Madre Teresa, a santa que não encontrava Deus

             Aqueles que ainda sonham com os santos como pessoas perfeitas em admirável diálogo com Deus ficarão perplexos. Porque o Papa Francisco, convidando todos os fiéis na Praça de São Pedro a imitarem a Madre Teresa de Calcutá, fazendo “aquela revolução da ternura iniciada por Jesus Cristo com o Seu amor de predileção pelos pequenos”, proclamou santa uma mulher albanesa, que, durante 50 anos da sua vida – e não antes da sua “conversão”, mas exatamente no último meio século da sua existência – não acreditou em Deus, não O encontrou, deparando-se apenas com uma enorme escuridão. As suas últimas palavras no seu leito de morte não foram uma invocação piedosa qualquer, mas um suspiro muito terrestre: “Não consigo respirar”.

A reportagem é de Marco Politi, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano

A Madre Teresa de Calcutá, “mão estendida de Cristo“, de acordo com a eficaz expressão do Papa Bergoglio, válida para ela e para todos os voluntários que se consomem pelo próximo, é uma personagem muito mais interessante do que o ícone que ela já se tornou, manchada em parte pela opinião pública laica de ter se envolvido, nos anos 1990, na violenta luta ideológica da Igreja Católica contra o direito de escolha das mulheres de abortar.

            Karol Wojtyla, durante as inúmeras beatificações e canonizações do seu pontificado, fez uma virada na imagem de “santo” do passado. Não mais apenas padres, bispos e papas e algumas freiras excepcionais, além de mártires individuais. Da fábrica de santos wojtyliana, saíram personagens de extrações mais variadas, de todas as culturas, de todos os países, incluindo leigos e leigas, simples pais e mães de família.

Na visão de Wojtyla, não deviam ser necessariamente figuras extraordinárias, mas testemunhas reais da mensagem cristã na normalidade da vida cotidiana. Santos não mais em uma acepção clerical, mas modelos de comportamento inseridos em uma sociedade de massa, no mundo globalizado. Nesse sentido, João Paulo II foi muito moderno.

A Madre Teresa de Calcutá, venerada por Wojtyla pelo seu estrênuo compromisso em favor dos miseráveis e, não por acaso, escolhida por Francisco para marcar a fase culminante do seu Jubileu da Misericórdia, é um passo ainda mais à frente. Um salto. Justamente por causa da sua relação problemática com Deus.

               Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, nascida em Skopje em 1910 e falecida aos 87 anos de idade, atravessou todo o século XX, um século nada curto, e hoje, a 20 anos do seu falecimento – com a justa distância dada pelo tempo –, torna-se um estímulo de reflexão muito bergogliano: uma personagem, pelo calibre da sua existência, de significativa relevância para o mundo contemporâneo e – para aqueles que querem refletir – não só para a área dos crentes, mas também para a dos não crentes pensantes.

O primeiro elemento de absoluta realidade é a sua escolha radical de deixar um trabalho tranquilo como professora em uma escola frequentada por alunos de classe média para se comprometer irrevogavelmente ao lado dos “mais pobres dos pobres”. Os condenados da Terra, se diria na linguagem política dos anos 1960-1970. E a essa escolha de campo deve ser adicionada a decisão de se dedicar aos destituídos “morrentes”.

Não são mais questões do Terceiro Mundo, não são em nada problemas do século passado. Hoje, a miséria – no próprio coração das sociedades aparentemente opulentes do Primeiro Mundo – e a morte no abandono da solidão se tornaram questões centrais da sociedade contemporânea.

A personagem histórica de Teresa representa, com a sua escolha, um indicador precioso dos dramas que as elites políticas e econômicas contemporâneas preferem remover e diante do qual cada contemporâneo é chamado a tomar posição: comprometer-se para superá-los ou fechar-se na esfera individualista. Tema sobre o qual o Papa Francisco recorda com obstinação os homens e as mulheres do nosso tempo, para além das fronteiras confessionais ou filosóficas.

O segundo aspecto de atualidade na vida de Teresa é, justamente, o fato de não encontrar Deus. Na sua correspondência privada, encontram-se frases chocantes para uma futura santa: “Sinto que Deus não é Deus (…) que Ele realmente não existe (…) Eu chamo, eu me agarro, eu quero, mas há Alguém que responda. Ninguém, ninguém… Eu não tenho fé alguma. Nenhuma fé”.

