Donald Trump pressiona bancos brasileiros. O cerco vai aumentar sobre as determinações da Lei Magnitsky

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enviou uma comunicação formal a instituições financeiras brasileiras solicitando informações sobre a implementação das sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O documento foi enviado nessa terça-feira (2) pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) para verificar as providências adotadas pelos bancos em relação às determinações da Lei Magnitsky.

A notificação coincide com o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Em julho de 2025, o governo Trump incluiu Moraes na lista de sancionados sob a Lei Magnitsky, mecanismo americano que pune pessoas acusadas de violar direitos humanos ou praticar atos de corrupção. A Lei Magnitsky determina o bloqueio de bens e ativos que o sancionado possua em território americano. A legislação proíbe empresas e entidades financeiras dos EUA de realizarem operações com o indivíduo, incluindo restrições ao uso de bandeiras internacionais de cartões como Visa e Mastercard.

Esta comunicação é o primeiro passo para averiguar se as instituições do Brasil cumprem as determinações impostas. O Departamento poderá aplicar sanções secundárias caso identifique descumprimentos, como multas às instituições financeiras brasileiras e punições a executivos dos bancos. Os bancos que operam no Brasil precisam observar essas sanções por manterem representações nos Estados Unidos. Pelo menos uma instituição financeira já bloqueou um cartão pertencente a Moraes, oferecendo como alternativa um cartão da bandeira brasileira Elo para pagamentos dentro do território nacional.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve reunido com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acompanhado do empresário Paulo Figueiredo. Durante o encontro, manifestaram preocupações de que os bancos brasileiros não estariam implementando completamente as sanções contra o ministro do STF. A justificativa do governo americano para aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes baseia-se em alegadas violações de direitos humanos. Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o ministro teria realizado “detenções preventivas injustas”, silenciado opositores políticos e ordenado bloqueios de contas em plataformas digitais.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou não ter recebido de suas instituições associadas qualquer informação sobre comunicados do Ofac. “De todo modo, tais comunicados têm caráter confidencial e não são dirigidos à Febraban”, declarou a entidade em nota oficial. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos foi questionado sobre possíveis sanções, mas não respondeu até a noite de terça-feira. Aliados de Bolsonaro antecipam novas medidas punitivas contra autoridades brasileiras, tanto do STF quanto do governo federal. Entre as possíveis ações em análise pelo governo americano estão a restrição de vistos para mais autoridades brasileiras e punições financeiras adicionais. Existem discussões sobre a suspensão de parte das 700 exceções concedidas pelos EUA na aplicação de 50% das tarifas sobre produtos importados do Brasil.

A administração Trump já suspendeu a entrada nos Estados Unidos de oito ministros do STF: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também teve seu visto americano suspenso. As medidas restritivas alcançaram familiares de membros do governo brasileiro. A esposa e a filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiveram seus vistos cancelados. Esta ação específica estaria relacionada a uma possível retaliação americana ao Programa Mais Médicos implementado pelo Brasil.

Jornal da Cidade Online

Alexandre de Moraes é quem deveria estar sendo julgado por abuso de poder e erros jurídicos, diz jornalista

Na análise do jornalista Cláudio Dantas, é o ministro Alexandre de Moraes quem deveria estar sentado no banco dos réus. Além da despudorada prática de abuso de poder e a abundância de erros jurídicos, vem agora à tona o testemunho de um dos operadores da ‘farsa’, o ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

O jornalista, em artigo originalmente publicado em seu site, faz uma breve descrição desses absurdos. Confira:

“O julgamento de Jair Bolsonaro não é sobre Jair Bolsonaro, mas sobre a Justiça brasileira. É ela quem está sendo julgada pelas mãos de juízes sem imparcialidade ou pudor. É a reiterada e despudorada prática do abuso de poder que torna esse julgamento histórico, sob a cobertura enviesada da mídia comercial e o silêncio cúmplice dos operadores do direito.

