STJ veta prazo fixo de vigência ou revisão de medida protetiva da Lei Maria da Penha

A revogação ou modificação da medida protetiva de urgência concedida em favor da mulher alvo de violência doméstica só pode ocorrer se ficar comprovado que a situação que ensejou a sua concessão não existe mais.

Essa conclusão é da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que deu provimento ao recurso especial do Ministério Público de Minas Gerais para afastar o limite de 90 dias fixado pelo juiz ao conceder a protetiva a uma mulher contra seu ex-namorado. O tema da duração dessas medidas, e sua própria natureza, tem sido motivo de debate na corte. A 6ª Turma já decidiu da mesma maneira, afastando a possibilidade de fixação de tempo de vigência.

A própria 5ª Turma, por sua vez, entendeu que a medida protetiva pode ser mantida mesmo nos casos em que o inquérito contra o agressor é arquivado. E a 3ª Seção, que une as duas turmas, já começou a julgar recursos repetitivos com o objetivo de fixar tese vinculante sobre o assunto. O relator é o ministro Joel Ilan Paciornik, que propôs que essas protetivas não sejam mantidas sem um procedimento real em andamento ou em vias de ser aberto, mas defendeu que a revogação só ocorra após oitiva da vítima. O julgamento foi interrompido por pedido de vista e tem previsão de retomada na próxima quarta-feira (23/10), se o colegiado tiver quórum suficiente.

Ex-namorado incendiário

O caso concreto julgado pela 5ª Turma trata de uma mulher que pediu a protetiva porque seu ex-namorado ateou fogo ao carro do atual marido durante uma madrugada. Ela, porém, não expressou o desejo de representar criminalmente contra o homem.

O juiz de primeiro grau não concedeu a medida e extinguiu a ação. O MP-MG apelou e conseguiu a protetiva, que foi fixada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais com prazo de 90 dias de duração. No recurso especial, o MP-MG destacou que, não havendo limite na lei, a protetiva só deve ser revogada quando demonstrada a mudança da situação fática que deu origem ao pedido.

O órgão sustentou que deixar a cargo da vítima manifestar interesse na prorrogação da medida implicaria deixar as pessoas que sofrem violência doméstica desprotegidas, diante da automática revogação e o tempo até uma nova decisão.

Segundo o MP mineiro, exigir que a pessoa, de tempos em tempos, busque os órgãos responsáveis por salvaguardar sua integridade resulta em violência institucional e revitimização.

Sem prazo, mas pode reavaliar

Relator do recurso especial na 5ª Turma, o ministro Ribeiro Dantas concluiu que, ao fixar prazo de duração para a protetiva, o Judiciário restringe e debilita a tutela da segurança da vítima, presumindo sem nenhum indício que o risco que ela sofre vai se esvair ao longo do tempo. Para ele, a vigência da medida deve se estender enquanto continuar a situação de perigo. “No silêncio da vítima e do agressor, presume-se a continuidade da situação de risco”, avaliou ele.

Ainda assim, o ministro destacou que o juiz poderá, se julgar apropriado, fixar um prazo específico, de acordo com as peculiaridades do caso, e revisar periodicamente a necessidade de manutenção da protetiva.

“Esse procedimento deve assegurar, invariavelmente, a oportunidade para a manifestação prévia das partes, antes da eventual cessação das medidas.”

Como tem sido a praxe, ele propôs e obteve a aprovação de uma tese jurídica, que não é vinculante, mas serve à jurisprudência e para orientar juízes e tribunais: A revogação ou a modificação das medidas protetivas de urgência demanda comprovação concreta da mudança nas circunstâncias que ensejaram sua concessão, não sendo possível a extinção automática baseada em presunção temporal.

Fonte: CONJUR

Ministro Flavio Dino com liminar reduz prazo para aposentadoria de policiais mulheres

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, concedeu medida cautelar para anular trechos da reforma da Previdência (EC 103/2019) referentes à aposentadoria de policiais e agentes penitenciários federais.

