Deputado Braide cobra do Governo do Estado a aplicação do Fundo Estadual de Combate ao Câncer

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  No Dia Nacional de Combate ao Câncer, o deputado Eduardo Braide usou a tribuna, nesta segunda-feira (27), para cobrar o funcionamento do Fundo Estadual de Combate ao Câncer.

             “Eu tenho viajado pelo interior do Estado e vejo a falta que faz um mamógrafo, a falta que faz o tratamento de quimioterapia e radioterapia. Hoje, são muitas as pessoas que precisam se deslocar até a capital ou Imperatriz para tentar conseguir o tratamento contra o câncer. O Fundo Estadual de Combate ao Câncer precisa ser implantado definitivamente. Já passou da hora! Não há mais nenhum motivo para que os maranhenses não tenham acesso a esses recursos para combater essa doença”, afirmou o deputado.

                Eduardo Braide fez ainda um alerta sobre a incidência de câncer no país. Ele reforçou que é preciso ações efetivas no combate à doença.

                “Só para que se tenha uma ideia, a estimativa de incidência de câncer no Brasil em 2016 e 2017 diz que serão registrados quase 600 mil casos da doença no país. Portanto, essa é uma situação que precisa de nossa atenção e do nosso trabalho, já que milhares de maranhenses lutam contra esse mal diariamente”, disse.

                 O parlamentar finalizou o discurso solicitando que o governador do Estado efetive, em caráter de urgência, o repasse dos valores destinados ao Fundo Estadual de Combate ao Câncer. Os recursos são oriundos de 5% do ICMS sobre a venda de cigarros e derivados de tabaco e 3% do imposto sobre a venda de bebidas alcoólicas.

              “O Fundo já foi regulamentado, tem o seu Conselho Consultivo instituído, mas nunca houve o repasse dos recursos que constituem a sua receita. Os recursos do Fundo já poderiam ter ampliado e melhorado consideravelmente o diagnóstico e o tratamento das pessoas com câncer. Por isso, apresentei um requerimento solicitando do governador do Estado o repasse, em caráter de urgência, dos recursos do Fundo Estadual de Combate ao Câncer. O requerimento, aprovado por unanimidade, já foi encaminhado para o governador. Portanto, reforço o pedido de que ele tenha a sensibilidade de implantar de forma definitiva o Fundo Estadual de Combate ao Câncer. Essa medida ajudará milhares de maranhenses”, finalizou Eduardo Braide.

Fonte: Agência Assembleia

Sindicato dos Bancários ajuizará ação de revisão de aposentadorias do INSS depois de 1999

            Os segurados do INSS que se aposentaram após 1999 podem requerer revisão de benefício na Justiça através da chamada Revisão da Vida Toda (PBC total ou Vida Inteira) – tese revisional que adiciona ao cálculo da Renda Mensal Inicial (RMI) todos os salários de contribuição da vida dos segurados e não somente os posteriores a julho de 1994.

Os segurados que ingressaram no sistema do INSS antes de 1999 têm os benefícios calculados pela regra de transição trazida pela Lei 9.876/99. A Justiça vem concedendo a chamada “revisão da vida toda”, que inclui todas as contribuições realizadas à Previdência Social para chegar até a média de 80% dos salários, e não apenas os recolhimentos de julho de 1994 para cá, como é aplicado hoje pelo INSS, porque a norma que considera apenas contribuições de julho de 1994 em diante era uma regra de transição na lei, que alterou a fórmula de cálculo no salário de benefício.

A revisão só poderá ser requerida por segurados que contribuíam para o INSS antes de 1994 e para aqueles que tiveram seu benefício previdenciário concedido após 1999. Exemplo: a segurada trabalhou de 1982 a 2012, quando se aposentou por tempo de contribuição, no cálculo inicial dela, o INSS só considerou as contribuições feitas a partir de 1994, desprezando todos os salários de contribuição anteriores a julho de 1994.