Não vou me repetir sobre a ausência de provas, a abundância de erros jurídicos e a absoluta falta de lógica que comprometem do início ao fim a ação penal sobre a trama golpista. Chamo a atenção para o depoimento de Eduardo Tagliaferro, que, paralelamente ao julgamento do STF, exibiu ao Senado documentos que implicam Alexandre de Moraes em fraude processual das mais grossas.

Segundo o ex-assessor, a operação de busca e apreensão autorizada por Moraes contra empresários bolsonaristas foi uma verdadeira armação.

Primeiro, conversas consideradas ‘antidemocráticas’ foram vazadas de um grupo privado de WhatsApp e publicadas pelo site Metrópoles. Na sequência, o ministro mandou a Polícia Federal invadir a casa desses empresários e recolher celulares, computadores e mídias. Depois, esse material — fruto de ‘pesca probatória’ — foi usado para forjar de forma retroativa a fundamentação para a busca e apreensão.

O ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, do TSE, afirmou que a publicação ocorreu no dia 17 de agosto de 2022. Mesmo sem confirmar a veracidade da reportagem, o ministro deflagrou a operação no dia 23. O embasamento, porém, só veio no dia 27, cinco dias depois.

Tagliaferro, além de mostrar os documentos (planilhas, e-mails e documentos) afirmou ter recebido o pedido de um assessor de Moraes para construir um “ambiente, uma história” com data retroativa para justificar a busca e apreensão. O ex-assessor disse que escondeu seu notebook com as provas e chegou a dormir no carro com medo de uma operação contra ele.

Em outro momento do depoimento aos senadores, Tagliaferro relatou outros pedidos, inclusive por parte de Paulo Gonet, o PGR, como os de “pacotinhos de 100 e 200 pessoas” para serem condenadas. Tudo era, segundo ele, alinhado previamente com o próprio ministro, num conluio semelhante ao que levou à anulação da Lava Jato.

Essas denúncias se somam à perseguição política, com fichamento ideológico e ações clandestinas de inteligência que desafiam, não só a moralidade pública e a imparcialidade judicial, mas a própria base da República. É surreal e inevitável chegar à conclusão de que, não é Bolsonaro quem deveria estar sob julgamento, mas o próprio juiz Alexandre de Moraes; que já não tem condições para permanecer como ministro e muito menos como julgador desta fastidiosa ação penal.”

Jornal da Cidade Online

Federação União Progressista dos partidos União Brasil e Progressistas rompe com governo Lula e defende anistia

A federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu nesta terça-feira (2) romper com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retirar todos os seus filiados de cargos ministeriais. A medida atinge diretamente André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), que deverão deixar suas funções até o fim de setembro. Mesmo com a saída, aliados estratégicos das duas legendas devem continuar em postos-chave da administração federal, como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal.

A decisão ocorre em meio ao início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF e coincide com a escolha de União Brasil e PP de apoiar uma proposta de anistia para todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A articulação, no entanto, preservaria a inelegibilidade de Bolsonaro, que continuaria impedido de disputar eleições.

A ruptura marca o agravamento da relação entre Lula e os dois partidos do centrão. Na semana anterior, o presidente cobrou maior fidelidade em reunião ministerial e sugeriu que ministros sem disposição de defender o governo deixassem os cargos. As declarações, somadas a críticas pessoais a Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), presidentes das legendas, geraram desconforto e precipitaram a saída.

A movimentação aumenta a instabilidade do Executivo no Congresso, já que União Brasil e PP controlavam quatro ministérios, a Caixa e diversos cargos regionais. Agora, a base oficial do governo na Câmara deve encolher para 259 deputados, número apenas ligeiramente superior à maioria mínima necessária, o que pode dificultar a aprovação de projetos estratégicos em um cenário de queda na popularidade do Planalto.