Interrogações radicais mantidas às escondidas durante décadas. Porque aqui não se trata simplesmente, como os apologetas preferem dizer, daquele fenômeno que os teólogos católicos chamam de “noite da fé”. Fenômeno que afetou mais de um santo. Não foi uma noite de escurecimento temporário, uma crise passageira.

Ao contrário, foi uma condição que marcou toda a segunda parte da vida de Madre Teresa até a sua morte. O padre Brian Kolodiejchuk, postulador oficial da sua causa de canonização, escreveu: “Ela não sentia a presença de Deus, nem no seu coração, nem na eucaristia”.

Se um santo (para a Igreja Católica) é um modelo que tem algo a dizer para a sociedade, Teresa é um aguilhão à reflexão sobre o problema-Deus na era contemporânea. Agora que Deus não é mais pensável como o Onipotente com a barba grande, que decide os destinos da humanidade, que pune com os terremotos, que premia evitando o granizo, agora que Deus – depois de Auschwitz – não é sequer imaginável como portador de uma Providência que tem uma finalidade benéfica própria através dos infortúnios, a escuridão sentida sistematicamente por Teresa toca qualquer um (crente ou não crente) que se faça a pergunta sobre a existência ou não de um princípio, que vá além do transitório.

O silêncio de Deus, a inimaginabilidade de Deus e a pergunta por Deus estão inextrincavelmente imbricados na era contemporânea para qualquer homem ou mulher que se faça filosoficamente perguntas de fundo sobre a existência – até mesmo para rejeitar a ideia de uma divindade.

Assim, Teresa, a mulher que escolheu como hábito o sari indiano com a cor azul dos párias, a casta dos intocáveis desterrados, a cristã que não encontra Deus, mas se entrega pela humanidade abandonada, acaba se tornando um ponto de interrogação para muitos.

Por outro lado, o Papa Wojtyla proclamou “Doutora da Igreja”, isto é, grande mestra dos fiéis, Santa Teresa de Lysieux, que morreu não acreditando na vida após a morte.

Fonte – IHUSINOS

São Luís merece parabéns?

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São Luís, aos poucos vem perdendo grande parte do acervo arquitetônico que lhe proporcionou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. O centro histórico tem um considerável número de prédios históricos destruídos e totalmente abandonados pelo poder público, a quem cabe a responsabilidade maior, de zelar pela sua conservação. Muitos já foram transformados em estacionamentos de veículos, outros na iminência de desabamento, mesmo assim são moradias para muitas famílias com riscos iminentes e dentro do contexto, ninguém toma decisão de preservar o patrimônio cultural.

Nada se justifica, quando se procura responsabilizar os proprietários, daí é que se chama a atenção para a questão das desapropriações para garantir a preservação do acervo arquitetônico. Tem pessoas que se concentram apenas em ver a destruição dos sobrados da Praia Grande, mas se formos observar o considerável número de prédios abandonados no centro de São Luís é lamentável.

Depois que a Prefeitura de São Luís e a Universidade Federal do Maranhão privatizaram um trecho da rua das Crioulas, com a conivência das autoridades, dentre as quais o Ministério Público, várias famílias das imediações decidiram deixar as suas casas, uma vez que no local aumentou a violência com assaltos diários a qualquer hora do dia.

Apesar de toda a propaganda politica em torno do Mais Asfalto, dezenas de ruas do centro de São Luís pedem socorro. Aqui no blog já mostrei inúmeras delas, mas mesmo assim permanecem merecendo a total indiferença, e pelo visto correm o risco de continuarem não tocando a sensibilidade e o dever do gestor público em zelar pela cidade que hoje completa 404 anos.

Se a cidade vive completamente abandonada, o seu povo, o eleitor, com uma educação precária, uma saúde do discurso, servidores públicos com reposição salarial de 2%, a maquiagem dos transportes coletivos e dentre os outros graves problemas, o direito de ir e vir do cidadão que é um dos mais dolorosos, uma vez que a violência aumenta a cada dia, sem expectativas de redução, principalmente nos assaltos cotidianos em qualquer lugar e em qualquer hora do dia em São Luís.

Diante de uma realidade que está posta a todos nós, uma pergunta se faz necessária: São Luís merece parabéns, com o total abandono?

Grito dos Excluídos:”Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!