Bancários sindicalizados que tenham interesse em ingressar com a ação devem procurar o setor jurídico do SEEB-MA, na sede administrativa da Rua do Sol, nº 413/417, Centro de São Luís. Mais informações: ligue: (98) 3311-3516.

Câmara realiza audiência pública nesta terça-feira para debater projeto “Escola Sem Partido”

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O plenário do legislativo municipal esteve hoje bastante agitado diante do projeto “Escola Sem Partido”

A Câmara Municipal de São Luís estará realizando uma audiência pública com a categoria dos professores, a partir das 14 horas desta terça-feira, para tratar do Projeto de Lei nº 113/2017, de autoria do vereador Francisco Carvalho (PSL), que cria  programa “Escola Sem Partido”. O anúncio foi feito pelo presidente do Legislativo Ludovicense, vereador Astro de Ogum (PR), durante encontro com os manifestantes do magistério, de entidades civis e lideranças politicas contrários ao projeto, os quais se encontravam na galeria do parlamento.

                  Antes de dar início a sessão legislativa procurou dirigir-se aos professores onde foi iniciado um caloroso debate sobre o tema, tendo alguns vereadores se manifestado, enquanto os manifestantes gritavam palavras de ordem contra a proposta e a favor ou contra o parlamentar que emitia sua opinião acerca da questão.

                 Para acalmar os ânimos, Astro de Ogum deixou a presidência da sessão ainda não iniciada e se dirigiu a galeria para conversar com os professores e buscar alternativa para debater melhor a questão. Após algumas conversas com os professores, Astro de Ogum apresentou a proposta de realizar a audiência na tarde desta terça-feira, conseguindo a concordância dos presentes e acalmar os ânimos.

                 Quem também esteve na Câmara Municipal foi o promotor de justiça Paulo Avelar, titular da Promotoria Especializada da Educação, que conversou com o presidente Astro de Ogum, recebendo uma cópia do projeto do polêmico projeto e também foi convidado para a audiência pública de amanhã, que promete muitas discussões e existem comentários de que o vereador Chico Carvalho venha a retirar o projeto de pauta para fazer ajustes e assim evitar o avanço de desentendimentos.

Fonte: Da Diretoria de Comunicação da CMSL

Continua foragido o elemento Lúcio André Genésio que quase matou covardemente ex-companheira e está com preventiva decretada

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  São várias as especulações em torno do paradeiro do elemento Lúcio Andre Silva Soares, que no último dia 11do corrente, de maneira covarde agrediu a ex-companheira e advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, em decorrência dela se negar a reconciliação em razão de um passado marcado pela brutalidade do agressor, que chegou a agredi-la, quando estava gestante. Segundo testemunhas ele não matou a advogada devido a chegada de várias pessoas, que inclusive o prenderam, que foi posto em liberdade por um delegado de plantão e que teriam havido influências politicas para a arbitragem de fiança.

              Comenta-se que advogados do acusado chegaram a sondar as autoridades policiais para a apresentação do criminoso, que posteriormente recuaram, uma vez que ele seria conduzido para a Central de Custódia de Presos de Justiça no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e com direito a um fardamento especial da cor laranja e recolhimento a um xadrez com criminosos do mesmo nível.

               Os advogados Lúcio André Genésio, estudam impetrar um habeas-corpus no Tribunal de Justiça, mas acreditam em ter pouca chance de sucesso, decorrente de que o criminoso está foragido e o dolo da sua agressão foi covarde e muito voraz.

                Por outro lado advogados da OAB-MA e da Associação dos Advogados do Maranhão estão acompanhando o andamento das investigações e esperam que o processo corra à revelia, em razão da fuga.

                Por outro lado, Lúcio André Genésio, segundo se fala em Pinheiro é candidato a deputado estadual contando com o apoio do seu irmão que é prefeito do município de Pinheiro.

