Deputada pede afastamento do presidente da CBF, acusado de falsificação de assinatura na entidade

Ednaldo Rodrigues se enrolou até em suspeita de falsificação de assinatura. A deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ), protocolou um pedido de afastamento juntamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), para o afastamento de Ednaldo Rodrigues do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A solicitação ocorre em meio a uma crescente disputa jurídica e política envolvendo a CBF e seus dirigentes, como foco na acusação de falsificação de uma assinatura que ocorreu no último acordo dentro da entidade.

A deputada firmou seu pedido com o argumento de que a assinatura do ex-presidente interino da CBF, Coronel Nunes, foi falsificada em um documento que daria autonomia em decisões internas da entidade. O laudo pericial feito na assinatura, está anexado ao pedido de Daniela, utilizado juntamente com o vereador do Rio, Marcos Silva (Podemos), afirmando que a assinatura do ex-presidente Nunes, não seria autêntica. A denúncia foi recentemente formalizada junto ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), ampliando a pressão sobre o presidente Ednaldo.

A situação tem desfechos da eleição para presidente da CBF de 2022, no qual elegeu Ednaldo Rodrigues. Na época, dirigentes contestaram os resultados e entram com recursos judiciais. Em janeiro de 2024, o ministro Gilmar Mendes (STF), formalizou uma liminar que assegura Ednaldo no cargo. Depois foi tornado público que a CBF assinou um contrato milionário com uma empresa de um filho do togado do STF.

Diário do Poder

Ministro aposentado do STF, Marco Aurélio de Melo, duvida de ‘trama golpista’ sem Forças Armadas

Ministro aposentado lembra que anistia é ato soberano do Congresso. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello retrucou a imputação da suposta “trama golpista” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O ex-integrante da Suprema corte disse não compreender as acusações de tentativa de golpe de Estado, sem a ajuda das Forças Armadas.

“Eu não compreendo tentativa de golpe de Estado sem o apoio das Forças Armadas. Os cidadãos em si, em uma passeata, como ocorreu, quando o Estado não se fez presente em termos de repressão, que passaram à baderna, e aí à depredação pública, como se verificou e a todos os títulos (foi) lastimável”, disse o ministro em entrevista ao Globo News Debate, na noite desta terça-feira (6).

O ministro também foi perguntado sobre sua avaliação a respeito dos envolvidos, e a concessão de anistia. Para Mello, a medida é vista como um “ato soberano” do Poder Legislativo. Por fim, ele ainda indagou o fim da Operação Lava Jato, no qual ele classificou como um retrocesso.

“Anistia é ato do Congresso Nacional. A meu ver, é um ato soberano. Não há como justificar anistia. É perdão, é esquecimento, virada de página, busca da paz social, do entendimento entre as partes antagônicas. O que é pior: a anistia em si ou o enterro da Lava Jato sem o direito à missa de sétimo dia?” completou.

Diário do Poder

 

Anotações nos cadernos do “careca do INSS” põem de vez o governo Lula no roubo bilionário aos idosos

As evidências da participação de membros do governo Lula no roubo bilionário aos aposentados e pensionistas do INSS começam a aparecer com mais nitidez. A apreensão de cadernos com anotações de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, foi realizada durante a Operação Sem Desconto, deflagrada no último dia 23. Os tais cadernos foram encontrados em Brasília, no escritório do “Careca do INSS”, suspeito de ser lobista e facilitador do esquema.

Entre as anotações havia “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”. A suspeita é que essas anotações se refiram a pagamentos feitos pelo “Careca do INSS” ao ex-procurador-geral do INSS Virgílio Oliveira Filho e ao ex-presidente do instituto Alessandro Stefanutto. Os dois foram afastados de seus cargos em abril por decisão da Justiça Federal. Na semana passada, Carlos Lupi (PDT) deixou o Ministério da Previdência Social em meio à revelação do esquema. Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que a anotação encontrada nos cadernos do lobista “não guarda qualquer conexão com fatos, valores ou atos praticados por Alessandro Stefanutto, tampouco com decisões adotadas em sua gestão”. “Trata-se, ao que tudo indica, de citação apócrifa, sem autoria confirmada, contexto conhecido ou valor probatório”, disse a defesa.

Segundo as investigações, entidades como sindicatos “associavam” aposentados e pensionistas sem seu conhecimento e sua autorização, muitas vezes fraudando as assinaturas das vítimas. Com isso, faziam descontos mensais diretamente na folha de pagamento do INSS. Esse tipo de desconto em folha é permitido pela lei desde 1991, desde que haja consentimento expresso do aposentado. As entidades, em tese, oferecem serviços como assessoria jurídica e descontos em planos de saúde, farmácias e academias. Até o momento, a PF não sabe quantos aposentados e pensionistas foram lesados. A suspeita é que as fraudes tenham atingido cerca de 4 milhões de pessoas. O governo prepara um plano para ressarcir as vítimas.