ALDIR

Pastorais e movimentos sociais irão às ruas no dia 7 de setembro

“Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!” é lema da 22ª edição do Grito dos Excluídos, que tem como tema “Vida em primeiro lugar”. A mobilização, com auge em 07 de Setembro, dia da Independência do Brasil, questiona e denuncia as várias formas de desigualdades do país, apontando qual o real papel do Estado diante das exclusões.

O lema escolhido para a ocasião está fundamentado em uma das falas do papa Francisco, durante o Encontro Mundial dos Movimentos Populares, na Bolívia, em julho de 2015. Na ocasião, Francisco falou da urgência em romper o silêncio e lutar por mudanças reais dentro do sistema capitalista, que não compreende o sentido do “cuidar da Casa Comum”.

O evento marca o Dia da Independência em diversas localidades do país, com o objetivo de “valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico excludente, que degrada e mata”. A organização do Grito acontece nos estados brasileiros, em parceria com as entidades e movimentos sociais.

De acordo com a coordenação nacional da articulação, “o Grito precisa continuar acontecendo e manifestando indignação diante de um sistema político e econômico que exclui e descarta a maioria da população da participação e decisão dos rumos do país, independentemente de partidos e governos. O desafio do Grito é estar no meio do povo como espaço de organização e mobilização, como um pequeno grande professor que contribui levando informação e formação e incentivando a participação popular, condição essa para construirmos as mudanças”.

O bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Antônio Werlang, enviou uma carta de apoio ao 22º Grito dos Excluídos aos bispos e agentes de pastorais, na qual agradeceu o apoio recebido ao longo destes anos e ressaltou o comprometimento “a continuar gritando pela vida em primeiro lugar”. Dom Guilherme ainda solicitou “o efetivo apoio à essa iniciativa que renova a esperança dos pobres e os torna sujeitos de uma nova sociedade, sinal do Reino de Deus”.

Subsídios

Para garantir a formação da base, desde início de agosto foram oferecidos textos, divididos em eixos, que são subsídios informativos que interagem com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!”. O primeiro disponibilizado, “Unir os generosos e as generosas”, foi escrito pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, frei Olávio Dotto. Nesta semana, o segundo texto, do eixo “Desmentir a mídia”, já foi enviado aos articuladores. Nos próximos dias, serão trabalhados os eixos “Direitos Básicos e Função do Estado”; “As várias formas de violência”; “Participação política” e “a Rua é o lugar”.

O material, de acordo com a secretaria do Grito, deve contribuir na realização de reuniões e os pré-Gritos, além de facilitar a organização de agendas, definição de trajetos e locais para as atividades e manifestações por parte dos articuladores de várias cidades brasileiras. As ações deverão acontecer no período da Semana da Pátria, tendo como ponto máximo o dia 7 de Setembro.

Dar voz a quem precisa

O Grito dos Excluídos nasceu da necessidade de dar voz ao povo, às minorias e à população historicamente excluída pelo Estado, que elege uma “engrenagem de negociações financeiras que somente obedecem aos interesses dos que já têm, dos ricos, das empresas, dos bancos”. A organização da mobilização analisa que o direito à saúde, moradia, transporte, trabalho, informação e vida digna ficam comprometidos, aumentando a desigualdade social no país. Desde 1995, o Grito é um espaço para que movimentos sociais organizados se manifestem e cobrem direitos já assegurados em nossa Constituição Federal. A coordenação ressalta que a realização é um processo que não começa, nem termina no dia 7 de Setembro.

Fonte – CNBB Nacional

Greve dos bancários gera assedio moral e pressões de prepostos de banqueiros

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Se com os bancos funcionando normalmente o atendimento ao cliente é bastante deficiente, avaliemos com a greve. O grande problema é que os bancos reduzem constantemente o número de empregados, apesar das taxas de serviços cobradas dos clientes serem responsáveis pelo pagamento de todos os empregados e ainda dão milhões de reais de lucros aos banqueiros mensalmente.

Em resposta, o Sindicato dos Bancários do Maranhão já está tomando as medidas cabíveis junto à Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE-MA) e ao Ministério Público do Trabalho.

              A greve mal começou e os bancos já apelam para práticas antissindicais visando enfraquecer a greve dos bancários, que começou com força total nesta terça-feira (06/09), no Maranhão.