Reajuste salarial dos servidores estaduais não é prioridade do Governo do Estado

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Reajuste salarial dos servidores do Poder Executivo não é prioridade do Governo do Estado.

              Três anos se passaram desde que o governador Flávio Dino assumiu o comando do Governo do Estado. Esse também é o tempo que os servidores do Poder Executivo não veem qualquer percentual de reajuste em seus salários. Na última semana, em uma reunião com lideranças políticas no Hotel Abbeville, em São Luís, membros do secretariado do governo estadual confirmaram a boa situação fiscal e financeira do Maranhão, reconhecendo, inclusive, a viabilidade de concessão de reajuste salarial aos servidores. Por outro lado, eles também informaram que, mesmo com o cenário promissor, essa não é uma prioridade do governo, que está preferindo aplicar os recursos em outras áreas.

               Uma recente publicação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que traz um panorama em vários segmentos de indicadores econômicos dos estados da Federação, mostra que o Maranhão está em situação confortável quando comparado a outros estados. O Percentual da Despesa com Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida está abaixo do limite prudencial.

              Segundo Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo, como o governador Flávio Dino resiste à implantação da 2º Etapa do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE), seria muito importante que ele pelo menos fizesse a reposição da inflação, que até hoje já causou perdas de mais de 20% do poder de compra dos servidores públicos estaduais.

              São três anos de uma gestão que não se interessa em abrir o diálogo com a categoria, não atendendo aos pleitos daqueles que fazem a máquina pública funcionar. Seguimos lutando pelo reajuste salarial dos servidores do Poder Executivo, bem como pela implantação da 2º etapa e reabertura do PGCE para novas adesões. Contamos com o seu apoio!

Fonte: SINTSEP Noticias

O que fez Luciano Huck desistir quando as pesquisas apontavam o seu crescimento

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    O candidato ensaiou uma candidatura presidencial, iniciou negociações nesse sentido e começou a ‘costurar’ um considerável apoio político. Assim fez Luciano Huck. Entretanto, quando às pesquisas de consumo e a própria conjuntura indicaram o seu estrondoso crescimento, inexplicavelmente ele desiste da disputa.

A explicação para a desistência é simples. Huck percebeu que sua vida seria devassada e que as consequências poderiam ser catastróficas. E Huck tem diversos dilemas em sua vida que poderiam prejudicá-lo e até mesmo desmoralizá-lo cruelmente.

Este ano mesmo o apresentador perdeu uma briga judicial, que se arrastava há alguns anos, pelo cometimento de crime ambiental. Ele foi condenado em última instância a pagar R$ 40 mil por cercar com boias e redes a faixa costeira ao longo de sua mansão na Ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, litoral sul do Rio de Janeiro, sem autorização ambiental.

O duro é que esta não foi a primeira vez que o apresentador confundiu o patrimônio público com o privado. O dia-a-dia, o sofrimento e as regalias de poderosos na prisão. Em 2006, ele foi denunciado pelo MPF porque a mansão da Ilha das Palmeiras teria sido construída sobre um espelho-d’água cercado por rochas e por ter erguido um muro com cerca de dez metros de altura. Ele também mandou fazer diques para a formação de uma praia artificial. No entanto, conseguiu escapar da Justiça, alegando que a construção original, de 1971, foi concluída antes da entrada em vigor da legislação atual, e que ele apenas reformara a casa que lá já estava. Há quem afirme que ele mentiu, mas colou, e Huck saiu ileso.

Por outro lado, apenas numa pequena amostragem do que poderia acontecer com Huck, caso resolvesse levar a frente o seu projeto de candidatura, nos últimos dias começou a circular com mais frequência na internet, um vídeo que demonstra claramente como o apresentador manipula as competições que realiza em seu programa na Rede Globo. No vídeo, fica evidente a tentativa de prejudicar uma determinada candidata e de favorecer claramente um outro concorrente, aquele que seria o seu preferido. Pura, desnecessária e inadmissível desonestidade.