Jornal da Cidade Online

 

A incompreensível “proteção” do governo brasileiro às facções criminosas

Representantes do governo Donald Trump reuniram-se com técnicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (6) e ouviram que, para o Brasil, facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) não podem ser classificadas pela legislação do país como organizações terroristas, e sim como criminosas.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, disse o seguinte a David Gamble, chefe interino da Coordenação de Sanções do Departamento de Estado dos EUA: “Não consideramos as facções organizações terroristas. Em primeiro lugar, porque isso não se adequa ao nosso sistema legal, sendo que nossas facções não atuam em defesa de uma causa ou ideologia. Elas buscam o lucro através dos mais variados ilícitos”.

Nos Estados Unidos, a gestão Trump tem buscado enquadrar grupos criminosos latino-americanos em atividades que, pela legislação local, podem ser associadas ao terrorismo. Isso ocorre, por exemplo, com a venezuelana Tren de Aragua. Os técnicos norte-americanos disseram aos brasileiros que defendem a classificação de organizações criminosas transnacionais como terroristas e citaram nominalmente PCC e CV. No entanto, os coordenadores do MJSP deram a resposta decepcionante, mas esperada. Afinal, quem não se lembra dos ‘diálogos cabulosos’.

Jornal da Cidade Online

 

Bancada do PDT no Congresso abandona o governo e Lula fica ainda mais enfraquecido

A bancada do PDT na Câmara dos Deputados decidiu nesta terça-feira (6) abandonar o alinhamento automático com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada quatro dias após o presidente licenciado da sigla, Carlos Lupi, pedir demissão do Ministério da Previdência, em meio a um escândalo de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso enfraquece ainda mais o combalido governo Lula.

A bancada do PDT na Câmara não recebeu bem o processo de saída de Carlos Lupi da Esplanada dos Ministérios. Dentro da sigla, a demissão de Lupi foi recebida como o ápice de um processo de fritura público e um “desrespeito” ao partido. Segundo o líder da legenda na Casa, deputado Mário Heringer (MG), a decisão foi “unânime pela independência”.

Jornal da Cidade Online

Ministro do TCU é o mais novo integrante do escândalo da roubalheira aos aposentados do INSS

O ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), é o novo personagem no escândalo do roubo às aposentadorias do INSS. É suspeito de dispensar reconhecimento facial e assinatura eletrônica, formas seguras para o aposentado autorizar desconto. E teria retirado o tema da pauta do TCU por cinco vezes, retardando providências. Ele e o filho, Tiago Cedraz, são conhecidos na Policia Federal. Em 2017, Tiago foi alvo da Operação Abate II, da Lava Jato, em esquema de propina na Petrobras. Teve as contas bloqueadas pelo juiz Sergio Moro.

Já em 2017, o jornal “O Globo” reproduziu algumas notícias envolvendo Tiago Cedraz.

Operação ‘Abate II’

Em 2019, o relator da Lava-Jato no STF, Edson Fachin, quis afastar Aroldo Cedraz do TCU por tráfico de influência. Perdeu por 3×2.

Operação ‘Registro Espúrio’

Tiago foi investigado em 2018 por fraude no Ministério do Trabalho. O STF o manteve solto, mas mandou prender seu sócio, Bruno Galeano.

Apenas coincidência?

O gabinete de Paulinho da Força também foi alvo da PF. O sindicado do qual é diretor Frei Chico, irmão de Lula, é ligado à Força Sindical.

Isto lembra alguma coisa

A PF investigou Cedraz e mais vinte em esquema de contribuições sindicais descontadas dos trabalhadores a maioria indevidamente.

Coluna do Claudio Humberto

Lula leva Alcolumbre para a Rússia onde vão acertar o preço para “enterrar as CPIs” da Anistia e do INSS

Lula embarcou na noite desta terça-feira (6) para a Rússia, onde certamente vai se sentir muito bem, perfilado ao lado de uma escória política inominável – Mongólia, Burkina-Fasso, Belarus e Venezuela. Sua companheira Janja, já está lá há uma semana, fazendo turismo com o dinheiro do povo brasileiro.

A presença notável na comitiva de Lula é a do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, sujeito extremamente ganancioso e que adora uma ‘negociação’. Para o jornalista Caio Junqueira, o governo está nas cordas e depende muito de Alcolumbre para sobreviver. É necessário enterrar a CPI do INSS.

“Não se sabe quando, nem como, haverá o ressarcimento das vítimas, nem de onde vai sair o dinheiro, mas se sabe perfeitamente o que fazer para enterrar uma CPI. É preciso tempo e concessões. (…) O preço é bem caro. Lula está disposto a pagar e Davi Alcolumbre disposto a receber.”