Assédio moral, convocação para trabalhar fora do expediente, reuniões internas sobre a greve são exemplos da conduta ilegal dos bancos para intimidar os bancários, em especial, os comissionados.

Como se não bastasse, gerentes e superintendentes têm pressionado os grevistas a ficarem dentro das agências fazendo cobranças para alavancar o lucro dos bancos, o que é ilegal.

Quem se recusa a furar a greve tem sofrido uma série de ameaças infundadas, como o corte de ponto e até a perda da função de confiança.

O SEEB-MA informa que não tolerará qualquer tipo de perseguição por parte dos bancos e orienta os bancários a comunicarem qualquer tentativa de cerceamento do direito de greve.

Em resposta a essas práticas antissindicais, o Sindicato já está tomando as medidas cabíveis junto à Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE-MA) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

Fonte – Ascom – SEEB -MA

TSE encontra até pessoas mortas entre doadores de campanha eleitoral atual

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A Justiça Eleitoral encontrou os primeiros indícios de irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de outubro, como doações feitas por pessoas mortas. De acordo com levantamento feito em parceira com o Tribunal de Contas da União, foram identificados 38,9 mil doadores suspeitos, 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades e 34% de irregularidades no total de contas analisadas.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, aperta o cerco contra fraudes eleitorais.

             De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral. “Nós temos que acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam. Agora, temos mortos que doam”, disse Mendes.

          Os dados fazem parte da primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro. Neste ano, passou a vigorar nova regra, instituída pela Reforma Eleitoral aprovada no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada 72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e permitidas somente as feitas por pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento do ano anterior.

          Antes da vigência da nova regra, os dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os dados, o TSE firmou um convênio com o TCU, que vai apresentar relatórios semanais ao tribunal.

           De acordo com Aroldo Cedraz, presidente do TCU, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas analisadas. “Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês terem uma ideia, são 34% de irregularidades que nós estamos verificando, no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses dados”, disse.Foram analisados 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.

Com informações da Agência Brasil.

Milhares de pessoas marcaram presença no lançamento da campanha à reeleição de Astro de Ogum

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Uma verdadeira demonstração de liderança e popularidade. Assim pode ser definida a festa que contou com quase 5 mil pessoas, advindas dos quatro canto da Grande São Luís, na noite de sábado, 3, no Aterro, na Praia Grande. Oficialmente, o evento serviu como ponta pé inicial rumo à reeleição do vereador Astro de Ogum(PR).

 

            Candidato na condição de atual presidente da Câmara Municipal e vice-prefeito de São Luís, subiu ao palanque ladeado pelo candidato a vice-prefeito – Júlio Pinheiro(PCdoB), do deputado federal Weverton Rocha(PDT), da equipe de coordenadores de campanha e centenas de lideranças comunitárias.

            Júlio Pinheiro – candidato a vice da Coligação Pra Seguir em Frente parabenizou o vereador pela bonita festa. Em poucas palavras, Pinheiro se mostrou perplexo com a capacidade de aglutinação de Astro de Ogum.

          “Sem sombra de dúvida, a presença de milhares de pessoas, apenas, reflete o excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pelo vereador ao longo de duas décadas”, declinou o candidato, que no ato representou o prefeito Edvaldo Holanda Júnior.

             Em um rápido, porém caloroso discurso, o deputado federal Weverton Rocha, presidente estadual do PDT, ratificou as palavras do vice. “A magnitude desta festa não reflete só a capacidade política, mas, também, administrativa do vereador Astro de Ogum. A política brasileira vem atravessando um momento delicado. O descredito e a desconfiança são latentes no nosso eleitorado. Somente alguém com espirito aguerrido e confiança no trabalho desenvolvido teria coragem de marcar evento em um local com essas dimensões, digo, amplo e descampado. Parabéns vereador. As milhares de pessoas que atenderam sua convocação denotam, apenas, a liderança política que és. Por isso, na atualidade, é apontado como referência na capital maranhense”, disse o deputado.