Tais fatos, por si só, numa campanha acirrada, demonstrariam que Huck não representaria nada de novo, nem de positivo, na política. Foi bem melhor cair fora.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Júri Popular encerrou 19 anos de impunidades e condenou assassinos de trabalhadora rural no Maranhão

Conceição Rosa tinha 71 anos na época e teve coragem para acolher os trabalhadores que estavam sem rumo após um despejo.

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(Por Reynaldo Costa – Da Página do MST)

                    Aconteceu durante todo o dia desta última terça-feira (21), em Itapecuru Mirim, a 100 km de São Luís, o julgamento dos três acusados de participação no assassinato da trabalhadora rural Maria da Conceição Rosa. Dos acusados, dois foram condenados e um absolvido. O crime aconteceu em janeiro de 1998.

                   Desde as primeiras horas da terça-feira, trabalhadores rurais do MST e militantes de Direitos Humanos começaram a se concentrar no pátio da Câmara de Vereadores de Itapecuru Mirim para acompanhar o julgamento de Francisco de Paula Oliveira (foto abaixo), João de Jesus Ferreira e de José Maria Rosa. Os três são acusados assassinar, em 04 de janeiro de 1998, a trabalhadora rural Maria da Conceição Rosa.

                  Os três acusados faziam segurança da fazenda, mas somente dois atiraram contra a vítima, assim, João de Jesus Ferreira foi absolvido pelo Júri por não ter participado do crime.

                  Os demais acusados foram apontados como autores dos disparos que vitimaram Conceição Rosa. O conselho de sentença do Júri entendeu ainda que a vitima não teve chances de defesa, tendo sido surpreendida por vários disparos em sua direção.   Nestas condições, Francisco de Paula Oliveira e José Maria foram condenados por crime qualificado, recebendo penas de 19 anos e 3 meses e de 16 anos e 7 meses, respectivamente.

                  Ao aplicar a dosimetria da pena, a Juíza Laysa de Jesus Paz, da 1ª Vara da Comarca de Itapecuru Mirim, enfatizou que o crime foi fútil, em que a vitima em nada influenciou na ação dos assassinos, pois estava unicamente no interior de sua propriedade agindo em solidariedade a centenas de sem terras, dentre eles várias crianças, cedendo o poço que lhe pertencia para fornecer-lhes águas para suprir necessidades prementes.

                  Para Edivan Reis, da Direção Nacional do MST no Maranhão, o resultado do julgamento foi importante apesar dos anos de impunidades e a ausência de investigação sobre a participação do proprietário da área, José Renato. “As penas aplicada foram justas, o que tornou ruim o resultado são os 19 anos de espera por esse momento, e uma absolvição do latifundiário que é o maior criminoso no processo e que nem veio a ser investigado.”

                  O Advogado Eduardo Corrêa, que vem acompanhando o caso, refletiu que a demora na elucidação deste caso foi política, principalmente pela demora na realização das pericias e da reconstituição do crime por parte do Instituto de Criminalista do Maranhão – ICRIM, só realizado em 2011. Explicando aos trabalhadores, em vigília no julgamento, o advogado observou que o atraso neste caso não foi especificamente da Justiça, mas sim a ausência da operação técnica legal do Estado na apuração do ocorrido.

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  Assentado na Comunidade Conceição Rosa, em Itapecuru, Luís Gonzaga reflete que foi importante a concentração de todos os trabalhadores na vigília. “É um crime que abalou todos de nós, a Conceição não cometeu nenhum crime apenas nos ajudou. Mesmo tarde, nós estamos contentes pelo resultado do julgamento. Valeu muito enfrentar o calor durante todo o dia na espera dessa resposta.”  Gonzaga era um dos trabalhadores despejados que sofreu com o despejo e seguidamente recebeu a ajuda de Maria Conceição.