Jornal da Cidade Online

Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes disse no Senado que as eleições de 2022 foram decididas pelo TSE

Tagliaferro afirma que houve um direcionamento para beneficiar o lado político atual do poder e deslegitimar o outro. Ex-assessor do TSE, Eduardo Tagliaferro participou, por meio de videoconferência, de audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado. O ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta terça-feira (12) que houve “um direcionamento político” comandado por Moraes com o objetivo de “denegrir a imagem de um polo político e exaltar outro”.

Para Tagliaferro as medidas são graves e atentaram contra as eleições de 2022.

“Havia sim, de fato, um direcionamento político, por ele e por sua equipe e seus colaboradores mais próximos com o objetivo de, naquele momento, denigrir a imagem de um polo político e exaltar a imagem de outro polo político. Isso é gravíssimo e isso atentou contra as eleições”, declarou Eduardo na Comissão de Segurança Pública do Senado.  Segundo o ex-assessor, o magistrado teria solicitado diretamente a ele e a outros colaboradores próximos que monitorassem conteúdos em redes sociais, vídeos e publicações relacionados ao processo eleitoral. O material, uma vez compilado, era transformado em relatórios e encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Moraes na época, ou, em alguns casos, ao próprio gabinete no STF.

“No período eleitoral, houve, não um monitoramento, mas sim um direcionamento determinado por Alexandre de Moraes. Ele enviava a mim e a outras pessoas vídeos, publicações em redes sociais, para que fizéssemos um levantamento e confeccionássemos um relatório”, afirmou Tagliaferro.

Tagliaferro que é ex-assessor-chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, também alegou que a Corte Eleitoral foi usada como canal preferencial para esses procedimentos, devido à “menor burocracia”, e que, em situações mais complexas, os casos eram encaminhados ao STF, onde, segundo ele, havia espaço para “maracutaias judiciais”.

Jornal da Cidade Online

 

Farsa Jurídica Contra Bolsonaro revela um autêntico Tribunal de Exceção

Hoje, 2 de setembro de 2025, o Brasil assiste ao início de um dos julgamentos mais controversos de sua história recente: a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado. O que deveria ser um marco na defesa da democracia, segundo alguns, revela-se, sob escrutínio, um processo permeado por falhas jurídicas graves, que comprometem a legitimidade do Judiciário e expõem uma perigosa concentração de poder nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente na figura do ministro Alexandre de Moraes. Longe de ser um exemplo de justiça, este julgamento tem sido descrito como um “teatro político” que fere princípios constitucionais, ignora garantias fundamentais e põe em xeque a própria democracia que diz proteger.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, acumula papéis incompatíveis com a imparcialidade exigida em um processo penal. Ele é, simultaneamente, o responsável pela condução das investigações, a vítima de supostas ameaças descritas na denúncia (como o plano “Punhal Verde Amarelo”, que incluía seu assassinato) e o julgador. Essa concentração de funções viola o princípio do juiz natural e a imparcialidade judicial, garantidos pela Constituição Brasileira e pelo Pacto de San José da Costa Rica. Como apontado em postagens no X, juristas como Márcio Thomaz Bastos e Ricardo Lewandowski já alertaram, em casos como o do Mensalão, que tal acúmulo de papéis compromete a legitimidade do julgamento. A presença de Moraes como figura central do processo reforça a percepção de que o resultado já está determinado, minando a confiança na isenção do Judiciário.

A escolha da Primeira Turma do STF, composta por apenas cinco ministros, para julgar um caso de tamanha relevância tem sido criticada. Segundo o advogado Renato Vieira, crimes supostamente cometidos por um ex-presidente da República, especialmente os de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito (criados em 2021), deveriam ser analisados pelo Plenário, com os 11 ministros, conforme previsto no Regimento Interno do STF. A decisão de manter o julgamento na Primeira Turma, onde Moraes exerce forte influência, levanta suspeitas de manipulação do foro para garantir um desfecho favorável à acusação. Além disso, o STF mudou seu entendimento em abril de 2025, permitindo que crimes de ex-presidentes sejam julgados pela Corte mesmo após o fim do mandato, mas essa alteração ocorreu após a ação penal contra Bolsonaro já ter sido iniciada, o que, para a advogada Maíra Beauchamp Salomi, torna o STF um foro inadequado para o caso.