             Após várias homenagens, entre elas do grupo de desbravadores do Colégio Adventista, sem conseguir conter a emoção, o vereador discursou. “Não tenho palavras para agradecer a presença de cada um. Vocês vieram aqui, em um sábado à noite, simplesmente, prestigiar-me. Em 2000, quando conquistei o primeiro mandato, dei início a minha trajetória política. Após esse interregno de tempo, mesmo sem advim de família abastarda, consolidei-me e conquistei meu espaço. Com muito trabalho em prol dos menos favorecidos, da cultura e do social venci preconceitos. Quebrei paradigmas e intolerâncias, e, por aclamação, fui escolhido o primeiro pai de santo no País, a comandar o legislativo de uma capital. Hoje, considero-me um homem vitorioso. Deus e povo me deram muito mais do que merecia. Por isso me sinto na obrigação de fazer mais e mais pelos ludovicenses. Muito obrigado”, disse.

           O vereador encerrou suas palavras enaltecendo o trabalho do prefeito Edvaldo Holanda Júnior (PDT). “Gente não se enganem. Somente Deus consegue fazer milagre”. As dificuldades são reais, principalmente para os municípios. O corte de receita por parte do Governo Federal para os municípios foi brusco, mas, mesmo assim, ninguém pode negar que o prefeito Edvaldo conseguiu avançar nas ações administrativa. Muitas obras foram iniciadas e concluídas. O funcionalismo, diferentemente de grandes centros, está com a folha em dias. Vamos juntos. Eu só 12. Vocês são 12. E juntos, somos 12”, finalizou Astro de Ogum.

Fonte – Assessoria do Candidato

 

TSE regulamenta doação eleitoral com cartão de crédito

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Pelo texto, somente o titular do cartão poderá fazer a doação.

 

Uma portaria assinada pelo presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, regulamenta a doação por meio de cartão de crédito a candidatos e a partidos políticos nas eleições deste ano.

O assunto foi discutido durante sessão plenária na semana passado e, em seguida, foi objeto da Portaria TSE 930, que contém as orientações sobre os procedimentos a serem observados na arrecadação eleitoral de recursos por este meio.

          O ministro Gilmar Mendes destacou a importância da medida, principalmente no primeiro pleito sem financiamento de campanhas por parte de empresas. “Temos agora um modelo peculiar de financiamento, e qualquer dificuldade nessa seara, claro, desestimula as doações e dificulta o sistema completo de financiamento“, afirmou.

           As doações realizadas por pessoas físicas são limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano-calendário anterior à eleição. Somente o titular do cartão poderá fazer a doação.

Procedimento

          Pelo texto da portaria, a emissão do recibo eleitoral e a verificação da origem e da licitude dos recursos doados bem como o limite de doação permitido são de exclusiva responsabilidade do candidato (ou do administrador financeiro por ele designado), do presidente e tesoureiro do partido político, que também são responsáveis por verificar a correlação entre o doador e o titular do cartão.

           Os bancos deverão encaminhar às empresas responsáveis por habilitar candidatos e partidos a receberem a doação nome e CPF do titular do cartão, data, horário e valor da doação, que serão repassadas aos candidatos e aos partidos.

           A portaria prevê ainda que eventuais estornos ou desistências da despesa do cartão de crédito serão informados pela instituição de pagamento emissora do cartão de crédito ao TSE e ao candidato ou partido político.

           As instituições de pagamento credenciadoras ou emissoras de cartão de crédito, conforme o caso, deverão apresentar relatório individual das doações recebidas a requerimento de candidato, partido político ou por diligência da Justiça Eleitoral.

Fonte – Migalhas

Ministério Público pede afastamento da vice-prefeita de Pirapemas por acúmulo indevido do cargo

         Gestora é alvo de ação por ter acumulado cargos públicos

           A Promotoria de Justiça da Comarca de Cantanhede propôs, em 23 de agosto, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra a vice-prefeita do município de Pirapemas, Elda Falcão Nava Novaes.

          A manifestação ministerial foi motivada devido ao acúmulo indevido do referido cargo eletivo com o de técnica da Receita Estadual durante o seu mandato, contrariando princípios da administração pública.

            Como medida liminar, o Ministério Público do Maranhão pede à Justiça que determine o afastamento de Elda Falcão Nava Novaes do cargo efetivo de técnica da Receita Estadual, devendo apresentar à Promotoria de Justiça, no prazo de 10 dias, o comprovante de opção de remuneração, conforme está previsto no artigo 38 da Constituição Federal.

            Autor da ação, o promotor de justiça Tiago Carvalho Rohrr informou que Elda Nava Novaes foi eleita em 2012, quando já exercia o cargo de técnica da Receita Estadual e, mesmo depois da posse na prefeitura, permaneceu ocupando as duas funções públicas.