Solidariedade 

                Maria da Conceição Rosa foi sentenciada a morte pelo latifúndio, por ter praticado um ato de solidariedade sem precedente. Ela acolheu em seu pequeno sitio mais de 100 famílias de sem terras que estavam sendo despejadas da fazenda Iguaraci, vizinha a sua propriedade.  O fato aconteceu em 04 de janeiro de 1998, quando ela apresentava o poço de água para os trabalhadores rurais.

                Conceição Rosa tinha 71 anos na época, não tinha filhos biológicos, mas adotou três crianças e cuidava do pai já bem idoso. Ainda teve coragem para acolher os trabalhadores que estavam sem rumo após o despejo.

A Região

                As famílias, as quais Conceição Rosa acolheu, ocuparam em 03 de janeiro de 1998 a fazenda Iguaraci de 1600 hectares, que tinha como dito proprietário o latifundiário José Renato, dono de outras 22 propriedades no estado. Na época, José Renato era um fazendeiro agressivo que perseguia quebradeiras de cocos e posseiros, há relatos de trabalhadores que foram torturados por ele.

               Em julho do mesmo ano, a área em disputa foi desapropriada e assentadas 96 famílias de trabalhadores rurais. E o que antes era chamado de Fazenda Iguaraci passou a ser chamado Assentamento Conceição Rosa.

Fonte: CPT Nacional

 

Tenente-Coronel Ilmar Lima Gomes recebeu o título de Cidadão de Imperatriz

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O Tenente-Coronel Ilmar Lima Gomes, Comandante do 3º Batalhão da Policia Militar em Imperatriz, foi distinguido pela Câmara Municipal da principal cidade da região tocantina, com o título de Cidadão de Imperatriz. A solenidade foi realizada no Salão de Convenções do Município e contou com a presença do governador Flavio Dino e de vários segmentos populares da área de atuação do 3ºBPM.

     A realização de um importante trabalho voltado para os interesses coletivos, principalmente na garantia de ir e vir dos cidadãos favoreceu o reconhecimento público ao militar e toda a unidade que dirige, que vem conseguindo de maneira efetiva reduzir a violência na área de atuação do batalhão que comanda.

    A simplicidade e o compromisso de fazer valer a segurança pública elevaram o nome do tenente-coronel Ilmar Lima Gomes perante várias comunidades  e avançou em toda a cidade, o que deu origem a que a Câmara Municipal, através de vários vereadores e depois por unanimidade no legislativo municipal a outorga ao título de cidadão ao experiente oficial superior da Policia Militar do Maranhão.

    Ao falar na solenidade para agradecer o título de cidadão aos vereadores da Câmara Municipal e por extensão da população de Imperatriz, disse que se sentia com a responsabilidade aumentada em servir cada vez melhor junto com o seu batalhão, com quem dividirei o mérito do reconhecimento público, afirmou o tenente-coronel Ilmar Lima Gomes.

Mulher que pode trabalhar não tem direito à pensão do ex-marido

Decisão é da 3ª turma do STJ.

              “O fim de uma relação amorosa deve estimular a independência de vidas e não, ao contrário, o ócio, pois não constitui garantia material perpétua. O dever de prestar alimentos entre ex-cônjuges ou companheiros é regra excepcional que desafia interpretação restritiva, ressalvadas as peculiaridades do caso concreto, tais como a impossibilidade de o beneficiário laborar ou eventual acometimento de doença invalidante.”

               Com esse entendimento, a 3ª turma do STJ deu provimento a recurso especial para exonerar o ex-marido de continuar pagando pensão alimentícia em dinheiro à ex-mulher.

               Após o fim do relacionamento, ele foi condenado a arcar mensalmente com o valor de 4,7 salários mínimos a título de pensão alimentícia, sendo três salários em dinheiro e 1,7 salários mínimos correspondentes à metade do valor do aluguel do imóvel comum, ainda não partilhado, que é utilizado exclusivamente pela ex-companheira.