A defesa de Bolsonaro e dos demais réus tem denunciado repetidamente o cerceamento de defesa, uma garantia fundamental prevista no artigo 5º da Constituição. Advogados alegam que não tiveram acesso integral às provas que embasam a denúncia, incluindo o material bruto da investigação da Polícia Federal. Em alguns casos, documentos foram juntados aos autos apenas um dia antes das audiências, dificultando a análise adequada. O advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, destacou que espera maior acesso ao material com a abertura da ação penal, já que, até o momento, a defesa foi limitada em sua capacidade de contestar as acusações. Essa falta de transparência compromete o princípio do contraditório e da ampla defesa, pilares do devido processo legal.

A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é um dos pilares da acusação, mas tem sido contestada. A defesa classifica Cid como um “delator sem credibilidade” e pede a nulidade de sua colaboração, alegando que Moraes conduziu pessoalmente as perguntas em uma audiência em 19 de novembro de 2024, violando a legislação que regula delações premiadas. Segundo o advogado Renato Vieira, o ministro desrespeitou a lei ao realizar questionamentos de mérito, o que compromete a imparcialidade do processo. A Polícia Federal admitiu que não conseguiu recuperar áudios, imagens e vídeos citados na delação, o que enfraquece a robustez das provas e reforça a percepção de que o processo se baseia em uma narrativa frágil.

Juristas como Luiz Augusto Módolo e advogados da defesa argumentam que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) são insuficientes para sustentar as acusações de golpe de Estado e organização criminosa. A minuta do golpe, encontrada na residência do ex-ministro Anderson Torres e no celular de Mauro Cid, é apontada como um documento que Bolsonaro conhecia, mas não há evidências concretas de que ele tenha tomado ações efetivas para implementá-lo. A defesa destaca que as reuniões com comandantes das Forças Armadas discutiram apenas medidas constitucionais, e o próprio Bolsonaro nega qualquer intento golpista. Postagens no X afirmam que a Polícia Federal reconheceu a ausência de elementos incriminadores em áudios e prints, sugerindo que o indiciamento tem motivações políticas, não jurídicas.

Desde agosto de 2025, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, usa tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais ou de contatar autoridades estrangeiras, medidas impostas por Moraes sob a justificativa de descumprimento de cautelares anteriores. A defesa considera essas medidas desproporcionais e afirma que não houve descumprimento, já que as postagens em redes sociais não foram feitas diretamente por Bolsonaro. A apreensão de celulares de advogados, apontada pela advogada Priscila Pamela Santos como uma violação do direito de defesa, é outro ponto controverso, pois pode comprometer a confidencialidade entre cliente e advogado, um pilar da democracia.

A composição da Primeira Turma, com ministros como Flávio Dino (ex-ministro da Justiça de Lula) e Cristiano Zanin (ex-advogado pessoal de Lula), alimenta a narrativa de um julgamento enviesado. O senador Hamilton Mourão e outros aliados de Bolsonaro classificaram o processo como “político, não jurídico”, apontando a velocidade 14 vezes maior que a do Mensalão e 10 vezes maior que a da Lava Jato como evidência de pressa para condenar o ex-presidente. A percepção de que o STF atua como um tribunal de exceção é reforçada por críticas internacionais, como as do The New York Times, que questiona se o Brasil vive uma “guinada autoritária” do Judiciário ou uma tentativa de conter ameaças à democracia.

O julgamento ganhou contornos internacionais com a intervenção do presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou o processo como uma “caça às bruxas” e impôs sanções contra Moraes, além de tarifas contra o Brasil. Essa pressão externa, mencionada pelo The New York Times e outros veículos, evidencia a polarização em torno do caso e levanta dúvidas sobre a legitimidade do processo aos olhos da comunidade internacional. A comparação com o caso de Trump, que também enfrentou acusações por tentativa de subversão eleitoral, reforça a narrativa de que o julgamento de Bolsonaro pode estar sendo instrumentalizado para fins políticos.