PEDIDOS

              A Promotoria de Justiça da Comarca de Cantanhede também pede à Justiça que condene a gestora conforme o artigo 12, inciso III, da Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa), cujas sanções previstas são: ressarcimento integral do dano, se houver; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos; pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente; e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.Localizado a 200 km de São Luís, o município de Pirapemas é termo judiciário da Comarca de Cantanhede.

Fonte: CCOM-MPMA

Justiça quer acabar com a cultura do encarceramento

             Magistrado reforça que muitas vezes se encobre pela prisão o deficit de políticas sociais

          O Revista Brasil desta segunda-feira (5) conversou com o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça – CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, Luis Geraldo Santana Lanfredi, sobre as buscas de soluções para a superlotação e precariedades dos presídios no país.

Ele diz que a superpopulação prisional coloca o Brasil em quarto lugar entre os que mais prendem no planeta. O mais grave é que não existe espaço para todas essas pessoas. “A taxa de encarceramento do nosso país é da ordem de 1,9 presos por vaga. “Isto quer dizer que nós praticamos um encarceramento em que colocamos dois presos para cada uma vaga, ou seja, nós conseguimos revogar as leis da física”, completa.

Atento a essas circunstâncias, o CNJ apresenta para a sociedade o projeto “Cidadania nos Presídios“, que está sendo executado pioneiramente no Espírito Santo e agora chega ao Paraná. “Podemos dizer que é um passo adiante nos chamados mutirões carcerários e forma diferenciada de desburocratizar a Justiça de Execução Penal”, analisa o juiz.

Greve dos bancários será iniciada nesta terça-feira por tempo indeterminado

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A paralisação é nacional e atingirá bancos públicos e privados.

              Em assembleia realizada na ultima quinta-feira (01/09), na sede do SEEB-MA, em São Luís, os bancários decidiram, por unanimidade, rejeitar a proposta rebaixada da Fenaban e entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 6 de setembro. O mesmo ocorreu nas assembleias, em Imperatriz e Caxias. A paralisação é nacional e atingirá bancos públicos e privados.

A deflagração da greve é uma resposta à intransigência dos banqueiros e do Governo Federal (patrão dos bancos públicos), que ignoraram todas as reivindicações dos bancários e ofereceram apenas 6,5% de reajuste mais abono de R$ 3 mil na última rodada de negociação ocorrida no dia 29 de agosto, afirmam lideranças sindicais e do movimento de greve no Maranhão.

O índice é considerado rebaixado e insatisfatório diante dos lucros dos bancos e dos baixos salários pagos à categoria. Para se ter uma ideia, apenas no primeiro semestre deste ano, as principais instituições financeiras que atuam no Brasil lucraram, juntas, 29,7 bilhões de reais e demitiram 7.897 trabalhadores bancários.

Neste ano, apesar dos lucros bilionários, a maioria dos bancos vetou contratação de mais bancários e o fim das demissões imotivadas, negando, ainda, avanços conquistados em campanhas salariais anteriores, como a PLR Social.

Diante deste cenário econômico positivo, que passa longe da crise, os bancários exigem uma proposta decente com reajuste de 28,33%, PLR de 25% do lucro líquido linear, reposição das perdas salariais, isonomia, contratações, saúde, segurança, respeito à Lei das Filas, dentre outras reivindicações.

O SEEB-MA convoca toda a categoria para participar da greve, fortalecendo os piquetes nas agências. Só uma grande mobilização será capaz de pressionar a classe patronal a atender as reivindicações dos bancários, que visam, também, benefícios para os clientes.

              ASSEMBLEIA DE ORGANIZAÇÃO

              Nesta segunda-feira (05/09), a partir das 18h, os bancários se reúnem em assembleia organizativa, na sede do SEEB-MA, na Rua do Sol, Centro de São Luís, quando definirão a agenda de manifestações da greve e os esclarecimentos que serão feitas a população, inclusive sobre os grandes lucros do banco, que hoje pagam os seus empregados apenas com a arrecadação das excessivas taxas de serviço, e ainda incorporam somas valiosas aos seus patrimônios.  Na ocasião, os bancários maranhenses definirão a agenda de manifestações da greve para o período que vai depender dos donos de bancos, através da FENABAN.

Fonte – Ascom SEEB-MA