               Na ação de exoneração de alimentos, a alteração da condição financeira da mulher e o fato de ela já ter iniciado uma nova relação afetiva serviram como fundamentos para a interrupção da obrigação.

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            Em 1ª instância, o juízo reconheceu o aumento das possibilidades financeiras da ex-companheira e dispensou o pagamento em dinheiro, mantendo a pensão em 1,7 salários mínimos, na forma de ocupação exclusiva do imóvel comum. No caso de desocupação do imóvel, a importância equivalente à metade do aluguel deveria ser paga em espécie.

            O TJ, no entanto, restabeleceu integralmente a obrigação alimentar por entender que não teria sido comprovada a constituição de união estável entre a mulher e seu novo namorado e que o aumento nos seus vencimentos visava garantir o poder aquisitivo e não representou ganho salarial.

Temporário

             O relator do recurso no STJ, ministro Villas Bôas Cueva, destacou que o entendimento do tribunal de origem destoa da jurisprudência da Corte sobre o caráter temporário da pensão alimentícia.

             Citando julgado da ministra Nancy Andrighi, Villas Bôas afirmou que os alimentos devidos a ex-cônjuge devem apenas assegurar tempo hábil para sua “inserção, recolocação ou progressão no mercado de trabalho, que lhe possibilite manter, pelas próprias forças, status social similar ao período do relacionamento“.

               “No caso dos autos, pode-se aferir a plena capacidade da recorrente para trabalhar, tanto que se encontra empregada, atual realidade da vida moderna. Assim, impõe-se a exoneração gradual da obrigação alimentar, independentemente da qualificação da nova relação amorosa da alimentanda, na forma posta na sentença.”

Exoneração

               O ministro lembrou ainda que, conforme estabelecido em precedente da 2ª seção do STJ, o fato de a ex-mulher residir sozinha no imóvel – já que a partilha está sob pendência judicial – garante ao ex-marido o direito de receber aluguel pelo uso privado do bem comum.

              Foi determinada, então, a exoneração do pagamento da pensão em dinheiro, em razão do uso privado da residência e das demais circunstâncias do caso, e especialmente porque, conforme destacou o relator, a ex-mulher já recebeu o auxílio por quase uma década.

              Na hipótese de desocupação do imóvel, o pagamento do valor de 1,7 salário mínimo deverá ser feito em espécie, mas apenas até partilha, data em que o homem ficará definitivamente exonerado de qualquer obrigação alimentar.

              O relator ressalvou a possibilidade de a recorrida, caso necessite, formular novo pedido de alimentos direcionado a seus familiares, uma vez que “o ordenamento pátrio prevê o dever de solidariedade alimentar decorrente do parentesco (artigos 1.694 e 1.695 do CC)”.

Informações: STJ e Migalhas

Pesquisa da Fecomércio-MA indica que 69,6% dos consumidores de São Luís devem ir às compras no período natalino

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Fecomércio afirma que pesquisas revelam que quase 70% da população de São Luís irão as compras

 

O levantamento de intenção de consumo para o Natal 2017, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), indica que um número expressivo de consumidores deve ir às compras neste fim de ano. De acordo com o estudo, 69,6% dos entrevistados pretendem comprar presentes neste período, o que representa 07 em cada 10 pessoas dispostas a consumir em função das festividades natalinas.

Além disso, para este ano o número de ludovicenses que afirmam que não irão às compras foi de apenas 15,8%, demonstrando um recuo de 24,0% entre as pessoas pessimistas em relação ao consumo na comparação com o mesmo período de 2016, ou seja, um em cada quatro entrevistados que afirmava que não iria às compras no Natal do ano passado deixou essa condição de limitação de gastos.