O julgamento de Jair Bolsonaro, que começa amanhã, deveria ser um momento de afirmação da justiça e da democracia. No entanto, as falhas jurídicas apontadas — desde a concentração de poderes em Alexandre de Moraes até o cerceamento de defesa, a fragilidade das provas e a percepção de um julgamento político — transformam o processo em um espetáculo que ameaça os próprios valores que o STF diz defender. Como alertou o jurista Walter Maierovitch ao The New York Times, “esses erros não justificam a tentativa de golpe, mas não deveriam ser repetidos”. Para que o Brasil vire esta página de sua história, como deseja o advogado Sérgio Rosenthal, o Judiciário precisa respeitar o devido processo legal, garantir a imparcialidade e assegurar que a justiça seja feita, não apenas encenada.

*Este texto foi elaborado com base em análises de juristas, reportagens e postagens nas redes, refletindo as principais críticas ao processo.

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Reconhecimento e homenagem: Rozalvo Júnior valoriza as mulheres das diversas atividades profissionais

O jornalista, escritor, modelo fotográfico nacional, Rozalvo Júnior, que é autista de alta performance (testes científicos), inicia uma nova fase em sua trajetória nacional vitoriosa, ou seja, de superação e de sucesso. Ele, que vem expandindo suas atividades profissionais mundo afora, está há mais de 40 anos no ar. Uma história nacional inspiradora, de alto-astral e de muita sorte. Rozalvo já passou por vários veículos de comunicação e, com seu talento, com sua sensibilidade, criatividade e competência, prima pelo perfeccionismo em tudo o que faz em suas atividades pessoais e profissionais, e uma atenção especial de valorização para as mulheres em todos os segmentos sociais.

A bela voz de Rozalvo Júnior, segundo a crítica especializada, possui um padrão e uma referência nacional. Rozalvo já realizou vários shows e gravações nacionais e já foi premiado pela Academia Maranhense de Letras, com uma Medalha, em razão de seu trabalho literário e histórico, onde entrevistou também personalidades locais e nacionais, tais como: José Sarney, José Chagas, Arlete Nogueira da Cruz, Josué Montello, Zélia Gattai e Lygia Fagundes Telles, dentre outros. Ele recebe sempre muitos elogios por seu trabalho luminoso dedicado ao Jornalismo, à Literatura, à Internet, à Comunicação.

O conceituado escritor, jornalista e modelo fotográfico nacional (valorizando os Lençóis Maranhenses, o Nordeste, o Brasil, o mundo), Rozalvo Júnior, proveniente de uma família de políticos, está escrevendo também uma biografia, onde vai relatar vários fatos marcantes e especiais sobre sua trajetória, como, por exemplo: o método que utilizou para alcançar o sucesso por meio da superação, do talento, da perseverança e da resiliência. A história de Rozalvo Júnior é muito inspiradora. Sua trajetória brilhante revela que é possível se reinventar na maturidade, ou seja, inspirando gerações mundo afora…

Fotografia: Rozalvo Júnior com a amiga especial Maria Regina Telles (jornalista, empresária, radialista, produtora, repórter, defensora da preservação do meio ambiente e diretora da empresa Comunicativa @comunicativama).

Fonte: AFD

 

E o Projeto de Lei da “Adultização” nada diz sobre emissoras de TV?

                                                                                                                                                                  Percival Puggina

No início dos anos 90, preocupados com a erotização precoce de crianças e adolescentes, levando à gravidez, ao aborto e à prostituição, criamos em Porto Alegre um grupo de leigos para formação da “consciência crítica” das famílias através de palestras em paróquias da Igreja Católica. Cumprimos essa missão por uns poucos anos. Éramos jovens e a vida nos dispersou para outras paragens e responsabilidades.