Jornal da Cidade Online

 

Analfabetismo funcional. Ensino caiu e está no nível de 2018, com 3 a cada 10 brasileiros analfabetos

Indicador de Alfabetismo Funcional entre jovens de 15 a 29 anos avançou de 14%, em 2018, para 16%, em 2024. O indicador mais básico para medir o nível de educação no Brasil, o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), não avança desde 2018. Divulgado nesta segunda-feira (5), o Inaf expõe que o país mantém no analfabetismo funcional três em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos. O que significa que 29% da população ou não sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de não entender pequenas frases ou identificar números de telefones ou preços.

Este cenário de desigualdade educacional alerta sobre a carência de importantes políticas públicas que podem reduzir esta disparidade no ensino público. Ainda mais diante do preocupante avanço do analfabetismo funcional entre jovens de 15 a 29 anos, que passou de 14%, em 2018, para 16%, em 2024.  Pesquisadores responsáveis pelo estudo atribuem esta piora entre a população jovem ao fechamento de escolas durante a pandemia de covid-19.

O indicador é alcançado por meio de um teste aplicado a uma amostra representativa da população, que estabelece como analfabetismo funcional os resultados com níveis mais baixos, analfabeto e rudimentar. O nível elementar é, sozinho, o alfabetismo elementar e, os níveis mais elevados, que são o intermediário e o proficiente correspondem ao alfabetismo consolidado. A maior parcela da população, 36%, está no nível elementar, compreendendo textos de extensão média, realizando pequenas interferências e resolvendo problemas com operações matemáticas básicas como soma, subtração, divisão e multiplicação. Outras 35% estão no patamar do alfabetismo consolidado, mas apenas 10% de toda a população brasileira estão no topo, no nível proficiente.

Limitação grave

Roberto Catelli, coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, uma das organizações responsáveis pelo indicador, defende que são necessárias políticas públicas para garantir maior igualdade entre a população, ao avaliar que não ter domínio da leitura e escrita gera uma série de dificuldades e é “uma limitação muito grave”.

“Um resultado melhor só pode ser alcançado com políticas públicas significativas no campo da educação e não só da educação, também na redução das desigualdades e nas condições de vida da população. Porque a gente vê que quando essa população continua nesse lugar, ela permanece numa exclusão que vai se mantendo e se reproduzindo ao longo dos anos”, analisa Catelli. A pesquisa mostra ainda que mesmo entre as pessoas que estão trabalhando, a alfabetização é um problema: 27% dos trabalhadores do país são analfabetos funcionais, 34% atingem o nível elementar de alfabetismo e 40% têm níveis consolidados de alfabetismo. Até mesmo entre aqueles com alto nível de escolaridade, com ensino superior ou mais, 12% são analfabetos funcionais. Outros 61% estão na outra ponta, no nível consolidado de alfabetização”.

Desigualdades

Há também diferenças e desigualdades entre diferentes grupos da população. Entre os brancos, 28% são analfabetos funcionais e 41% estão no grupo de alfabetismo consolidado. Já entre a população negra, essas porcentagens são, respectivamente, 30% e 31%. Entre os amarelos e indígenas, 47% são analfabetos funcionais e a menor porcentagem, 19%, tem uma alfabetização consolidada. Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, entidade parceira na pesquisa, é preciso garantir educação de qualidade a toda a população para reverter esse quadro que considera preocupante. Ela defende ainda o aumento do ritmo e da abrangência das políticas públicas e ações:

“A gente vai precisar melhorar o ritmo de como estão acontecendo as coisas porque estamos já em um ambiente muito mais acelerado, em meio a tecnologias, à inteligência artificial”, diz. “E aumentar a qualidade. Precisamos garantir que as crianças, os jovens, os adolescentes que estão ainda, inclusive, no ensino fundamental, possam ter o aprendizado adequado para a sua idade e tudo aquilo que é esperado dentro da educação básica”, acrescenta.

Indicador

O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada, considerando um intervalo de confiança estimado de 95%. Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano.

O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú em parceria com a ⁠Fundação Roberto Marinho, ⁠Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Agência Brasil

Com um esquema bilionário corrupto roubou a dignidade de milhões de aposentados do INSS

Durante anos, aposentados brasileiros foram vítimas silenciosas de uma máquina de corrupção que operava dentro e fora do INSS. Um esquema que misturava crédito consignado, entidades fantasmas, lobistas influentes e servidores corruptos, desviando bilhões de reais de quem mais precisava: os beneficiários da Previdência Social. A investigação da Polícia Federal batizada de “Operação Sem Desconto” revelou uma estrutura empresarial e política operando como máfia institucionalizada. No centro: Maurício Camisotti, empresário ligado ao setor de saúde, ao mercado financeiro e ao escândalo da vacina Covaxin.