Por outro lado, o número de consumidores indecisos com relação ao consumo atingiu a marca de 14,6% este ano, o que equivale ao dobro do índice do ano anterior e demonstra que parte da população permanece reticente em relação às compras em datas comemorativas e aguarda a melhoria efetiva das condições de renda para retomar os níveis de consumo.

Outra condição que deve trazer otimismo para o comércio nesse período, além do expressivo índice de intenção de consumo, é a predisposição dos consumidores para os gastos com a data. De acordo com a pesquisa, o valor médio do presente para o Natal deste ano é de R$ 140,00, equivalente a um crescimento de 12% nas intenções de gastos em relação a 2016. Já o valor médio geral das compras, englobando aqueles consumidores que pretendem comprar mais de um presente e também os gastos com as comemorações, foi calculado em R$ 328,00, representando um avanço de apenas 0,31% na comparação com o ano passado.

Para a Federação do Comércio do Maranhão, o momento é de restabelecimento da atividade econômica após dois anos de recessão, em um cenário de inflação abaixo da meta, retomada do mercado de trabalho e crescimento no volume de vendas do comércio varejista no Maranhão.

“Devemos encerrar este ano com o comércio retomando os trilhos do crescimento, já que os últimos meses demonstraram sinais positivos de recuperação da economia, o que cria as bases para o retorno dos investimentos dos empresários do setor varejista”, avaliou o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.

Consumo

Em relação ao perfil do consumidor para o Natal deste ano, a pesquisa mostra que as mulheres, com 71,1% de intenção de consumo, aparecem mais predispostas às compras do que os homens, que indicaram 67,9% de intenção de consumo. Em relação à faixa etária do consumidor, o maior nível de intenção de consumo foi registrado entre aqueles com idade de 21 a 35 anos, com 70,9%. Completam o perfil do consumidor mais otimista para as compras neste Natal as pessoas com ensino superior completo, com 80,3% de intenção de compras, e os consumidores com renda familiar mensal superior a seis salários mínimos, com 93,2% de intenção de consumo.

Quanto aos gastos, percebe-se que os homens estão mais dispostos a gastar com a compra do presente, com média de R$ 147,00 contra R$ 137,00 calculado para as mulheres. No entanto, no valor geral das compras, incluindo a comemoração, as mulheres se mostram mais intencionadas aos gastos, com média de R$ 344,00 contra R$ 315,00 indicado para os homens.

Utilizando-se por base apenas o valor médio do presente, que foi o índice com maior crescimento na comparação anual, verifica-se que o perfil do consumidor que deverá investir mais na compra do presente é constituído pelas pessoas na faixa etária de 21 a 35 anos (R$ 147,00), com ensino superior completo (R$ 153,00) e renda familiar mensal superior a seis salários mínimos (R$ 154,00).

Ainda segundo o estudo, 28,0% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar apenas um produto e 27,4% diz ter a intenção de adquirir até dois itens para presentear. Com isso, 55,4% dos consumidores, ou seja, mais da metade dos ludovicenses dispostos ao consumo neste Natal, deverão concentrar suas despesas em poucos presentes, elevando com isso o valor desse item em relação ao ano anterior. Em 2016, a procura por presentes estava mais diversificada em muitos itens, mas de baixo valor agregado, já que 51,7% dos entrevistados naquela época tinham a intenção de comprar três ou mais presentes. Para este ano, somente a parcela dos consumidores que pretendem comprar apenas um produto cresceu 48,9% na comparação com ano passado.

Nessa perspectiva de concentração das despesas, a pesquisa mostra que as crianças serão as principais beneficiadas com presentes no Natal deste ano, uma vez que os brinquedos assumiram a liderança nas intenções de compras com 54,2% das indicações dos entrevistados, uma aceleração de 71,5% em relação ao passado quando ocupava a segunda posição na lista de preferência dos consumidores. O segundo lugar deste ano ficou com os calçados com 28,4% das escolhas, seguido dos artigos de vestuário com 20,5%. Os calçados também experimentaram um crescimento de 27,9% na comparação anual, enquanto os itens de vestuário recuaram para apenas um terço das escolhas apresentadas em 2016.