Ministro lembrou que Constituição contempla diferenciação na redação original. Os dispositivos previam o mesmo tempo de contribuição para homens e mulheres que atuam nessas áreas. Dino determinou que os prazos referentes às policiais federais e também civis mulheres devem ser três anos menores do que os dos homens até que o Congresso Nacional edite uma nova norma, com uma diferenciação que entenda ser cabível. A decisão foi tomada no âmbito de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) contra os artigos 5º, caput, e 10, §2º, I, da emenda constitucional.

Os dispositivos passaram a exigir, para a concessão da aposentadoria aos policiais e agentes penitenciários federais, 55 anos de idade, com 30 de contribuição e 25 de efetivo exercício em cargo dessas carreiras, “para ambos os sexos”. Para a associação, os critérios idênticos afrontam os princípios da vedação ao retrocesso social, da isonomia material e da dignidade da pessoa humana. A Adepol defendeu ainda que a mudança afetou também as policiais civis, já que os estados costumam espelhar no regramento dessas servidoras o que é legislado pela União.

Igualdade material de gênero

O ministro Flavio Dino destacou na decisão que, a Constituição Federal tem contemplado, desde a sua redação original, requisitos diferenciados para a aposentadoria de servidores, a fim de promover a igualdade material de gênero.

“Sob o vetor da isonomia, cuja máxima está em dispensar tratamento desigual aos desiguais, na medida das suas desigualdades, o legislador constitucional vem adotando disciplinamento específico por gênero não somente quanto aos requisitos da idade e do tempo de contribuição, como também no que tange a condições especiais a que submetidos determinados profissionais, a exemplo das carreiras policial (civil e federal) e do magistério”, escreveu o ministro.

“Concluo que os dispositivos impugnados se afastam do vetor constitucional da igualdade material entre mulheres e homens, a merecer a pecha da inconstitucionalidade pela não diferenciação de gênero para policiais civis e federais”, acrescentou Dino ao suspender a eficácia da expressão “para ambos os sexos” nos dispositivos impugnados, ratificou.

Fonte: CONJUR

 

Comissão do Senado aprova projeto para aumentar pena de crimes sexuais praticados por profissionais da saúde

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado, aprovou projeto que aumenta a pena dos crimes sexuais quando praticados por profissional de saúde em exercício da função. O texto vai à Câmara dos Deputados, exceto se houver recurso para análise do Plenário. Segundo o relator do projeto de lei (PL) 1.998/2012, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), todos os crimes contra a dignidade sexual previstos no Código Penal (Decreto-Lei 2.848, de 1940) poderão ter punição aumentada de um terço à metade. 

“O estupro levado a efeito por profissional da área de saúde em desfavor de pessoa submetida a atendimento ou tratamento clínico ou hospitalar é conduta repugnante que merece sua resposta penal incrementada”, disse o senador.

Emenda de Flávio Bolsonaro ainda aumenta a pena na metade especificamente nos casos em que a vítima seja paciente em situação de atendimento, procedimento ou tratamento clínico ou hospitalar. Esse trecho não abrange, porém, certos crimes, como atentado ao pudor.

Autor da proposta, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) afirmou que apresentou o projeto motivado por uma situação vivida em sua família. “Vivi na pele, com a minha ex-mulher em Goiânia, esse fato e tenho certeza que, neste momento [com a aprovação], ela está muito feliz.”

O projeto é analisado em conjunto com outros dois que tratam do mesmo tema, ambos prejudicados pela aprovação: o PL 3.464/2019, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE); o PL 2.016/2022, da ex-senadora Simone Tebet, atual ministra do Planejamento e Orçamento; e o PL 2.034/2022, da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Jornal da Cidade Online

 

STF é enquadrado pelo maior jornal do mundo –The New York Times

O STF foi tema de mais uma reportagem do jornal americano The New York Times. O título da matéria é: “A Suprema Corte do Brasil está salvando a democracia ou ameaçando-a?”. A reportagem mostra como, depois de aumentar excepcionalmente os seus poderes sob a justificativa de conter o que seriam as ameaças bolsonaristas ao Estado de Direito, o tribunal se tornou motivo de preocupação por se recusar a voltar ao leito da normalidade democrática.