O golpe começa com o que parece uma ajuda: uma oferta de empréstimo consignado. Mas, por trás do contrato, aposentados eram automaticamente filiados a associações falsas, como a Ambec, Cebap e Unabrasil. A promessa de alívio financeiro se transformava em desconto mensal de R$ 45, sem autorização — dinheiro que alimentava uma rede oculta de políticos, empresários e servidores públicos. “Eles estão roubando gente pobre, frágil, que mal sabe ler. Isso é um crime contra a dignidade”, diz uma aposentada de 74 anos do interior de São Paulo, que teve R$ 1.080 descontados ao longo de dois anos.

Empresas como a HKM e o Balcão das Oportunidades agiam como operadoras do golpe. Vendiam o empréstimo e, ao mesmo tempo, cadastravam o aposentado na associação. Em troca, recebiam parte das mensalidades. Documentos mostram que a HKM embolsava a primeira mensalidade integral e 30% das seguintes — uma engenharia que tornava cada novo “filiado” uma fonte contínua de receita.

Nem mesmo a estrutura do Estado ficou de fora. Seis servidores do INSS e até um agente da Polícia Federal foram afastados por participação ativa no esquema. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, caiu. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, também. Em um dos apartamentos investigados, a PF encontrou US$199 mil em espécie — guardados como quem sabe que o castelo está para ruir. O empresário aparece como o operador central da fraude. Suas empresas, como a Benfix, receberam R$ 43 milhões das entidades investigadas. Laranjas, familiares e empresas de fachada compunham uma teia usada para lavar dinheiro e esconder patrimônio. Uma de suas empresas movimentou R$ 150 milhões em quatro anos — valor incompatível com sua renda declarada.

Camisotti e seus aliados não atuavam sozinhos. Montaram em Brasília uma mansão-lobby, com o objetivo de criar uma federação nacional de aposentados e influenciar decisões do Executivo, Judiciário e Congresso. Contrataram até o escritório do filho do ministro Ricardo Lewandowski, tentando manter convênios com o INSS mesmo após alertas da CGU e TCU. As primeiras denúncias surgiram ainda em 2023. Mas apenas após a operação da PF em abril de 2025 o governo reagiu com firmeza. Até lá, os descontos indevidos cresceram 400% — e as entidades, como a Ambec, passaram de 3 associados a mais de 650 mil em três anos.

“O Estado falhou — por omissão, por negligência ou por conivência”, afirma um auditor do TCU sob anonimato.

A fraude do INSS não foi obra do acaso. Teve método, comando e objetivo: enriquecer poucos às custas de muitos. É preciso ir além dos alvos óbvios, responsabilizar os bancos que permitiram a atuação de seus correspondentes e revisar todos os acordos firmados com essas entidades.

Recomendações aos Aposentados

        –       Acesse o Meu INSS e consulte o extrato de pagamento.

        –       Use a ferramenta “Excluir mensalidade associativa” ou ligue para o 135.

        –       Denuncie práticas suspeitas à ouvidoria do INSS e ao Ministério Público.

 A Farra do INSS revela não apenas um crime de colarinho branco, mas um colapso institucional. É um teste à capacidade do Brasil de proteger seus mais vulneráveis.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ciro Gomes sobre troca de Lula: Carlos Lupi por Wolney Queiroz na Previdência, ‘Indignidade inexplicável’

Ex-presidenciável do PDT diz estar envergonhado com a escolha de Lula. O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) criticou publicamente a substituição de Carlos Lupi por Wolney Queiroz no comando do Ministério da Previdência, classificando a mudança como uma “indignidade inexplicável”. A manifestação ocorreu após o anúncio feito pelo próprio PDT nas redes sociais.

“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável”, escreveu Ciro na postagem do partido.

Lupi deixou o ministério após desgaste decorrente de uma operação da Polícia Federal que investiga um roubo bilionário em aposentadorias do INSS.  A nomeação de Wolney Queiroz, até então secretário-executivo da pasta, foi recebida com incômodo por parte da bancada do PDT na Câmara, a substituição foi uma “decisão pessoal” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), isto é, sem aval da bancada, segundo informou O Globo. O desconforto também se deve ao fato de que Wolney não apoiou Ciro Gomes na campanha presidencial de 2022, tendo demonstrado afinidade com Lula e participado do gabinete de transição do governo petista.

Embora a maioria do PDT tenha apoiado formalmente Lula no segundo turno de 2022, Ciro mantém uma postura crítica ao governo e uma relação próxima com Lupi, que reassumirá a presidência nacional do partido.

Diário do Poder