É bom que se diga que ela tem obrigação legal.

No início das investigações, a defesa do casal era realizada pela mesma pessoa: o advogado André França Barreto. A mãe do menino Henry, no entanto, decidiu recorrer a outros profissionais no início da semana passada e passou a ser representada por Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad.

Na última quarta-feira (14), eles apresentaram formalmente o pedido para que Monique fosse novamente interrogada e sustentam que ela tem outras informações para relatar.

Na nota divulgada ontem, os três também buscam chamar atenção para o perfil de Dr. Jairinho. Eles se referem aos depoimentos colhidos de outras mulheres que se relacionaram com o vereador no passado.

“A defesa observou, do estudo dos novos elementos do inquérito, que há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança”, diz o texto.

Após Monique contratar novos advogados, André França Barreto decidiu abandonar a defesa de Dr. Jairinho. O rompimento, segundo nota divulgada, foi consensual e buscou evitar um conflito de interesse já que não seria mais possível representar o casal. Até então, a defesa de Dr. Jairinho vinha reiterando sua inocência. Novos advogados ainda não foram constituídos.

Fonte: R7

Preciso fazer teste depois de tomar a vacina contra Covid-19?

O procedimento visa entender a resposta imune da vacina, e, consequentemente, acompanhar sua relação com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de internações e óbitos. Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), após a vacinação contra a Covid-19 é importante realizar a da testagem pós-vacinal. O procedimento, visto como essencial, visa entender a resposta imune da vacina, e, consequentemente, acompanhar sua relação com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de internações e óbitos.

O presidente da SBPC/ML, Carlos Eduardo Ferreira, destacou a importância da testagem pós-vacinal evidenciada na pesquisa da associação. “A testagem não é bobagem, principalmente porque todos os testes de avaliação de eficácia das vacinas foram baseados em testes pós-vacinais”, disse. Os testes disponíveis para estes casos são a pesquisa dos anticorpos neutralizantes, o IgG anti-S e o anti-RBD. Esses testes já estão disponíveis em laboratórios clínicos, mas não têm ainda uma indicação formal para a solicitação deles.

Em publicação recente, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) evidenciaram que aproximadamente 85% dos pacientes que receberam a vacina Coronavac, produziram anticorpos neutralizantes. Ou seja, 15% não produziram anticorpos, o que em tese poderia deixá-los mais expostos, por não terem resposta humoral.

Existem ainda casos documentados de doença grave 20 dias após a segunda dose da vacina produzida pelo Instituto Butantan, esses pacientes não apresentavam anticorpos neutralizantes no início da infecção.

O epidemiologista e vice coordenador da Sala de Situação da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Sanchez reconhece a necessidade da testagem pós-vacinal, como as vacinas não garantem a eficácia de 100%, e no caso de uma reinfecção, mesmo com sintomas brandos, o vacinado pode continuar transmitindo.

“Não é para fazer testagem de rotina independente de qualquer situação nas pessoas vacinadas. O vacinado deve ser testado se ele tiver contato com uma pessoa sabidamente positiva, para que essa pessoa vacinada, caso tenha se infectado, evite que passe para outras”, afirmou.

No entanto, não se sabe o nível de anticorpos necessários (correlato de proteção) para prevenir a Covid-19, portanto o resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa está protegida. O resultado negativo também pode refletir a baixa sensibilidade do exame (falso negativo). Pessoas protegidas pela vacina podem testar negativo, segundo a Sociedade Brasileira e Imunologia (SBI).

Segunda dose

A possibilidade de infecção após a aplicação de apenas uma dose da vacina é maior, pelo fato de o organismo não possuir todos os anticorpos necessários para combater o vírus. Por isso a importância da segunda aplicação, para o reforço da imunização.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o Brasil, mais de 1,5 milhão de brasileiros estão com a segunda dose da vacina em atraso e devem procurar os postos de vacinação. Além disso, de acordo com os especialistas, o relaxamento quanto às medidas restritivas após a aplicação da primeira dose também pode levar a um aumento no número de internações.