A reportagem diz que “a agressão da corte agora atrai a atenção global, com a ajuda de Elon Musk”, antes de relatar a censura ao X imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, porque o dono da rede social se recusou a obedecer às ordens do ministro para suspender perfis de comentaristas de direita que supostamente atentavam contra a democracia brasileira.

“Em entrevistas, quatro altos funcionários da Procuradoria-Geral do Brasil descreveram as ações do tribunal como uma ampla captura de poder, disseram que faltava responsabilidade ao tribunal e reclamaram que as suas investigações se arrastaram por anos sem solução”, afirma a reportagem.

O jornal diz que “no início de 2019, notícias sugeriram que uma extensa investigação de corrupção, a operação Lava Jato, estava começando a investigar alguns integrantes da corte, incluindo o presidente do tribunal na época, o ministro Toffoli”.

O New York Times entrevistou ministros do STF, que disseram que “a democracia no Brasil permanece sob ameaça e que “criticá-los prejudica os seus esforços para protegê-la”.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou: “Estamos lidando com gente perigosa, e não devemos nos esquecer disto”.

O jornal, então, lhe perguntou: “Mas o que acontece se o tribunal estiver errado?”

“’Alguém deve ter o direito de cometer o último erro’, disse ele. ‘Não acho que erramos, mas a palavra final é da Suprema Corte’.”

O jornalista Glenn Greenwald comentou:

“O NYT hoje explora os abusos severos e arbitrários de poder e censura impostos pelo Ministro Alexandre de Moraes. Mostra como autoridades que tomam os poderes extraordinários com base em supostas ‘emergências’ nunca os renunciam.”

Jornal da Cidade Online

Palestrante mostra a bunda na UFMA e canta o funk ‘educando com o c*’ de conotação sexual

Durante um seminário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a palestrante Tertuliana Lustosa mostrou literalmente a bunda para os universitários e demais pessoas que participavam do evento. Além de mostrar as nádegas, Tertuliana canta uma música com conotação sexual, com o nome “educando com o C”.  A música é da banda “A Travestis” na qual, Tertuliana integra.

Nas redes sociais, a palestrante e exibicionista de bunda Tertuliana se manifestou:

“Convido vocês a conhecer a minha pesquisa: Educando com o C… e entender que a universidade é sim lugar de múltiplas formas de conhecimento, inclusive do proibidão. Obrigada @gaepufma pelo convite”, afirmou.

O Diário do Poder entrou em contato com a UFMA sobre o fato ocorrido e aguarda resposta.

Não é a primeira vez que Lustosa faz essa polêmica apresentação com conotação sexual em uma universidade. No dia 5 de maio de 2023, a cantora que também é escritora e historiadora, fez uma apresentação na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com o mesmo tema.

O vídeo repercutiu nas redes socias e Tertuliana com uso de “linguagem neutra”, foi a público falar sobre o fato ocorrido na ocasião:

“A minha aula “Educando com um c” foi um sucesso, realmente faz todo o sentido educação é corpo, prazer, transcendência. O koo educou e muito e em breve esse encontro só me mostrou o quão importante é quebrar tabus na universidade sim, na UFBA, sim onde sou mestranda com muita dificuldade. A mídia distorceu tudo, debocharam do nosso evento e inclusive tentaram acabar com ele, mas ele aconteceu e foi lindo obg a todes que estavam lá”, afirmou.

Diário do Poder

 

Ministra da Saúde sabia que transplantados receberam órgãos contaminados com HIV, mas não investigou

A ministra Nísia Trindade, da Saúde, reconheceu nesta quarta (16) que o ministério sabia da contaminação por HIV de pacientes transplantados no Rio de Janeiro há um mês, mas que não tocou a investigação adiante por falta de evidências. Na semana passada, quando o caso veio à tona, a pasta informou que havia iniciado uma apuração interna no dia 14 de setembro, quando recebeu a primeira notificação de um paciente infectado.

Nísia afirmou que antes da denúncia, na última sexta (11), não havia motivo para acionar a autoridade. “Apenas quando se caracteriza suspeição de possível ação criminosa é que a polícia deve ser acionada. E a partir do momento que novos casos foram verificados e que indícios começam a ser levantados, é que eu procurei a Polícia Federal, que é o papel que cabe a uma instância federal”, disse.