Naquela época, a internet sequer operava comercialmente no Brasil. Não havia algo que merecesse o nome de “ambientes digitais”. Não existiam redes sociais. Salvo falha da memória, apenas um membro do grupo, com atuação na área jurídica, tinha computador com impressora. O que mais nos preocupava eram as novelas, os programas de TV e sua influência na erotização precoce.

Por isso, louvei, outro dia, a manifestação do Alexandre do bem, o Garcia, chamando a atenção da audiência do “Oeste Sem Filtro” para o fato de que a tal “adultização” acontece principalmente na programação de emissoras de TV. Ao discorrer sobre o tema, Alexandre Garcia mostrou que o PL contra a adultização chega tarde e esquece o principal. O foco desse projeto, de tanto interesse do governo, não são crianças e adolescentes. É o controle das redes e a autorização para regulamentar uma “autoridade nacional”, ideia fixa da esquerda que dá as cartas, joga de mão, apita o jogo político, parou o relógio em 8 de janeiro de 2023, e culpa a oposição por todos os erros que comete em cascata.

Se o projeto contra a adultização fosse o que dele é dito, incluiria, obrigatoriamente, a programação das emissoras de TV. Nem uma única vez, porém, o projeto menciona as palavras TV, emissora ou televisão, deixando tudo como víamos no início dos anos 90.

Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

Filho do ministro da justiça Ricardo Lewandowski advoga para empresa investigada por ligação ao PCC

Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, integra o corpo jurídico da Terra Nova Trading, empresa mencionada em investigação sobre esquema de fraude bilionária. A apuração é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), Polícia Federal (PF) e Receita Federal, que identificaram possíveis conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), o setor de combustíveis e instituições financeiras no Brasil. A informação veio a público nesta segunda-feira (1).

Registros judiciais mostram que Enrique Lewandowski atua como defensor da Terra Nova Trading em processos na Justiça brasileira. A empresa foi citada durante a Operação Carbono Oculto, que investigou esquemas de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. Mohamad Hussein Mourad, descrito pelo MPSP como “epicentro das operações” no esquema investigado, teria utilizado a Terra Nova Trading em suas operações. A importação de nafta era realizada com alíquota de 1%, enquanto em São Paulo a tributação normal seria de 25%.

Documentos judiciais indicam que Enrique Lewandowski representa a Terra Nova Trading em um processo tributário no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com último movimento processual registrado em 2019. Ele também atua em outro processo da empresa no Tribunal de Justiça de São Paulo, iniciado em 2021.

O ministro Ricardo Lewandowski não se pronunciou sobre o assunto até o momento. A assessoria de Enrique Lewandowski, por sua vez, emitiu nota esclarecendo sua atuação profissional.

“O advogado Enrique Lewandowski não atua no caso citado pela reportagem. Ele atua nas áreas cível e tributária para a Terra Nova Trading desde 2018. Enrique não advoga em temas criminais e não conhece processos nos quais não está constituído como representante legal. Ele repudia qualquer tentativa de criminalização da atividade advocatícia, reafirmando o compromisso com a legalidade e a ética profissional”, afirma a nota.

A Terra Nova Trading negou envolvimento em atividades ilegais. Em comunicado, a empresa confirmou que Enrique Lewandowski atua como seu representante legal desde 2018 em processos cíveis e tributários, conforme registros judiciais disponíveis.

Fundada em 1994, a Terra Nova Trading iniciou suas atividades na importação de automóveis para o Brasil. A empresa expandiu suas operações ao longo de três décadas, oferecendo serviços de importação e logística em toda a cadeia do comércio exterior.

No comunicado divulgado, a Terra Nova Trading afirmou ser exclusivamente prestadora de serviços, sem vínculos societários ou administrativos com a empresa Copape/Aster. A empresa informou que a Copape não é sua cliente desde janeiro de 2023, tendo mantido relação comercial por um curto período.

A Terra Nova Trading declarou que durante o período em que manteve relações comerciais com a Copape, todos os produtos importados seguiram a modalidade de importação indireta, permitida pela legislação brasileira. Segundo a empresa, estas operações foram certificadas pelos órgãos competentes, incluindo a Receita Federal do Brasil.