Outros produtos de alto valor agregado, tais como aparelhos de som e imagem, celulares, smatphones, eletroportáteis, relógios, joias, eletrodomésticos, computadores, notebooks e tablets somaram 25,6% da preferência deste ano, ou seja, um em cada quatro consumidores deverão optar por esses produtos mais caros. No ano passado essa demanda representava apenas 6,4% dos consumidores, ou seja, tem-se em 2017 uma procura quatro vezes maior por esses tipos de produtos, reflexo da demanda reprimida nos últimos dois anos em função da crise econômica que abalou o poder de compra da população, mas que já apresenta sinais claros de recuperação nos últimos meses deste ano.

 Pagamento

Quanto à forma de pagamento, 68,3% dos consumidores deverão optar pela modalidade à vista, com destaque para a utilização do dinheiro em espécie (60,5%) sobre o cartão de débito (7,8%). Em segundo lugar ficou a opção pelo cartão de crédito, com 35,6% das indicações dos consumidores. Na comparação com 2016, a tendência pelo uso do dinheiro no comércio para a compra dos produtos natalinos avançou 13,7%, enquanto a preferência pelo uso do cartão de crédito recuou 8,2%.

“Esse resultado está ligado ao momento gradativo de recuperação da renda das famílias após dois anos de recessão econômica que atingiu diretamente o mercado de trabalho e gerou um sentimento de prudência no consumidor com relação à contratação de novas dívidas de longo prazo neste momento, uma vez que ainda persiste certa insegurança quanto ao futuro do emprego e da renda”, explicou José Arteiro da Silva.

A opção pelo uso do cartão de crédito neste momento está mais direcionada aos consumidores com idade de 21 a 35 anos, que demonstraram 40,7% de intenção de utilizar essa modalidade de pagamento, as pessoas com ensino superior, com 36,4%, e aqueles com renda familiar mensal de 3 a 6 salários mínimos, com 38,1%. Isso demonstra que a preferência pela utilização do crédito e pelo endividamento neste momento está fortemente alicerçada naqueles consumidores com uma renda mais estabilizada e perspectivas profissionais mais favoráveis.

 Locais

O levantamento demonstrou que 38,9% deverão optar pelos Shoppings e 38,3% pelas lojas do Centro, sendo que ambos os locais apresentaram retração nas intenções de compras na comparação com 2016 de 12,6% e 4,5%, respectivamente. Por outro lado, as lojas de rua, lojas de bairro ou galerias comerciais com 18,5% das indicações dos consumidores e os supermercados com 8,6% experimentaram acelerações respectivas nas preferências deste ano de 19,4% e 22,9%, destacando-se na comparação anual e demonstrando a diversificação das opções dos consumidores para as compras deste ano.

De acordo com a faixa etária do consumidor, a pesquisa mostra que a preferência pelas lojas dos Shoppings tende a ser maior entre os consumidores com idade até 20 anos, que apresentaram 52,0% de indicação por esses locais, recuando para 37,9% entre aqueles com idade de 21 a 35 anos e chegando a 34,2% entre os consumidores com mais de 36 anos. No sentido contrário, a escolha pela Rua Grande é destacável entre as pessoas com mais de 36 anos, com 43,8% das intenções de compras, recuando para 34,3% entre as pessoas com idade de 21 a 35 anos e chegando a apenas 29,9% entre aqueles com até 20 anos.

Saiba mais

A pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) entrevistou 700 pessoas entre homens e mulheres com mais de 18 anos nos dias 8 a 11 de novembro de 2017, abordadas nos principais pontos de circulação de consumidores da capital maranhense. A margem de erro da amostra é de 3,7% e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Fonte: Ascom Fecomércio