Nísia Trindade afirmou que o Ministério da Saúde tomou conhecimento do primeiro caso de infecção no dia 14 de setembro, após o receptor informar a contaminação e o doador ter passado por uma retestagem. Após essa notificação, a pasta diz ter enviado um ofício à Central de Transplantes do Rio de Janeiro e instituições envolvidas exigindo medidas após a identificação do caso. No entanto, a investigação pela Polícia Federal começou apenas após a revelação de que outras cinco pessoas haviam sido infectadas pelo HIV por órgãos transplantados contaminados.

Jornal da Cidade Online

Ouvidoria do TJMA adota atendimento online exclusivo para as pessoas idosas

Com o objetivo de promover inclusão digital, eficiência e acessibilidade nos serviços do Judiciário, a Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) adotou um novo formulário on-line voltado para o atendimento de pessoas com 60 anos ou mais. A medida visa melhorar a qualidade no atendimento dessa população, conforme o que estabelece a Resolução Nº 520, de 18/09/2023, que trata da Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas interseccionalidades.

O ouvidor do TJMA, desembargador Antônio José Vieira Filho, destacou que a implementação do atendimento on-line exclusivo para pessoas idosas reflete o compromisso do Judiciário maranhense em promover inclusão e acessibilidade. “A iniciativa permitirá à pessoa idosa exercer seus direitos com maior facilidade e autonomia, eliminando barreiras que dificultam o acesso à justiça”, ressaltou. 

O formulário eletrônico oferece um processo mais simplificado, facilitando o acesso à justiça e garantindo a proteção dos direitos dessa faixa etária. Além disso, a ferramenta auxiliará na identificação de violações recorrentes aos direitos das pessoas idosas, permitindo a implementação de políticas públicas e ações direcionadas.

Para acessar o formulário, basta entrar no Portal do Judiciário (www.tjma.jus.br), selecionar a opção Ouvidoria no menu superior, clicar em Formulário Eletrônico, escolher Questões do Poder Judiciário e, em seguida, a opção Atendimento à Pessoa Idosa.

Agência TJMA de Notícias

 

Ministros do STF Luís Barroso e Dias Toffoli foram a evento na Itália patrocinado pela JBS

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e do ministro Dias Toffoli em um evento na Itália promovido pelo grupo Esfera Brasil. O evento teve como um dos patrocinadores o grupo JBS, sobre o qual há ações no Supremo. Girão disse ter feito um pedido urgente de informações ao STF sobre essa viagem.

“Se isso não é conflito de interesse, eu não sei o que é, porque me parece algo muito sério se dar um grau de irrelevância qualquer a uma atitude como essa. São eventos nos quais, no mínimo, quando estão chamando um ministro do STF, eles deveriam absolutamente nem participar. […] 

Eles são relatores de várias ações de interesse da empresa JBS. O ministro [Barroso], em vez de pedir desculpas ao povo brasileiro, diz que isso é ‘preconceito contra a iniciativa privada’.”

Girão também criticou declaração de Barroso sobre uma série de propostas aprovadas pela Câmara do Deputados na semana passada para limitar poderes do STF e ampliar as possibilidades de impeachment dos ministros do Supremo. Barroso disse que não se deve mexer em instituições que estão em funcionamento e cumprem bem seu papel. Para o senador, o presidente do Supremo é “um dos maiores ativistas políticos e ideológicos da história do STF”.

O senador voltou a cobrar do Senado a análise de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Ele lembrou ter apresentado em 2022 um pedido de impedimento contra Barroso. E criticou o ministro Alexandre de Moraes por “graves abusos de autoridade”. 

“A gente tem jornalista com o passaporte retido, coisa que você só via no nazismo. A gente tem jornalistas com a conta bancária bloqueada. A gente tem pessoas, milhares de pessoas com a rede social derrubada por ordem judicial. Veja a humilhação que aconteceu com a rede X. E está aí. 

Os dados continuam. Até um senador da República, o Marcos do Val [Podemos-ES], com rede social bloqueada até hoje. Então, está tudo errado o que está acontecendo. Está todo mundo vendo isso. A gente precisa agir. Não tem mais clima no Senado para nada.”