A empresa afirmou que nunca recebeu auto de infração do governo de São Paulo ou de autoridades federais. A Terra Nova Trading classificou como falsas as alegações contrárias, reiterando que suas atividades estão em conformidade com a legislação brasileira. No comunicado, a empresa disse que não praticou atividades em desacordo com as leis brasileiras durante a prestação de seus serviços. A Terra Nova Trading esclareceu que não possui controle sobre a gestão interna de seus clientes, incluindo o destino final dos produtos importados, mercados de atuação, estratégias de precificação e outras decisões comerciais.

Jornal da Cidade Online

Mais eficiente que a PF do Lula, CPMI aprova prisão de 21 investigados na roubalheira do INSS

A CPMI do INSS aprovou na noite desta segunda-feira (1º) o pedido do relator Alfredo Gaspar (União-AL) para que o STF decrete a prisão preventiva de 21 investigados por fraudes contra aposentados. Entre os alvos está o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo Gaspar, há provas suficientes da autoria e materialidade dos crimes, além de risco de fuga e ameaça a testemunhas.  “Estamos com indícios suficientes de autoria e prova da materialidade. O Brasil se encontra com milhares de encarcerados por delitos muito menores, portanto, considero um tapa na cara do brasileiro. Há um risco tremendo de fuga desses criminosos”, disse o relator.

O pedido agora será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, onde o ministro André Mendonça vai decidir sobre as prisões.

Veja lista de alvos de pedido de prisão da CPMI:

  1. André Paulo Felix Fidelis;
  2. Eric Douglas Martins Fidelis;
  3. Cecilia Rodrigues Mota;
  4. Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho;
  5. Thaisa Hoffmann Jonasson;
  6. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira;
  7. Alexandre Guimaraes;
  8. Antonio Carlos Camilo Antunes;
  9. Rubens Oliveira Costa;
  10. Romeu Carvalho Antunes;
  11. Domingos Savio de Castro;
  12. Milton Salvador de Almeida Junior;
  13. Adelinon Rodrigues Junior;
  14. Alessandro Antonio Stefanutto;
  15. Geovani Batista Spiecker;
  16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida;
  17. Vanderlei Barbosa dos Santos;
  18. Jucimar Fonseca da Silva;
  19. Philipe Roters Coutinho;
  20. Mauricio Camisotti;
  21. Marcio Alaor de Araujo – Citado Pelo Depoente Eli Cohen.

Jornal da Cidade Online

 

 

Mulher exaltada parte para a agressão contra o ministro Flavio Dino durante voo em São Luís. “avião contaminado”

O ministro Flávio Dino foi alvo de uma agressão dentro de um avião da Latam, na tarde desta segunda-feira (1º), em São Luís. O voo tinha como destino Brasília, com decolagem programada para 16h40. Uma mulher se exaltou e tentou agredir o magistrado, mas foi contida por seguranças. A mulher gritava frases contra Dino, dizendo que “não respeita esse tipo de gente” e que “este avião está contaminado”. Ela ainda questionou “onde o comunismo deu certo?”. O magistrado permaneceu sentado, de cabeça baixa, sem responder às provocações.

A mulher identificada como Maria Shirlei Piontkievicz é enfermeira e servidora pública. Ela estava em um grupo com 16 turistas. Um policial federal teria sido acionado e entrou no avião. A assessoria do ministro Flavio Dino diz “lamentar o ocorrido” e que “todas as medidas cabíveis foram adotadas pelas autoridades competentes.”

“Agressões físicas e verbais, ainda mais no interior de um avião, são inaceitáveis, inclusive por atrapalhar outros passageiros e colocar em risco a operação do próprio voo, que é um serviço essencial”, adiciona o texto. Maria Shirlei prestou depoimento e foi liberada. Ela assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência para registro de uma infração penal de menor potencial ofensivo.

Jornal da Cidade Online