Brasil 61

 

“Laços de Família” com a quebra de sigilos pegará ex-prefeito e deputado e envolver a prefeita de Miranda do Norte

Se realmente a Justiça Estadual quebrar os sigilos bancários do ex-prefeito e da prefeitura de Miranda do Norte, a operação “Laços de Família”, com o farto material apreendido a devassa nas contas não terá maiores dificuldades para prender alguns dos envolvidos, sendo um deles o ex-prefeito Carlos Eduardo Fonseca Belfort. O deputado federal Junior de Lourenço, apontado juntamente com o ex-prefeito de serem os líderes da roubalheira de quase R$ 23 milhões também pode ser denunciado a Câmara Federal e no seu caso o processo poderá ser aberto na Justiça Federal.

“Laços de Família,” fica bem evidenciada, quando se verifica que a atual prefeita de Miranda do Norte é Angélica Maria Sousa Bomfim, nada menos do que a genitora do deputado federal José Lourenço Bomfim Junior e que pode se complicar se tiver servido aos interesses desonestos do filho e dos seus comparsas.

As investigações que estão abem adiantadas pelo Gaeco do Ministério Público e Superintendências da Polícia Civil com a participação de vários delgados e com o farto material apreendido em que ficam constatadas as roubalheiras de quase R$ 23 milhões, e não estão descartadas prisões, dentre elas dos proprietários das empresas Construções e Serviços Ltda, F. Cipião Prazeres e Rodrigues Macedo, que na quadrilha exerciam o papel de lavagem de dinheiro com o fornecimento de faturas de serviços que nunca foram executados.

Por enquanto não há maiores informações sobre a participação da atual prefeita Angelica Maria Sousa Bomfim, mas a quebra dos sigilos bancários pode apontar se houve ou não a participação dela no esquema criminoso. Enquanto isso, o Gaeco e delegados da Polícia Civil continuam fazendo investigações sigilosas com vistas a identificação de outros implicados, inclusive os laranjas, os quais se locupletavam com o dinheiro desviado com o empréstimos das contas e faziam saques para o favorecimentos aos autores das roubalheiras. Todos devem ser indiciados no inquérito e podem ter prisão temporária decretada.

Fonte: AFD

“STF se tornou uma instância política”, afirma senador Lasier Martins

Em entrevista ao programa “Os Pingos nos Is” desta sexta-feira (16), o senador Lasier Martins (Podemos-RS) comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, por 8 votos 3, confirmou a anulação de todas as condenações do ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da Operação Lava Jato.

Com a decisão, o petista pode torna-se elegível para concorrer à disputa presidencial de 2022.

Os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso foram favoráveis a Lula. Nunes Marques, Marco Aurélio e Luiz Fux votaram contra.

Lasier Martins comentou a decisão da Corte, afirmando que o STF é um “tribunal ideológico” e aproveitou o momento para criticar o aparelhamento do Judiciário pelo PT durante os governos Lula e Dilma.

“Mais do que nunca, o Supremo Tribunal Federal se tornou uma instância política. Um tribunal ideológico. E isso está acontecendo porque o Supremo foi aparelhado por uma ideologia. Basta nós olharmos os nomes. O PT ficou 15 anos no poder, aí colocou quem lá? Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Toffoli, Fachin e Barroso. Isso aí já dá mais da metade. E tem mais o Gilmar Mendes, crivado de suspeitas que todo mundo acompanha”, afirmou.

“O Supremo, hoje, é uma Corte desprestigiada e desacreditada exatamente por isso. E por que isso acontece? Porque o Supremo é aparelhado pelos presidentes da República e, como o PT ficou muito tempo, ele colocou esse pessoal aí”, explicou.

O senador disse ser favorável à mudança no sistema, defendendo o fim da vitaliciedade dos cargos no STF e dizendo ser contra a indicação de magistrados “por conveniência” dos presidentes.

Fonte: JPNews