Jornal da Cidade Online

 

PT assina resolução do Foro de São Paulo que reconhece ‘vitória’ do ditador venezuelano Nicolás Maduro

O partido do presidente Lula esteve presente em uma reunião de grupos de esquerda realizada no México, quando decidiu apoiar o ditador venezuelano, seguindo orientação de outros participantes.

O Partido dos Trabalhadores (PT) assinou uma resolução do Foro de São Paulo, na qual reconhece a vitória eleitoral de Nicolás Maduro e expressa apoio ao regime venezuelano. O documento foi elaborado e divulgado durante um encontro de partidos de esquerda, realizado no México, simultaneamente à posse de Claudia Sheinbaum, a nova presidente do país, de orientação esquerdista.

Em um texto de sete páginas, os partidos de esquerda fazem críticas diretas a presidentes de centro ou centro-direita da América Latina, como Daniel Noboa, Javier Milei e Luis Lacalle Pou, além de se posicionarem contra o “imperialismo” dos Estados Unidos. O documento também elogia iniciativas do “Sul Global”, liderado pelas ditaduras da China e Rússia. No trecho dedicado a Maduro e à Venezuela, os partidos de esquerda pedem “respeito pelas instituições democráticas da Venezuela” e pelos resultados eleitorais, que “conferiram a vitória” a Maduro.

“Dadas as ações da extrema direita, torna-se imperativo que as nossas forças políticas apelem ao respeito pelas instituições democráticas da Venezuela e à autodeterminação do povo venezuelano em relação aos resultados eleitorais que deram a vitória ao Presidente Maduro”, escreveram os esquerdistas no documento, datado de 24 de setembro.

Eles ainda mencionam um evento da esquerda ocorrido na Venezuela em setembro: “Saudamos o recente Congresso Mundial contra o Fascismo, o Neofascismo e Expressões Similares, nos dias 10 e 11 de setembro em Caracas, bem como a criação da Internacional Antifascista. A realização desta atividade na Venezuela tem uma importância transcendental, devido à coordenação internacional e ao trabalho conjunto das forças de extrema direita para atacar os resultados das eleições presidenciais venezuelanas e a vitória do presidente Nicolás Maduro.”

Diário do Poder

 

Ministro Flavio Dino manda a PF investigar deputados federais por discursos no exercício do mandato

Os parlamentares Marcel Hattem e Gilberto Silva serão investigados pela PF e podem vir a ser monitorados por decisão do ministro Flávio Dino. Nesta semana, a informação de que o STF, na figura do ministro Flávio Dino, abriu um inquérito contra o deputado Marcel van Hattem pegou todos de surpresa. Marcel disparou em suas redes sociais: “STF cruzou a última linha na agressão à democracia parlamentar: por minhas falas sobre o delegado Fábio Alvarez Shor na tribuna da Câmara, o ministro Flavio Dino decidiu instaurar inquérito e determinou que a Polícia Federal abra investigação contra mim. Absurdo!!! 

É o fim da democracia e da imunidade parlamentar! Mas não me dobrarei, jamais,” afirmou o parlamentar. Marcel fez um discurso fortíssimo na tribuna da Câmara e mostrou, o absurdo da decisão do STF.

A história voltou a se repetir. Outro deputado, Cabo Gilberto Silva, também virou alvo de Flávio Dino:

“Ministro do STF ‘IMPARCIAL’ Flávio Dino decide abrir inquérito para que a Policia Federal me investigue por fala na tribuna da Câmara dos Deputados. Estamos em uma ditadura? O Art 53 mais uma vez é rasgado por quem deveria proteger a Constituição”, revelou.

Marcel comentou: “Toda minha solidariedade, Cabo Gilberto!! Absurda essa perseguição, agora o mesmo acontece contigo! Mas vamos vencer, o tamanho da solidariedade que recebemos é impressionante. Mais um inquérito inconstitucional aberto por quem deveria, justamente, defender a Constituição e jamais interferir no Poder Legislativo!”

Jornal da Cidade Online